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domingo, 26 de março de 2017

Medo de extinção de espécies não é proporcionado, mostram pesquisas

Philippe Bouchet, zoólogo
Philippe Bouchet
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
A se prestar ouvidos ao catastrofismo ecologista, as espécies vivas vegetais e animais estariam no risco de desaparecer mais cedo ou mais tarde por culpa da intromissão da civilização criada pelos humanos.

Nesse contexto, toda medida, até a mais descabelada, para se salvar alguns insetos ou parasitas estaria justificada.

Entretanto, os pesquisadores especializados na classificação dos seres vivos apresentam um panorama muito mais objetivo, e por isso mesmo mais otimista.

Eles julgam que no nosso planeta há ainda nada mais e nada menos que entre 8 e 30 milhões de espécies a serem descobertas, já havia noticiado o jornal “Le Monde” de Paris.

Recente expedição na selva colombiana anunciou a feliz descoberta de mais cem espécies, notadamente de borboletas.

Veja também: Exageros nas “espécies desaparecidas” ou “em via de extinção”


Em matéria de espécies vivas, o quadro não teria o caráter apocalíptico espalhado pela propaganda ambientalista.

Philippe Bouchet, zoólogo do Museu Nacional de História Nacional (MNHN), França, recorda:

“Nos anos 1970, era dominante a ideia de que já tudo tinha sido visto e catalogado.

“Explorar a biodiversidade era uma ideia que se julgava própria do século XIX, e superada”. 


A partir dos anos ‘80 houve uma mudança radical:

“Entomologistas que passaram a usar métodos modernos de prospecção emitiram a hipótese de que vários milhões de espécies de insetos viviam na canopeia”, teto de vegetação formado pela folhagem superior das árvores. E se encontrou todo um ecossistema insuspeitado.

Nesse período, os ambientalistas na moda se exibiam nos congressos e na mídia anunciando a extinção das espécies.

Enquanto  isso, verdadeiros cientistas começaram as explorações de oceanos e fontes hidrotermais, que se revelaram “meios inteiramente novos para a ciência, onde viviam espécies nunca antes vistas!”.

Paralelamente, explicou Bouchet, o acesso a técnicas moleculares, menos caras e mais simples de usar, fez que pudéssemos ver com novos olhos espécies da fauna e da flora que acreditávamos b em conhecias”.

E os esforçados investigadores constataram que estavam diante da perspectiva de rever tudo quanto já havia sido catalogado.

Enquanto isso, ignorantes de todo esse trabalho científico, ou fingindo não saber deles, apóstolos do Apocalipse ecológico espalhavam livros e filmes prenhes de falsos científicos.

Na condição de chefe de expedição, Philippe Bouchet acompanhou durante quatro meses, em 2006, mais de 150 cientistas à ilha Espírito Santo, no arquipélago de Vanuatu, no sul do Pacífico: eles imergiram no mar, subiram as montanhas, fizeram espeleologia.

Obviamente, a grande mídia, devotada em espalhar o pânico sensacionalista do fim das espécies, pouco falou deles.

Uma expedição como essa pode trazer entre “1.000 e 2.000 espécies novas”.

Mas, cinco anos depois, apenas uma centena havia sido devidamente catalogada pela falta de especialistas na enorme massa de novas espécies.

Tivessem anunciado a descoberta de uma espécie vítima do “aquecimento global antropogênico” e talvez teriam sido contemplados com polpudas verbas para completar o serviço.

Acresce-se a isso que o desaparecimento ou a falta de coleta de novos exemplares é algo que não espanta em nada os cientistas. É até um fato recorrente na atividade quotidiana.


domingo, 5 de março de 2017

Barata no pão?
Rumo à alimentação ecológica

Comer barata está no cardápio do nojo verde.
Comer barata está no cardápio do nojo do mundo "verde".
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Pesquisadoras estudantes da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) acertaram o passo com o bafo das centrais ambientalistas mais radicais favorecidas pela ONU e ONGs.

