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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico se baseia em mitos
em que nem Boff acredita

Casamento de Martín García de Loyola (descendente indireto de Santo Inácio) e Beatriz Clara Coya (da famía real dos Incas). Igreja da Compañía, Cuzco, século XVII
Casamento de Martín García de Loyola (descendente indireto de Santo Inácio)
e Beatriz Clara Coya (da família real dos Incas).
Igreja da Companhia de Jesus, Cusco, Peru, século XVII.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Em seu blog pessoal, o ex-frade Leonardo Boff, incensado “teólogo da libertação da Mãe Terra” e redator entre outros da encíclica ‘Laudato si’’ do Papa Francisco, increpou o próximo Sínodo Pan-amazônico por desconhecer o ecossistema amazônico.

E se propôs desfazer mitos que deturpariam as noções e os objetivos dos padres sinodais que entretanto o Papa quer ver concretizados.

Quando comentei o artigo com meus amigos, esses não conseguiam acreditar. O Boff falando contra esses mitos?

A surpresa – como a minha também – foi maiúscula ouvindo os sofismas do guru da mística verde alucinada. Mas, logo apareceram incubados abismos ideológicos inimagináveis. Vejamos.

1. Boff: índio não é um ser consubstanciado com a natureza


Segundo ele, o “primeiro mito” é acreditar no “indígena como selvagem genuinamente natural e por isso em perfeita sintonia com a natureza”.

Espantou-me o ulemá da ecologia dizer isso. Mas não a tese em si mesma.

Aprendi de Plínio Corrêa de Oliveira, professor de História Moderna e Contemporânea na PUC, grande conhecedor do Brasil, que o índio não é o “homem da selva puro de toda influência da civilização” como diz Boff, ou da religião cristã.

Segundo o Dr. Plínio o selvagem das selvas é um infeliz decadente moral e cultural que tocou o fundo do poço.

Reconstituição artística de cidades amuralhadas na região amazônica descobertas por arqueólogos e descritas por missionários. A decadência moral e cultural jogou as tribos a miseráveis malocas.
Reconstituição artística de cidades amuralhadas na região amazônica
descobertas por arqueólogos e descritas por missionários.
A decadência moral e cultural jogou as tribos a miseráveis malocas.
Mas, heroicos missionários e desbravadores, militares incluídos, foram resgatando-os do abismo de perdição e reconduzindo-os para a maravilha da igreja, da civilização e da brasilidade.

O guru “verde” diz algo parecido, mas logo depois envereda para o pior oposto possível.

Esse primeiro mito que inspiraria o Sínodo Pan-amazônico, segundo Boff, seria achar que enquanto ‘selvagem genuinamente natural em sintonia perfeita com a natureza’ o índio “regular-se-ia por critérios não-culturais, mas naturais”.

Segundo este mito “ele estaria numa espécie de sesta biológica face à natureza, numa perfeita adaptação passiva aos ritmos e à lógica da natureza”.

Portanto, andaria no meio da selva numa espécie de inconsciência deliciosa sem aplicar a inteligência e a vontade. Algo que faz sentido no mundo da hipnose e da droga, e notadamente de uma mística incompatível com a natureza humana.

Mas essa visão não corresponde à realidade. Boff explica: “esta ecologização dos indígenas é fruto do imaginário urbano, fatigado pelo excesso da tecnificação e da artificialização da vida”.

Quer dizer, essa visualização é falsa.

E se compreende, porque provém de filosofias e teologias panteístas condenadas repetidamente pela Igreja, mas que refloram periodicamente nas heresias da história na própria Europa.

A luxuriante vegetação da floresta amazônica não engana os entendidos: a Amazônia não é o pulmão do mundo
A luxuriante vegetação da floresta amazônica
não engana nem ao alucinado teólogo verde:
a Amazônia não é o pulmão do mundo, confessa ele
O insuspeito Boff defende, porém, uma posição que Dr. Plínio adotou desde um ponto de vista totalmente oposto: “os indígenas amazônicos são humanos como quaisquer outros humanos”.

“A pesquisa, diz Boff, comprova o jogo de interação entre os indígenas e a natureza. As relações não são ‘naturais’, mas culturais, como nós, numa teia intrincada de reciprocidades”.

O indígena como todos os homens, foi criado por Deus para dominar a natureza e pô-la sabiamente a seu serviço, ensinou sempre a Igreja.

E nesse sentido Deus lhe ordenou submete-la. É um domínio de origem religiosa que gera culturas.

Mas, Boff adota contraditoriamente a tese panteísta do missionarismo tribal-comunista: o índio é um mero prolongamento pessoal e social da natureza.

