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domingo, 9 de outubro de 2011

Ambientalismo: o clima não muda? Falsifiquemos os mapas!

Groenlândia, o mapa antes e depois da fraude
O reputadíssimo Times Comprehensive Atlas of the World representou na sua 13ª edição, do ano 2011, a Groenlândia como tendo perdido 15% (em relação a 1999) da cobertura de gelo perene que ocupa 84% daquela imensa ilha.

Eminentes cientistas acusaram o Atlas de falsificar o mapa da Goenlândia para encaixá-la no esquema dos supostos efeitos do “aquecimento global”, noticiou “The Guardian” de Londres.

O mapa da 13ª edição mostra vastas áreas da costa leste e sul da Groenlândia coloridas de modo a sugerir que 300.000 km2, ou 15% da cobertura de gelo do território, perderam-se nos últimos 12 anos.


Sete membros do Instituto de Pesquisa Polar Scott, da Universidade de Cambridge, apoiaram os protestos de especialistas em glaciares dos EUA, Europa e praticamente do mundo todo, no sentido de que o mapa fornecido estava errado.

Cumpre observar que no protesto há cientistas de um lado e de outro da polêmica sobre o “aquecimento global” e as mudanças climáticas.

O Atlas "ecologicamente correto"
O jornal parisiense “Le Figaro” observou que este é um indício de que a comunidade científica mundial está muito mais prevenida contra os alarmismos extra-científicos após o escândalo do Climagate.

Em carta aos editores do Times Atlas, embora concordem que houve uma tal ou qual redução do gelo, os cientistas de Cambridge escrevem que “uma diminuição do 15% da capa de gelo permanente, desde a publicação da edição anterior há 12 anos, é incorreta e enganosa... imagens de satélite recentes deixam claro que de fato há ainda numerosos glaciares e gelos perenes lá onde o novo Times Atlas mostra a aparicão recente de terras livres de gelo”.

A diminuição real do gelo, segundo esses cientistas, foi aproximadamente de 0,1% em 12 anos.

Contrariamente à opinião dos cientistas, os editores do Atlas defenderam que “esta é a prova concreta de como as mudanças climáticas estão alterando o rosto do planeta, e está fazendo isso num ritmo alarmante e cada vez mais acelerado”.

O jornalista James Delingpole, do “The Telegraph” de Londres, mostrou que o alarmismo professado pelos editores do Atlas chegou ao ponto de suprimir os países-arquipélago Tuvalu e Maldivas, além de grandes partes de Bangladesh, com o objetivo de induzir à “verdade emocional” das “mudanças climáticas causadas pelo homem”.

David Rose, portavoz do Times Atlas, justificou a supressão dizendo: “Pode ser que não seja estrita e geograficamente exato dizer que as ilhas Maldivas e Tuvalu desapareceram definitivamente nestes dez anos, mas vocês não vêem a imagem do gabinete das Maldivas realizando sua reunião embaixo da água?”. E apontou para uma foto publicitária de uma suposta reunião subaquática (ver foto embaixo).

Montagem fotográfica é "verdade científica"?
“Se o governo das Maldivas diz que seu país está afundando, – continuou o portavoz na maior sem-cerimônia – as Maldivas devem estar afundando. Francamente eu acho desprezível o que os negacionistas andam dizendo, de que este é um golpe publicitário aprontado pelo ativista verde Mark Lynas para pressionar a comunidade internacional a dar mais dinhero às Maldivas enquanto atraem Trapaceiros verdes que gastam 1.500 libras esterlinas por noite em hotéis e residências montadas sobre palafitas folheadas a ouro e com eco-toilettes recicláveis feitas com terras raras da China. Por que um governo haveria de nos mentir sobre algo tão sério como a ‘mudança climática’”? acrescentou, impávido, o portavoz do Atlas falsário.

David Rose completou: “Eu sei do que eu estou falando. Se não acreditam em mim, perguntem a meu amigo Johann Hari, que me ensinou tudo o que eu sei sobre a primazia da ‘verdade emocional’ sobre a ‘verdade objetiva’. Eu estou satisfeito porque esta é uma visão do mundo que é partilhada por meus colegas do Times Comprehensive Atlas Of The World. Eles acham que os mapas representando formas geográficas precisas pertencem à Era Vitoriana, em que crianças faziam de limpa-chaminés. Nós agora precisamos de mapas que mudem o mundo, transformando-o em algo que agora não é, mas que um dia acabará sendo se nós não agirmos AGORA!”.

Em poucas palavras, falsifiquemos os mapas para ver se por essa via levamos nossos leitores para onde queremos.

Toda uma aula sobre um dos métodos empregados pelo ambientalismo para inocular subrepticiamente suas visões ideológicas preconcebidas!



Um comentário:

  1. Boa tarde, Luis!

    Li essa interessante matéria no MSM e resolvi visitar o seu blog.

    Sou geógrafo e achei um verdadeiro absurdo essa falsificação cartográfica, com objetivo claro de mascarar a realidade e causar um falso alarme sobre as geleiras do Polo Norte e arquipélagos outros do Índico e do Pacífico.

    Entretanto, esse método já é velho. Trata-se de um prática vulgar da Escola Geopolítica de Munique, encabeçada pelo Gal. Karl E. Haushofer, sob os auspícios da Alemana nacional-socialista. A Cartografia sempre foi um instrumentos ideológicos dos mais eficazes.

    Os mapas produzidos por essa Escola, deformados e com erros grotescos, em muito serviram para propogar as teses do III Reich. Os verdes, agora, ressucitão o método nazi para levar à frente a sua causa falaz.

    Se tais métodos tanto contribuiram para justificar o expansionismo nazista no Século passado, por que não haveria de validar as catástrofes hipotéticas dos verdes no presente Século, onde a onipresença da ignorância - até mesmo nos grandes centros de ciência - é uma realidade incontestável?

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