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domingo, 26 de junho de 2016

Transgênicos são saudáveis como os outros alimentos, diz Academia das Ciências dos EUA

Produção de milho no Brasil aumenta com OGM sem danos para a saúde e com melhora para a população.
Produção de milho no Brasil aumenta com OGM
sem danos para a saúde e com melhora para a população.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



O maior estudo sobre o impacto dos organismos geneticamente modificados (OGM), feito pela Academia Nacional de Ciências dos EUA, acaba de concluir que essas plantas são indistinguíveis das demais e que não há nenhuma prova de que tenham um impacto negativo sobre a saúde das pessoas, noticiou o jornal espanhol “El País”.

A Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina, principal órgão consultivo dos EUA em assuntos científicos, não encontrou provas conclusivas de que esse tipo de variantes agrícolas cause problemas ambientais.

Reconhece, entretanto, que a resistência dos transgênicos a certos herbicidas está causando “um grande problema agrícola”, porque outras plantas e insetos estão desenvolvendo imunidade aos herbicidas usados nos campos de OGM. Mas pode-se esperar solução para esse problema.

O relatório, apresentado numa conferência de imprensa em Washington, constitui uma revisão abrangente de estudos científicos publicados nos últimos 30 anos, quando se começou a usar milho, soja e outros cultivos transgênicos.

A investigação se concentrou na análise de 900 estudos científicos sobre o impacto desses cultivos, tendo sido supervisionada por um painel de especialistas independentes liderados por Fred Gould, entomologista da Universidade Estadual da Carolina do Norte.

Demagogia da Greenpeace contra os OGM no Ministério da Ciência e Tecnologia. Governantes de esquerda são a última esperança do fanatismo anti-OGM
Demagogia da Greenpeace contra os OGM no Ministério da Ciência e Tecnologia.
Governantes de esquerda são a última esperança do fanatismo anti-OGM.
Estas são as principais conclusões:

— O comitê analisou todos os estudos disponíveis sobre o assunto e não encontrou “nenhuma evidência” de que os transgênicos causem mal à saúde.

— As experiências em animais não revelam diferença alguma para a saúde entre o consumo de um vegetal transgênico e outro que não é.

— Há provas de que os OGM resistentes a pragas significaram um benefício para a saúde humana, ao reduzirem as intoxicações por pesticidas.

— Existem variantes de transgênicos que podem ter um impacto devastador. Cita o caso específico do arroz dourado, uma variante modificada que contém altos níveis de betacaroteno, apesar de poder evitar milhões de casos de cegueira e mortes de crianças por desnutrição nos países em desenvolvimento.

— O uso de transgênicos não reduz a diversidade vegetal nem de insetos nos campos onde são plantados, podendo às vezes até aumentá-la.

— Os genes dos transgênicos acabam invadindo campos onde não são plantados, mas isso não causa nenhum impacto ao meio ambiente.

A linha divisória entre um transgênico e um não transgênico está desaparecendo com a chegada de novas técnicas de edição genética.

Plantação de soja no Brasil: OGM ou não é igualmente boa.
Plantação de soja no Brasil: OGM ou não é igualmente boa.
— Há insetos que estão criando resistência aos pesticidas utilizados nos campos de OGM, mas isso só acontece em lugares onde não são seguidas as regras para evitar essas resistências.

— Os transgênicos trouxeram benefícios econômicos inclusive para pequenos agricultores, que se beneficiaram deles já nos primeiros anos de adoção.

— Baseando-se na evidência científica, o trabalho desaconselha até marcar o rótulo dos produtos com OGM como suposta salvaguarda da saúde pública.


domingo, 19 de junho de 2016

Governo italiano promove esoterismo ecológico

Agricultura biodinâmica entre a astrologia e a superstição.
Mas recusa da tecnologia agrícola racional.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A confraria “verde” é pródiga em montagens tapeadoras para dissimular até mesmo práticas esotérico-místicas. Na Itália, ela espalhou a “agricultura biodinâmica”, segundo relata Luciano Capone no jornal “Il Foglio” citado pelo site Infocatólica.

O nome faz pensar numa simpática nova forma de melhorar a produção agrícola. Mas a Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas (RIES) denunciou que se trata de um artifício cuja estratégia é inocular o esoterismo.

O artigo acrescenta que o Ministério de Agricultura italiano, sabendo ou não do estratagema, acabou “aprovando a bruxaria”.

A “agricultura biodinâmica” foi apresentada na Universidade Comercial Luigi Bocconi, de Milão, como um método de cultura “paranormal” (sic!) inventado num castelo da Silésia em 1924, (Alemanha) pelo notório mestre ocultista Rudolf Steiner, fundador da Antroposofia.

Sobre as origens esotéricas do movimento ambientalista, veja: O que é a ecologia? 3 – O ecologismo no cerne do nacional-socialismo

Por causa dessa apresentação, o Reitor pediu desculpas por ter cedido essa prestigiosa universidade para servir de cenário a uma teoria fantasiosa, mas explicou ter recebido pressões até do Ministério da Agricultura, obviamente ligado a setores avançados da revolução cultural.

Segundo “Il Foglio”, o Ministério agiu por convicção ideológica. O governo italiano, que vem promovendo a demolição das instituições cristas italianas como a família, também promove a “agricultura biodinâmica”, tendo-a incluído no “Plano Estratégico Nacional para o desenvolvimento do sistema biológico”.

