Para atualizações gratis via email: DIGITE SEU EMAIL:

domingo, 29 de maio de 2016

Responsabilidade civil da CNBB
na ação do CIMI contra o Estado de Direito

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB
e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá.
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









continuação do post anterior: Produtores e indígenas vitimados pela conduta ilícita do CIMI





Prossegue a conclusão da CPI do CIMI:

Todavia, ainda se tratando de responsabilidade civil, é de se considerar quem mais poderá responder pelos prejuízos causados pelo CIMI, além da própria entidade.

O CIMI inegavelmente é vinculado à Igreja Católica.

Consta expressamente em seu site que se trata de uma instituição ligada à Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros que, por via de consequência, é vinculada à Igreja Católica.

No sitio eletrônico da CNBB é possível encontrar, no tópico que trata das missões ou finalidades do órgão que: [página 217]

A CNBB, no âmbito de suas finalidades e competência:

• manifesta solicitude para com a Igreja e sua missão universal, por meio de comunhão e colaboração com a Sé Apostólica e pela atividade missionária, principalmente ad gentes;

• favorece e articula as relações entre as Igrejas particulares do Brasil e a San ta Sé;

• relaciona-se com as outras Conferências Episcopais, particularmente as da América, e com o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM).Resta inequívoco que a atuação da CNBB é vinculada à Igreja Católica e, por conseguinte, o mesmo se pode concluir em relação ao CIMI.

Ainda, no depoimento prestado por D. Roque Paloschi a essa CPI, perguntado a respeito de seu incompreensível (ou conveniente) estado de ignorância quanto aos ilícitos praticados por membros do CIMI no Estado de Mato Grosso do Sul, expressamente afirmou que seria a Igreja Católica a responsável pelo acompanhamento de suas ações no Estado, devido à impossibilidade de controlar todos os seus colaboradores.

Inclusive nesse momento de seu depoimento [página 218] D. Roque Paloschi expressamente referenciou o Bispo Dom Dimas, como sendo um dos responsáveis pela orientação desses missionários no Mato Grosso do Sul, na qualidade de Bispo da Igreja Católica.

Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI
Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI
De modo que, nos termos do que estabelece o art. 932, III e art. 933 do Código Civil, entendo que poderá a Igreja Católica ser responsabilizada pelos prejuízos causados pelo CIMI, tendo em vista a vinculação das entidades, a utilização de estruturas em comum, do apoio mútuo, enfim, da cumplicidade nos atos praticados, por ação ou omissão.

Por fim, entendo que há a pertinência de apuração de outras responsabilidades além dos membros do CIMI.

Verifica-se pelos documentos acostados ao presente procedimentos que membros de outros órgãos e instituições podem, potencialmente, estar interferindo nas condutas adotadas pelos indígenas, o que seria, no entendimento deste relator, identicamente ilegal.

De modo que é necessário que todos os crimes e ilícitos cometidos sejam apurados com rigor e severidade máximos, pelas autoridades competentes. [página 219]

Os encaminhamentos propostos por este relator são o envio do relatório para os seguintes órgãos e autoridades, com requisição por parte da CPI, para a tomada das medidas e providências cabíveis em relação aos membros do CIMI mencionados no tópico anterior:

1. Governador do Estado de Mato Grosso do Sul.

2. Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul.

3. Ministério Público Federal, na pessoa do Procurador-Geral da República.

4. Conselho Nacional de Justiça.

5. Conselho Nacional do Ministério Público.

6. Polícia Federal.

7. Secretaria de Segurança Pública do Mato Grosso do Sul.

8. Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

9. Seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil. [página 220]

10. Presidência da República.

11. Ministério da Defesa.

12. Comissão Parlamentar de Inquérito da FUNAI e do INCRA, no Congresso Nacional.

13. Senado Federal.

14. Vaticano.

15. Representação da Santa Sé no Distrito Fe-deral.

16. CAFOD. [CAFOD= Agência Católica para o Desenvolvimento Exterior, fundo católico de Inglaterra e Gales, parte da Cáritas Internacional, que financia o CIMI desde o exterior]

Órgãos católicos como o CAFOD financiam  muitos agentes da revolução esquerdista no Brasil.  Fotos do site do CAFOD. CPI: "um plano, um agir contrário ao Estado de Direito, em âmbito nacional e internacional"
Órgãos católicos do exterior como o CAFOD financiam
muitos agentes da revolução esquerdista no Brasil.
Fotos do site do CAFOD.
'CPI do CIMI' denuncia "um plano contrário ao Estado de Direito,
em âmbito nacional e internacional"
Em meu entendimento, o envio de documentos desta CPI com requisição de providências é ato da maior importância, porquanto o que se requer é a tomada efetiva de providências por parte dos órgãos competentes, com base no poder de polícia de que é investida a Comissão Parlamentar de Inquérito.

O envio do presente relatório aos órgãos acima mencionados tem por finalidade que estas nominadas instituições, no âmbito de suas competências e atribuições, possam [página 221] tomar as medidas necessárias e cabíveis para a apuração das responsabilidades de todos os envolvidos.

Nesse ponto entendo que é importante inclusive haver uma investigação mais rigorosa a respeito do ingresso de valores de organizações internacionais para projetos deliberadamente contra o desenvolvimento do país, pois trata-se de um ataque que vem sendo realizado contra a soberania do país, na clandestinidade e por meios aparentemente legais, mas que chama a atenção no que tange aos volumes de recursos e também na organização dos movimentos.

Pude constatar, ao longo dos trabalhos, que o alcance das conclusões dessa CPI acabaram por ultrapassar a conduta de uma pessoa jurídica de direito privado e seus membros (CIMI) na segurança pública do Mato Grosso do Sul, mas descobrimos, em meu entendimento, muito mais do que isso, um plano, um agir contrário ao Estado de Direito, em âmbito nacional e internacional, que precisa ser tornado público, do conhecimento de todas as autoridades competentes, para que as providências urgentes e veementes possam ser tomadas para a preservação da soberania nacional. [página 222]

Por ser este o entendimento deste relator, notadamente no que diz respeito à responsabilidade de membros do CIMI pelos ilícitos praticados, conclui-se pela pertinência do encaminhamento do presente relatório, para a tomada das medidas cabíveis.

