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domingo, 5 de dezembro de 2010

“Religião ambientalista”, circo bolivariano e benesses são destaques em Cancún ‒ COP16

Não pensar na realidade: alarmistas não desistem
 A conferência de Cancún – COP16 parecia ter enfiado a cabeça na areia para seguir acreditando no “aquecimento global antropogénico” enquanto no Hemisfério Norte, onde se localizariam as economias mais aquecedoras, emissoras de CO2 e capitalistas registrava recordes de frio.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Face a Cancún (COP-16) prof. Molion desfaz mitos no "Canal Livre" da Band

O climatologista Luiz Carlos Molion foi entrevistado mais uma vez pelo “Canal Livre” da Band TV, no domingo 28 de novembro de 2010.

O professor Luiz Carlos Baldicero Molion dispensa apresentação. Formado em Física pela USP, com doutorado em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA) e pós-doutorado na Inglaterra é a mais autorizada voz brasileira em climatologia.

Ex-diretor e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Prof. Molion leciona atualmente na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, onde também dirige o Instituto de Ciências Atmosféricas (ICAT). Ele é representante da América Latina na Organização Meteorológica Mundial.

Mais uma vez, o Prof. Molion respondeu com a clareza, sapiência, bom senso e destemor que o tornaram tão respeitado e renomeado.




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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A Royal Society dá marcha ré sobre o aquecimento global antropogênico


A Royal Society de Londres principal instituição científica da Grã-Bretanha flexibilizou a sua posição sobre o aquecimento global causado pelo homem.

Em um documento publicado após uma rebelião de mais de 40 dos seus companheiros, o novo guia da Royal Society para a mudança climática, diz que não há a certeza propalada sobre o aumento da temperatura prognosticado pela Sociedade. Trata-se de uma atualização do documento Climate Change Summary of Science.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Prof. Harold Lewis: aquecimento global é a “maior e mais bem sucedida fraude pseudocientífica que eu já vi em minha longa vida de físico”

Harold Lewis, professor emérito de física da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, renunciou à Sociedade Americana de Física.

O número de títulos do catedrático é como que infindo. Seguem em inglês:

Harold Lewis is Emeritus Professor of Physics, University of California, Santa Barbara, former Chairman; Former member Defense Science Board, chairman of Technology panel; Chairman DSB study on Nuclear Winter; Former member Advisory Committee on Reactor Safeguards; Former member, President’s Nuclear Safety Oversight Committee; Chairman APS study on Nuclear Reactor Safety Chairman Risk Assessment Review Group; Co-founder and former Chairman of JASON; Former member USAF Scientific Advisory Board; Served in US Navy in WW II; books: Technological Risk (about, surprise, technological risk) and Why Flip a Coin (about decision making)

Eis o texto da carta feita pública pelo próprio professor Hal Lewis.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Passeio nos igarapés esvazia vaticínios catastrofistas

Veja vídeo
Passeio de lancha nos igarapés
perto de Manaus
Enquanto ONGs, o IPCC, Al Gore e Cameron profetizavam a desertificação da Amazônia e a Campanha da Fraternidade CNBB lançava confusos vaticínios sobre a água doce que estaria ficando escassa no Brasil e no mundo, amigos meus foram ver os igarapés na região de Manaus.

Vejam a desertificação que encontraram!!!

domingo, 24 de outubro de 2010

Falso restaurante canibal brasileiro: amostra de ofensiva propaganda vegetariana

A montagem de "Flimé" teve perverso efeito internacional
A Sociedade Alemã de Vegetarianos ‒ VEBU fez grosseira montagem publicitária anunciando a abertura do restaurante “Flimé”, que seria o primeiro canibal de Berlim, propriedade de um brasileiro que responderia pelo nome de Eduardo Amado.