O vice-ministro Andrea Olivero e o ministro Maurizio Martina haviam anunciado que iam “criar cursos universitários específicos sobre a agricultura biodinâmica” com modalidades que não podem ser consideradas efêmeros gestos políticos à procura de votos e misturando os termos.

Pensador ocultista erigido em mestre de uma agricultura
puxada a bruxaria: Rudolf Steiner
A “agricultura biodinâmica”, explica o jornal, não é senão uma agricultura na qual seus adeptos aplicam substâncias e procedimentos tirados de uma filosofia que mistura astrologia, homeopatia e espiritismo.

Exemplos dessa singular mistura figuram num manual que recomenda preparados diluídos homeopaticamente dentro de bexigas de cervo macho cheias de flores penduradas do teto, ou enterrando chifres de vaca cheios de esterco, na certeza de que energias cósmicas e forças astrais influirão positivamente sobre as plantas e o meio ambiente.

Esta prática nada tem de científica, embora diga tê-lo e até manipule termos sisudos.

Não há sequer um só estudo que tenha demonstrado quais são essas energias do cosmos que entram no “chifre de esterco” enterrado, nem qual é o modo de ação e os efeitos dessa macumba sobre os vegetais.

Os defensores dos ritos biodinâmicos introduziram a antroposofia agrícola de Rudolf Steiner no referido “Plano estratégico nacional” italiano.

Esse Plano oficial, dotado de verbas governamentais, também prevê que a biodinâmica seja objeto de um “aprofundamento profissional e a experimentação em duas Universidades”, além da “constituição de um comitê permanente de coordenação para a investigação”.

Pareceria mais um esquema de corrupção de que o mundo da política está cheio um pouco por toda parte. Mas o apelo a forças ocultas está no coração da nova religiosidade comuno-tribalista que tenta impor-se sob formas ecológicas sedutoras.

O jornal italiano conclui que o mesmo governo que promove no Plano a investigação e desenvolvimento do “chifre de esterco” e dos ritos esotéricos dos discípulos de Rudolf Steiner, obstaculiza ao mesmo tempo com alegações ecológicas as pesquisas em biotecnologia, que poderiam seriamente até salvar culturas típicas em perigo de desaparecer por causa de vírus, bactérias e parasitas cada vez mais ameaçadores.

Enterrando um chifre cheio de esterco para atrair 'energias positivas'. Não é conselho de pajé. É bruxaria diz grupo anti-seitas
Enterrando um chifre cheio de esterco para atrair 'energias positivas'.
Não é conselho de pajé. É bruxaria diz grupo anti-seitas
A orientação de “caráter estratégico” do Ministério da Agricultura italiana servirá para direcionar a política de desenvolvimento rural financiado pela União Europeia a partir de agora até o ano 2020, com um investimento de aproximadamente 1,5 bilhões de euros.

O empresário Oscar Farinetti, fundador da maior rede italiana de supermercado no mundo – que comercializa massa de tipo capitalista contra o qual deblateram os ambientalistas mais radicais – anunciou que passaria a explorar muitos de seus vinhedos com o método biodinâmico.

Talvez, diz “Il Foglio”, trate-se de uma decisão comercial visando atrair clientes. Até lá a coisa passaria.

O problema, conclui o jornal, é que quando o Ministério da Agricultura ideologicamente ocupado promove a “agricultura biodinâmica” – quer dizer, essa mistura de magia, esoterismo, homeopatia e astrologia – como parte nova do futuro da investigação científica e da agricultura italiana, os empresários inteligentes sentem que, se não entrarem por aí, perderão os indispensáveis apoios de que necessitam.

Vai entrando assim o que alguns já estão chamando de ditadura verde, toda feita de extravagâncias ideológicas, pirâmides de leis e regulamentos que sufocam a verdadeira agricultura e empurra o país para a miséria tribal-comunista.


domingo, 12 de junho de 2016

Os homens? Que as feras os despedacem!
Coitadas das feras assassinas!

Gorila arrasta criança no zoo de Cincinnati
Gorila arrasta criança no zoo de Cincinnati
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um gorila do zoológico de Cincinnati, nos EUA, pegou um menino de 4 anos que caiu na área de isolamento do animal e o arrastou como uma presa, causando-lhe feridas diante do olhar desesperado de familiares e do público, que nada podiam fazer.

As autoridades do zoológico consideraram necessário usar força letal para abater o perigoso animal de 17 anos e 180 quilos.

A aplicação de tranquilizantes levaria tempo para fazer efeito e poderia causar a reação brusca do gorila e a eventual morte da criança. Esta foi logo hospitalizada e ficou fora de perigo, embora com ferimentos diversos.

Nada de mais razoável em vista das dramáticas circunstâncias.

Nada? Razoável?

Os supostos 300.000 apoiadores do gorila...
Os supostos 300.000 apoiadores do gorila...
Esse raciocínio, baseado no mais básico sentimento de humanidade e compaixão pela criancinha, na iminência de ser despedaçada pelo imenso e feroz símio, carece de sentido para o fanatismo ambientalista.

Em face do sucedido, ele manifestou em diversas oportunidades o ódio anti-humano que certos filósofos formulam em seus livros e ONGs radicais verdes difundem em suas campanhas.

