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domingo, 8 de maio de 2016

Ratificação do acordo de Paris: oceanos de tinta numa bacia de papel

Embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho: a assinatura é só 'tinta em papel'
Embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho:
a assinatura é só 'tinta em papel'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Na reunião da ONU de 22 de abril (Dia da Terra, como quase ninguém sabe e talvez não queira saber) em Nova York, os representantes de mais de 170 países assinaram o acordo de Paris que pretende regulamentar as mudanças do clima.

“Estamos batendo um recorde nesta sala com o número de signatários” gabou-se o Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon, no início da cerimônia, informou o jornal “El Mundo” de Madri.

Ele fingiu esquecer que nessas horas o que importa não é o número, mas a intenção séria de cumprir o que está nos papéis assinados.

Quantos tratados foram eufórica e insinceramente rubricados e comemorados não muito antes de grandes tragédias mundiais?

Veja-se só o Acordo de Munique com Hitler. Menos de um ano depois o führer alemão aliado com Stalin estava invadindo a Polônia e desencadeando a mais mortífera guerra mundial da História. O tão celebrado Acordo de Munique não tinha passado de uma enganação grafada sobre um “farrapo de papel”.

Nesse sentido, em São Paulo, o embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho falou com clareza: a assinatura é só 'tinta em papel', informou a “Folha de S.Paulo”.


“A assinatura é simpática, disse, mas é só tinta em papel, não altera a vida de ninguém”, disse à Folha Cravinho.

Segundo explicou, os países signatários devem se mobilizar para por os termos em prática. E aqui são outros quinhentos.

O acordo obriga todos os países signatários da convenção do clima de 1992 a impedirem que a média da temperatura planetária supere em 2ºC a da época pré-industrial, e caminhando para diminuir ainda para 1,5ºC.

E aqui entramos num mundo de Alice no país das maravilhas verdes que, aliás, está cheio de fantasias:

1) não está provado que haja aquecimento global. Pelo contrário, o fato dominante é a estagnação das temperaturas médias globais nos últimos 16 anos com tendência ao arrefecimento.

2) Jamais se soube que o homem e sua civilização pudessem mudar o clima planetário, posta a sua pequenez material diante dos colossais fenômenos naturais – como a atividade solar e dos oceanos – que o determinam decisivamente e sobre os quais o homem não tem qualquer influência.

Kerry assina um acordo que sabe que não passará nos EUA.
Kerry assina um acordo que sabe que não passará nos EUA.
O embaixador Cravinho apontou um fator político decisivo: os países considerados os “maiores aquecedores do mundo” – como a China e os EUA – não estão interessados em cumpri-lo e nem mesmo em ratifica-lo para entrar em vigor. A China só o porá em prática se serve para seu desenvolvimento, o Senado americano não o aprovará.

Num post especial, elencamos os argumentos dos maiores “aquecedores” do mundo que com subterfúgios diversos, esclareceram que o tratado que assinariam não era com eles: COP21 pode ser o “fracasso do ano” ou abrir a “era do fracasso da civilização”.

É claro que esses países gastaram espalhafatosamente tinta assinando o acordo. E a tinta ficou por ai.

A confraria socialista-ambientalista comemorou: o texto, segundo eles servirá para depauperar ainda mais o mundo numa corrida ideológica rumo à vida tribal.

“A era do consumo sem consequências acabou”, exultou Ban Ki Moon entrevendo as restrições ao consumo privado que serão impostas à humanidade para atingir essa meta utópica radical.

O chefe da diplomacia americana John Kerry gastou gotas de tinta assinando sentimentalmente com sua netinha em braços.

Mas ele sabe, como todos nos EUA, que o Senado de seu país já se posicionou: nunca assinará o texto de Paris, e esse nunca entrará em vigor nos EUA.

“O poder deste acordo é a mensagem passada ao setor privado para exibir seu potencial” face ao futuro da energia e do desenvolvimento sustentável, disse.

Palavras matreiras: as eventuais penalidades visarão o setor privado. E como as metas são utópicas, a iniciativa privada acabará ficando estrangulada com normas, leis e sanções legais.

Se o acordo prosperar, casos como as fraudes dos sistemas de emissão de poluição e de CO2 nos motores Volkswagen e mais alguma montadora, começarão a se multiplicar em série.