No anúncio oferecia pratos feitos com carne humana. Para maior injúria, a VEBU dizia usar a culinária de uma ignota tribo “Wari” do Brasil.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ambientalismo proibe DDT e percevejos invadem capitais americanas

O emblemático arranha-céu Empire State Building de Nova York foi invadido pelos percevejos, noticiou “El Mundo” de Madri.

Os turistas que visitavam o prédio usavam termos como “repugnante” e “nojento”.

Esses insetos que sugam o sangue também invadiram outros arranha-céus da capital financeira americana, como o Time Warner Center ‒ sede da CNN ‒ empresas, e lojas como Hollister e Nike, cinemas e teatros, e a sede da promotoria federal de Brooklyn.

O cinema AMC Empire 25 em Times Square foi fechado para fumigação.

Julga-se que um terço desses prédios e um 10% das casas particulares padeça da praga.

800.000 novaiorquinos estariam dormindo com percevejos nos seus lençóis.

A radio pública NPR informou de brotes análogos da praga em San Francisco e desde Ohio até Texas.

Para o correspondente do “Telegraph” de Londres trata-se de uma “infestação épica” que atinge lojas e prédios de luxo.

E os nova-iorquinos sentem-se tratados como doentes perigosos. “Você é como um leproso” disse ter ouvido um residente de Brooklyn.

Os percevejos estavam virtualmente extintos até que campanha de cunho ambientalista conseguiu banir o único inseticida eficaz contra eles: o DDT e derivados.

Agora, os EUA estão pagando as conseqüências dessa exigência inprudente de fundo ideológico.


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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Crueldade impensável em propaganda anti-CO2 revela fundamentos do alarmismo

Na aparência uma campanha ingênua sem 'arrière-fond'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A “Campanha global 10:10” visou cortar em 10% a emissão mundial de CO2 por ano a partir de 2010.

No seu site, ela alega ter o apoio de 94.835 pessoas, de 2.235 ONGs e organismos oficiais, além de 3.591 empresas (em quinta-feira, 7 de outubro de 2010, 19:30:15).

Nesse intuito “10:10” publicou um vídeo de propaganda esmeradamente elaborado e por certo custoso.

O vídeo que não recomendamos às pessoas sensíveis e desaconselhamos vivamente para minores de idade, é de uma crueldade inimaginável.

Numa primeira cena, uma professora primária ou secundária da Grã-Bretanha convida os alunos a participarem da campanha “10:10”.

No fim pede às crianças que concordam levantarem a mão. A maioria aprova.

Depois pede aos meninos que não concordam de levantarem a mão também. São uns poucos.

A professora acrescenta que é o direito de eles e, enquanto bate o campainha, com toda naturalidade acrescenta que ainda esqueceu uma coisinha muito simples.

Ela puxa um botão e faz explodir as crianças que discordaram. O sangue e os pedaços de carne salpicam todas as crianças traumatizadas.

Mas, a professora sorrindo e limpando os salpicos de sangue das vítimas do próprio rosto, lembra as crianças o tema de próxima aula.

Uma propaganda primária anti-Stalin poderia figurar assim o ditador exterminando de uma canetada toda uma leva de "burgueses".

Cena semelhante acontece numa empresa, onde o diretor faz a mesma consulta, aperta o mesmo botão e transforma os empregados dissidentes numa massa amorfa de carne humana e sangue que emporcalha os demais.

Terceira cena: um grupo de esportistas amadores conversa sobre o tema da campanha para reduzir o CO2 com seu ‘personal trainer’.

Este último diz não acreditar e repete-se o cínico crime: um esportista ‒ aliás, o mais manso ‒ aperta o botão e desfaz o “cético”.

Quarta cena, num estúdio de gravação, o técnico desintegra uma moça que não se interessa pela campanha para "salvar o planeta" e os pedaços de carne humana escorrem pela tela.

O curta conclui com os já clássicos slogans contra o CO2 e convites a aderir à “Campanha 10:10”.

O horror suscitado por tão perverso vídeo levou os autores a retirá-lo de circulação, mas ele está ainda disponível em YouTube.