E criticou o Departamento de Polícia de Cincinnati e o zoológico por abaterem o animal.

Os ambientalistas radicais não pararam aí.

No site Change.org passaram a coletar assinaturas contra as autoridades que salvaram a criança, obtendo, segundo diversas fontes midiáticas, entre 100.000 e 300.000 adesões.

Contudo, a conferição após a publicação desses dados só encontrou uma petição defendendo o gorila e pedindo para desativar todos os zoológicos da terra, apoiada por algo mais de 200 pessoas.

O petitório exige demagogicamente: “Não queremos mais a exploração dos animais! Não queremos mais o sacrifício de animais!”

Crocodilos devoram animal.
Crocodilos devoram animal.

Fato análogo e mais grave ocorreu na mesma ocasião em Thornton Beach, no norte do território de Queensland, na Austrália. Duas mulheres quiseram tomar banho à noite numa área infestada de crocodilos marítimos, animais com mais de 4 metros.

Uma delas foi arrastada e devorada por um crocodilo de cinco metros, segundo informou a revista francesa “Le Point”.

Mas a preocupação do deputado federal Warren Entsch, famoso pela promoção do “casamento” homossexual na Austrália, foi de impedir o que ele qualificou um pouco abstrusamente de “debate reacionário”.

Ele acabou fazendo uma apologia dos animais ferozes contra “eventuais represálias” que ele imaginou poderiam acontecer.

Warren pôs a culpa na imprudência das mulheres, apelou para o ditado romano De non vigilantibus non curat prætor (“O juiz não cuida dos despreocupados”), e defendeu que naquele contexto ambiental “é inevitável acabar sendo devorado”. O corpo da vitima não foi encontrado.

Todo ano morrem duas pessoas em consequência de ataques de crocodilos marinhos na Austrália. Essa espécie é protegida desde 1971 pelas leis ambientalistas e se multiplicou muito no norte do país, onde seu número é estimado em 100.000.

Na Austrália há também uma viva polêmica atiçada pelos militantes ecologistas contra uma norma legal que permite aos pescadores matar baleias assassinas.

Tubarões devoram uma baleia
Tubarões devoram uma baleia
As mortes de seres humanos por ataques desses enormes e ferozes cetáceos – que também foram “espécie protegida” – tinham aumentado em número assustador, levando o governo a moderar a lei.

O deputado Warren Entsc, na verdade temia que o governo, pressionado pela opinião pública, aprovasse alguma norma prudencial protetora das vidas humanas e limitadora dessa espécie perigosa.

A preocupação verde é pelos animais danosos ao homem, e raras vezes pelo próprio homem que, na sua filosofia anti-humana, qualificam de “maior predador da Terra”.

Vídeo do episódio do gorila no zoo de Cincinnati




Criancinha japonesa dás costas a leão, e esse pula nela, em zoo




domingo, 5 de junho de 2016

Chef vegano recusado
pelos pobres das ruas de Bolonha!

Chef vegano Simone Salvini endeusado pelos 'famosos' foi rejeitado pelos pobres.
Chef vegano Simone Salvini endeusado pelos 'famosos' foi rejeitado pelos pobres.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Os pobres moradores de rua que se reúnem diante do Instituto Antoniano de Bolonha, Itália, regido pelos frades franciscanos, mostraram seu descontentamento com a qualidade dos pratos que lhes foram oferecidos recentemente.

Já somos muito pobres, diziam, comemos pouco e mal, antes nos davam frango assado e churrasco para podermos suportar as noites de frio. Mas, agora, o que estão nos dando: umas saladinhas bem condimentadas?

No centro da polêmica está o chef vegano (vegetariano) Simone Salvini, que foi cozinhar para os miseráveis da cidade, sendo coberto de críticas por eles.

O vegetarianismo, ou veganismo, é uma espécie de religião para o jet-set e os adoradores das modas, sobretudo das mais caras.

No atual pontificado, sob o pretexto de pobreza e de abertura para situações moralmente anômalas, eclesiásticos na moda encontraram a estrada livre para se aprofundar em mundos até agora desaconselhados pelos costumes tradicionais e até pela moral católica.

Mas quem sentiu a desordem na pele foram os poveracci e os indigentes de Bolonha, que nada têm a ver com essa revolução religiosa e cultural.

Os frades franciscanos chamaram o guru dos restaurantes veganos de alto custo para introduzir os necessitados na nova tendência do pontificado do Papa Francisco formulada na encíclica “Laudato Si’”.

Segundo o blog a “Nuova Bussola Quotidiana”, os frades de novo estilo parecem ter raciocinado assim: “Posto que eles não têm nada, por certo não vão recusar.

“Além do mais, com todas as celebridades da música, do esporte e do escândalo que aparecem lado a lado com o Papa Francisco, esses miseráveis com certeza se darão por bem alimentados, e terão até a tão procurada cobertura midiática”.

Pobres e sem-teto das ruas de Bolonha reprovaram a comida ecologicamente correta.
Pobres e sem-teto das ruas de Bolonha reprovaram a comida ecologicamente correta.
Mas as crônicas dos grandes jornais, como o “Corriere della Sera”, saíram cheias de comentários de pobres radicalmente opostos aos do jet-set midiático-eclesiástico.

