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domingo, 31 de janeiro de 2016

Criança nasce verde-vermelha e berra:
2015 foi o ano mais quente!
Quem é o pai do mostrengo?

Manipulação de dados para fazer acreditar que 2015 foi o ano mais quente da história
Manipulação de dados para fazer acreditar que 2015 foi o ano mais quente da história
Luis Dufaur





Como virou costumeiro na passagem do ano, a mídia espalhou relatórios anunciando que o ano que findou foi o mais quente “desde que existem registros”. Assim, 2015 teria batido os recordes históricos de calor global.

Para se justificar, a ideologicamente incansável confraria alarmista apela para estudos que ela trombeteia ruidosamente, mostrando dados parciais e ocultando outros verdadeiramente cruciais.

Como o simples leigo não tem tempo nem condições de compulsar os complicados relatórios e análises dos cientistas, acaba sendo enganado por uma informação enviesada.

Um exemplo de manipulação entre muitos outros. Segundo o jornal “El Mundo”, de Madri, “o ano 2015 foi de longe o ano mais quente de todo o registro histórico”.

O jornal menciona que “o dado” foi publicado pelas mundialmente famosas NASA e NOAA (Administração para o Oceano e a Atmosfera dos EUA). Para maior impacto, o jornal sublinha que o novo recorde “acrescenta-se ao anterior recorde de 2014, que já ficou como o ano mais quente na escala global desde que começaram os registros globais em 1880”.

E a lista dos recordes continua: nove dos 10 anos mais quentes da série histórica aconteceram desde o início do século XXI e os primeiros 15 anos do milênio estão entre os 16 mais calorosos da lista, etc., etc.

Após os assustadores recordes, o jornal espanhol cita comentários espalhafatosos, propaladores de calamidades universais, pedindo medidas utópicas drásticas e irrealizáveis.

Entre elas “a descarbonização total no ano 2050”, reclamada pelo diretor do Instituto de Potsdam para a Investigação do Impacto Climático, Hans Joachim Shellnhuber, um militante anti-humanidade posto em relevo durante o lançamento da encíclica “Laudato Si’”.

O “golpe” é, entretanto, assaz velho. Os “registros históricos” que vêm desde 1880, mencionados no artigo para basear o alarmismo, foram colhidos por uma velha rede de termômetros de mercúrio.

As medições satelitais posicionam a temperatura de 2015 na média dos últimos 20 anos. 1998 e 2010 foram mais quentes que  2015. Imagem cortesia de drroyspencer.com.
As medições satelitais posicionam a temperatura de 2015 na média dos últimos 20 anos.
1998 e 2010 foram mais quentes que  2015. Imagem cortesia de drroyspencer.com.
Essa rede, ainda parcialmente em funcionamento, contribuiu muito nos inícios da climatologia. Mas ficou difícil de manter-se e por isso está dessueta, antiquada, imprecisa, fornecendo dados parciais e sendo cada vez menos usada.

Ela vem sendo abandonada após os satélites se revelarem muito mais precisos, abarcadores, confiáveis, modernos e continuamente renovados.

Há 25 anos que a própria NASA defende que “a análise satelital da atmosfera superior é a mais precisa e deveria ser adotada como a via padrão para monitorar as mudanças da temperatura”.

A rede de satélites vem funcionando apenas desde a década de 70 e é aquela que fornece os dados considerados mais objetivos pelos cientistas sérios.

As medidas da temperatura da atmosfera terrestre feitas pelos satélites apontam que 2015 não só não foi o ano mais quente do registro histórico (dos satélites é claro), mas esteve longe de sê-lo.

Os dados estatelais do último ano concluem que a temperatura da atmosfera inferior da Terra – na qual vivemos e respiramos – de 2015 ocupou o terceiro lugar entre os anos mais quentes, num período em que não houve oscilações de temperatura relevantes.

Em outras palavras, a temperatura global está estável. Mas a estabilidade admite subtis oscilações que não indicam tendência para cima ou para abaixo, mas para a continuidade no mesmo patamar, e 2015 foi muito pouco maior.

Os climatologistas da Universidade de Alabama, Huntsville, informaram que a temperatura média global de 2015 ficou 0,44 graus Celsius acima dos recordes dos anos recorde de 1981 e de 2010 por causa da anomalia atribuída a um “El Niño” excepcionalmente intenso, fenômeno que não é relacionado nos exageros alarmistas.

A NASA tem uma frota de satélites em órbita estudando todos os aspectos do sistema terrestre. Mas o alarmismo não quer saber de seus dados quando não servem a seus objetivos ideológicos.
A NASA tem uma frota de satélites em órbita estudando todos os aspectos do sistema terrestre.
Mas o alarmismo não quer saber de seus dados quando não servem a seus objetivos ideológicos.
O Dr. Roy Spencer calculou que o aumento foi de 0,27ºC, o terceiro maior no registro histórico dos satélites, iniciado em 1979.

1998 continua o ano mais quente desde o início das medições satelitais. E a estabilidade é a nota dominante.

A grande interrogação que ficou de pé foi por que os cientistas alarmistas foram puxar seus dados de uma rede desclassificada e que não atende às exigências da ciência moderna.

Por que não usaram os dados satelitais à sua disposição, os quais atendem as necessidades do conhecimento científico atualizado?

Esse estranho seletivo que prefere o impreciso contra o mais preciso é contrário ao método e à filosofia da ciência.

A conduta estranha e contraditória só se explica pelo fato de que o sistema não confiável serve ao alarmismo, e o mais confiável, não!

Então que a ciência vá às favas! Viva o dado inexato e a rede vetusta!

Acresce-se que os registros da rede antiga permitem aos seus atuais incondicionais ir até o século XIX em suas comparações.

Mas existem outros sistemas cientificamente aceitos que permitem estabelecer a temperatura global durante a maioria dos dez mil últimos anos. A medição por meio de amostras de gelo tiradas da Groenlândia, da Antártica ou outras geleiras milenares é um exemplo.

Esses procedimentos mostram que nos últimos milênios houve anos e períodos muito mais quentes que os dois últimos séculos.

Vade retro Satana! Esses tampouco servem para semear pânico ideológico!

As medidas registradas pelos satélites também foram confirmadas de modo independente pelas medições da temperatura feitas com balões.

Resultado: até os balões foram desclassificados como heréticos “céticos” pelos inquisidores que defendem o dogmático aquecimento global.

Então, perguntou James M. Taylor, do Heartland Institute, em Forbes, como é que os ativistas do aquecimento global deram à luz essa criança do alarmismo constante e espalham afirmações escandalosamente falhas como essa de que 2015 foi o ano mais caloroso jamais registrado?