É o relatório.

PAULO CORREA
Deputado Estadual –Relator

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço.


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Produtores e indígenas vitimados
pela conduta subversiva do CIMI

Invasão de fazenda em Mato Grosso do Sul.
Invasão de fazenda em Mato Grosso do Sul.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



continuação do post anterior: Relatório final da “CPI do CIMI” desvenda estarrecedora subversão comuno-missionária pintada de verde ambientalista



Prossegue a conclusão da CPI do CIMI:

Mas, depois de analisar todos os depoimentos e provas do processo, sou forçado a concluir que também os indígenas foram prejudicados, igualmente de forma irreversível, pela conduta ilícita do CIMI.

Foram gerações de indígenas criadas com base no sentimento sectário, tendo incutido o ódio e o desrespeito às instituições, através de uma travestida defesa de seus interesses.

O CIMI não conseguiu trazer para o processo um único projeto realizado em prol da comunidade indígena, de educação, saúde, enfim, nada.

E, importante frisar, somente no ano de 2013 foram mais de R$ 7.000.000,00 recebidos de instituições estrangeiras.

Segundo dados de seus balanços, mais de R$ 4.000.000,00 seriam destinados ao pagamento de pessoal.

Ora, mas como se todos os integrantes e ex-integrantes do CIMI, inclusive o Sr. Cleber Buzato, informaram que prestavam trabalho praticamente voluntário?

Para onde vão esses recursos. De outro lado, verifica-se que há depoimento de indígenas afirmando categoricamente que Flávio Machado [página 211] forneceu recursos para a aquisição de armas no Paraguai para suportar invasões de propriedades privadas.

Os índios vêm sendo, em verdade, iludidos, ludibriados, enganados pelo CIMI.

Manipulados em sua miséria, infelizmente, e da qual não podem ser responsabilizados os produtores rurais, para atuarem conforme os escusos interesses do CIMI e de organizações internacionais, que certamente compromisso algum possuem para com o Brasil.

Não é justo, em verdade é cruel utilizar-se da miséria humana, ainda mais em nome de Deus, da bandeira da Igreja Católica, para manipular interesses em prol de interesses próprios, escusos e espúrios.

Por certo que não terão as autoridades constituídas, tão questionadas pelo CIMI em todos os seus atos, a mínima clemência quando da análise das responsabilidades.

CPI: não há dúvidas de que o CIMI incita e estimula a invasão de propriedades
CPI: não há dúvidas de que o CIMI incita e estimula a invasão de propriedades
Os produtores rurais, de outro lado, os grandes prejudicados, as inegáveis vítimas da ilegalidade praticada pelo CIMI.

Famílias com sonhos desperdiçados. Também vítimas da desesperança, causada pela interrupção dos [página 212] sonhos, dos projetos, do empreendedorismo.

Questionados em um dos direitos mais importantes e caros ao Estado de Direito, a propriedade, no caso livremente constituída.

Acusados constantemente de grileiros por membros do CIMI, em todas as mídias sociais, inclusive no exterior.

Recentemente acusados, também pelo CIMI, de que seus produtos, soja e carne, possuem sangue de crianças indígenas.

Nada mais ignominioso, ultrajante.

Como se não bastasse toda a conduta praticada pelo CIMI contra o agronegócio, de forma deliberada, dolosa, houve ainda, no final do ano de 2015 uma leviana campanha difamatória da qual efetivamente o CIMI participou.

Divulgou-se aos quatro ventos, em todos os meios de comunicação, que a carne e a soja do Mato Grosso do Sul estariam contaminados com sangue de crianças indígenas.

O CIMI foi um desses órgãos que fez questão de divulgar, em todos os meios possíveis, o ataque leviano, desonesto ao agronegócio.

Sessão do CIMI na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul
Sessão do CIMI na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul
Fora realizado um culto ecumênico na Assembleia Legislativa em que fora lançada oficialmente a campanha, em que D. Roque Paloschi, de forma expressa, [página 213] menciona a necessidade de boicote, sendo que na ocasião estavam igualmente presentes vários membros do CIMI, dando suporte à campanha.

Ora, não se pode aceitar que uma campanha desse nível seja realizada sem a devida responsabilização de todos os envolvidos.

É uma absoluta inverdade que tem por objetivo única e exclusivamente denegrir o agronegócio no Estado, inviabilizar a atividade, tudo com vistas a provocar um estado de insegurança jurídica, o que, aliás parece ser a cartilha seguida pelo CIMI.

Os responsáveis pela campanha, embora não totalmente identificados, ganharam o apoio de várias instituições, que auxiliaram na divulgação da infâmia contra o agronegócio do Mato Grosso do Sul e contra os produtores rurais de nosso Estado.

E, com relação a essa campanha difamatória contra o agronegócio, ao ser inquirido nesta CPI, o Secretário Geral do CIMI, Cleber Buzato, expressamente confessou ter sido a entidade um dos meios de divulgação das falsas notícias contra o Agronegócio.

Ainda Cleber Buzato declarou [página 214] ainda sem qualquer tipo de constrangimento que a entidade apoiou a iniciativa.

Como mencionado acima, trata-se de uma campanha mentirosa. Não guarda qualquer relação com a realidade.

Através dessa ignominiosa campanha acabaram todos os produtores rurais do Estado sendo tachados de assassinos de crianças indígenas!

Isso é um absurdo.

D. Roque Paloschi foi desmentido, desmascarado nesta CPI quando afirmou que havia assassinatos de indígenas por produtores rurais, pois dos números apresentados verifica-se que os responsáveis pelas mortes de indígenas são os próprios indígenas, e não produtores rurais.

Cléber César Buzatto, secretário geral do CIMI e Dom Erwin Kräutler anterior presidente do órgão.  Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Cléber César Buzatto, secretário geral do CIMI e Dom Erwin Kräutler
anterior presidente do órgão.  Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
São dados oficiais, da Secretaria de Segurança Pública do Estado, não sendo possível que se venha a afirmar em público que há crianças indígenas sendo assassinadas por produtores rurais.

Essa campanha ultrapassa em muito a irresponsabilidade, a temeridade.

Trata-se de um ato doloso, da mais vil pretensão, que deve ter a maior reprimenda possível.