Eles se queixavam “daquele senhor” que na noite anterior só lhes tinha dado pimentões e salada para comer.

Por sua vez, o chef Salvini falou de sua proeza para o próprio “Corriere della Sera”, vangloriando-se da entusiástica aprovação que teriam dado, segundo ele, os pobres da rua, salvo exceções.

Mas o jornal só ouviu lamentações: “Queremos carne. Estamos voltando para a rua, dormimos no relento e precisamos de carne”.

Repolho e rabanetes poderão ser muito bem apresentados e comemorados como obras de arte por ricos, snobs, modelos, esportistas e cultuadores da linha, além dos eclesiásticos miserabilistas e politicamente corretos que engrossaram as fileiras da “última palavra”.

Mas quem frequenta a mesa dos pobres pode ouvir contar dramas e abismos de solidão e desespero que uma folha de espinafre com molho de cenoura não os farão esquecer.

O pobre também tem bom senso. E talvez muito mais que os “famosos” de roupa de grife ou do new look eclesiástico.

Na prática, os midiáticos franciscanos estavam promovendo uma iniciativa de “marketing” para promover o cozinheiro e sua firma, diz o site. E os pobres estavam sendo usados como cobaias de laboratório para uma revolução cultural verde e miserabilista.

Os marqueteiros dos produtos veganos ou crus aguardavam um sucesso de mercado e um retorno garantido, tudo regado com bastante água benta (sem sal) do novo franciscanismo linha “Laudato Si’”.

Não deu certo. A bem dizer, foi um procedimento que indigna as almas que conservam senso moral.

Nada, escreve a “Nuova Bussola Quotidiana”, consola tanto o caído na desgraça quanto o bifinho feito como o fazia sua mãe em casa, não uma vagem de nome exótico, mas aquele prato de nome caseiro que se comia em família.

Terão refletido nisto os frades jogados na onda “a la Francisco” do Instituo Antoniano?

Terão se recusado a prestar-se ao inexcusável jogo de business mascarado de sentimentos bons afins com o novo pontificado?

Os religiosos “pelos pobres” não parecem tão sensibilizados com a desgraça. Já anunciaram outro chef: Massimo Bottura, também ele um astro do jet-set gastronômico, mas esclarecem como consolação que “provavelmente vai pôr um pouco mais de carne”.

O objetivo, porém – observa a “Nuova Bussola Quotidiana” – parece ser o mesmo. A seita miserabilista disfarçada de verde procura a miséria para todos, até para os mais miseráveis.


domingo, 29 de maio de 2016

Responsabilidade civil da CNBB
na ação do CIMI contra o Estado de Direito

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB
e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá.
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: Produtores e indígenas vitimados pela conduta ilícita do CIMI





Prossegue a conclusão da CPI do CIMI:

Todavia, ainda se tratando de responsabilidade civil, é de se considerar quem mais poderá responder pelos prejuízos causados pelo CIMI, além da própria entidade.

O CIMI inegavelmente é vinculado à Igreja Católica.

Consta expressamente em seu site que se trata de uma instituição ligada à Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros que, por via de consequência, é vinculada à Igreja Católica.

No sitio eletrônico da CNBB é possível encontrar, no tópico que trata das missões ou finalidades do órgão que: [página 217]

A CNBB, no âmbito de suas finalidades e competência:

• manifesta solicitude para com a Igreja e sua missão universal, por meio de comunhão e colaboração com a Sé Apostólica e pela atividade missionária, principalmente ad gentes;

• favorece e articula as relações entre as Igrejas particulares do Brasil e a San ta Sé;

• relaciona-se com as outras Conferências Episcopais, particularmente as da América, e com o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM).Resta inequívoco que a atuação da CNBB é vinculada à Igreja Católica e, por conseguinte, o mesmo se pode concluir em relação ao CIMI.

Ainda, no depoimento prestado por D. Roque Paloschi a essa CPI, perguntado a respeito de seu incompreensível (ou conveniente) estado de ignorância quanto aos ilícitos praticados por membros do CIMI no Estado de Mato Grosso do Sul, expressamente afirmou que seria a Igreja Católica a responsável pelo acompanhamento de suas ações no Estado, devido à impossibilidade de controlar todos os seus colaboradores.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Produtores e indígenas vitimados
pela conduta subversiva do CIMI

Invasão de fazenda em Mato Grosso do Sul.
Invasão de fazenda em Mato Grosso do Sul.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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continuação do post anterior: Relatório final da “CPI do CIMI” desvenda estarrecedora subversão comuno-missionária pintada de verde ambientalista



Prossegue a conclusão da CPI do CIMI:

Mas, depois de analisar todos os depoimentos e provas do processo, sou forçado a concluir que também os indígenas foram prejudicados, igualmente de forma irreversível, pela conduta ilícita do CIMI.

Foram gerações de indígenas criadas com base no sentimento sectário, tendo incutido o ódio e o desrespeito às instituições, através de uma travestida defesa de seus interesses.

O CIMI não conseguiu trazer para o processo um único projeto realizado em prol da comunidade indígena, de educação, saúde, enfim, nada.

E, importante frisar, somente no ano de 2013 foram mais de R$ 7.000.000,00 recebidos de instituições estrangeiras.

Segundo dados de seus balanços, mais de R$ 4.000.000,00 seriam destinados ao pagamento de pessoal.