2. Até Boff diz: “a Amazônia não é o pulmão do mundo”


O segundo mito que o ex-frade recusa está sendo repetido ao cansaço a propósito das queimadas que acontecem todos os anos: “a Amazônia é o pulmão do mundo”.

O teólogo libertador da Mãe Terra pede a seus colegas que parem com essa mentira, lhes lembrando: “o oxigênio liberado de dia pela fotossíntese das folhas é consumido pelas próprias plantas de noite e pelos demais organismos vivos. Por isso a Amazônia não é o pulmão do mundo”.

Ele então desestima o mito de que a floresta absorve CO2 “principal causador do efeito estufa”, falso primário refutado pelos científicos objetivos.

3. A floresta amazônica jamais poderá ser o celeiro do mundo


O terceiro mito, prossegue o teólogo subversivo, é o da “Amazônia como o celeiro do mundo. (...) Não é. (...) é luxuriante, mas num solo pobre em húmus. (...)

“O humus não atinge, comumente, mais que 30-40 centímetros de espessura”, prossegue. “Com as chuvas torrenciais é carregado embora. Em pouco tempo aflora a areia. a Amazônia jamais poderá ser o celeiro do mundo”.

Eventual desertificação da Amazônia pelo desmatamento só seria possível se não fosse a mão sábia dos proprietários rurais que recuperaram até solos mais ingratos. Mas isto Boff não diz porque é uma verdade odiada pelo comunismo tribalista.

Índios paresi querem tecnologias do agronegócio para sobreviver.
Os produtores rurais vão substituindo a floresta velha por novos bosques, plantando pastos, criando gado e favorecem o aumento do humus, a absorção primaria do CO2 e liberando oxigênio; canalizam e irrigam segundo a necessidade.

Dessa maneira estimulam a vida e melhoram a terra. Assim a Europa foi sendo civilizada pelas abadias medievais, para citar apenas um exemplo dos omitidos pelo ‘teólogo’ niilista.

Boff, porém, adota a tese anticivilizadora: “com a introdução dos grandes projetos de hidrelétricas e do agronegócio e hoje sob o anti-ecologismo do governo Bolsonaro, continua a brutalização e devastação da Amazônia”.

Em poucas palavras, o ex-frade outrora ultra vermelho e hoje super verde, desqualifica os exageros, pânicos e mentiradas de seus desatualizados colegas do Sínodo Pan-amazônico como sendo uns ‘moderados’.

O que visa ele?

Uma ideia muito simples: o homem, inclusive o índio, é incompatível com a ecologia.

Nem o aborígene atinge o ideal sonhado pelos filósofos verdes. Não há ser humano que preste, segundo ele.

O fundo anti-humano do ecologismo radical evoca o atribuído por santos ao Anticristo. Luca Signorelli (1445 - 1523), basílica de Orvieto, Itália.
O fundo anti-humano do ecologismo radical
evoca o atribuído por santos ao Anticristo.
Luca Signorelli (1445 - 1523), basílica de Orvieto, Itália.
O site espanhol “La voz libre”, reproduz aquilo que pensa em última análise o teólogo de referência na redação e interpretação do Instrumentum Laboris, documento básico do Sínodo Pan-amazônico.

Seu pensamento ficou registrado em livro que escreveu em 1995 Cry of the Earth, Cry of the Poor. (Grito da Terra, grito dos pobres).

Ali, Boff chega à conclusão de que o ser humano não tem conserto. Portanto, é um empecilho para a evolução!

Segundo suas palavras, o homem é “um verdadeiro Satanás da Terra”. Portanto, a tintura mãe do mal.

Confira: Ideólogo ‘verde’ condena homem como 'assassino serial' da Criação

A conclusão está de acordo com a lógica anarco-tribal porque o homem é filho de Deus criado a Sua imagem e semelhança, portanto do Deus que ele renegou.

Para a visão de Boff, a ecologia integral que deve pregar o Sínodo ensina que todos os seres, humanos e não humanos, são entes iguais.  Portanto, o homem é igual à serpente, o padre ao pajé, e Deus ao diabo.

O universo seria uma massa material em perpetua evolução que só pode ser regida por um governo global inspirado numa nova religião ecumênica, igualitária, gnóstica e universal.

É uma visão muito parecida àquela que o bem-aventurado pregador espanhol Francisco Palau via ir tomando conta do mundo por obra de forças ocultas no século XIX: o reinado do Anticristo!

