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quarta-feira, 27 de abril de 2016

O que é o ambientalismo? 7
O voto de morte à humanidade civiizada em nome da Mãe Terra

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




continuação do post anterior: 7 Da “ecologia superficial” à “ecologia profunda”: a anti-cruzada contra o homem e o cristianismo



(Prossegue excerto de: Robert James Bidinotto, “Environmentalism: Freedoms Foe for the 90s”, “The Freeman”, November 1990 • Volume: 40 • Issue: 11).

Ação Direta e Eco-Terrorismo

O grupo de Ecologia Radical mais bem sucedido é o Greenpeace International [Paz Verde Internacional], cujos ativistas têm-se engajado em atos que demonstram uma extrema desobediência civil “não-violenta”, tais como obstruir chaminés e esgotos químicos industriais, ou invadir áreas de testes de mísseis em botes de borracha.

Sua imagem têm-lhes rendido pelo menos 4 milhões de contribuintes no mundo inteiro e uma renda anual superior a 100 milhões de dólares.



Greenpeace tornou-se a menina dos olhos da mídia liberal e a promoção preferida pela indústria de entretenimento. A rede de música por cabo VH-1, financia e transmite inúmeros anúncios gratuitos para o grupo, muitos deles narrados por celebridades de Hollywood.

Está sendo preparado um filme sobre o fundador do Greenpeace, David McTaggart. Ainda mais inquietante é o tratamento bajulador dado pela mídia ao grupo Earth First! [“Primazia à Terra!”], o violento braço guerrilheiro do movimento Ecológico Radical.

Especializou-se em sabotagem de tratores, destruição de outdoors e redes elétricas, jogar pregos nas rodovias por onde transitam caminhões de transporte de madeira, e introduzir cravos em árvores a fim de destruir as motosserras.

Um de seus slogans é “Volta ao Pleistoceno”, ou seja, volta à última era glacial.

Outro slogan: “Nenhuma concessão na defesa da mãe terra” “A única coisa que temos em comum é uma convicção absoluta de que a Terra está acima de tudo”, diz um cientista do governo americano, membro secreto do movimento.

Outro membro do grupo, Christopher Manes, publicou recentemente o livro Green Rage: Radical Environmentalism and the Unmaking of Civilization [“Fúria Verde: O Ambientalismo Radical e a Destruição da Civilização”]. Sua conclusão: “A hora de escolher entre o mundo natural e o cultural chegou”.

Muito apropriadamente, “os santos padroeiros” dos Ecologistas Radicais são os Luddites do século XIX, operários ingleses que durante a Revolução Industrial revoltaram-se, destruindo a maquinaria das fábricas.

Hoje em dia, Daniel Grossman afirma na publicação esquerdista Utne Reader, “os críticos atuais da automação industrial, tecnologia nuclear, pesticidas, engenharia genética, e outras tecnologias duvidosas, se ufanam do rótulo de ‘Neo-Luddites’.

De fato os ‘Luddites’ do século XIX (...) oferecem uma fonte de inspiração para eles (...) Os ‘neo-Luddites’ criticam a aceitação da técnica não só pelo seu impacto na saúde humana e no meio ambiente, mas também pelos seus efeitos na dignidade humana e nas tradições da sociedade.

Os Neo-Luddites relutam em aceitar as conturbantes forças tecnológicas como o custo inevitável do progresso”. Em suma, eles estão proclamando um direito à estagnação perpétua, não somente para si, mas imposto a toda a sociedade. Chellis Glendinning, psicóloga e escritora, define os “princípios do Neo-Luddismo” num artigo análogo.

Os neo-Luddites “consideram o papel do homem não como dominador das outras espécies e da biologia do planeta, mas como integrado num mundo natural, e demonstrando reconhecimento pela sacralidade de todo tipo de vida”.

Segundo ela as únicas tecnologias permitidas são “aquelas inventadas pelas pessoas diretamente envolvidas em seu uso e não por cientistas, engenheiros, e empresários”. Elas precisam ser “inteligíveis pelas pessoas que as utilizam e que são afetadas por elas”.

Quer dizer, uma tecnologia simplificada intelectualmente a um nível acessível aos denominadores mais baixos da sociedade.

Assim, ela conclui: “somos a favor do desmantelamento das seguintes tecnologias destrutivas: tecnologia nuclear, tecnologia química, engenharia genética, televisão, tecnologias eletromagnéticas, tecnologias de computação ...”.

Um voto de morte à Humanidade

Os valores humanos, e até a própria vida humana, significam muito pouco para os Ecologistas Radicais.

Numa entrevista, Arne Naess fixou como meta ideal uma população mundial de 100 milhões de habitantes. Considerando que a população atual do mundo é de 5,3 bilhões, o que eles esperam que aconteça com os 5,2 bilhões restantes?

Ao rever um recente manifesto da Ecologia Radical (The End of Nature [“O Fim da Natureza”], de autoria de Bill McKibben, David Graber, biologista do National Park Service, assim expressou suas esperanças:

“A felicidade humana e, indubitavelmente, a fecundidade humana, não são tão importantes quanto um planeta selvagem e saudável. Conheço cientistas sociais que me recordam que os homens fazem parte da natureza, mas isso não é verdade. A certa altura do processo — há 1 milhão de anos aproximadamente, talvez metade — nós rompemos o contrato e nos transformamos num câncer. Passamos a ser uma peste sobre a Terra e contra nós mesmos... Enquanto o Homo Sapiens não decidir retornar à natureza, alguns de nós só podemos esperar que venha o vírus certo”.