A única resposta, conclui Taylor, é que nós estamos diante de enganosas falsificações cerebrinas, de registros de temperatura manipulados e de uma mídia obsequiosa que só pensa em impulsionar a agenda do ativismo radical verde.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

“Profecias” catastroficamente erradas
não desanimam catastrofismo verde! –2

Paul Ehrlich profetizava a virtual extinção da humanidade pela fome num planeta sem recursos naturais pelo ano 2000 ou antes
Paul Ehrlich profetizava a virtual extinção da humanidade pela fome
num planeta sem recursos naturais pelo ano 2000 ou antes
Luis Dufaur





continuação do post anterior: “Profecias” catastroficamente erradas não desanimam catastrofismo verde! –1



8. Peter Gunter, professor da North Texas State University, também escreveu em 1970:
“Os demógrafos concordam quase unanimemente na seguinte lista de acontecimentos: por volta de 1975 se produzirão fomes generalizadas na Índia; elas vão se espalhar por toda a Índia, Paquistão, China, Extremo Oriente e África. Pelo ano 2000 ou, como se pode supor, ainda mais cedo, as Américas do Sul e Central lutarão para sobreviver, carentes de víveres. Pelo ano 2000, o mundo inteiro, com exceção da Europa Ocidental, América do Norte e Austrália, terá falta do necessário para comer”.

9. Em janeiro de 1970, a então renomada revista “Life” informava que
“os cientistas têm provas experimentais e teóricas sólidas que abonam as seguintes predições: em uma década os habitantes das cidades terão que usar máscaras anti-gás, para sobreviver à poluição do ar... por volta de 1985 a poluição da atmosfera terá reduzido pela metade a quantidade de luz solar que chega até a superfície da Terra...”

10. O ecologista Kenneth Watt declarava à revista “Time” que “com o crescente aumento do índice de nitrogênio no ar, é apenas uma questão de tempo para que a luz desapareça da atmosfera e que toda parcela da terra fique inaproveitável”.

Os grandes nomes políticos, ontem como hoje fingiam acreditar nos blefes ambientalistas.
Os grandes nomes políticos, ontem como hoje
fingiam acreditar nos blefes ambientalistas.
11. Barry Commoner predizia que a chuva de poluentes orgânicos acabaria com o oxigênio nos rios dos EUA, extinguindo por sufocamento os peixes de água doce.

12. Paul Ehrlich também explorava o tema, vaticinando em 1970 que a “poluição do ar com certeza estará ceifando milhares de vidas dentro de poucos anos”. Ehrlich desenhou um cenário no qual 200.000 americanos morreriam em 1973 por causa de “desastres causados pelo smog” em Nova York e Los Angeles.

13. O incansável vidente Ehrlich, em maio do mesmo ano de 1970, dizia para a revista “Audubon” que o DDT e outros hidrocarbonetos clorados “poderiam ter reduzido substancialmente a expectativa de vida das pessoas nascidas a partir de 1945”. Segundo ele, os americanos que viram a luz a partir de 1946 teriam a expectativa de vida reduzida a apenas 49 anos, índice que cairia a 42 anos por volta de 1980.

Em 2015, a expectativa de vida no nascimento da população total dos EUA era de 79,68 anos; para os homens: 77,32 anos; e para as mulheres: 81,97 anos, segundo o CIA World Factbook. Mas isto é mera ciência – para pior “capitalista”! – diante da qual o alarmismo verde torce o nariz e prossegue com suas fraudes!

14. O ecologista Kenneth Watt antevia: “Pelo ano 2000, se continuarem as tendências atuais, estaremos consumindo tanto petróleo que não haverá mais. Você vai ao posto de gasolina e diz ‘enche’, e o frentista vai responder: ‘desculpe, mas já não há mais nada’”.

Em 2016 há tanto petróleo que seu preço está caindo assustadoramente!

15. Harrison Brown, cientista da reputada Academia Nacional de Ciências dos EUA, publicou um gráfico na também prestigiosa “Scientific American” mostrando que as reservas de cobre conhecidas pela humanidade se esgotariam totalmente pouco após o ano 2000. Mas que as de chumbo, zinco, estanho, ouro e prata se esgotariam antes de 1990.

Se alguém tem notícia da desaparição dessas commodities avise, por favor.


O 'Dia da Terra' perdeu embalo, mas as profecias enganosas continuam sendo marteladas. Foto: o Earth Day 2013 no Canadá.
O 'Dia da Terra' perdeu embalo, mas as profecias enganosas continuam sendo marteladas.
Foto: o Earth Day 2013 no Canadá.
16. O pai do “Dia da Terra”, senador Gaylord Nelson, escrevia em “Look” que “o Dr. S. Dillon Ripley, secretário do Smithsonian Institute, acredita que dentro de 25 anos, por volta de 75% a 80% de todas as espécies animais terão se extinguido”.

2016: sem palavras.

17. E, para variar, o incansável Paul Ehrlich vaticinava em 1975 que
“posto que mais de 90% das florestas tropicais úmidas originárias teriam sido derrubadas na maioria das regiões dentro de 30 anos mais ou menos, é de se esperar que a metade dos organismos existentes nessas áreas desaparecerá junto com elas”.

18.  Kenneth Watt voltava a apavorar as mentes com uma iminente Era Glacial.
“O mundo se encaminha acentuadamente para um resfriamento”, disse ele em conferência. “Se as tendências atuais continuarem, a temperatura média global do mundo em 1990 será em média cerca de quatro graus mais fria, e onze graus mais fria no ano 2000. Isso é o dobro do necessário para nos imergir numa era glacial”.
2016: então para o que fazer campanhas mundiais contra o aquecimento global e assembleias planetárias como a COP21, assinar tratados universais e propor gastar centenas de bilhões para lutar contra o CO2?

Se desde 1970 algo houve de realmente catastrófico nesta matéria foi o erro das profecias ambientalistas. Mas os arautos do catastrofismo não arredam o pé, apesar de os fatos, a ciência e a razão humana desmentirem suas pregações.

A única coisa que permanece nos pesadelos ambientalistas é uma ideologia, de fundo neotribal comunista, panteísta e anticivilizatória que tivemos oportunidade de denunciar com abundante documentação neste blog.

O 'Dia da Terra' já não mobiliza. Encenações teatrais preenchem o vazio. O Earth Day 2015 na Índia.
O 'Dia da Terra' já não mobiliza. Encenações teatrais preenchem o vazio.
O Earth Day 2015 na Índia.
Mas os profetas aterrorizadores têm espaço garantido na mídia.
O professor Mark J. Perry, a quem devemos o resumo do exaustivo trabalho investigativo do jornalista Ronald Bailey, parafraseia a mesma pergunta feita por Bailey em 2000:

Se for como eles dizem, como estará a Terra quando se celebre o 60º Dia da Terra, no ano 2030?

Bailey predizia em 2000 um mundo futuro muito mais limpo e muito mais rico, com menos fome e desnutrição, menos pobreza, maior expectativa de vida, minérios e metais mais em conta. Ele hoje seria condenado como um “cético”, embora tenha sido o que mais acertou!