Porém, o mais estarrecedor estava por vir.

Eugenie Harvey hello@1010uk.org, diretora da “Campanha 10:10” na Grã-Bretanha publicou no próprio site da campanha um pedido de desculpas revelador de uma mentalidade anti-humana que anima o ecologismo radical. O site sumiu.

Dir-se-ia que esse tipo de mentalidades insensíveis à dor alheia e à morte, que a provocam com um frio sorriso na boca, ficou extinta depois dos horrores da II Guerra Mundial, dos lagers e campos de concentração socialistas, nacional-socialistas e comunistas.

Eugenie Harvey, responsável pela Campanha 10:10
Para Eugenie, tratou-se de um “erro” (“mistake”) pois o curta pareceu “bem humorado” (“humorous”) aos ativistas da campanha que o viram antes da divulgação pública.

“A equipe 10:10 é jovem é criativa” graceja ela a modo de explicação.

“Vamos investigar o que aconteceu, revisar nossos processos e procedimentos”, acrescenta, lembrando as promessas já ouvidas no pós-Climagate.

O fato é que um curta de uma inumanidade ovante deveria ter sido desclassificado imediatamente e com indignação por ativistas que se apresentam como hiper-seníveis ao bem da humanidade.

O vídeo envolve crianças em idade escolar e abala qualquer ser humano provido de um mínimo de compaixão pelos outros.

O riso insensível dos “exterminadores” e o modo impávido com que num procedimento apresentado como mero gesto técnico-burocrático desfazem sadicamente os dissidentes evocam as piores massacres documentadas, por exemplo, no “Livro Negro do Comunismo”.

Ao mesmo tempo, o cinismo com que os “exterminadores” reconhecem aos dissidentes o direito democrático de expressar uma opinião diferente no instante que vão desfazê-los com o “botão” é um dos maiores achincalhes dos fundamentos de uma sociedade, e sobre tudo, democrática.

Nenhum “cético” ou “realista” fora dos gonzos teria concebido um vídeo tão perverso, porque não cabe nos limites normais da maldade humana, tal vez só no mais deplorável noticiário sobre crimes numa prisão moderna.

Por trás do ar de brincadeira, um inimaginado potencial de crueldade

A diretora da “Campanha 10:10” lamenta que a cobertura da mídia “não foi o tipo de publicidade que nós queríamos para a causa de salvar o clima”.

Excede os limites da inteligência humana entender o efeito publicitário "positivo" para a "salvação do clima" que possa se imaginar obter com vídeos do gênero.

O fato, entretanto, confirma a contrario sensu as denúncias feitas por diversos estudiosos e até ex-membros de grandes ONGs verdes.

Segundo eles, nós estamos diante de uma ofensiva tocada por ex-militantes dos mais radicais do falido comunismo dispostos a qualquer crime para obter seu maior objetivo. Quer dizer, a instalação de uma ditadura onímoda, cruel e universal, como tentou ser a falida experiência soviética.

Na página principal de nosso blog pode se ler alguns desses depoimentos.

No fim, a diretora da “Campanha 10:10” pede desculpas por não ter respondido antes aos e-mails consternados recebidos, porque está cuidando de um bebê. Uma gota de humanidade que serve para edulcorar o tsunami de crueldade anti-humana fria e pensada do vídeo que visa “cortar a emissão de CO2” para o bem da humanidade!


Vídeo: “Campanha 10:10” anti-CO2
Vivamente desaconselhado para pessoas sensíveis ou minores pela crueldade das cenas




domingo, 12 de setembro de 2010

Seqüestro para “salvar o planeta” acaba mal

Polícia interveio na sede de Discovery Channel, Silver Spring
A tomada de reféns no prédio do Discovery Channel, em Silver Spring, Maryland, lamentavelmente concluído com a morte do seqüestrador em confronto com a polícia suscitou mais preocupações em Washington.

