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domingo, 29 de novembro de 2009

Físico francês diz não haver probabilidades de “aquecimento global” e alarmistas montam banzé


Serge Galam, físico no mundialmente conhecido Centre National de la Recherche Scientifique, França, membro do Centre de recherche en épistémologie appliquée (CREA) da também renomeada Ecole polytechnique francesa viu o mundo ruir sobre ele quando ousou dizer com ponderação e ciência verdades que ofendem o alarmismo climático.

Galam publicou seus argumentos no “Le Monde”  maior jornal de Paris e que por certo não pode ser qualificado de “cético” em matéria climática.

Galam trabalha com a Teoria do caos e em nada pode ser associado a um “complotista” ‒ ou partidário de uma rocambolesca “teoria do complô”, escreveu o site Rue89. Ele observou desde 2007 o crescimento de um catastrofismo climático que explora a idéia de o homem ser culpado de um “apocalipse programado” vindouro.

Ele sentiu-se mal à vontade diante da estranha “unanimidade” invocada pelos “catastrofistas”, notadamente do IPCC. É algo incomum nas ciências.

Mas, quando Galam começou a analisar a climatologia e suas provas, constatou que ela ainda não é uma ciência capaz de predições exatas e que suas supostas “provas” não eram outra coisa senão resultados de modelos simulados em computadores. (ver o vídeo embaixo)

Chegado a esse ponto publicou suas conclusões numa coluna no “Le Monde”.

E ali foi a grande surpresa: reações numerosas e violentas vindas de toda parte: de colegas, de amigos, de desconhecidos. “Foi um escarcéu ‒ explicou para Rue89 Pediram sanções contra mim, eu fui atacado no plano moral”.

Galam é autor de “Les scientifiques ont perdu le Nord, Réflexions sur le réchauffement climatique” (Plon 2008) – “Os cientistas perderam o Norte. Reflexões sobre o aquecimento climático”.

Galam, tal vez sem ter a intenção, contradisse “tabus” sagrados de ONGs e certos cientistas e políticos que, em coro, predizem um futuro idêntico baseados na cartilha do IPCC.

“Dizer que com 90% de certeza o homem é a causa da mudança climática equivale a dizer 0% de provas. Pois só conhecemos um planeta e um só clima cujo funcionamento ignoramos. Logo, falar de probabilidades não faz sentido”, explica ele com a simplicidade do estadístico. Ele acresceu que para falar em probabilidades deve se trabalhar em base aos dados climáticos de séculos ou de milênios e não com dados de poucos anos.


Galam pergunta-se até se o Ocidente não estaria a caminho de organizar sua própria perdição, criando um inimigo fantasmagórico que em última análise seria o próprio homem.

“Por trás do consenso [pregado pelo IPCC e alarmistas] lateja o mito de uma natureza ideal, onde a Terra liberada do homem teria um clima que não mudaria. Isso é falso”, disse o cientista.

Galam não teve e não tem nenhum engajamento ou pressuposto político. Ele quer, como todos, afastar a poluição, o esbanjamento dos recursos, o mal-aproveitamento da terra, etc.

Mas, ele adverte: “quando em nome de uma boa causa manipulam-se falsos argumentos, isso dá em catástrofe”. Ele até prevê que o mundo possa chegar a violências internacionais em que alguns países quererão impor a outros ‒ como o Brasil ‒ ficar no atraso ou no sub-consumo com o falso pretexto de “salvar o planeta”.

“Esses que querem acabar com o capitalismo para salvar o planeta preparariam os espíritos para amanhã promover situações explosivas, alguma guerra “salvadora”, em nome de um pretextado ‘direito de ingerência’ para ‘salvar o planeta’”, disse a Rue89.

Aliás, o Brasil já está sofrendo com certas ONGs que trabalham na região amazônica de um modo que faz temer esses funestos e indesejáveis horizontes.





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