Mas Bailey tinha uma predição conclusiva sobre o “Dia da Terra” no ano de 2030:

“Haverá um grupo desproporcionalmente influente de profetas do fim do mundo augurando que o nosso futuro – em boa medida, o nosso presente – nunca será tão desolador”.

Em outras palavras – conclui Perry – as campanhas midiáticas, a histeria e as previsões apocalípticas espetacularmente erradas continuarão sendo espalhadas pelos “distribuidores de embustes ambientais”.


domingo, 17 de janeiro de 2016

“Profecias” catastroficamente erradas
não desanimam catastrofismo verde! –1

O que profetizavam os arautos do catastrofismo no primeiro Earth Day em 1970? Tudo falhou, mas eles prosseguem insensíveis ao fiasco
O que profetizavam os arautos do catastrofismo
no primeiro Earth Day em 1970?
Tudo falhou, mas eles prosseguem insensíveis ao fiasco
Luis Dufaur





Se o caro leitor acredita no “aquecimento global”, no estiolamento iminente do planeta, no derretimento dos polos, na desertificação da Amazônia e outros pânicos ambientalistas, em sã lógica deveria achar que não está lendo este post, pois a vida e a civilização na Terra já teriam acabado, de acordo com as mesmas aterradoras crenças.

Também deveria acreditar que o planeta virou um astro morto inabitado e inabitável, ou, na melhor das hipóteses, que os últimos humanos estariam morrendo de fome e sede a um ritmo de 100 ou 200 milhões por ano, numa atmosfera mortalmente poluída e num deserto coberto de cadáveres insepultos, em meio a uma Era Glacial.

Então, o que o prezado leitor está fazendo diante da tela de seu dispositivo eletrônico, após ter comemorado as festas do fim do ano?

A pergunta pode parecer atrevimento da nossa parte, mas de fato não é.

Isso está escrito, anunciando e profetizado em livros, ensaios, entrevistas de rádio e TV, numa data em que a Internet e as redes sociais eram um sonho utópico.

Sim, em 1970, quando nasceu o primeiro “Dia da Terra”, os infalíveis gurus, adivinhos e profetas do Apocalipse verde, anunciavam a incontornável agonia e extinção da humanidade e de toda civilização num prazo máximo de 30 anos.

Hoje esses mesmos arautos do catastrofismo pouco se importam de ter errado – e quão catastroficamente! Eles estão nos governos, na ONU, nas ONGs, leem encíclicas verdes e repetem incansavelmente o mesmo realejo.

Sim, o realejo que o leitor está desmentindo pelo simples fato de existir. Vejamos.

No dia 22 de abril de 1970, densos magotes de ativistas “pacifistas” – pró-URSS, naturalmente –, de hippies intoxicados, de abortistas frenéticas, de fãs dos Beatles, da maconha, de Charles Manson e de Anton LaVey, saíram às ruas nos EUA clamando pelo fim da ordem civilizada em nome do “flower power”, o “poder das flores”, da droga e da anarquia.

Uma contra-cultura baseada em profecias que jamais se cumpriram. O Earth Day 1970 em Ohio.
Uma contra-cultura baseada em profecias que jamais se cumpriram. O Earth Day 1970 em Ohio.
Eles pronunciavam uma palavra que poucos conheciam direito, mas que hoje está na boca de todos: “environment” ou “meio-ambiente”.

O evento marcou o nascimento do ambientalismo moderno como movimento. Sob o influxo das passeatas foi logo criado a Environmental Protection Agency – EPA, espécie de matriarca dos ministérios de Meio Ambiente no mundo todo. Também foram aprovadas as leis de “Ar Limpo, Água Limpa” e das “Espécies em perigo de extinção”.

“Foi uma passada de perna, mas funcionou”, disse Gaylord Nelson, depois o senador por Wisconsin, tido como pai fundador da ideia do “Dia da Terra”.

Desde então foram comemorados 45 “Dias da Terra” a cada 22 de abril, sendo eles, a partir de 2010, promovidos pela Earth Day Network.

O que levou a se fazer a manifestação fundadora de 1970?

O jornalista Ronald Bailey, premiado pelos seus serviços em matérias científicas, foi procurar o que diziam os pensadores e líderes do movimento ambientalista em 1970. Publicou o resultado do inquérito no “ano fatídico” de 2000, no artigo “Earth Day, Then and Now”, na revista Reason Magazine.

Em 2015, o Dr. Mark J. Perry, professor de Economia e Finanças da Universidade de Michigan, recuperou o trabalho de Bailey e ficou pasmo com “a torrente de predições apocalípticas” inverificáveis e nunca confirmadas, propaladas pelos magotes contestatários verdes em 1970.

Ele preparou uma lista das 18 mais famosas e estrambóticas, pois, segundo Bailey, “os profetas do fim do mundo não só estavam errados, mas espetacularmente errados”. E as publicou na revista do American Enterprise Institute.

Uma nova revolução começou de mãos dadas com o hippismo, a maconha, o amor livre e o pacifismo pro-soviético. Earth Day 1970 em NYC.
Uma nova revolução começou de mãos dadas com o hippismo, a maconha,
o amor livre e o pacifismo pro-soviético. Earth Day 1970 em NYC.
Ei-las:

1. Em 1970, o biólogo de Harvard George Wald achava que “a civilização chegaria a seu fim dentro de 15 ou 30 anos, caso não se aplicassem as ações necessárias diante dos problemas que enfrentava a humanidade”.

2. “Estamos numa crise ambiental que ameaça a sobrevivência da nossa nação e de todo o mundo enquanto lugar habitável pelos humanos” – defendia o biólogo Barry Commoner, da Universidade de Washington, na revista académica Environment.

3. No dia seguinte ao 1º “Dia da Terra”, o jornal “The York Times” alertou em editorial: “O homem deve parar com a poluição e preservar seus recursos (...) para salvar a raça humana de uma deterioração intolerável e sua possível extinção”. (Hoje o bicho papão não é tanto a poluição quanto o CO2, e a referência à “raça humana” é crime verde de “especismo” [segundo o ambientalismo, novo e pior tipo de “racismo” que acredita a espécie humana ser superior às espécies animais ou vegetais]. Trocadas as palavras, o realejo prossegue igual)


4. “De modo inevitável e completo, a população vai crescer mais do que qualquer aumento na produção de alimentos”, profetizava para a revista “Mademoiselle”, em abril de 1970, o endeusado Paul Ehrlich. “A mortalidade de pessoas que morrerão de fome anualmente nos próximos dez anos atingirá pelos menos 100 ou 200 milhões”, acrescentava.

5. “A maioria das pessoas que vai morrer no maior cataclismo da história humana já nasceu”, escreveu Ehrlich em 1969, no ensaio “Eco-Catástrofe!”.