James L. Lee, o seqüestrador, agiu como uma pessoa perturbada pela pregação do extremismo ambientalista. Ele acreditava que aterrorizando os funcionários da conhecida TV ele impulsionaria a “mudança” e, em última instancia, “salvaria o planeta”, observou editorial do “The Washington Times”.

Após manifestar com cartazes caseiros diante da sede da TV em Silver Spring, Lee invadiu o local fortemente armado e carregando pacotes que dizia serem explosivos. Após horas de frustradas conversações, o eco-terrorista morreu em tiroteio com a polícia.

Lee mostrava-se muito influenciado pelo exageros e deformações do livro e filme de Al Gore “Uma verdade inconveniente”. Numa página de grande primarismo na Internet Lee culpava a humanidade pela ameaça que pairaria sobre a salvação planetária.

Em conseqüência, seu fraco juízo concluía ser indispensável reduzir o número dos seres humanos. Na realidade, ele só repetia slogans do ecologismo radical anti-natalistas e anti-vida bem conhecidos.

James Lee protestando em 2008 diante do Discovery Channel Building
Na sua conceição, tal vez debilitada pela doença, Lee via no Discovery Channel um inimigo do globo pelo “crime” de “glorificação da civilização e sua maquinaria”.

“Todos os programas no Discovery Health-TLC devem parar de estimular a nascença de qualquer criança humana parasitária e o falso heroísmo que se esconde por trás dessas ações”, argüia Lee no remedo de manifesto que ele postou no seu site (http://savetheplanetprotest.com/ , ainda ativo em: domingo, 12 de setembro de 2010, 11:44:25).

Idéias não menos obtusas e radicais que as de Lee são defendidas por ambientalistas que pregam o retorno a uma “natureza” onde o homem levaria uma existência submissa às exigências de qualquer espécie animal.

Exageros causam efeitos indesejáveis. (The Day After Tomorrow)
Nesse sentido, o "Washington Times" observou que os proprietários da Califórnia podem ser proibidos de proteger suas casas dos incêndios florestais. Ativistas “verdes” alegam que agindo assim os cidadãos ameaçariam o habitat de um rato ‒ o “Stephen's kangaroo rat” (Dipodomys stephensi) ‒ e violariam a lei federal que protege as espécies em risco de extinção.

Antes de atentar contra a vida dos funcionários da TV de Silver Spring, Lee mostrou-se profundamente afetado pelas teorias de Malthus e Darwin. Essas teorias hoje orientam movimentos que limitam o valor e o lugar da vida humana no planeta, como o abortista Planned Parenthood, observou o “Washington Times”.

Produções de Hollywood como “The Day After Tomorrow” espraiam essas idéias errôneas de modo altamente sugestivo, montando catástrofes apocalípticas que viriam a acontecer pela expansão natural da população humana e de seu progresso, acresce o jornal.

E concluiu o “Washington Times”: “enquanto esse movimento (ambientalismo alarmista) continue apresentando a humanidade como uma parasita e um perigo, continuarão aparecendo mais Unabombers e pistoleiros de Silver Spring”.

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domingo, 29 de agosto de 2010

Só a má conduta científica é deplorável? E a manipulação ideológica?


Em recente editorial, a “Folha de S.Paulo” (24.8.2010), sob o título “Fraudes contra a ciência” apontou “dois casos rumorosos de má conduta que puseram em evidência a necessidade de vigiar de perto a pesquisa científica, em especial quando financiada com verbas públicas”.

“O mais recente envolve Marc Hauser, da Universidade Harvard (EUA), renomado pesquisador das origens da moral no homem e noutros primatas.

“A universidade concluiu, após três anos de investigação, que Hauser é culpado em oito casos de má conduta, dos quais não se conhecem os detalhes. A acusação abrange de deslizes menores a fraudes com dados”, acrescentou a editorial.

A irregularidade, infelizmente, acontece com relativa freqüência nas áreas do evolucionismo.