As metas são irrealizáveis, em si mesmas e pior ainda nos prazos prescritos no tratado. A todo propósito nas propagandas as empresas bancarão de ecologicamente corretas e engajadas pelo meio ambiente, contra o CO2, etc.

Na prática, não poderão cumprir as metas de que se vangloriam. E será só lhes cair um controle verde para que, uma a uma, sejam apontadas como réus de incumprimento.

O presidente socialista francês François Hollande (centro) foi o primeiro a assinar e a pronunciar uma gafe.
O presidente socialista francês François Hollande (centro)
foi o primeiro a assinar e a pronunciar uma gafe.
O presidente da França, François Hollande, assinou o primeiro e beirou o risível dizendo: “ninguém tem a responsabilidade de fazer tudo, mas cada um tem a responsabilidade de fazer algo” para frenar a mudança climática.

O que quer dizer “fazer tudo” e “fazer algo”? Segundo o presidente socialista francês poder-se-ia alegremente cumprir só uma parte do tratado? Ou poderia se fazer apenas “algo” que não se sabe o que é? O que é que se pode descumprir?

Hollande não explicou nada disso, mas solenemente foi o primeiro a jogar tinta embaixo do “histórico acordo”.

Outra presença destacada foi a do ator Leonardo DiCaprio, o galão escolhido para embaixador de paz da ONU em matérias climáticas.

Sem esclarecer se falava como cientista – que não é – como embaixador – porque então só ele? – ou como ator, ele deixou clara a vontade de seus responsáveis. “Isto não é suficiente”, disse exigindo que os países decidam pô-lo seriamente em prática e de modo urgente.

No fim, DiCaprio regou suas palavras com condimentos apocalípticos: “tudo o que eu vi nas minhas viajes me aterrorizou”, acenando com bosques incinerados, secas sem precedentes, degelo de glaciares. Poderia ter mencionado mais alguns “efeitos especiais” do “horror science-fiction” em que ele se destacou como ator...

A Insanidade Climática de Paris


Do lado científico, o físico teórico tcheco Luboš Motl (1973 – ) que trabalha com a teoria das supercordas e com os problemas conceituais da gravidade quântica, doutorado na Rutgers University e professor assistente na Universidade de Harvard, qualificou o papel assinado na ONU não de tratado mas de Insanidade Climática de Paris.

Ele parece não ter achado nenhuma seriedade científica no papel com tinta, mas sim muita ideologia de fundo comunista.

Dilma deixou o Pais comprometido com um acordo de insanidade que prejudicará o futuro brasileiro
Dilma deixou o Pais comprometido com um acordo de insanidade
que prejudicará o futuro brasileiro.
Para Luboš, o Vladimir Lenine poderia celebrar seu novo nascimento nesse evento. Pois, ele ameaça derrubar a economia do mundo no século XXI com a radicalidade que ele tentou arruiná-la um século atrás.

Segundo o físico teórico, Lenine bem poderá ser considerado o guru do “Insano Tratado Climático de Paris”.

Para ele é um monte de papel que acolhe todas as arbitrariedades cogitadas pelos ativistas verdes no mundo todo.

O engendro vem a instalar um terrorismo anti-industrial em todos os países onde for aplicado.

Um dos efeitos menores da Insanidade consistirá numa extraordinária proliferação de novas espécies de parasitas burocráticos no planeta.

Seu país, a Chéquia (até pouco República Tcheca) pelo menos teve a decência de enviar um político de terceira classe para assinar o papel, acrescentou.

O Secretário de Estado dos EUA John Kerry, lhe fez lembrar a propagandas de ditadores que oprimiram seu país, como Adolf Hitler e Joseph Stalin, que carregavam crianças de público na hora de assinar as ordens para as piores chacinas.

Após lembrar outras encenações demagógicas acontecidas no evento nova-iorquino e relembrar a verdade científica sobre a tendência para o resfriamento global, o prof. Luboš apontou o colossal desinteresse popular em seu país sobre a rumorosa assinatura do acordo insano de Paris.

Desinteresse análogo verificou-se no Brasil. O PT, os movimentos sociais e outros grupelhos de esquerda, eclesiásticos ou não, poderiam tirar muitos proveitos revolucionários da insanidade de Paris. O problema que eles estão sendo postos fora dos cargos onde promoviam suas revoluções.

Quem quer que seja o futuro ocupante do Planalto e dos ministérios, auspiciamos que encontre um Brasil alerta a não se deixar avassalar pela insanidade assinada por Dilma Rousseff.



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