A grande mídia deu cobertura excepcional ao 1º Earth Day com comentários até delirantes.
A grande mídia deu cobertura excepcional ao 1º Earth Day com comentários até delirantes.
E explicava: “Por volta de [1975], alguns especialistas acham que a falta de alimentos no mundo terá atingido tal nível, que teremos fomes de proporções inacreditáveis. Outros especialistas mais otimistas pensam que a extinção da população por falta de comida não acontecerá antes da década de ‘80”.

6. Mas o cenário mais alarmista foi esboçado por Ehrlich na edição especial da revista “The Progressive” consagrada ao Dia da Terra de 1970. Ele garantiu aos leitores que entre 1980 e 1989 morreriam por volta de 4 bilhões de pessoas, inclusive 65 milhões de americanos, no que ele chamava de “Great Die-Off” (algo como “a grande morte final”).

7. “Já é tarde demais para evitar a fome de massa”, declarava por sua vez Denis Hayes, organizador chefe do Dia da Terra, no número da primavera de 1970 da revista “The Living Wilderness”.


Forçados pelo número desbordante de exageros tapeadores e fraudulentos, tivemos que dividir este post em duas partes.

Continuaremos no próximo: “Profecias” catastroficamente erradas não desanimam catastrofismo verde! –2


domingo, 10 de janeiro de 2016

Alerta vermelho pela poluição na China.
COP21 deu de ombros e socialismo comemorou
o achatamento da população

Guarda na Praça Tiananmen,durante a alarme vermelha.
Guarda na Praça Tiananmen,durante a alarme vermelha.
Luis Dufaur






Mais uma vez a cidade de Pequim, na China, atingiu sucessivos patamares de poluição altamente danosa para a saúde de dezenas de milhões de habitantes da capital comunista e cidades vizinhas.

Desta feita, a poluição desencadeou o nunca antes atingido “alerta vermelho”.

Esse é o mais grave grau na escala de periculosidade: proíbe a circulação de metade dos veículos, restringe a atividade de fábricas e de trabalhos a céu aberto, além de fechar escolas.

O Escritório de Proteção do Meio Ambiente recomendou que as pessoas utilizassem máscaras ou outras medidas de proteção.

A poluição recorde de uma imensa área em volta de Pequim não é nova, pois o governo comunista chinês apela para métodos primitivos maciços para aumentar a produção, visando à hegemonia econômica comunista mundial.

O alerta estava em laranja, o segundo mais crítico, até que tocou o vermelho, ou a poluição de pesadelo.

Na Internet, a população se manifestou furiosa porque o governo não havia elevado o alerta antes, pois segunda toda evidência a situação era insuportável.

Mas o regime quer explorar o trabalho dos cidadãos custe o que custar, ainda que destrua a saúde e a vida de milhões.

Na COP21 em Paris, o governo chinês liderou – aliás, com o Brasil – os insinceros esforços para limitar a emissão de gases estufa. Ele pôs a culpa de males (por certo, fictícios), nos países “ricos” e bancou de herói do “ecologicamente correto”.

Tampouco se importaram com o drama climático de Pequim as dezenas de milhares de especialistas do clima reunidos em Paris para tentar pôr uma cangalha no progresso.

As medições de material particulado fino na capital chinesa apontaram 206 microgramas por metro cúbico, segundo a embaixada dos EUA. Os aparelhos do governo só registraram 187.

Visibilidade ia até 200 metros na capital de um país 'herói' na luta contra o CO2 produzido pelos 'ricos capitalistas'
Visibilidade ia até 200 metros na capital de um país 'herói'
na luta contra o CO2 produzido pelos 'ricos capitalistas'
Em 1º de dezembro de 2015, os registros atingiram a casa de 600 microgramas por metro cúbico, o equivalente a 35 vezes o máximo tolerável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), fixado em 25 microgramas por metro cúbico.

A poluição na capital do maoismo pouco tem a ver com a que nós conhecemos nas nossas mais poluídas grandes capitais.

Ela constitui uma nuvem que nos invernos pode durar mais de três dias, impedindo a visão na rua.

Segundo o canal oficial CCTV, em alguns locais da cidade a visibilidade foi de apenas 200 metros durante o final de semana.

A China é o maior poluidor do mundo. Além do mais, em 2013 ela emitiu quase o dobro da quantidade de dióxido de carbono (CO2) dos EUA e 2,5 vezes mais que de toda a União Europeia.

Mas a 21ª Conferência do Clima (COP-21), que se realizava em Paris nos mesmos dias, com toda a confraria do fanatismo verde presente, deu de ombros.

O absurdo tem por trás um fundo ideológico menos conhecido.


A propaganda comunista martela inclementemente que “o pai é nosso próximo, a mãe é nosso próximo, mas ninguém é tão próximo de nós como o presidente Mao”, fundador do comunismo chinês que matou mais de cem milhões de pessoas.

O mesmo regime concebeu uma propaganda para convencer os sofridos chineses que a elevada poluição é algo muito bom para o socialismo porque serve para igualar os cidadãos.

Se o leitor quiser ver, prepare-se para ler slogans que são verdadeiras obras-primas de “um deliberado exercício de pensamento duplo” como na novela sobe a tirania universal de George Orwell.

Por baixo da nuvem cinza moram centenas de milhões de chineses. Foto do Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer da NASA.
Por baixo da nuvem cinza moram centenas de milhões de chineses.
Foto do Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer da NASA
em dezembro 2015.
Mas leve em consideração o imenso dano que estão sofrendo centenas de milhões de chineses em suas imensas cidades-fábrica ou cidades-prisão.

Eis a tábua dos “Mandamentos” comunistas que “comemoram os ‘benefícios’ da poluição” (sic), segundo noticiou o jornal chinês “The Epoch Times”.

Eles foram difundidos pela China Central Television (CCTV), a grande rede de TV estatal:

1) A poluição unifica o povo chinês, fornecendo-lhe um problema universal do qual todos podem se queixar.

2) Ela nivela a população, pois ricos e pobres ficam vulneráveis.

3) Aumenta a consciência da rapidez do progresso nacional e de seu custo.

4) Facilita o bom humor, estimulando gracejos relacionados com a intoxicação do ar.

5) Educa o povo, obrigando-o a consultar dados da meteorologia, da geografia, da física, da química e da história.

O Global Times, jornal do governo, elogiou a poluição do ar porque dá à China uma vantagem militar: os satélites estrangeiros não conseguem ver o que há sobre a superfície do país.

A gente ri para não chorar, especialmente pelo flagelado povo chinês, cujas crianças ficam com toda sua vida comprometida por causa desse ar tóxico, as famílias que vão se envenenado pouco a pouco, encurtando dramaticamente a sua existência.

Em outras capitais – infelizmente o Vaticano entrou na lista – trabalha-se para nos empurrar para lá, enquanto não chegar o tempo de nos jogar na taba indígena, apresentada por esses utopistas igualitários como modelo da sociedade futura onde tudo será em comum.


Alerta vermelho em Pequim devido a novos picos de poluição




segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Feliz Natal 2015 e bom Ano Novo 2016!