Sobre o segundo caso, a “Folha” diz: “O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) também se viu envolvido, no final de 2009, em acusações análogas. Erros localizados em um influente relatório de 2007 terminaram reconhecidos e corrigidos, mas só após intensa pressão.

“Bem mais graves eram as suspeitas levantadas por mensagens eletrônicas trocadas por climatologistas do IPCC, no chamado "climagate".

“Haveria ali, na correspondência furtada e vazada, indicações de que manipulavam dados e boicotavam estudos dos cientistas céticos quanto ao papel da atividade humana no aquecimento global. Três comitês independentes inocentaram os cientistas das acusações mais pesadas. As últimas conclusões são aguardadas para o final deste mês”.

A “Folha” cita que nos EUA, investigaram-se oficialmente 217 casos em 2009, e acrescenta:

“Seria ingênuo supor que fenômeno similar não esteja em curso no Brasil. Instituições de pesquisa já deram mostras de que relutam em investigar a fundo e de forma transparente os poucos casos que vêm à tona, como plágios detectados na maior delas, a USP.

“Agências estatais de fomento como CNPq, Capes e Fapesp (para citar as mais destacadas) deveriam tomar a frente e criar equipes para investigar, por amostragem, a qualidade dos dados e conclusões dos estudos que financiam”.

Estas oportunas observações, entretanto, omitem o mais grave e mais atual problema envolvido nas deformações do IPCC e de outros “catastrofistas”.

Falhas ou fraudes humanas, culpadas ou não, podem acontecer em qualquer época, como a fraude do homem de Piltdown, perpetrada pelo teólogo evolucionista Pe. Teilhard de Chardin SJ no início do século XX.

Mas, o mais grave na nossa época é a deturpação dos dados da ciência com finalidades ideológicas, visando impor a nível planetário um sistema universalmente fracassado: o socialismo.

Tendo falido a versão soviética, os mais atualizados adeptos do socialismo procuraram na linguagem “verde” um travestimento para sua ideologia anti-natural.

A manobra não teria futuro se não fosse a repercussão que esses ativistas obtiveram na imprensa.

Gostaríamos de ler nos mesmos jornais e portais uma crítica oportuna e prudente dessa manipulação.

Essa mesma prudência gostaríamos ver na apresentação do noticiário sobre as matérias científicas ‒ aliás, tão importantes ‒ que essa ideologia encapuzada ‒ socialista, comunista, ou anarquista ‒ envenena com sistemática freqüência.

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domingo, 22 de agosto de 2010

Erros do IPCC estão acima do imaginado, queixa-se a Holanda

A Agência Holandesa de Avaliação Ambiental reconheceu que o texto do relatório de 3 mil páginas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) tinha mais erros que o esperado.

A agência aceitou responsabilidade por um dos erros do IPCC, ao informar, em 2005, que 55% do território da Holanda se encontra abaixo do nível do mar, quando a proporção correta é 26%.

O relatório deveria ter dito que 55% está sujeito a inundações.

Mais algumas “ninharias” estatísticas do IPCC afetando um país inteiro.

Se fosse só uma, mas estão aparecendo em série.

E uma série que de momento não acabou.


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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Algumas ONGs ambientalistas mais ativas ‒ e mais perigosas ‒ para o Brasil

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Muito se fala das ONGs ambientalistas radicais, porém pouco se diz claramente sobre elas. Sem dúvida são muito numerosas, mas, o prof. Denis Lerrer Rosenfield, fez um elenco das mais ativas. E por isso mesmo mais perigosas para o Brasil

Apresentamos a seguir excertos de matérias por ele publicadas em grandes órgãos da mídia nacional:

WWF Brasil, ONG sediada nos EUA, tem fortes financiadores e apoiadores. Sua atuação no Brasil, além de militar contra a revisão do Código Florestal, situa-se na área de infraestrutura e agricultura.