Mas isso já não tem nada a ver com a ecologia, é uma manipulação da ciência para pô-la a serviço de uma seita religiosa radical.



domingo, 25 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico debate extinguir as missões católicas pretextando ecologia

A verdadeira missão: entre morrer mártires ou salvar batizando as almas dos índios.
Anchieta e Nóbrega pregam na cabana de Pindobuçu, Benedito Calixto (1853 — 1927)






Entre os dias 6 e 27 de outubro realizar-se-á em Roma a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para região Pan-Amazônia, englobando o Brasil e oito países vizinhos.

Apesar de ser uma assembleia voltada para a Amazônia, esse Sínodo tomou uma dimensão universal, sendo apresentado pelos seus organizadores como um modelo para outras regiões e até para o mundo inteiro.

Seu documento preparatório “Amazônia: novos caminhos para a Igreja para uma ecologia Integral” é eloquente nesse sentido.

Ele afirma seu caráter universal: “As reflexões do Sínodo Especial superam o âmbito estritamente eclesial amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro de todo o planeta”.

Os organizadores da reunião episcopal pretendem utilizá-la como plataforma para lançar uma Igreja-nova.

Uma “igreja” mistura de cristianismo com paganismo indígena, dedicada ao culto panteísta da mãe-terra, à preservação da mata virgem e à promoção do tribalismo comunitário.

Seria uma alternativa, aliás falsa, à nossa sociedade industrializada, consumista e predatória do meio ambiente.

A pregação do Evangelho nas selvas diminuiu o influxo dos demônios que as infestam.
Padre Anchieta, Benedito Calixto (1853 — 1927)
Os temas de tal Sínodo são vastos, e suas rupturas com a doutrina católica em pontos inegociáveis são numerosas.

Neste artigo, apenas tratarei das rupturas missionárias e da verdadeira doutrina católica sobre a evangelização da América.

Ruptura com a visão tradicional das missões

As novas missões põem de lado qualquer ideia de evangelização, limitando-se a dar apoio material aos indígenas e promover um “diálogo intercultural” com eles.

Isso equivale a enclausurar as populações indígenas em seus próprios costumes, uma atitude muito valorizada pelos antropólogos pós-modernos.

Acima de tudo, equivale a privar os nativos da fé católica, dos meios sobrenaturais de salvação, contrariando o que foi ordenado por Nosso Senhor Jesus Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a todas as criaturas” (Mc 16, 15-16).

Um exemplo disso vem do missionário italiano Pe. Corrado Dalmolego, responsável pela missão Catrimâni do Instituto de Missões Consolata em terras indígenas yanomamis.

Em entrevista ao portal espanhol Religión Digital, ele se gabou de dirigir “uma missão de presença de diálogo”, na qual “há 60 anos ninguém foi batizado”...

O Documento Preparatório do Sínodo elogia a espiritualidade e as crenças dos povos amazônicos como fonte do “bem viver” e de respeito pela natureza.

Também apresenta seus líderes religiosos como “os anciãos sábios, chamados segundo culturas as diferentes culturas pajé, curandeiro, mestre, ou xamã, porque eles promovem a harmonia das pessoas entre si e com o cosmos”.

O Pe. Corrado Dalmolego adota costumes selvagens e comemora que na missão “há 60 anos ninguém foi batizado”.
Comuno-tribalismo sinodal: o Pe. Corrado Dalmolego adota costumes selvagens
e comemora que na missão “há 60 anos ninguém foi batizado”.

A doutrina católica sobre a evangelização da América

Em face das novidades que esses neomissionários do Sínodo da Amazônia querem nos inculcar, cumpre conhecer a verdadeira doutrina católica a respeito.

Os Romanos Pontífices, de Alexandre I até João Paulo II, pronunciaram-se numa continuidade impressionante sobre o tema, à margem das controvérsias históricas, de modo a não deixar dúvidas.

A Livraria Editora Vaticana publicou, sob os cuidados do Pe. Josef Meztzler, diretor da Escola Vaticana de Paleontologia, uma coletânea de 837 documentos papais, intitulada Americae Pontificiae – Primi Saeculi Evangelizationis, englobando somente o período 1493-1591.

Ela reúne as Bulas de Alexandre VI até Gregório XVI sobre a evangelização das Américas e estão conservadas nos Arquivos Vaticanos.

Em sua célebre Bula Inter Caetera, de 3 de maio de 1493, Alexandre VI afirmava que “a Fé católica e a Religião Cristã sejam exaltadas sobretudo em nossos tempos e por onde quer se ampliem e delatem, e se preocupem com a salvação das almas, e as nações bárbaras sejam submetidas e reduzidas à Fé Cristã”.

Em 29 de maio de 1537, o Papa Paulo III, com sua Pastorale officium, condenava o comércio de escravos e afirmava que os indígenas deveriam ser considerados homens, e não animais.