Veja vídeo
Natal: uma meditação de São Boaventura CLIQUE PARA VER


domingo, 20 de dezembro de 2015

Show desvenda fundo oculto do ambientalismo

Luis Dufaur





Em numerosos posts deste blog temos documentado e comentado a existência de um fundo panteísta e evolucionista que crepita dissimuladamente no ecologismo radical.

Essa visão do mundo afino com o evolucionismo marxista e o de certas escolas teológicas, como a de Teilhard de Chardin ou místicos pagãos islâmicos, por exemplo.

Infelizmente, ela irrompeu num texto de grande repercussão mundial.

Esse texto que se apresenta como uma encíclica embora não pretenda sê-lo e virtualmente ignore o nome de Jesus Cristo é a Laudato Si’.

Também em numerosos posts publicamos autorizados comentários sobre a ausência de fundamentos científicos sólidos e a consonância ideológica desse quilométrico escrito com a teologia da libertação, na sua versão mais atualizada.

A Laudato Si’ versou sobre matéria para a qual – no parecer altamente autorizado do Cardeal Pell – a Igreja Católica não recebeu mandato de Jesus Cristo para pregar.

À luz dessa afirmação, a Laudato Si’ assume o caráter de opinião de um doutor privado falando a título pessoal.

Entretanto, a projeção do show “Fiat Lux” sobre a basílica de São Pedro que pretende ilustrar essa encíclica, estarreceu a um número incontável de romanos, civis e eclesiásticos, que amam entranhadamente o templo máximo do catolicismo.

O show aprovado por autoridades vaticanas e financiado pelo Banco Mundial foi apresentado como uma forma de pressionar a COP21 nesses dias reunida em Paris para tentar aprovar uma governança mundial radical.

No show o ambientalismo mais radical se exprimiu com imagens e sons que revelam essa religiosidade panteísta que propugna um regime anarco-tribalista para a humanidade.

Até admiradores do pontificado atual, como o vaticanista Andrea Tornielli do jornal “La Stampa”, escreveram que se deles dependesse o enviesado show não deveria ter sido projetado de tal maneira desvenda pressupostos para os quais o público comum não estaria preparado.

A continuação oferecemos um comentário do catedrático de História Roberto de Mattei, autor de inúmeros livros e ganhador de alguns dos mais prestigiosos prêmios acadêmicos da Itália.

Ele descreve e comenta com equilíbrio, respeito e competência o revelador espetáculo exibido nessa noite de 8 de dezembro no Vaticano, sob a bandeira da ecologia.



SÃO PEDRO: uma basílica ultrajada
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.


Basilica de Sao Pedro profanada
A imagem que ficará associada à abertura do Jubileu extraordinário da Misericórdia não é a cerimônia antitriunfalista celebrada pelo Papa Francisco na manhã de 8 de dezembro, mas o retumbante espetáculo Fiat lux: Illuminating Our Common Home, que concluiu a referida jornada, inundando de sons e de luzes a fachada e a cúpula de São Pedro.

Ao longo do show, patrocinado pelo Grupo do Banco Mundial, imagens de leões, tigres e leopardos de proporções gigantescas se projetavam sobre a fachada de São Pedro, que se eleva precisamente sobre as ruínas do circo de Nero, onde as feras devoravam os cristãos.

Graças ao jogo de luzes, a basílica dava a impressão de estar de cabeça para baixo, de dissolver-se e submergir-se. Sobre a fachada apareciam peixes-palhaço e tartarugas marinhas, quase evocando a liquefação das estruturas da Igreja, privada de qualquer elemento de solidez.

Uma enorme coruja e estranhos animais voadores sobrevoavam em torno da cúpula, enquanto monges budistas caminhando pareciam indicar uma via de salvação alternativa ao Cristianismo. Nenhum símbolo religioso, nenhuma referência ao Cristianismo; a Igreja cedia lugar à natureza soberana.

Basilica de Sao Pedro profanada
Andrea Tornielli escreveu que não é preciso escandalizar-se porque, como documenta o historiador da arte Sandro Barbagallo em seu livro Gli animali nell’arte religiosa. La Basilica di San Pietro (Libreria Editrice Vaticana, 2008), foram muitos os artistas que no decurso dos séculos representaram uma luxuriante fauna em torno da sepultura de Pedro.

Mas se a Basílica de São Pedro é um “zoo sagrado”, como a define com irreverência o autor dessa obra, não é porque os animais ali representados estejam recluídos num recinto sagrado, mas porque o significado que a arte atribuiu àqueles animais é sagrado, isto é, ordenado a um fim transcendente.

Com efeito, no Cristianismo os animais não são divinizados, mas valorizados em função do fim para o qual foram criados por Deus: o serviço do homem.

Diz o Salmista: “Deste-lhe o mando sobre as obras das tuas mãos, sujeitaste todas as coisas debaixo de seus pés: Todas as ovelhas e todos os bois e, além destes, os outros animais do campo” (Ps 8, 7-9).

O homem foi posto por Deus como vértice e rei da criação, e tudo deve ser ordenado em função dele, para que, por sua vez, ele ordene tudo a Deus como representante do universo (Gn 1, 26-27).

Deus é o fim último do universo, mas o fim imediato do universo físico é o homem. “De certo modo, nós somos o fim de todas as coisas”, afirma Santo Tomás (In II Sent., d. 1, q. 2, a. 4, sed contra), porque “Deus fez todas as coisas para o homem” (Super Symb. Apostolorum, art. 1).

Por outro lado, a simbologia cristã atribui aos animais um significado emblemático. Não preocupa ao Cristianismo principalmente a extinção dos animais ou o seu bem-estar, mas o significado último e profundo de sua presença.

O leão simboliza a força e o cordeiro a benignidade, para nos lembrar a existência de virtudes e perfeições diversas, que só Deus possui por inteiro.

Na Terra, uma gama prodigiosa de seres criados, da matéria inorgânica até o homem, possui uma essência e uma perfeição íntima, que se expressa mediante a linguagem dos símbolos.

Basilica de Sao Pedro profanadaO ecologismo apresenta-se como uma visão do mundo que transtorna essa escala hierárquica, eliminando Deus e destronando o homem.

Este último é posto em pé de absoluta igualdade com a natureza, numa relação de interdependência não só com os animais, mas também com os componentes inanimados do ambiente que o circunda: montanhas, rios, mares, paisagens, cadeias alimentares, ecossistemas. O pressuposto dessa cosmovisão é a dissolução de toda linha divisória entre o homem e o mundo.

A Terra forma com a sua biosfera uma espécie de entidade cósmica geoecológica unitária. Ela se torna algo mais que uma “casa comum”: representa uma divindade.

Há cinquenta anos, quando se encerrou o Concílio Vaticano II, o tema dominante naquela quadra histórica era um certo “culto ao homem”, contido na fórmula “humanismo integral” de Jacques Maritain.