Ora, mas como se todos os integrantes e ex-integrantes do CIMI, inclusive o Sr. Cleber Buzato, informaram que prestavam trabalho praticamente voluntário?

Para onde vão esses recursos. De outro lado, verifica-se que há depoimento de indígenas afirmando categoricamente que Flávio Machado [página 211] forneceu recursos para a aquisição de armas no Paraguai para suportar invasões de propriedades privadas.

Os índios vêm sendo, em verdade, iludidos, ludibriados, enganados pelo CIMI.

domingo, 22 de maio de 2016

Relatório final da “CPI do CIMI” desvenda
estarrecedora subversão comuno-missionária
pintada de verde ambientalista

Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS)
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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O verde a nova cor do comunismo? Isso não é muito exagero? – comenta por vezes algum objetante – Pode ser que alguns tresloucados fale ou façam coisas amalucadas a propósito de ecologia e meio-ambiente, mas sempre será algo colateral e episódico!

Não! – pode acrescentar um leitor logrado – não se pode achar que por trás do ambientalismo radical possa haver uma ideologia de tipo comunista, um marxismo travestido após a debacle da URSS!

Tampouco pode se supor uma organização com milionário financiamento internacional, uma articulação que usa a fraude e a malícia para introduzir uma nova religião afim com o marxismo, e que para isso manipula as causas da natureza e das tribos indígenas para subverter o Brasil e o mundo!

Ainda mais irreal, continua o imaginário objetante, é supor que essa crença, ou religião, de fundo comunista pretenda acabar com o progresso, extinguir a civilização e a cultura como nós a conhecemos, e reduzir a humanidade a uns míseros bandos que vagueiam pelas florestas ou pelos desertos desnutridos, adoentados, como se esse fosse o ideal dos filhos de Deus!

Também soa absurda e inexequível a compensação que seria oferecida pelos arautos dessa utopia malsã.

Quer dizer, a promessa ébria de um homem integrado na natureza que é cultuada como se fosse um deus, panteísta e ecumênico. Um novo relacionamento com o planeta pautado por gurus-profetas que auscultariam as mensagens que vêm das entranhas mais profundas e quentes da Mãe Terra enviados por um espírito que os habitaria!

Ah!, não, não, não! Isso é muito exagero, positivamente há muito engano no blog “Verde: a nova cor do comunismo”!

Em numerosos posts, anos a fio, temos procurando atender a essa compreensível dificuldade. Compreensível, pois quem iria imaginar que bandeiras de defesa da ordem natural, em si mesmas tão simpáticas, iriam ser manipuladas para conduzir ao polo oposto daquele a que deveriam levar.

CPI do CIMI aprovou relatório final.
CPI do CIMI aprovou relatório final.
Entrementes, das centenas de documentos que temos reproduzido, citado ou comentado em nosso blog, nunca tivemos em mãos um de uma tal gravidade, autoridade e com um tal volume de informações como o Relatório Final da “CPI do CIMI”, do qual apresentamos as conclusões a continuação, dentro do espaço limitado de um blog.

A “CPI do CIMI”


A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (“CPI do CIMI”) sobre as atividades naquele estado do Conselho Missionário Indigenista (CIMI) órgão ligado à Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço.

O Relatório final teve como Relator o deputado estadual Paulo Correa – (PR/MS). Integraram a Comissão os deputados Mara Caseiro (presidente, PSDB-MS), Marquinhos Trad (vice-presidente, PSD-MS), Onevan de Matos (PSDB-MS) e Pedro Kemp (PT-MS), com a assessoria jurídica dos advogados Gustavo Passarelli da Silva (OAB/MS 7602) e Pedro de Castilho Garcia (OAB/MS 20.236).

O inquérito foi aberto em setembro de 2015. O colegiado realizou 25 reuniões de trabalho e 36 depoentes passaram pelo plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS).

O Relatório final foi aprovado pelo plenário do Legislativo sul-mato-grossense na terça-feira 10 de maio de 2016.

Reproduzimos a continuação as CONCLUSÕES FINAIS.


CONCLUSÕES FINAIS E ENCAMINHAMENTOS


Como fiz questão de ressaltar no início do relatório, as provas inicialmente encaminhadas e que serviram para a constituição do fato determinante, já eram [página 205] indícios fortíssimos da participação do CIMI na incitação à violência e a invasão de propriedades privadas

A análise de todas as demais provas do processo, notadamente os depoimentos prestados em audiências realizadas nesta Casa de Leis, foi importantíssima na formação do convencimento deste relator da efetiva participação do CIMI nos atos mencionados na denúncia.

Mais do que isso, foram importantes para desvendar um nefasto plano de desestabilização do agronegócio, das instituições, dos poderes constituídos, por parte do CIMI.

Um plano muito bem arquitetado, que teve início em 1972 com a Convenção de Barbados, em que foram definidas as molas mestras da atuação do CIMI no Brasil, e por conseguinte, no Mato Grosso do Sul.

Em consulta ao site do CIMI é possível verificar sua forma de atuação:

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB, antropóloga Lúcia Helena Rangel e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá, no lançamento do Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB, antropóloga Lúcia Helena Rangel
e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá, no lançamento do Relatório de
Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil
O CIMI é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que, em sua atuação missionária, [página 206] conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas.