Pouco depois, o mesmo Papa Paulo III, no documento Exponi nobis superfecisti, concedia aos sacerdotes que trabalhavam nas Américas a faculdade de denunciar às autoridades os colonos que escravizavam os silvícolas do novo Continente.

São Juan Diego, a quem apareceu Na. Sra. de Guadalupe. Cooperou decisivamente no batismo do povo mexicano.
Índio São Juan Diego, a quem apareceu Na. Sra. de Guadalupe.
Cooperou decisivamente no batismo das tribos mexicanas.
São Pio V, em carta de 10 de agosto de 1568, elogiava o zelo pela conversão dos índios manifestado pelo Rei da Espanha, Felipe II.

O Papa acompanhava com vigilante atenção a idoneidade das nomeações de vice-reis e autoridades menores responsáveis pela evangelização e proteção dos aborígenes americanos contra possíveis excessos cometidos pelos colonizadores.

Confirmando a doutrina corrente na época, os Pontífices ratificaram os direitos das nações ibéricas de colonizar a América e evangelizar seus habitantes.

Para isso, delegavam responsabilidades e faculdades aos reis de Portugal e Espanha, cuja reconhecida vocação apostólica exaltavam.

Quem percorrer os documentos papais do primeiro século de colonização constatará o elogio feito à magna obra civilizadora.

E também o minucioso cuidado da Igreja na correção dos abusos cometidos, pelo respeito aos direitos naturais dos índios e seu modo de vida no que este tivesse de legítimo ou resgatável.

O Papa Gregório XIII publicou nada menos que 155 documentos e Sisto XV, 102, quase todos destinados a fixar normas para favorecer a conversão dos índios.

O IV Centenário do Descobrimento da América mereceu ser consignado pelo Papa Leão XIII na Encíclica Quarto abunte saeculo, de 16 de julho de 1892.

Pio XII, em mensagem de 8 de janeiro de 1948, chamou o processo de evangelização da América de“epopeia missionária”.

Por fim, João Paulo II, ao encerrar em 14 de março de 1992 no Vaticano o Simpósio Internacional sobre a História da Evangelização da América, reafirmou os ensinamentos de seus predecessores e recapitulou “os fundamentos de uma colonização cristã” desenvolvidos por Frei Francisco Vitória (1480-1546), dominicano espanhol da famosa Escola de Salamanca.

São Francisco Solano, modelo de missionário.
Hoje seria condenado pelos documentos preparatórios do Sínodo.
(Anônimo, século XVIII, Convento de San Francisco, Lima)
O Papa lembra que o mestre dominicano explanou os diretos naturais dos índios como “seres racionais e livres criados à imagem e semelhança de Deus, com um destino pessoal e transcendente pelo qual podiam salvar-se ou condenar-se”.

Destaca ainda que, “conforme a doutrina exposta por Vitória, em virtude do direito de sociedade e de comunicação natural, os homens melhor adotados tinham o dever de ajudar os mais atrasados e subdesenvolvidos”.

Assim justificava Vitória a intervenção da Espanha na América.

Nada mais contrário, pois, à posição dos neomissionários do Sínodo da Amazônia, dos que o firme e ininterrupto ensinamento dos Papas a respeito da evangelização na América.

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Bibliografia:

Plinio Corrêa de Oliveira – Tribalismo indígena,ideal comuno-missionário para o Brasilno século XXI, Editora Vera Cruz, São Paulo, 1979

Alberto Caturelli, El Nuevo Mundo – Descubrimiento, Conquista y Evangelización de América – Centro Cultural Edamex, Cidade do México,1991

Revista Catolicismo, “Há 500 anos as nausde Colombo aportaram na América”, setembro/1992

Revista Catolicismo, “O Sínodo das grandes rupturas” – José Antonio Ureta, agosto/2019.


terça-feira, 20 de agosto de 2019

Sínodo: ambientalismo anticristão pediu ao Vaticano alavancar a revolução do neocomunismo “verde”

Mons Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler das Pontifícias Academias de Ciências foi o anfitrião do workshop
Mons Marcelo Sánchez Sorondo,
chanceler das Pontifícias Academias de Ciências
foi o anfitrião do workshop
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O ambientalismo radical e suas teorias catastrofistas ressoaram como um angustiado pedido de auxílio no Vaticano em abril de 2015.

Foi durante o encontro promovido pelas Pontifícias Academias de Ciências e de Ciências Sociais.

Segundo o grande jornal de Turim La Stampa  o círculo de eclesiásticos que fecha fileiras em torno do Papa Francisco acolheu o apelo do secretário geral da ONU Ban-ki-moon e numerosos ativistas radicais com beneplácito.