É contra a construção do Terminal Portuário de Morrinhos (MT), a construção do Terminal Portuário de Bamin, do Porto do Sul (BA), e a soja produzida no país.

O Greenpeace, ONG cada vez mais acusada de fraudes na Europa e de utilização dos recursos coletados para os seus dirigentes, é contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, os transgênicos, a pecuária na Amazônia, além de ser evidentemente contra a revisão do Código Florestal. Seus financiadores e apoiadores são expressivos.

Acampamento Terra Livre, Altamira, contra Belo Monte
O ISA (Instituto Socioambiental), ONG ambientalista e indigenista, além de ser contra a revisão do Código Florestal, é contra a construção de novas hidrelétricas, centrando seus ataques em Belo Monte.

Seus apoiadores e financiadores se dizem defensores dos “povos da floresta”. Entre eles, além de empresas e fundações, temos governos estrangeiros.

O Centro de Apoio Socioambiental (Casa), por sua vez, segue a orientação da Teologia da Libertação, no sentido de promover no país as “nações indígenas”.

Além de suas ações contrárias à revisão do Código Florestal, ele se posiciona contra a construção de hidrelétricas, em particular a de Belo Monte. Procura igualmente condicionar os financiamentos do BNDES às suas próprias condições, evidentemente apresentadas como de “preservação da natureza”. Seus apoiadores internacionais são importantes, misturando-se igrejas, empresas, ONGs e fundações.

MST
O Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB), braço do MST, além de ser contra a revisão do Código Florestal, é contra a transposição do Rio São Francisco e a construção das hidrelétricas em geral. Centra suas ações nos projetos de Jirau e Santo Antônio no Rio Madeira, de Belo Monte, Riacho Seco e Pedra Branca, na Bahia, de Itapiranga, na divisa de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre outras.

A Via CampesinaMST, por sua vez, atua também contra a revisão do Código Florestal, os transgênicos, o agronegócio, a cultura de cana-de-açúcar e produção de etanol, florestas de eucaliptos e a cultura da soja. Ademais, tem forte atuação junto aos movimentos indigenistas e quilombolas.

Conservation International tem vasta atuação internacional, estando presente no Peru, no Equador, na Selva Lacandona, México, centro operacional dos zapatistas. No Brasil, posicionase contra a revisão do Código Florestal, contra a agricultura em Minas Gerais e Bahia, através da ampliação em 150 mil hectares do Parque Nacional Grande Sertão Veredas. É contra a construção do Terminal Portuário de Bamin, do Porto do Sul (BA), e do traçado final da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Tem fortes apoiadores empresariais, fundações e governos estrangeiros.


Amigos da Terra, forte ONG internacional, tem, entre seus fundadores, Brice Lalonde, que foi ministro do Meio Ambiente de Mitterrand. Ele chegou a declarar que o Brasil deveria “renunciar a parcelas de sua soberania sobre a região amazônica”. Destaca-se, na Europa, por sua campanha contra o etanol brasileiro. A lista apresentada não é, evidentemente, exaustiva. Ela permite, porém, um olhar um pouco mais abrangente dos interesses em jogo. Todas lutam pela preservação da “reserva legal”, isentando-se de toda ação do mesmo tipo em seus países de origem.

Observe-se que a ONG Conservation International reaparece como parceira da WWF. Ora, essa mesma consultora é sócia-fundadora do Instituto Socioambiental ‒ ISA, ONG ambientalista e indigenista.

A atuação dessa ONG nacional está centrada na luta dita pelo meio ambiente e pelos “povos da floresta”. Advoga claramente pela constituição de “nações indígenas” no Brasil, defendendo para elas uma clara autonomia, etapa preliminar de sua independência posterior, nos termos da Declaração dos Povos Indígenas da ONU.

Dom Erwin Krautler, presidente do CIMI, Acampamento Terra Livre, Antonio Bonsorte
Ela, junto com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), possui o mais completo mapeamento dos povos indígenas do Brasil. Sua posição é evidentemente contrária à revisão do Código Florestal.