Há lucros cessantes a serem apurados, produtores rurais que foram prejudicados em suas atividades por força da difamação [página 215] da uma campanha mentirosa que, como visto, contou com o apoio do CIMI.

Há ainda outra consideração que entendo importante a respeito das conclusões decorrentes dos trabalhos realizados e das provas coletadas na presente CPI.

Não se pode negar que pelo acervo probatório dos autos resta inequívoco que houve atuação direta do CIMI na incitação à violência e invasão de propriedades rurais.

Vários indígenas, inclusive, espontaneamente prestaram depoimentos nesta CPI, atestando de forma cabal que havia influência do CIMI nas comunidades indígenas, para a invasão de propriedades.

Em verdade, como restou demonstrado, a tática perversa do CIMI era justamente identificar as necessidades, as mazelas das comunidades indígenas e prometer recursos financeiros para as áreas invadidas.

Ou seja, expressamente passava aos indígenas que, se invadidas propriedades, haveria recursos financeiros.

Para aqueles que sofrem todo tipo de privação, agora açodados pela desesperança provocada pelo CIMI, não há dúvidas de que [página 216] uma postura como essa incita e estimula, quase que como condição de sobrevivência, a invasão de propriedades.

Pois bem. Constatado que houve essa atuação ilícita do CIMI, como mencionado acima, há a necessidade de responsabilização do órgão. 

A responsabilização civil pelos danos e prejuízos causados, individual e coletivamente, e a criminal de seus membros, conforme as apurações a serem realizadas.

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço.

continua no próximo post: Responsabilidade civil da CNBB na ação do CIMI contra o Estado de Direito


domingo, 22 de maio de 2016

Relatório final da “CPI do CIMI” desvenda
estarrecedora subversão comuno-missionária
pintada de verde ambientalista

Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS)
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



O verde a nova cor do comunismo? Isso não é muito exagero? – comenta por vezes algum objetante – Pode ser que alguns tresloucados fale ou façam coisas amalucadas a propósito de ecologia e meio-ambiente, mas sempre será algo colateral e episódico!

Não! – pode acrescentar um leitor logrado – não se pode achar que por trás do ambientalismo radical possa haver uma ideologia de tipo comunista, um marxismo travestido após a debacle da URSS!

Tampouco pode se supor uma organização com milionário financiamento internacional, uma articulação que usa a fraude e a malícia para introduzir uma nova religião afim com o marxismo, e que para isso manipula as causas da natureza e das tribos indígenas para subverter o Brasil e o mundo!

Ainda mais irreal, continua o imaginário objetante, é supor que essa crença, ou religião, de fundo comunista pretenda acabar com o progresso, extinguir a civilização e a cultura como nós a conhecemos, e reduzir a humanidade a uns míseros bandos que vagueiam pelas florestas ou pelos desertos desnutridos, adoentados, como se esse fosse o ideal dos filhos de Deus!

Também soa absurda e inexequível a compensação que seria oferecida pelos arautos dessa utopia malsã.

Quer dizer, a promessa ébria de um homem integrado na natureza que é cultuada como se fosse um deus, panteísta e ecumênico. Um novo relacionamento com o planeta pautado por gurus-profetas que auscultariam as mensagens que vêm das entranhas mais profundas e quentes da Mãe Terra enviados por um espírito que os habitaria!

Ah!, não, não, não! Isso é muito exagero, positivamente há muito engano no blog “Verde: a nova cor do comunismo”!

Em numerosos posts, anos a fio, temos procurando atender a essa compreensível dificuldade. Compreensível, pois quem iria imaginar que bandeiras de defesa da ordem natural, em si mesmas tão simpáticas, iriam ser manipuladas para conduzir ao polo oposto daquele a que deveriam levar.

CPI do CIMI aprovou relatório final.
CPI do CIMI aprovou relatório final.
Entrementes, das centenas de documentos que temos reproduzido, citado ou comentado em nosso blog, nunca tivemos em mãos um de uma tal gravidade, autoridade e com um tal volume de informações como o Relatório Final da “CPI do CIMI”, do qual apresentamos as conclusões a continuação, dentro do espaço limitado de um blog.

A “CPI do CIMI”


A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (“CPI do CIMI”) sobre as atividades naquele estado do Conselho Missionário Indigenista (CIMI) órgão ligado à Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço.

O Relatório final teve como Relator o deputado estadual Paulo Correa – (PR/MS). Integraram a Comissão os deputados Mara Caseiro (presidente, PSDB-MS), Marquinhos Trad (vice-presidente, PSD-MS), Onevan de Matos (PSDB-MS) e Pedro Kemp (PT-MS), com a assessoria jurídica dos advogados Gustavo Passarelli da Silva (OAB/MS 7602) e Pedro de Castilho Garcia (OAB/MS 20.236).

O inquérito foi aberto em setembro de 2015. O colegiado realizou 25 reuniões de trabalho e 36 depoentes passaram pelo plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS).

O Relatório final foi aprovado pelo plenário do Legislativo sul-mato-grossense na terça-feira 10 de maio de 2016.

Reproduzimos a continuação as CONCLUSÕES FINAIS.


CONCLUSÕES FINAIS E ENCAMINHAMENTOS


Como fiz questão de ressaltar no início do relatório, as provas inicialmente encaminhadas e que serviram para a constituição do fato determinante, já eram [página 205] indícios fortíssimos da participação do CIMI na incitação à violência e a invasão de propriedades privadas

A análise de todas as demais provas do processo, notadamente os depoimentos prestados em audiências realizadas nesta Casa de Leis, foi importantíssima na formação do convencimento deste relator da efetiva participação do CIMI nos atos mencionados na denúncia.

Mais do que isso, foram importantes para desvendar um nefasto plano de desestabilização do agronegócio, das instituições, dos poderes constituídos, por parte do CIMI.

Um plano muito bem arquitetado, que teve início em 1972 com a Convenção de Barbados, em que foram definidas as molas mestras da atuação do CIMI no Brasil, e por conseguinte, no Mato Grosso do Sul.

Em consulta ao site do CIMI é possível verificar sua forma de atuação:

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB, antropóloga Lúcia Helena Rangel e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá, no lançamento do Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB, antropóloga Lúcia Helena Rangel
e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá, no lançamento do Relatório de
Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil
O CIMI é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que, em sua atuação missionária, [página 206] conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas.