O livro do filósofo francês, com esse título, é de 1936, mas sua maior influência foi sobretudo quando um leitor entusiasta, Giovanni Battista Montini, eleito Papa com o nome de Paulo VI, quis fazer dele a bússola de seu pontificado.

Na homilia da Missa de 7 de dezembro de 1965, Paulo VI recordou que no Vaticano II se produziu o encontro entre “o culto de Deus que quis ser homem” e “a religião — porque o é — que é o culto do homem que quer ser Deus”.

Cinquenta anos depois, assistimos à passagem do humanismo integral à ecologia integral; da Carta internacional dos direitos do homem à dos direitos da natureza. No século XVI, o humanismo havia recusado a civilização cristã medieval em nome do antropocentrismo.

A tentativa de construir a Cidade do Homem sobre as ruínas da Cidade de Deus fracassou tragicamente no século XX, e baldas foram as tentativas de cristianizar o antropocentrismo sob o nome de humanismo integral.

A religião do homem é substituída pela da Terra: o antropocentrismo, criticado por seus “desvios”, é substituído por uma nova visão ecocêntrica.

A Ideologia de Gênero, que dissolve toda identidade e toda essência, insere-se nessa perspectiva panteísta e igualitária.

É um conceito radicalmente evolucionista, que coincide em grande medida com o de Teilhard de Chardin. Deus é a “autoconsciência” do universo que, evoluindo, torna-se consciente de sua evolução.

Não é casual a citação de Teilhard no parágrafo 83 da Laudato sì, encíclica do Papa Francesco na qual filósofos como Enrico Maria Radaelli e Arnaldo Xavier da Silveira salientaram pontos em desacordo com a Tradição Católica.

E o espetáculo Fiat Lux foi apresentado como um “manifesto ecologista” que pretende traduzir em imagens a encíclica Laudato sì.

Antonio Socci o definiu no jornal “Libero” como “uma encenação gnóstica e neopagã com uma inequívoca mensagem ideológica anticristã”, observando que “em São Pedro, na festa da Imaculada Conceição, em vez de celebrar a Mãe de Deus, preferiram a celebração da Mãe Terra, para propagar a ideologia dominante, a da ‘religião do clima e da ecologia’, neopagã e neomalthusiana, apoiada pelas potências do mundo. É uma profanação espiritual (porque aquele lugar — lembremo-nos — é um lugar de martírio cristão)”.

Por sua vez, escreveu Alessandro Gnochi em “Riscossa Cristiana”: “Portanto, não foi o ISIS que profanou o coração da Cristandade, nem foram os extremistas do credo laico os que danificaram o credo católico, nem os artistas blasfemos e coprolálicos os que contaminaram a fé de tantos cristãos.

Não era preciso perquisição ou detectador de metal para impedir o ingresso dos vândalos na cidadela de Deus: eles estavam no interior das muralhas e já tinham acionado a sua bomba multicolor de transmissão via satélite no calor da sala de controle.”

Basilica de Sao Pedro profanadaOs fotógrafos, os desenhistas gráficos e os publicitários que realizaram o Fiat Lux sabem o que representa para os católicos a Basílica de São Pedro, imagem material do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja.

Os jogos de luz que iluminaram a Basílica tinham uma meta simbólica, antitética àquela expressa por todas as luzes, lâmpadas e fogos que transmitiram ao longo dos séculos o significado da luz divina. Esta luz estava ausente no dia 8 de dezembro. Entre as imagens e luzes projetadas na Basílica, faltavam as de Nosso Senhor e da Imaculada Conceição, cuja festa se celebrava.

São Pedro foi imersa na falsa luz trazida pelo anjo rebelde, Lúcifer, príncipe deste mundo e rei das trevas.

A palavra “luz divina” não é apenas uma metáfora, mas uma realidade, como realidade são as trevas que envolvem hoje o mundo. E nesta vigília de Natal a humanidade aguarda o momento em que a noite se iluminará como o dia, “nox sicut dies illuminabitur” (Salmo 11), quando se cumprirão as promessas feitas pela Imaculada em Fátima.

(Fonte: Corrispondenza Romana. 11.12.2015. Este texto foi traduzido do original italiano por Hélio Dias Viana.)


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

COP21: o insucesso histórico de Paris

Políticos fingem vitória para esconder o fracasso.
De esquerda para a direita: Christiana Figueres, secretária-executiva;
Ban ki-moon, secretário geral da ONU; Laurent Fabius, presidente da COP21
e François Hollande, presidente socialista da França.
Luis Dufaur





Abraços, lágrimas, euforia: não foi a final da Copa, mas da COP21 em Paris. Os organizadores comemoraram com emoção um “acordo histórico” sobre o clima futuro do planeta, sob a presidência do chanceler socialista francês Laurent Fabius.

Ele apresentou o texto como constituindo “o melhor equilíbrio possível, forte e delicado, que permitirá a cada delegação voltar a casa com conquistas importantes”, informou o jornal “Le Monde” grande torcedor pelo sucesso da COP21.

Lindas palavras, dignas de um bom degustador de champanha, da mais cara e melhor.

Porém o que é que de fato aprovou “por consenso” a COP21?

O noticiário eufórico não dava margem nem para começar a decifrar a charada. Não se encontrava nenhuma informação objetiva sobre os temas fundamentais da colossal reunião.

Foi preciso aguardar que o tema saísse das primeiras páginas dos jornais, que o banzé midiático ambientalista abaixasse, para se saber que o pára-vento de euforia tinha encoberto um grande vazio de metas concretas.

Tédio burocrático e desinteresse da opinião pública foram notas dominantes
Tédio burocrático e desinteresse da opinião pública
foram notas dominantes
A questão do dinheiro apaixonava a mídia: os “ricos” culpados, sem processo, do aquecimento global deveriam passar um mínimo de 100 bilhões de dólares por ano a partir de 2020 para os “países pobres”.

Esses são apresentados como vítimas do aquecimento planetário provocado pelos proprietários consumistas ocidentais. Sim, pelo seu carro, sua fazenda, sua loja, sua fábrica!

Esses 100 bilhões de dólares seriam só o “piso”. Em reuniões sucessivas – COPs ou não – o número só aumentaria.

E, gracinha, essa dinheirama não iria direto para os “países pobres” pois esses já foram declarados incapazes de administrá-la ou, pior ainda, réus de querer imitar o desenvolvimento capitalista ocidental.

A catarata de dinheiro iria para um Fundo Climático Verde que o distribuiria entre os grupos e programas de governos que executassem planos “ecologicamente sustentáveis” de desenvolvimento.

Em poucas palavras seria distribuído para a confraria verde radical como as ONGs que infernizam a Amazônia brasileira e para os governos amigos como os lulopetistas, bolivarianos, ou animados por fantasias anarco-tribalistas.

O texto aprovado em Paris – qualificado de acordo com “a” minúscula – “entreabre uma porta” para essa meta e “por consenso” concorda que o mínimo deve ser de 100 bilhões de dólares anuais.