Dentre seus apoiadores e financiadores, destacam-se a Icco (Organização Intereclesiástica de Cooperação para o Desenvolvimento), a NCA (Ajuda da Igreja da Noruega), as Embaixadas da Noruega, Britânica, da Finlândia, do Canadá, a União Europeia, a Funai, a Natura e a Fundação Ford (dados foram extraídos de seu site).

O ISA compartilha as mesmas posições do Cimi, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do MST. 

Presidentes Lugo, Morales, Lula e Correa, Foro Social Mundial, Belém 2009
Ora, esses “movimentos sociais”, verdadeiras organizações políticas de esquerda radical, por sua vez, seguem os princípios da Teologia da Libertação, advogando pelo fim do agronegócio brasileiro e da economia de mercado, contra a construção de hidrelétricas e impondo severas restrições à mineração.

Junto com as demais ONGs, lutam por uma substancial redução da soberania nacional.


domingo, 18 de julho de 2010

Prof. Gustavo Baptista (3) fala verdades genuinamente convenientes

continuação do post anterior

Catolicismo — Em entrevista para uma edição de Catolicismo (janeiro deste ano), o Prof. Molion afirmou que o homem não tem condições de mudar o clima global, e que os oceanos, juntamente com a atividade solar, são os principais controladores do clima global. O Sr. poderia fazer algum comentário sobre esse tema?

Prof. Baptista — Eu concordo com Molion, pois esses são os principais motores do clima global. Eu incluiria a importância dos vulcões, pois quando ocorrem as erupções, a quantidade de material que bloqueia a entrada de radiação solar tem sua parcela no clima global.

O vulcão do monte Pinatubo, nas Filipinas, foi responsável por uma redução de 0,5°C na temperatura global durante três anos. Comparativamente, o aquecimento dos últimos 100 anos foi da ordem de 0,7°C.

Recentemente, a erupção do vulcão Eyjafjallajoekull, na Islândia, foi responsável pelo caos no sistema aéreo europeu, mas também pela primavera mais fria e chuvosa dos últimos anos em Portugal. Por aí se vê que eles têm sua parcela de responsabilidade no clima global.

Catolicismo — A mídia e os leigos no assunto freqüentemente confundem CLIMA e TEMPO. O Sr. poderia precisar os dois conceitos e estabelecer a distinção entre eles?

Prof. Baptista — Tempo é o estado momentâneo da atmosfera numa dada localidade. Ele é altamente variável. Compareci em maio a um seminário de Geografia Física em Portugal, e no dia em que chegamos, pela manhã estava muito frio; logo em seguida, próximo ao almoço, começou a chover; depois estiou e esquentou; e no fim do dia voltaram o frio e a garoa.

Em um único dia experimentamos diversos estados da atmosfera (tempo), e ainda essa chuva atípica como resultado do vulcão Eyjafjallajoekull. Dessa parte da ciência, tratam os meteorologistas.

Já o clima é definido como a média dos elementos climáticos (temperatura, chuva, ventos, radiação solar, etc) durante um período de pelo menos 30 anos. Diz ele respeito portanto a uma série histórica, e os responsáveis por essa área somos nós, os geógrafos.

Tenho um conhecido que estudou no seu doutorado, durante dois anos, o comportamento hídrico de uma encosta na Escócia. Ele teve uma sorte danada, pois o primeiro ano foi o mais seco da década, e o seguinte o mais chuvoso.

Erupção do vulcão Eyjafjallajoekull
Para ele entender como se comporta a água nessa encosta, nada melhor do que os extremos, mas ele não pôde caracterizar o clima daquela encosta com dois anos apenas. Resumindo: tempo é o estado momentâneo da atmosfera; e o clima, uma série histórica de pelo menos 30 anos.