Criado em 1972, quando o Estado brasileiro assumia abertamente a integração dos povos indígenas à sociedade majoritária como única perspectiva, o CIMI procurou favorecer a articulação entre aldeias e povos, promovendo as grandes assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia do direito à diversidade cultural.

O objetivo da atuação do CIMI foi assim definido pela Assembleia Nacional de 1995:

“Impulsionados(as) por nossa fé no Evangelho da vida, justiça e solidariedade e frente às agressões do modelo neoliberal, decidimos intensificar a presença e apoio junto às comunidades, povos e organizações indígenas e intervir na sociedade brasileira como aliados (as) dos povos indígenas, fortalecendo o processo de autonomia desses povos na construção de um projeto alternativos, pluriétnico, popular e democrático.”

Os princípios que fundamentam a ação do CIMI são:

– o respeito à alteridade indígena em sua pluralidade étnico-cultural e histórica e a valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas;

– o protagonismo dos povos indígenas sendo o CIMI um aliado nas lutas pela garantia dos direitos históricos;

– a opção e o compromisso com a causa indígena dentro de uma [página 207] perspectiva mais ampla de uma sociedade democrática, justa, solidária, pluriétnica e pluricultural.

E para esta nova sociedade, forjada na própria luta, o CIMI acredita que os povos indígenas são fontes de inspiração para a revisão dos sentidos, da história, das orientações e práticas sociais, políticas e econômicas construídas até hoje.

Verifica-se que dentre os princípios fundamentais do CIMI não está o respeito à ordem estabelecida, aos poderes constituídos, à legislação e à Constituição Federal da República.

O desrespeito à soberania, aos poderes constituídos, às instituições, a utopia, a teimosia e a ousadia, condutas assumidamente adotadas pelo CIMI, são a marca indelével de sua atuação.

No caso do Mato Grosso do Sul verifica-se que o plano de atuação começa com a chegada dos membros Nereu Schneider, Olivio Mangolin e Maucir Pauletti.

Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI, durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, Aparecida. Foto: Augusta Eulália Ferreira
Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI,
durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, Aparecida.
Foto: Augusta Eulália Ferreira
Através da solicitação de vultosos recursos para a invasão de propriedades [página 208], passaram a frequentar as comunidades indígenas para causar a cizânia, a descrença, a desesperança.

Ao mesmo tempo, cuidam de fomentar publicações, como a de Antônio Brant, a respeito da Nação Guarani, um texto pouco ou quase nada ufanista, mas extremamente perigoso, porque serviu de base para vários antropólogos elaborarem seus laudos em processos demarcatórios.

O mesmo se pode dizer para a publicação realizada por Maucir Pauletti, membro do CIMI, em que tenta atribuir a causa dos suicídios pelos indígenas à falta de terras, como que a profetizar que a salvação estava no aumento de suas territorialidades para, posteriormente, apresentar a solução: isso se dá através da luta, da desconsideração das legislações nacionais, enfim, da desobediência.

Foi através de atos como esses que na década de 90 iniciam-se esse conjunto de ações concatenadas cujo nefasto efeito agora é notado.

O Estado Brasileiro não pode se quedar inerte, impávido, diante de tamanha agressão a sua soberania.

As condutas constatadas e provadas no presente procedimento [página 209] são da mais alta gravidade.

Trata-se de incitação ao crime, à desobediência, ao ódio, ao sectarismo, enfim, todos os ingredientes necessários para que uma nação democrática sucumba, como em muitos outros exemplos na história já foi possível notar.

E não se esmoreçam os que ouvirem os gritos, lamúrias e ironias em sentido contrário, de que não se passam, conclusões como as alcançadas neste relatório, de um cenário fantasioso, excessivo e conspiratório, pois é justamente esse o argumento sempre utilizado em todas as ditaduras, sistemas autoritários, para dissipar a resistência da sociedade.

Faço aqui uma consideração em relação às comunidades indígenas, que também julgo, como os produtores rurais, os grandes prejudicados pelas condutas praticadas pelo CIMI.

Os produtores rurais, de quem cuidarei mais a seguir, foram e estão sendo prejudicados de forma irreversível pelo CIMI. [página 210]

continua no próximo post: Produtores e indígenas vitimados pela conduta subversiva do CIMI


domingo, 15 de maio de 2016

Água doce, recurso escasso? Suas reservas subterrâneas poderiam sepultar a superfície terrestre

Este é o primeiro mapa-múndi das águas subterrâneas.
Este é o primeiro mapa-múndi das águas subterrâneas.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Certa feita, visitando a catedral católica de uma cidade do oeste do Paraná, chamou-me a atenção o esmero com o qual duas senhoras tentavam arrumar uma montagem com papéis coloridos no fundo do templo.

Quando cheguei perto, fiquei pasmo. O tema era a Campanha da Fraternidade falando que a água doce é um recurso cada vez mais raro, escasso e caro.

Não preciso dizer quanto chove no Paraná. Nem toda a água doce do rio do mesmo nome. Nem tampouco toda a água do Iguaçu que cai na foz desse rio, tão visitado por pessoas do mundo inteiro pela sua grandiosidade.

O disparate era tamanho que custei a reagir. Também percebi que essas boas senhoras, pertencentes a algum movimento de sacristia, nada entendiam do que estavam fazendo. Apenas o pároco e o bispo mandaram-nas fazer.

E elas montavam com boa fé um painel segundo o que entendiam do tema na sua fantasia. E manifestamente nada entendiam da proposta dessa Campanha da CNBB.

Tempos depois, em São Paulo, um velho amigo me contou ter ouvido do ex-frei Leonardo Boff que a luta do futuro seria pela água doce. Achei um perfeito disparate, mas aqueles meses eram de seca e a Cantareira batia recordes negativos...

Lembrei-me dessas boas pessoas logradas quando recebi um artigo do site Inovação Tecnológica com o título “Um mapa-múndi das águas subterrâneas”.

Já tive ocasião de difundir neste blog algumas valiosas informações sobre os imensos lagos subterrâneos de água doce existentes em todo o planeta.