Mas ninguém se compromete a adiantar algo, exceção feita de algumas doações ou promessas de investimentos que também beneficiam ao doador.

Em resumo: teatro jornalístico verde e nada de real.

Foram muitas as promessas de “reforçar a compreensão, a ação e o apoio” sobre esta questão. Mas o acordo com “a” minúscula exclui qualquer devaneio de pagamentos de “compensações” ou despesas pela “responsabilidade” dos danos ambientais que teriam provocado os proprietários consumistas e hedonistas.

Grande decepção para os fanáticos apocalípticos anticapitalistas.

O acordo ainda reconhece que as “contribuições previstas a nível nacional” anunciadas pelos Estados, as promessas de redução das emissões de gases estufa são “positivamente insuficientes” para obter o fantasmagórico objetivo de reduzir o aquecimento global a um máximo de 1,5 °C em relação à era pré-industrial.

Fiasco reconhecido, portanto, também neste cobiçado ponto.

O acordo deveria entrar em vigor em 2020, mas são numerosos os signatários, que com frases enviesadas já deixaram claro que não o cumprirão.

Putin 'que paguem eles', a Rússia só parará as emissões quando modernizar suas fábricas herdadas da URSS, talvez nunca.
Putin 'que paguem eles', a Rússia só parará as emissões
quando modernizar suas fábricas herdadas da URSS,
talvez nunca.
O presidente Vladimir Putin se pôs logo de início na posição “que paguem eles, nós não cortaremos nada”.

Alegou que só cortará algo após ter modernizado a  indústria soviética herdada da URSS e do tamanho de muitos Mamuts, informou a agência romena RFI.

Para entrar em vigor em 2020, o acordo deverá ser ratificado por pelo menos 55 países que emitam mais de 55% dos gases estufa de origem humana. E qualquer país poderá se retirar do acordo quando bem o entender.

A ratificação pode ser dada por certa, considerando que entre os máximos emissores desses gases, poluição e outros, estão países socialistas dispostos a nada cumprir e a judiar em toda a medida possível aos EUA e à Europa capitalista que quadradamente poderiam tentar cumprir.

Os EUA já deixaram categoricamente claro que não ratificarão acordo algum nesse sentido.

As ONGs e os ativistas radicais não escondem sua frustração.

James Hansen, ex-cientista da NASA e um dos máximos arautos do aquecimentismo qualificou o acordo de “uma fraude e uma farsa” falando para o jornal “The Guardian” de Londres, noticiou “El Mundo” de Madri.

Para Hansen o acordo com “a” minúscula de Paris não passa de uma “súmula de palavras e de promessas sem efeitos concretos”.

“Esse acordo é uma escusa forjada pelos políticos para poder dizer: ‘temos uma meta de dois graus e tentaremos melhorá-la cada cinco anos’”.

Hansen acrescentou decepcionado que nem tenha sido mencionado o bicho papão a quem se atribui a maior causa do aquecimento global: os combustíveis fósseis.

Em Paris, Hansen pediu impostos ainda mais pesados por cima desses combustíveis, do carvão e do gás, como se já não fossem extravagantes demais.

Para James Hansen, 'profeta' da mudança climática, a COP21 foi uma 'farsa' e uma 'fraude'.
Para James Hansen, 'profeta' da mudança climática,
a COP21 foi uma 'farsa' e uma 'fraude'.
Hansen deplorou que os 196 países signatários não estabeleçam um objetivo claro nem definam um calendário ou sequer um horizonte.

Em poucas palavras, constatou o fracasso dos objetivos verdes radicais.

May Boeve, diretora da ONG ativista 350.org chorou que os “ricos” não paguem em “justiça” o mal feito aos pobres, e que a dinheirama sonhada pela confraria verde não chegue a seus cofres mas continuem sendo feitos “projetos verdes, empréstimos ou colaborações” entre governos, escreveu “La Nación”. 

Maxime Combes, da ONG Attac-France tripudiou que o acordo envie para as calendas gregas ou, na linguagem do acordo “para uma data ulterior”, o compromisso concreto de reduzir as emissões.

Segundo esse militante verde, as promessas e metas nacionais não vinculantes ganharam a partida. Os países que não cumpram suas metas nacionais não serão punidos nem perseguidos, lamentou ainda o ativista radical. Em consequência as metas inatingíveis não serão de fato atingidas, como não poderia deixar de ser.

Tampouco os “países pobres” serão acompanhados e não serão perseguidos se aquecem o planeta com seus planos de desenvolvimento.

O telão desceu, o teatro acabou, estouraram as garrafas de champanhe, os políticos comemoraram, as vítimas ficamos salvas por muito pouco, e os ambientalistas apocalípticos se preparam para novas investidas.

Mas, pelo menos desta vez, a tapeação para impor uma ditadura universal verde não conseguiu enganar a opinião pública que acompanhou com supremo desinteresse os dislates da assembleia ambientalista planetária de Paris.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A COP21 entre a utopia inclemente e a realidade

Embaixo da Tour Eiffel. Em Paris sob o terror não há ambiente para o carnaval anarco-ecológico das ONGs verdes.
Embaixo da Tour Eiffel. Em Paris sob o terror
não há ambiente para o carnaval anarco-ecológico das ONGs verdes.
Luis Dufaur






Na reta final, a COP21 languidesce.

Os pânicos climáticos induzidos pela propaganda catastrofista, o bombardeio psicológico da grande mídia, a teimosia ideológica de cientistas empregados de governos, partidos e políticos com interesses ideológicos apenas dissimulados, murcharam no ambiente de terror criado na capital francesa pelas Kalashnikovs assassinas e por homens-bomba recitando o Corão.

Não há ambiente para o carnaval anarco-ambientalista

Compreensivelmente, no estado de emergência nacional proclamado pelo governo, a polícia francesa interditou toda reunião pública. E o folclore do ambientalismo radical não pode exibir seus disfarces destinados a encher as páginas dos jornais e da Internet.

Um revelador vídeo da Vice News exibiu a inautenticidade do folclore verde.

Na coreografia, uma galáxia de ONGs que reúnem os seres humanos atingidos de morte, ou que foram conscientizados de estarem morrendo, desfila durante estes encontros anuais, exteriorizando seu desespero e seu drama. O drama e o desespero mudam, é claro, como o camaleão, segundo a ocasião e a situação.

Cartaz do World Wildlife Fund se inspira em sanguinários episódios revolucionários franceses para a Revolução verde de hoje. Mudaram a cor e os personagens, mas a essência destrutiva é a mesma.
Cartaz do World Wildlife Fund se inspira em sanguinários
episódios revolucionários franceses para a Revolução verde de hoje.
Mudaram a cor e os personagens, mas a essência destrutiva é a mesma.
Mas o vídeo fez a reportagem do imenso local único onde os incontáveis punhados representantes dos miseráveis da Terra preparavam seus cartazes e outros recursos de propaganda.