Os ativistas e macro-capitalistas representados exigiram uma “revolução moral” em favor de suas metas, que por trás de uma fachada naturalista, são visceralmente anticristãs.

Todos os esforços tocados na base de projetos e propagandas milionárias não estão convencendo os homens. É preciso que a Igreja Católica com seu imenso prestígio passe a promover uma “revolução religiosa" rumo à ecologia integral neocomunista.

O relato do acontecido manifestou a séria crise que aflige o movimento “verde”: ele não está conseguindo convencer à opinião pública. Em desespero de causa acorreu ao Vaticano a pedir um novo impulso:

“As religiões institucionalizadas -- diz o documento -- podem e devem assumir a liderança e uma nova atitude em relação à criação”.

“A Igreja Católica, trabalhando com os líderes das outras religiões, poderá exercer um papel decisivo”, acrescentaram, noticia La Stampa .

domingo, 18 de agosto de 2019

Molion fez crítica científica da encíclica que antecipa as conclusões do Sínodo Pan-amazônico

Molion: a encíclica acolhe mistificações sem base na ciência
Molion: a encíclica acolhe mistificações sem base na ciência
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





No dia 16 de julho de 2015, por iniciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, palestraram no Club Homs da capital paulista o Prof. Luiz Carlos Molion e o autor deste post.

O Prof. Molion é meteorologista, pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas. Ele assestou o foco nos aspectos científicos da Encíclica Laudato Si'.

Suas observações continuam mais atuais do que nunca. Não somente os fenômenos climáticos e ecológicos em pauta continuam os mesmos pois se estendem com grande durabilidade no tempo.

Mas a agitação ideológica "verde" cresceu em insuspeitadas proporções.

Criou-se também um coro de vozes, aliás muitas anticristãs, que sintoniza com o Sínodo Pan-amazônico que se desenvolverá em Roma no próximo mês de outubro (2019).

E o cerne das conclusões desse Sínodo já está inscrito com antecedência na referida encíclica.

O professor Molion observou múltiplas impropriedades, do ponto de vista da ciência, contidas nessa Encíclica, pois adota hipóteses controvertidas ou falsas como se fossem resultantes de um consenso entre os especialistas.

Também sublinhou que o termo “consenso” jamais pode ser usado na ciência. Ele é aplicável na política e em seus conchavos. A ciência é questionadora por natureza.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

São Gabriel da Cachoeira e Sínodo Pan-amazônico: jogar uma terra de promessas nas trevas da vida tribal?

Missão salesiana de Taracuá, rio Uaupés, São Gabriel da Cachoeira
Missão salesiana de Taracuá, rio Uaupés, São Gabriel da Cachoeira
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







São Gabriel da Cachoeira é um simpático município brasileiro do estado de Amazonas, Região Norte do país, segundo a básica descrição da Wikipedia.

Malgrado sua remota e selvática situação, ele encarna todo ao contrário a luta de classes comuno-tribalista que anda sendo pregada com pretexto do próximo Sínodo Pan-amazônico.

A benemérita ação dos missionários salesianos desde o início do século XX foi muito bem acolhida pela população indígena que não se envergonha de exibir sua adesão à Igreja Católica e se orgulha de ser brasileira.

Localizado na fronteira com a Colômbia e Venezuela, no extremo noroeste do Brasil, o município é conhecido como “Cabeça do Cachorro”, por seu território ter forma semelhante à da cabeça desse animal.

domingo, 4 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo?

Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo
Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo?
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Certas propostas do ambientalismo radical – contra as quais temos alertado no nosso blog –soam tão estapafúrdias que compreendemos que muitas pessoas razoáveis, as julguem coisas de doidos sem futuro.

Muitas propostas – teológicas ou não – que estão sendo baralhadas a propósito do próximo Sínodo Pan-amazônico caem nessa categoria.

Desfazer o Brasil e mais oito países vizinhos com uma área de oito milhões de quilômetros quadrados para ali estabelecer, como postulam os documentos oficiais pré-sinodais, uma área ecológica, cultural e religiosa inspirada no primitivismo das últimas, minúsculas e mais decadentes tribos que ainda subsistem, soa a sonho doentio.

Em qualquer caso, não é uma novidade.

Esse sonho alucinado já estava contido nos utopistas do comunismo e do socialismo anárquico.

Segundo eles o homem deveria viver como o “bon sauvage” de Jean-Jacques Rousseau pulando nu na natureza.

Malgrado o fracasso repetido das “experiências”, essa fantasia essencialmente anticristã nunca abandonou os antros mais recônditos do comunismo.