A começar pelos aquíferos do Brasil: o Guaraní (o maior em extensão de água) e o Alter do Chão (o maior em volume de água) nas bacias dos rios Prata e do Amazonas, para só falar deles e deixar de lado gigantes como o Cabeças, o Urucuia-Areado ou Furnas.

Mas também o colossal lago Vostok, na Antártica, ou aquele que permitiria irrigar boa parte do Saara e atender às necessidades de grande parte da população que vive em seu entorno, além das áreas futuramente irrigáveis.

Nunca, porém, vi uma visão de conjunto dessas águas doces que Deus colocou em quantidades desmesuradamente grandes debaixo de nossos pés.

O referido artigo pôs-me diante de um panorama de cair de costas.

Ele informa que, pela primeira vez desde que um cálculo do volume mundial das águas subterrâneas foi tentado, na década de 1970, um grupo internacional de hidrólogos produziu a primeira estimativa das reservas totais de águas subterrâneas da Terra.

O estudo fornece dados importantes para os gestores de recursos hídricos e desenvolvedores de políticas, bem como para pesquisas de campo na hidrologia, ciência atmosférica, geoquímica e oceanografia.

Para a nova medição, a equipe, liderada por Tom Gleeson, da Universidade de Vitória, no Canadá, usou vários conjuntos de informações (incluindo dados de perto de um milhão de bacias hidrográficas) e mais de 40.000 modelos de águas subterrâneas para compor o mapa-múndi das águas subterrâneas.

Os cálculos estimam um volume total de cerca de 23 milhões de quilômetros cúbicos de água subterrânea, algo muito próximo da estimativa feita há 40 anos. (Um quilômetro cúbico de água = 1.000.000.000.000 de litros (um trilhão) ).

Grandes aquíferos conhecidos no mundo, segundo a NASA.
Grandes aquíferos conhecidos no mundo, segundo a NASA.
Para efeito de comparação, se fosse possível retirar essa água e depositá-la sobre a parte seca da Terra, ela poderia produzir um dilúvio que cobriria todos os continentes com uma profundidade de 180 metros. Talvez nem Noé visse tanta água!

Ou poderia elevar os níveis do mar em 52 metros, caso fosse espalhada sobre o globo inteiro.

Do total das águas subterrâneas da Terra, apenas cerca de 0,35 milhão de quilômetros cúbicos de “água jovem” é inferior a 50 anos de idade.

Essa fração de “água jovem” recarrega-se através das chuvas e dos cursos d'água em uma escala temporal de algumas décadas, representando assim a parte potencialmente renovável das águas subterrâneas.

Segundo Gleeson, as águas mais profundas são demasiadamente salgadas, isoladas e estagnadas, e deveriam ser vistas como recursos não renováveis.

O volume da "água jovem" subterrânea doce supera todos os outros componentes do ciclo hidrológico ativo e é um recurso renovável.

Lembrei-me das sacrificadas senhoras católicas enganadas daquela catedral do oeste do Paraná, bem como do bom amigo que caíra no papo do ex-frei agora Teólogo da Libertação da Terra.

E pensei: vermelhos ou verdes, eles são sempre os mesmos! Eles obedecem à risca o péssimo conselho de Voltaire: “Menti, menti, algo sempre ficará!”


domingo, 8 de maio de 2016

Oceanos de tinta numa bacia de papel

Embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho: a assinatura é só 'tinta em papel'
Embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho:
a assinatura é só 'tinta em papel'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Na reunião da ONU de 22 de abril (Dia da Terra, como quase ninguém sabe e talvez não queira saber) em Nova York, os representantes de mais de 170 países assinaram o acordo de Paris que pretende regulamentar as mudanças do clima.

“Estamos batendo um recorde nesta sala com o número de signatários” gabou-se o Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon, no início da cerimônia, informou o jornal “El Mundo” de Madri.

Ele fingiu esquecer que nessas horas o que importa não é o número, mas a intenção séria de cumprir o que está nos papéis assinados.

Quantos tratados foram eufórica e insinceramente rubricados e comemorados não muito antes de grandes tragédias mundiais?

Veja-se só o Acordo de Munique com Hitler. Menos de um ano depois o führer alemão aliado com Stalin estava invadindo a Polônia e desencadeando a mais mortífera guerra mundial da História. O tão celebrado Acordo de Munique não tinha passado de uma enganação grafada sobre um “farrapo de papel”.

Nesse sentido, em São Paulo, o embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho falou com clareza: a assinatura é só 'tinta em papel', informou a “Folha de S.Paulo”.

“A assinatura é simpática, disse, mas é só tinta em papel, não altera a vida de ninguém”, disse à Folha Cravinho.

Segundo explicou, os países signatários devem se mobilizar para por os termos em prática. E aqui são outros quinhentos.

O acordo obriga todos os países signatários da convenção do clima de 1992 a manterem a média da temperatura planetária abaixo de 2ºC em comparação com a época pré-industrial, e caminhando para diminuir ainda para 1,5ºC.

E aqui entramos num mundo de Alice no país das maravilhas verdes que, aliás, está cheio de fantasias:

1) não está provado que haja aquecimento global. Pelo contrário, o fato dominante é a estagnação das temperaturas médias globais nos últimos 16 anos com tendência ao arrefecimento.

2) Jamais se soube que o homem e sua civilização pudessem mudar o clima planetário, posta a sua pequenez material diante dos colossais fenômenos naturais – como a atividade solar e dos oceanos – que o determinam decisivamente e sobre os quais o homem não tem qualquer influência.

Kerry assina um acordo que sabe que não passará nos EUA.
Kerry assina um acordo que sabe que não passará nos EUA.
O embaixador Cravinho apontou um fator político decisivo: os países considerados os “maiores aquecedores do mundo” – como a China e os EUA – não estão interessados em cumpri-lo e nem mesmo em ratifica-lo para entrar em vigor. A China só o porá em prática se serve para seu desenvolvimento, o Senado americano não o aprovará.

Num post especial, elencamos os argumentos dos maiores “aquecedores” do mundo que com subterfúgios diversos, esclareceram que o tratado que assinariam não era com eles: COP21 pode ser o “fracasso do ano” ou abrir a “era do fracasso da civilização”.