Graber não é o único a desejar a morte da espécie humana.

O líder do Earth First!, David Foreman, deixou bem claro:

“Defendemos a ‘bio-diversidade’ pelo bem da própria ‘bio-diversidade’. Quer dizer, o homem não é mais importante que nenhuma outra espécie (...). É bem possível que, a fim de colocar as coisas em ordem, seja necessária nossa extinção”.

Ou segundo outra afirmação: “Uma era glacial está se aproximando e eu a saúdo como uma, mais do que necessária, purificação. Não vejo outro remédio para a destruição que temos operado na Terra senão uma redução drástica da população humana”.

Foreman encontra ainda uma cobertura prateada para colocar sobre as horríveis matanças causadas pela fome na Etiópia: são elas a defesa natural da Mãe Terra contra o excesso populacional.

Do mesmo modo, a publicação oficial de seu grupo sugeriu entusiasticamente que, sob uma perspectiva ecológica, a epidemia da AIDS pode significar o fim do industrialismo, o qual é “a principal força por detrás desta crise ambiental. (...) Como radicais ambientalistas que somos, vemos a AIDS não como um problema, mas como uma solução necessária”.

Apesar destes devaneios nihilísticos e atos criminosos destrutivos, o grupo Earth First! vem sendo tratado com crescente respeito pela mídia liberal.

Foreman, detido pelo FBI por sabotagem em duas usinas nucleares, recebeu um prestigioso documentário no programa “60 minutos” da CBS

Earth First! foi também apaixonadamente descrito pela cantora pop Carole King, no programa “Current Affair” [“O Caso do Momento”], transmitido por numerosas emissoras.

Os ambientalistas recusam-se a censurar Earth First! O ex-senador Gaylord Nelson, que foi um dos fundadores do primeiro Dia da Terra e agora está na Wilderness Society, disse: “Penso que grupos como o Greenpeace e Earth First! dão uma contribuição significativa para o processo educacional”.

Darrell Knuffke, coordenador regional da Wilderness Society, considera Earth First “extremamente importante para o movimento”.

O guru ambientalista David Brower, que lançou o Sierra Club para a celebridade, defende os atos de sabotagem de Earth First!: “Eles não são terroristas. Os verdadeiros terroristas são os poluidores, os depredadores”.

A crescente aceitação de Earth First! por parte da mídia e dos ambientalistas da corrente principal, revela o processo de radicalização dentro do movimento.

De fato, o líder do Earth First!, David Foreman, foi um dos principais promotores da Wilderness Society até 1980, quando deixou-a por considerá-la muito moderada para seu gosto.

Até mesmo o grupo de ação direta Greenpeace ficou muito pacífico para Paul Watson, um de seus co-fundadores. Watson fundou então os Sea Shepherds [“Pastores do Mar”], grupo mais violento, que se gaba de ter afundado 12 navios baleeiros.

David Brower explica como funciona este processo de radicalização. “Fundei o movimento Friends of the Earth [“Amigos da Terra”] a fim de fazer com que Sierra Club parecesse razoável; fundei depois o Earth Island Institute [Instituto Terra Ilha] para fazer parecer razoável o Friends of the Earth. Agora Earth First! nos faz parecer razoáveis. Estamos ainda à espera de alguém que apareça e faça Earth First! parecer um grupo razoável”.

Para os pensadores ocidentais tradicionais, esse era o poder do homem e sua glória. Para os Ecologistas Radicais, entretanto, o homem não é senão um espinho no que seria o perfeito jardim do Éden.

Eles vão além (ou abaixo) de Marx, rejeitando até mesmo a teoria do valor do trabalho e substituindo-a pelo “padrão de valores dos recursos naturais”.

Eles equiparam os recursos naturais ao capital e, assim, o desenvolvimento desses recursos com o “consumo de capital”. Portanto, desenvolver recursos, necessidade indispensável para o homem, é destruir.

E, uma vez que o homem é destrutivo por natureza, tudo no universo é “natural”... exceto a natureza humana.

A motivação radical ambientalista pode ser discernida claramente no título do livro Returning to Eden [“Retornando ao Eden”], um amalucado anelo de um jardim igualitário, onde a fruta cai diretamente no colo das pessoas, onde a luta pela sobrevivência desaparece e onde todos os animais vivem em paz e harmonia.

Se você for um Ecologista Radical, o “ecossistema” cuidará de você; se você for um Verde, o sistema social o fará. De um jeito ou de outro, o Éden dos ambientalistas é um lugar isento de risco onde o desejo de fruição será a moeda corrente.

Com o fracasso do comunismo — e especialmente da teoria econômica socialista — o ambientalismo tornou-se o inimigo da liberdade nos anos 90.

Ele representa um marxismo atualizado e despojado, despido de todos seus dogmas, agarrado desesperadamente à última folha de parreira do igualitarismo irracional. Enquanto tal, é um mero “ismo” negativo e descontente.

É a linha de chegada para os nômades niilistas e os sonhadores do coletivismo, que são unidos, não por ideias, mas por uma hostilidade ao pensamento humano; não por valores, mas por uma aversão às aspirações humanas; não por alguma visão utópica da sociedade, mas por uma profunda alienação da sociedade humana.

(Autor: Robert James Bidinotto, “Environmentalism: Freedoms Foe for the 90s”, “The Freeman”, November 1990 • Volume: 40 • Issue: 11).

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