Criado em 1972, quando o Estado brasileiro assumia abertamente a integração dos povos indígenas à sociedade majoritária como única perspectiva, o CIMI procurou favorecer a articulação entre aldeias e povos, promovendo as grandes assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia do direito à diversidade cultural.

O objetivo da atuação do CIMI foi assim definido pela Assembleia Nacional de 1995:

“Impulsionados(as) por nossa fé no Evangelho da vida, justiça e solidariedade e frente às agressões do modelo neoliberal, decidimos intensificar a presença e apoio junto às comunidades, povos e organizações indígenas e intervir na sociedade brasileira como aliados (as) dos povos indígenas, fortalecendo o processo de autonomia desses povos na construção de um projeto alternativos, pluriétnico, popular e democrático.”

Os princípios que fundamentam a ação do CIMI são:

– o respeito à alteridade indígena em sua pluralidade étnico-cultural e histórica e a valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas;

– o protagonismo dos povos indígenas sendo o CIMI um aliado nas lutas pela garantia dos direitos históricos;

– a opção e o compromisso com a causa indígena dentro de uma [página 207] perspectiva mais ampla de uma sociedade democrática, justa, solidária, pluriétnica e pluricultural.

E para esta nova sociedade, forjada na própria luta, o CIMI acredita que os povos indígenas são fontes de inspiração para a revisão dos sentidos, da história, das orientações e práticas sociais, políticas e econômicas construídas até hoje.

Verifica-se que dentre os princípios fundamentais do CIMI não está o respeito à ordem estabelecida, aos poderes constituídos, à legislação e à Constituição Federal da República.

O desrespeito à soberania, aos poderes constituídos, às instituições, a utopia, a teimosia e a ousadia, condutas assumidamente adotadas pelo CIMI, são a marca indelével de sua atuação.

No caso do Mato Grosso do Sul verifica-se que o plano de atuação começa com a chegada dos membros Nereu Schneider, Olivio Mangolin e Maucir Pauletti.

Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI, durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, Aparecida. Foto: Augusta Eulália Ferreira
Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI,
durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, Aparecida.
Foto: Augusta Eulália Ferreira
Através da solicitação de vultosos recursos para a invasão de propriedades [página 208], passaram a frequentar as comunidades indígenas para causar a cizânia, a descrença, a desesperança.

Ao mesmo tempo, cuidam de fomentar publicações, como a de Antônio Brant, a respeito da Nação Guarani, um texto pouco ou quase nada ufanista, mas extremamente perigoso, porque serviu de base para vários antropólogos elaborarem seus laudos em processos demarcatórios.

O mesmo se pode dizer para a publicação realizada por Maucir Pauletti, membro do CIMI, em que tenta atribuir a causa dos suicídios pelos indígenas à falta de terras, como que a profetizar que a salvação estava no aumento de suas territorialidades para, posteriormente, apresentar a solução: isso se dá através da luta, da desconsideração das legislações nacionais, enfim, da desobediência.

Foi através de atos como esses que na década de 90 iniciam-se esse conjunto de ações concatenadas cujo nefasto efeito agora é notado.

O Estado Brasileiro não pode se quedar inerte, impávido, diante de tamanha agressão a sua soberania.

As condutas constatadas e provadas no presente procedimento [página 209] são da mais alta gravidade.

Trata-se de incitação ao crime, à desobediência, ao ódio, ao sectarismo, enfim, todos os ingredientes necessários para que uma nação democrática sucumba, como em muitos outros exemplos na história já foi possível notar.

E não se esmoreçam os que ouvirem os gritos, lamúrias e ironias em sentido contrário, de que não se passam, conclusões como as alcançadas neste relatório, de um cenário fantasioso, excessivo e conspiratório, pois é justamente esse o argumento sempre utilizado em todas as ditaduras, sistemas autoritários, para dissipar a resistência da sociedade.

Faço aqui uma consideração em relação às comunidades indígenas, que também julgo, como os produtores rurais, os grandes prejudicados pelas condutas praticadas pelo CIMI.

Os produtores rurais, de quem cuidarei mais a seguir, foram e estão sendo prejudicados de forma irreversível pelo CIMI. [página 210]

continua no próximo post: Produtores e indígenas vitimados pela conduta subversiva do CIMI


domingo, 15 de maio de 2016

Água doce, recurso escasso? Suas reservas subterrâneas poderiam sepultar a superfície terrestre

Este é o primeiro mapa-múndi das águas subterrâneas.
Este é o primeiro mapa-múndi das águas subterrâneas.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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Certa feita, visitando a catedral católica de uma cidade do oeste do Paraná, chamou-me a atenção o esmero com o qual duas senhoras tentavam arrumar uma montagem com papéis coloridos no fundo do templo.

Quando cheguei perto, fiquei pasmo. O tema era a Campanha da Fraternidade falando que a água doce é um recurso cada vez mais raro, escasso e caro.

Não preciso dizer quanto chove no Paraná. Nem toda a água doce do rio do mesmo nome. Nem tampouco toda a água do Iguaçu que cai na foz desse rio, tão visitado por pessoas do mundo inteiro pela sua grandiosidade.

domingo, 8 de maio de 2016

Oceanos de tinta numa bacia de papel

Embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho: a assinatura é só 'tinta em papel'
Embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho:
a assinatura é só 'tinta em papel'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na reunião da ONU de 22 de abril (Dia da Terra, como quase ninguém sabe e talvez não queira saber) em Nova York, os representantes de mais de 170 países assinaram o acordo de Paris que pretende regulamentar as mudanças do clima.