É claro que esses países gastaram espalhafatosamente tinta assinando o acordo. E a tinta ficou por ai.

A confraria socialista-ambientalista comemorou: o texto, segundo eles servirá para depauperar ainda mais o mundo numa corrida ideológica rumo à vida tribal.

“A era do consumo sem consequências acabou”, exultou Ban Ki Moon entrevendo as restrições ao consumo privado que serão impostas à humanidade para atingir essa meta utópica radical.

O chefe da diplomacia americana John Kerry gastou gotas de tinta assinando sentimentalmente com sua netinha em braços. Mas ele sabe, como todos nos EUA, que o Senado de seu país já se posicionou: nunca assinará o texto de Paris, e esse não entrará em vigor para os EUA.

“O poder deste acordo é a mensagem passada ao setor privado para exibir seu potencial” face ao futuro da energia e do desenvolvimento sustentável, disse.

Palavras matreiras: as eventuais penalidades visarão o setor privado. E como as metas são utópicas, a iniciativa privada acabará ficando estrangulada com normas, leis e sanções legais.

Se o acordo prosperar, casos como as fraudes dos sistemas de emissão de poluição e de CO2 nos motores Volkswagen e mais alguma montadora, começarão a se multiplicar em série.

As metas são irrealizáveis, em si mesmas e pior ainda nos prazos prescritos no tratado. A todo propósito nas propagandas as empresas bancarão de ecologicamente corretas e engajadas pelo meio ambiente, contra o CO2, etc.

Na prática, não poderão cumprir as metas de que se vangloriam. E será só lhes cair um controle verde para que, uma a uma, sejam apontadas como réus de incumprimento.

O presidente socialista francês François Hollande (centro) foi o primeiro a assinar e a pronunciar uma gafe.
O presidente socialista francês François Hollande (centro)
foi o primeiro a assinar e a pronunciar uma gafe.
O presidente da França, François Hollande, assinou o primeiro e beirou o risível dizendo: “ninguém tem a responsabilidade de fazer tudo, mas cada um tem a responsabilidade de fazer algo” para frenar a mudança climática.

O que quer dizer “fazer tudo” e “fazer algo”? Segundo o presidente socialista francês poder-se-ia alegremente cumprir só uma parte do tratado? Ou poderia se fazer apenas “algo” que não se sabe o que é? O que é que se pode descumprir?

Hollande não explicou nada disso, mas solenemente foi o primeiro a jogar tinta embaixo do “histórico acordo”.

Outra presença destacada foi a do ator Leonardo DiCaprio, o galão escolhido para embaixador de paz da ONU em matérias climáticas.

Sem esclarecer se falava como cientista – que não é – como embaixador – porque então só ele? – ou como ator, ele deixou clara a vontade de seus responsáveis. “Isto não é suficiente”, disse exigindo que os países decidam pô-lo seriamente em prática e de modo urgente.

No fim, DiCaprio regou suas palavras com condimentos apocalípticos: “tudo o que eu vi nas minhas viajes me aterrorizou”, acenando com bosques incinerados, secas sem precedentes, degelo de glaciares. Poderia ter mencionado mais alguns “efeitos especiais” do “horror science-fiction” em que ele se destacou como ator...

Do lado cientista, o físico teórico tcheco Luboš Motl (1973 – ) que trabalha com a teoria das supercordas e com os problemas conceituais da gravidade quântica, doutorado na Rutgers University e professor assistente na Universidade de Harvard, qualificou o papel assinado na ONU não de tratado mas de Insanidade Climática de Paris.

Ele parece não ter achado nenhuma seriedade científica no papel com tinta, mas sim muita ideologia de fundo comunista.

Dilma deixou o Pais comprometido com um acordo de insanidade que prejudicará o futuro brasileiro
Dilma deixou o Pais comprometido com um acordo de insanidade
que prejudicará o futuro brasileiro.
Para Luboš, o Vladimir Lenine poderia celebrar seu novo nascimento nesse evento. Pois, ele ameaça derrubar a economia do mundo no século XXI com a radicalidade que ele tentou arruiná-la um século atrás.

Segundo o físico teórico, Lenine bem poderá ser considerado o guru do “Insano Tratado Climático de Paris”.

Para ele é um monte de papel que acolhe todas as arbitrariedades cogitadas pelos ativistas verdes no mundo todo.

O engendro vem a instalar um terrorismo anti-industrial em todos os países onde for aplicado.

Um dos efeitos menores da Insanidade consistirá numa extraordinária proliferação de novas espécies de parasitas burocráticos no planeta.

Seu país, a Chéquia (até pouco República Tcheca) pelo menos teve a decência de enviar um político de terceira classe para assinar o papel, acrescentou.

O Secretário de Estado dos EUA John Kerry, lhe fez lembrar a propagandas de ditadores que oprimiram seu país, como Adolf Hitler e Joseph Stalin, que carregavam crianças de público na hora de assinar as ordens para as piores chacinas.

Após lembrar outras encenações demagógicas acontecidas no evento nova-iorquino e relembrar a verdade científica sobre a tendência para o resfriamento global, o prof. Luboš apontou o colossal desinteresse popular em seu país sobre a rumorosa assinatura do acordo insano de Paris.

Desinteresse análogo verificou-se no Brasil. O PT, os movimentos sociais e outros grupelhos de esquerda, eclesiásticos ou não, poderiam tirar muitos proveitos revolucionários da insanidade de Paris. O problema que eles estão sendo postos fora dos cargos onde promoviam suas revoluções.

Quem quer que seja o futuro ocupante do Planalto e dos ministérios, auspiciamos que encontre um Brasil alerta a não se deixar avassalar pela insanidade assinada por Dilma Rousseff.



domingo, 1 de maio de 2016

Graças ao CO2 nos últimos 33 anos
a Terra ficou mais verde!

Mapa mostra o aumento da superfície foliar nos últimos 33 anos. Fonte CREAF.
Mapa mostra o aumento da superfície foliar nos últimos 33 anos. Fonte CREAF.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Os vegetais são os mais diretamente beneficiados pela presença do CO2 (ou gás carbônico) na atmosfera, embora constitua apenas entre 0,03% e 0,04% dela.