Eles deveriam ser, e assim se apresentam, como marginados – hoje pelas mudanças climáticas, amanha por qualquer outra coisa – que com paupérrimos recursos acodem dos cinco continentes por sua conta e risco num gesto agônico para exalar seu apelo extremo.

O vídeo não mostra nada disso. Pelo contrário uma imensa organização única de ativistas e artistas pintando e montando faixas, cartazes ou disfarces nas mais variadas línguas com reivindicações dos locais mais dispares. Uma organização só, com um método só, mas com cores e formas tapeadoras.

Mas não puderam sair à rua. Alguns grupos baderneiros do gênero Black Bloc o fizeram e a polícia resolveu.

A questão é que não há ambiente para o carnaval anarco-ambientalista. E mesmo fazendo o show a opinião pública está pouco ligando.

O público tampouco está pouco interessado nos apelos supostamente morais e religiosos provenientes das Conferências Episcopais do mundo todo, na linha da encíclica ‘Laudato Si’.

O Cardeal Peter Turkson, presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano convocou o orbe católico para pressionar a COP21 em favor da governança mundial que aplique teologias outrora condenadas.

Tal vez tenham chegado muitos escritos de comunidades eclesiais nesse sentido. Certamente já foram acrescentadas na crescente Babel de papel da COP21.

Mas o desinteresse do mundo católico por essa empreitada é simplesmente fantástico.

Em sentido contrário, os políticos e ativistas oficialmente inscritos na reunião passam bem.

'Sorry. Definitivamente não será um tratado', disse o Secretário de Estado dos EUA John Kerry
'Sorry. Definitivamente não será um tratado', disse o Secretário de Estado dos EUA John Kerry
Paris está cheia de atrativos e os governos pagam os melhores preços. E se os divertimentos paralelos geram CO2, isso não é com eles.

Porém, uma grande ducha de água fria veio daquele que deveria ser o grande aliado: a administração Obama.

Kerry: água na fervura

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, porta-voz da linha radical ambientalista de Obama, anunciou que é impossível sair de Paris um tratado com força legal.

A promessa havia sido feita poucos dias antes pelo presidente Barack Obama, em texto assinado junto com seus pares do G20, como também informou a “Folha”. http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/11/1707034-acordo-da-conferencia-de-paris-sobre-clima-tera-cumprimento-obrigatorio.shtml

Deprimido ele reconheceu que os EUA nunca poderão assinar algo assim. Pois, o Senado americano está determinado a desaprovar qualquer coisa nesse sentido.

A mirífica meta de limitar o aumento da temperatura na Terra a 2°C até o final do século, em relação aos níveis da era pré-industrial, não impressiona no mais mínimo aos congressistas americanos.

Eles dão de ombros às consequências apocalípticas que adviriam do incumprimento dessa meta.

'Justiça climática' é um novo slogan da revolução anarco-comunista.
'Justiça climática' é um novo slogan da revolução anarco-comunista.
O secretário de Estado americano definiu a posição de seu pais ao sisudo jornal econômico britânico Financial Times. “Certamente não será um tratado”, encerrou lapidarmente o máximo chefe da diplomacia americana, como informou também “Le Monde”.

O esperneio foi geral nas delegações que quereriam enforcar os EUA, e aos homens em geral, com um corsé abstrato e ditatorial. Mas não adiantou de nada.

O chanceler socialista francês Laurent Fabius chorou as magoas pelos propósitos de “meu amigo Kerry”.

O presidente francês se ergueu até o mais alto que lhe permitiam as pontas de seus pés e disse “se um acordo não for legalmente vinculante, não haverá um acordo”, mas tudo seguiu como dantes no quartel de Abrantes.

Jogos de palavras para passar o inconfessável

Desde então, o cerne do problema em Paris é driblar o Congresso americano com alguma fórmula que permita passar uma obrigação constrangedora sem ter ares de tal.

Disputa-se sobre a “profundidade e a legalidade do documento”, a ponto de os diplomatas mais experientes não saber ainda como chamá-lo.

Há trambiqueiros folhando dicionários de sinônimos. “Acordo de Paris” é uma opção. “Protocolo”, malgrado o desprestígio do termo com o Protocolo de Kyoto, não está descartado. E “Tratado” ainda povoa os sonhos de alguns.

O negociador-chefe da delegação brasileira, embaixador Antônio Marcondes martela obstinadamente: “será algo legalmente vinculante”. Outros negociadores de alto nível se resignam e reconhecem a indefinição reinante.

O chanceler francês Laurent Fabius pede acelerar as discussões para um auditório em grande parte vazio.
O chanceler francês Laurent Fabius pede acelerar as discussões
para um auditório em grande parte vazio.
O termo escolhido definirá o valor do documento, de acordo com a praxe do direito internacional, e pode determinar se tem implicações legais ou não.

Um “acordo” em geral é menos formal e menos vasto que um “tratado”, e pode ser rubricado por agentes ministeriais. Não precisa ser ratificado por chefes de Estado ou governos. A ver se o Senado dos EUA engole essa.

Mas o quebra-cabeças é mais complicado. Na hora de definir os termos finais do que se vai assinar em Paris os negociadores abrem intrincadas disputas semânticas de difícil intelecção para os não iniciados.

O fato real é que muitos países que se gabam de arautos da luta contra a mudança climática, na prática não querem cumprir o que trombeteiam, aliás porque sabem ser impossível.

Tratam então de enrolar os termos para deixar aberta a porta para as respectivas políticas nacionais.

Em termos muito caseiros, é como se imensas Volkswagens estivessem discutindo os comandos tortos do software que finge não emitir gases estufa na hora do teste e depois segue emitindo porque não há outro jeito de funcionar com os conhecimentos mais avançados da hora presente.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

NASA: gelo na Antártica não cessa de crescer
e faz descer níveis dos oceanos

Qualquer exagero vale. Exemplo de alarmismo sobre o Ártico difundido por Greenpeace. Agora que o gelo Ártico cresce fanáticos verdes procuram outro espantalho
Qualquer exagero vale. Exemplo de alarmismo sobre o Ártico difundido por Greenpeace.
Agora que o gelo Ártico cresce fanáticos verdes procuram outro espantalho

Luis Dufaur





Enquanto progredia a fase periódica de derretimento do Ártico, o alarmismo verde, sempre ecoado ruidosamente pela grande mídia, bombardeou a opinião pública com relatórios mais ou menos enviesados, não raro com dados deturpados ou interpretações tendenciosas.

Isso serviu para impulsionar o pânico insensato de um aquecimento global que elevaria o nível dos mares até inundar cidades que somam centenas de milhões de moradores das costas.

Mas agora o ciclo periódico de gelo ártico entrou na fase de aumento. Os poucos crédulos no alarmismo verde, que tentaram atravessá-lo inteiramente derretido, tiveram que ser resgatados.