“Estamos batendo um recorde nesta sala com o número de signatários” gabou-se o Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon, no início da cerimônia, informou o jornal “El Mundo” de Madri.

Ele fingiu esquecer que nessas horas o que importa não é o número, mas a intenção séria de cumprir o que está nos papéis assinados.

Quantos tratados foram eufórica e insinceramente rubricados e comemorados não muito antes de grandes tragédias mundiais?

Veja-se só o Acordo de Munique com Hitler. Menos de um ano depois o führer alemão aliado com Stalin estava invadindo a Polônia e desencadeando a mais mortífera guerra mundial da História. O tão celebrado Acordo de Munique não tinha passado de uma enganação grafada sobre um “farrapo de papel”.

Nesse sentido, em São Paulo, o embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho falou com clareza: a assinatura é só 'tinta em papel', informou a “Folha de S.Paulo”.

domingo, 1 de maio de 2016

Graças ao CO2 nos últimos 33 anos
a Terra ficou mais verde!

Mapa mostra o aumento da superfície foliar nos últimos 33 anos. Fonte CREAF.
Mapa mostra o aumento da superfície foliar nos últimos 33 anos. Fonte CREAF.
Luis Dufaur
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Os vegetais são os mais diretamente beneficiados pela presença do CO2 (ou gás carbônico) na atmosfera, embora constitua apenas entre 0,03% e 0,04% dela.

Mas dizer “beneficiado” é muito pouco: sem o CO2 toda a vegetação do planeta morreria como nós pereceríamos se desaparecesse ou diminuísse dramaticamente o oxigênio do ar.

E falar em extinção dos vegetais implica em falar do fim das espécies animais que se alimentam deles. E obviamente do fim da humanidade que se nutrem com todos eles.

O combate ao CO2 apresenta-se como uma ideia irracional sob numerosos pontos de vista. Mas se trata de uma irracionalidade congruente com muitos outros dislates que a filosofia “verde” arquitetou em sua guerra contra o homem e a civilização.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O que é o ambientalismo? 7
O voto de morte à humanidade civiizada em nome da Mãe Terra

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: 7 Da “ecologia superficial” à “ecologia profunda”: a anti-cruzada contra o homem e o cristianismo



(Prossegue excerto de: Robert James Bidinotto, “Environmentalism: Freedoms Foe for the 90s”, “The Freeman”, November 1990 • Volume: 40 • Issue: 11).

Ação Direta e Eco-Terrorismo

O grupo de Ecologia Radical mais bem sucedido é o Greenpeace International [Paz Verde Internacional], cujos ativistas têm-se engajado em atos que demonstram uma extrema desobediência civil “não-violenta”, tais como obstruir chaminés e esgotos químicos industriais, ou invadir áreas de testes de mísseis em botes de borracha.

Sua imagem têm-lhes rendido pelo menos 4 milhões de contribuintes no mundo inteiro e uma renda anual superior a 100 milhões de dólares.

domingo, 24 de abril de 2016

O que é o ambientalismo? 6
A “ecologia profunda”: anti-cruzada contra o homem e contra o cristianismo

Luis Dufaur
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(Prossegue excerto de: Robert James Bidinotto, “Environmentalism: Freedoms Foe for the 90s”, “The Freeman”, November 1990 • Volume: 40 • Issue: 11).

Em sua forma purista a chamada “ética ambientalista” foi definida em 1966 pelo historiador Lynn White Jr., da UCLA; e em 1972 pelo filósofo norueguês Arne Naess.

White denunciou a crise ecológica no Ocidente como uma herança judaico-cristã, a qual, segundo ele, está baseada no “axioma de que a natureza não tem razão de existência a não ser para servir o homem”.

Ele apelou para uma “nova religião” baseada na “autonomia espiritual de todas as partes da natureza” e na “igualdade de todas as criaturas, incluindo o homem”.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

O que é o ambientalismo? 5
De Woodstock ao niilismo: toma corpo o atual movimento verde

Rio+20 o longo caminho desde Woodstock  Foto Marcello Casal Jr-ABR
Rio+20 o longo caminho desde Woodstock
Foto Marcello Casal Jr-ABR
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O ambientalismo do pós-guerra trabalha para impor a vida tribal

 

Dando continuidade à série sobre a história do movimento ambientalista, abordamos finalmente, o período mais recente desse movimento.

Mais precisamente desde o início dos anos 70, marcados pela explosão hippie e as transformações operadas no catolicismo em virtude da aplicação do Concílio Vaticano II.

Julgamos que poucas visões de síntese desse período histórico denso e decisivo do movimento ambientalista foram tão ricas em documentação quanto o trabalho do jornalista Robert James Bidinotto, “Ambientalismo, o inimigo da liberdade nos anos 90”.