Mas dizer “beneficiado” é muito pouco: sem o CO2 toda a vegetação do planeta morreria como nós pereceríamos se desaparecesse ou diminuísse dramaticamente o oxigênio do ar.

E falar em extinção dos vegetais implica em falar do fim das espécies animais que se alimentam deles. E obviamente do fim da humanidade que se nutrem com todos eles.

O combate ao CO2 apresenta-se como uma ideia irracional sob numerosos pontos de vista. Mas se trata de uma irracionalidade congruente com muitos outros dislates que a filosofia “verde” arquitetou em sua guerra contra o homem e a civilização.

E a grande mídia e organizações políticas de diversas tonalidades “vermelhas” lhe fornecem amplio eco e financiamentos.

Mas, os cientistas que põem a objetividade por cima continuamente mostrando a incongruência desse postulado ideológico: que o CO2 faz mal à Terra a diversos títulos.

Pelo contrário, ele é o gás da vida!

Recentemente um estudo publicado na revista Nature Climate Change, constatou que a Terra ganhou 36 milhões de quilômetros quadrados de superfície verde, o equivalente a três vezes a área da Europa ou duas vezes, aproximadamente, a dos EUA, graças ao aumento do CO2, embora tenha tido um crescimento minúsculo!

O estudo teve a participação do CREAF, centro de pesquisas vinculado à Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), e se concentrou nos dados dos últimos 33 anos, que teriam sido os mais atingidos pelo CO2 gerado pela civilização que consome combustíveis fósseis, fato vituperado pelos “verdes”.

Nesse período, diz o estudo, a biomassa terrestre cresceu em 40% da superfície da Terra, tendo diminuído em apenas 4% dela. Os cientistas atribuem esse crescimento às altas concentrações de CO2, um poderoso fertilizante cuja ação, em nível mundial, se desconhecia até o momento, segundo reconheceu o jornal espanhol “El País”.

Aumento da superfície foliar na Europa desde 1982 a 2015. Autor: Ranga B. Myneni, Universidade de Boston.
Aumento da superfície foliar na Europa de 1982 a 2015.
Autor: Ranga B. Myneni, Universidade de Boston.
“Com essa pesquisa, pudemos atribuir o enverdecimento do planeta ao aumento dos níveis de CO2 atmosféricos provocado pelo consumo de combustíveis fósseis.

“Com mais dióxido de carbono, as plantas puderam gerar mais folhas capturando-o da atmosfera durante a fotossíntese. Graças a isso, o aumento da concentração desse gás de efeito-estufa foi contido”, explicou o cientista do CREAF Josep Pañuelas.

De acordo com o estudo, prossegue “El País”, o dióxido de carbono, outro nome do CO2, é responsável em cerca de 70% pelo enverdecimento da Terra.

Os cientistas evocam também outras razões para explicar o aumento da biomassa: a mudança climática (8%), o nitrogênio atmosférico (9%) e as mudanças no uso do solo (4%).

A constatação foi decepcionante para os cientistas que dependem de verbas de governos “vermelhos” que exigem resultados anti-CO2 e também para os militantes verdes

Os cientistas do CREAF tiveram que torcer os raciocínios para por no papel que o CO2 segue sendo ruim malgrado essas constatações.

Em verdade, não encontraram argumentos para a tese preconcebida em laboratórios ideológicos anarco-tribalistas.

E como reproduz o jornal espanhol, não hesitaram em apelar a surrados slogans do Corão ambientalista: mudanças climáticas mal explicadas, o aumento da temperatura global não demonstrado, a inexistente subida do nível do mar, o exagerado degelo [supomos que dos polos e das geleiras, pois assim está profetizado na Bíblia alarmista] e a radicalização das tempestades tropicais que obedece a outros fatores.

Assim, saindo da seriedade dos dados científicos, e surfando alegremente nas ondas da propaganda anti-civilizatória, o citado Pañuelas concluiu que esses aterrorizantes catástrofes planetárias ‘não recuarão se não deixarmos de usar combustíveis fósseis’.

Ele acrescentou que o crescimento da biomassa vegetal decorrente do fertilizante carbônico tem um limite, aliás, como tudo nesta Terra.

Da cartola da mitologia verde tirou que “o efeito do dióxido de carbono vai diminuindo à medida que as plantas se habituam a aumento”.

E ainda acrescentou o que qualquer camponês conhece melhor há milênios: que os vegetais também necessitam de outros recursos para crescer.

A fórmula, disse o cientista, é simples: quanto mais biomassa houver, mais as plantas necessitarão de água e de outros nutrientes – em especial o fósforo –, que são recursos limitados e vitais para o planeta.

O mundo está cada vez mais verde, graças ao CO2!
O mundo está cada vez mais verde, graças ao CO2!
Um lugar comum de escola primária que não implica em tragédia alguma. No Eoceno (entre 56 milhões e 33 milhões de anos atrás) a temperatura média da Terra chegou a 10ºC acima da atual e as concentrações de CO2 foram elevadíssimas (0,2% ou mais da atmosfera).

E o planeta não sucumbiu em convulsões apocalípticas!

Pelo contrário, houve um extraordinário desenvolvimento de bosques tropicais que se espalharam por todo o globo, inclusive na Antártica e nas áreas que tem terra firme no círculo polar ártico.

Os mamíferos (dinossauros e baleias notadamente) se multiplicaram fantasticamente. E o aumento da temperatura induziu maior evaporação dos mares e grandes chuvas que sustentou esse fabuloso desenvolvimento da vida vegetal e animal.

Se a vida natural na Terra mirrou foi quando acabou essa era de mudança climática, de aumento CO2 e demais fatores que o terrorismo verde apresenta como males que justificam suas propostas repressoras da atividade humana.

Deixemos de lado o realejo do extremismo ambientalista. Fiquemos na objetividade dos dados científicos apresentados.

Comemoremos o fato alvissareiro: a superfície do mundo coberta pela vegetação aumentou ganhou 36 milhões de quilômetros quadrados!

E tudo isso, graças a um aumento relativo do nível de CO2 na atmosfera!