As alunas de Engenharia Química de Alimentos, desenvolveram uma farinha feita de baratas ! (sic!), noticiou a revista Galileu da Editora Globo.

O pretexto é que essa farinha possui 40% mais proteínas do que a farinha de trigo.

O sofisma é reforçado com o espantalho bem do gosto do extremismo ambientalista de que a Terra ou diminui drasticamente a população ou a humanidade passará fome.

A Organização das Nações Unidas (ONU) anuncia que se a humanidade segue crescendo por volta de 2050, a população mundial sofrerá escassez alimentar.

O blefe é continuamente desmentido pelos fatos, mas o ecologismo radical não entrega os pontos diante da linguagem da evidência.

Hoje o Brasil sozinho produz alimentos para por volta de um bilhão e meio de pessoas. E vai para muito mais.

Baratas utilizadas na produção de farinha são criadas em Betim (Foto Reprodução RBS TV).
Baratas secas usadas na produção de farinha são criadas em Betim.
A “solução” das pesquisadoras para o “bicho papão” da Terra incapaz de alimentar os humanos, foi a velha ideia dos grupos ambientalistas mais radicais para rebaixar o homem: comer insetos como os índios mais degradados.

“Insetos são muito mais disponíveis. A quantidade de alimento que precisam é menor, assim como o tempo que demoram pra crescer” explicou à Galileu a orientadora da pesquisa, Myrian Salas Mellado.

As baratas usadas não são as que aparecem pelos ralos e esgotos, mas de uma variedade diferente não menos repugnante.

As baratas chegam desidratadas e são trituradas. O resultante é peneirado e misturado à farinha de trigo para fazer pães.

O produto ainda não tem a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária [ANVISA] para o consumo humano, mas o processo de aprovação está em andamento, disse a pesquisadora Andressa Lucas à Galileu .

As duas alunas planejam introduzir insetos como o grilo e o besouro tenébrio, na alimentação humana.

Veja o cardápio que o ecologismo lhe está preparando:




José Graziano da Silva, diretor da FAO, elogiou proposta
De fato, a organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) vem propondo reformar a gastronomia mundial para reduzir a poluição, já há vários anos.

O objetivo seria acostumar os homens comer insetos como besouros. gafanhotos e formigas em vez de carne bovina e suína, porque o gado é tido arbitrariamente em conta de “aquecedor do planeta”.

Num relatório de 200 páginas divulgado em Roma, a FAO defendeu que comer insetos beneficia o meio ambiente enquanto o gado consome vegetais e ração demais.

O então diretor do organismo, o brasileiro José Graziano da Silva, ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome no gabinete do presidente Lula e ex-responsável do Programa Fome Zero, disse que para combater a fome no mundo grilos e formigas são “essenciais”.


Prato de insetos em Laos
Mas, acrescentou, deveriam ser “mais integrados com as políticas de segurança alimentar e com o uso da terra”, obviamente com reforma agrária e ambientalismo.

O trabalho foi realizado com a colaboração da Universidade de Wageningen, na Holanda.

Ele foi apresentado em Roma durante a Conferência Internacional sobre as florestas para a segurança alimentar e nutrição, segundo informou na época a Folha de S.Paulo.

Escorpião e gusanos de seda para consumo humano em Kunming, China
O documento elogia os insetos por se alimentarem de “resíduos, lixo humano, compostagem e chorume animal”.

“Os insetos estão em todo lugar e se reproduzem rapidamente”, elogia a FAO, acrescentando que eles deixam “pequena pegada ambiental”.

O Programa de Insetos Comestíveis agora lançado também examina o potencial alimentar de aranhas e escorpiões, embora não sejam considerados insetos.

Ministro do Gabão Gabriel Tchango apresentado o relatório da FAO.
Projeto parece horrorizar até os promotores
A FAO reconhece que muitas pessoas que “podem não gostar da ideia de consumir insetos podem já tê-los ingerido em algum momento na vida, já que muitos são engolidos inadvertidamente”.

Mas isso é um acidente repugnante.

Entretanto, para os militantes do ambientalismo radical propostas como esta preanunciam o futuro.