Bidinotto adquiriu nomeada escrevendo para o “Reader’s Digest” sobre questões ligadas à justiça criminal, ao ambientalismo e à filosofia. No artigo que reproduzimos a continuação ele reúne felizmente exigência crítica e uma linguagem ágil mas respeitosa que torna accesível o intrincado assunto.

domingo, 17 de abril de 2016

O que é a ecologia? 4
O ambientalismo do pós-guerra trabalha para impor a vida tribal

Revista "The Ecologist", capa de junho de 2008
Revista "The Ecologist", capa de junho de 2008
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O ecologismo no cerne do nacional-socialismo


O movimento orgânico rural na Inglaterra

Depois da II Guerra Mundial, aumentou gradualmente o número dos seguidores de Rudolf Steiner, que formaram uma rede poderosa de simpatizantes alternativos, a maior parte dos quais relacionada com a Soil Association.

A Soil Association levou a cabo a tarefa de aproximar, no fim da Grande Guerra, os vários grupos de pessoas preocupadas com erosão e fertilidade do solo, poluição e agricultura baseada em fertilizantes químicos.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O que é a ecologia? 3
O ecologismo no cerne do nacional-socialismo

Walter Darre, ministro de Agricultura de Hitler, ecologista,  promoveu o "retorno à terra"
Walter Darre, ministro de Agricultura de Hitler, ecologista,
promoveu o "retorno à terra"
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O extremismo do fundador superado pelos discípulos


Johann von Thunen (1785-1850), economista e geógrafo alemão, autor do livro “O Estado Isolado” foi considerado o mentor intelectual dos Nacional Socialistas alemães e dos comunistas alemães-orientais do pós-guerra.

Os ecologistas ainda o citam hoje em dia.

Defendia a vida rural camponesa numa estrutura social na qual “o Estado não pode existir enquanto determinante da vida moral, econômica e social.”
Queria a imigração em massa para a América do Norte, onde o solo fértil poderia realizar sua utopia.

“A natureza revela seus segredos ao camponês que traz modificações para a vida social”. A consequência desta filosofia econômica esquerdista na reforma agrária foi mais tarde assumida pelo socialismo de Estado.

domingo, 10 de abril de 2016

O que é a ecologia? 2
O extremismo do fundador superado pelos discípulos

Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: O que é a ecologia 1 - O panteísmo monista do fundador Ernst Haeckel

(Fonte: excertos de Anna Bramwell, “Ecology in the 20th Century, A History”, Yale University Press, New Haven, Ct., and London, 1989).

Apesar de sua ênfase aparentemente inócua nas belezas e maravilhas da natureza, o monismo do fundador da ecologia Ernst Haeckel era um credo subversivo, não apenas pelo seu repúdio à religião organizada, mas também pel rejeição das tradições sociais.

Todos os organismos vivos, amebas, macacos, homem primitivo e homem educado, devem cooperar entre si como um só ser. A sociedade humana existente deve ser rejeitada se for ultrapassada pelos avanços científicos que se gestavam nos grupos panteístas.

Haeckel só se tornou presidente da Liga Monista, inspirada por ele, em 1905. Seus escritos foram atacados por grupos cristãos e conservadores. Embora fossem apresentados como de direita, os monistas eram firmemente esquerdistas, muitos deles socialistas e materialistas.

Nesta galáxia de sonhadores "esquisitos" circulavam pequenos grupos cultuadores da natureza que haveriam de dar na "tintura mãe" do fanatismo nazista.

domingo, 3 de abril de 2016

O que é a ecologia? 1
O panteísmo monista do fundador Ernst Haeckel

Luis Dufaur
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O ambientalismo que se apresenta simpaticamente como apenas "verde" pode mudar radicalmente a vida dos brasileiros.

Pode até nos jogar numa imensa desgraça sem que nós as vítimas, tenhamos previamente uma ideia do que estava vindo preparando.

Nesse caso que desejamos evitar a sociedade atual será vista no futuro como a despreocupada tripulação do Titanic na hora em que o iceberg estava na iminência de atingi-lo.

O livro de Anna Bramwell “Ecology In The 20th Century, A History”, (A ecologia no século XX – Uma história”, publicado pela prestigiosa editora universitária Yale University Press, nos forneceu precisos elementos que queremos levar ao alcance de nossos leitores.

domingo, 20 de março de 2016

Suprema Corte adia
plano ambientalista de Obama

Projetos utópicos verdes só podem passar apavorando com cenários de terror.
Projetos utópicos verdes só podem passar apavorando com cenários de terror.
Luis Dufaur
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A Corte Suprema de Justiça americana suspendeu uma iniciativa do presidente Obama denominada Plano Americano por uma Energia Limpa (America’s Clean Power Plan).

O presidente tinha apresentado o Plano na Conferência de Paris em dezembro de 2015, informou o jornal de Paris “Le Monde”.

O Plano, como outras propostas utópicas trombeteadas nessa reunião planetária, propunha reduzir em 32% até 2030 as emissões de gases com efeito estufa em relação às emissões de 2005.

Iniciativas como essa já eram apontadas como irreais e inviáveis, mas garantiam boa publicidade na mídia aos políticos que as promovessem.

E Barack Obama correu atrás dos aplausos, ignorando a ciência e o bom senso.

Clean Power Plan de Obama: projetos ambientalistas geram controles burocráticos esmagadores
Clean Power Plan de Obama:
projetos ambientalistas geram controles burocráticos esmagadores
Voltando aos EUA, o presidente deparou-se com a revolta de 27 Estados que sofreriam graves danos na sua atividade econômica, entre os quais Kentucky, Virginia ocidental e Wyoming.