Em time lapse: efeito no crescimento de um grão de feijão-de-corda
triplicando o CO2 em laboratório




quarta-feira, 27 de abril de 2016

O que é o ambientalismo? 7
O voto de morte à humanidade civiizada em nome da Mãe Terra

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




continuação do post anterior: 7 Da “ecologia superficial” à “ecologia profunda”: a anti-cruzada contra o homem e o cristianismo



(Prossegue excerto de: Robert James Bidinotto, “Environmentalism: Freedoms Foe for the 90s”, “The Freeman”, November 1990 • Volume: 40 • Issue: 11).

Ação Direta e Eco-Terrorismo

O grupo de Ecologia Radical mais bem sucedido é o Greenpeace International [Paz Verde Internacional], cujos ativistas têm-se engajado em atos que demonstram uma extrema desobediência civil “não-violenta”, tais como obstruir chaminés e esgotos químicos industriais, ou invadir áreas de testes de mísseis em botes de borracha.

Sua imagem têm-lhes rendido pelo menos 4 milhões de contribuintes no mundo inteiro e uma renda anual superior a 100 milhões de dólares.

domingo, 24 de abril de 2016

O que é o ambientalismo? 6
A “ecologia profunda”: anti-cruzada contra o homem e contra o cristianismo

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







(Prossegue excerto de: Robert James Bidinotto, “Environmentalism: Freedoms Foe for the 90s”, “The Freeman”, November 1990 • Volume: 40 • Issue: 11).

Em sua forma purista a chamada “ética ambientalista” foi definida em 1966 pelo historiador Lynn White Jr., da UCLA; e em 1972 pelo filósofo norueguês Arne Naess.

White denunciou a crise ecológica no Ocidente como uma herança judaico-cristã, a qual, segundo ele, está baseada no “axioma de que a natureza não tem razão de existência a não ser para servir o homem”.

Ele apelou para uma “nova religião” baseada na “autonomia espiritual de todas as partes da natureza” e na “igualdade de todas as criaturas, incluindo o homem”.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

O que é o ambientalismo? 5
De Woodstock ao niilismo: toma corpo o atual movimento verde

Rio+20 o longo caminho desde Woodstock  Foto Marcello Casal Jr-ABR
Rio+20 o longo caminho desde Woodstock
Foto Marcello Casal Jr-ABR
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




continuação do post anterior: O ambientalismo do pós-guerra trabalha para impor a vida tribal

 

Dando continuidade à série sobre a história do movimento ambientalista, abordamos finalmente, o período mais recente desse movimento.

Mais precisamente desde o início dos anos 70, marcados pela explosão hippie e as transformações operadas no catolicismo em virtude da aplicação do Concílio Vaticano II.

Julgamos que poucas visões de síntese desse período histórico denso e decisivo do movimento ambientalista foram tão ricas em documentação quanto o trabalho do jornalista Robert James Bidinotto, “Ambientalismo, o inimigo da liberdade nos anos 90”.

Bidinotto adquiriu nomeada escrevendo para o “Reader’s Digest” sobre questões ligadas à justiça criminal, ao ambientalismo e à filosofia. No artigo que reproduzimos a continuação ele reúne felizmente exigência crítica e uma linguagem ágil mas respeitosa que torna accesível o intrincado assunto.

domingo, 17 de abril de 2016

O que é a ecologia? 4
O ambientalismo do pós-guerra trabalha para impor a vida tribal

Revista "The Ecologist", capa de junho de 2008
Revista "The Ecologist", capa de junho de 2008
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




continuação do post anterior: O ecologismo no cerne do nacional-socialismo


O movimento orgânico rural na Inglaterra

Depois da II Guerra Mundial, aumentou gradualmente o número dos seguidores de Rudolf Steiner, que formaram uma rede poderosa de simpatizantes alternativos, a maior parte dos quais relacionada com a Soil Association.

A Soil Association levou a cabo a tarefa de aproximar, no fim da Grande Guerra, os vários grupos de pessoas preocupadas com erosão e fertilidade do solo, poluição e agricultura baseada em fertilizantes químicos.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O que é a ecologia? 3
O ecologismo no cerne do nacional-socialismo

Walter Darre, ministro de Agricultura de Hitler, ecologista,  promoveu o "retorno à terra"
Walter Darre, ministro de Agricultura de Hitler, ecologista,
promoveu o "retorno à terra"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do post anterior: O extremismo do fundador superado pelos discípulos


Johann von Thunen (1785-1850), economista e geógrafo alemão, autor do livro “O Estado Isolado” foi considerado o mentor intelectual dos Nacional Socialistas alemães e dos comunistas alemães-orientais do pós-guerra.

Os ecologistas ainda o citam hoje em dia.

Defendia a vida rural camponesa numa estrutura social na qual “o Estado não pode existir enquanto determinante da vida moral, econômica e social.”
Queria a imigração em massa para a América do Norte, onde o solo fértil poderia realizar sua utopia.

“A natureza revela seus segredos ao camponês que traz modificações para a vida social”. A consequência desta filosofia econômica esquerdista na reforma agrária foi mais tarde assumida pelo socialismo de Estado.

domingo, 10 de abril de 2016

O que é a ecologia? 2
O extremismo do fundador superado pelos discípulos

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Continuação do post anterior: O que é a ecologia 1 - O panteísmo monista do fundador Ernst Haeckel

(Fonte: excertos de Anna Bramwell, “Ecology in the 20th Century, A History”, Yale University Press, New Haven, Ct., and London, 1989).

Apesar de sua ênfase aparentemente inócua nas belezas e maravilhas da natureza, o monismo do fundador da ecologia Ernst Haeckel era um credo subversivo, não apenas pelo seu repúdio à religião organizada, mas também pel rejeição das tradições sociais.

Todos os organismos vivos, amebas, macacos, homem primitivo e homem educado, devem cooperar entre si como um só ser. A sociedade humana existente deve ser rejeitada se for ultrapassada pelos avanços científicos que se gestavam nos grupos panteístas.

Haeckel só se tornou presidente da Liga Monista, inspirada por ele, em 1905. Seus escritos foram atacados por grupos cristãos e conservadores. Embora fossem apresentados como de direita, os monistas eram firmemente esquerdistas, muitos deles socialistas e materialistas.

Nesta galáxia de sonhadores "esquisitos" circulavam pequenos grupos cultuadores da natureza que haveriam de dar na "tintura mãe" do fanatismo nazista.