Catolicismo — A difusão da doutrina do aquecimento global é sempre feita com base em acusações e ameaças. Será isso uma estratégia calculada, uma vez que é mais fácil manipular as pessoas influenciadas pelo medo? Poderia dar exemplos concretos da aplicação dessa estratégia?

Prof. Baptista — O medo é sempre a melhor forma de se impor algo. Quando queremos que os estudantes aceitem nossos pensamentos, é mais prático coibir com ameaças qualquer manifestação. De certa forma isso tende a ser mais confortável, pois os questionamentos podem colocar contra a parede os defensores de uma posição, principalmente se eles não estão seguros de suas convicções ou ainda não estudaram direito aquele ponto.

Eu penso de forma diferente. Não tento convencer as pessoas de que estou certo, mas mostro como penso, embaso com argumentos o que estou expondo. Em minhas aulas é muito comum, quando toco no tema do aquecimento global, que estudantes exponham seu descontentamento com o assunto; eu os respeito, pois são suas convicções.

Na reunião da SBPC este ano, em Natal, haverá um debate meu com o Prof. Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, que apóia a linha do IPCC. Aceitei, pois respeito-o como pesquisador. Apesar de não conhecer pessoalmente o Prof. Artaxo, tenho certeza de que, se ele pensa de modo diferente da minha posição, devem ser legítimos seus argumentos, e ele acredita neles.

Em segundo lugar porque discuto idéias, e não dogmas. Pode ser que ele me apresente argumentos que me façam pensar sob outros pontos de vista. A ciência evolui assim.

O mais emocionante na história da ciência é como os conceitos vão evoluindo e como as idéias vão avançando. Imagine se Galileu e tantos outros não tivessem contrariado a maneira de pensar de suas épocas. Estaríamos bem mais atrasados. Com certeza!


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domingo, 11 de julho de 2010

Prof. Gustavo Baptista (2) avança idéias mas não aceita “dogmas”

Continuação do post anterior

Catolicismo — O bio-etanol é um tipo de tecnologia alternativa em relação aos combustíveis fósseis. Seria uma solução inteligente, não pelas emissões que produz, mas por ser uma fonte de energia renovável?

Prof. Baptista — Com certeza. Conheço um projeto de biocombustíveis baseados em oleaginosas, que está sendo implantado no alto oeste potiguar e visa mitigar a pobreza, sendo financiado pela JICA. As famílias vão plantar o girassol, processar o óleo em uma cooperativa, e há um acordo com a Petrobrás para a compra do óleo. Ou seja, você insere os indivíduos numa cadeia produtiva fechada, que gera riqueza, minimiza a pobreza e dá dignidade aos participantes. Acho fantástico.

Catolicismo — A energia nuclear, cujo retorno se propõe em alguns países como o Brasil, pode ser considerada uma fonte menos poluidora que os combustíveis fósseis, apesar dos graves inconvenientes originados pelo lixo atômico?

Prof. Baptista — Você tocou no ponto mais absurdo que a neurose do aquecimento global antropogênico (causado pelo homem) gerou: o retorno à energia atômica. O Brasil sempre foi visto com bons olhos por ter fontes de energia renováveis, e por utilizar hidrelétricas na geração de energia. Considerar viável a energia nuclear, é no mínimo complicado, devido aos resíduos gerados.

Não podemos nos esquecer dos estragos que causou a uma região inteira na cidade de Goiânia uma bomba de césio 137 abandonada numa clínica. E Chernobyl é um exemplo clássico. Para mim, adotar essa política é andar para trás.


Catolicismo — De modo geral, as fontes de energia ditas alternativas são mais caras que as fontes baseadas em combustíveis fósseis?

Bio-etanol na Indonésia
Prof. Baptista — No último capítulo do meu livro Aquecimento Global: ciência ou religião? (Editora Hinterlândia, 2009, 188 pp), faço uma consideração a esse respeito, quando digo que “as soluções encontradas para minimizar os efeitos do aquecimento global apóiam-se conceitualmente numa corrente chamada de modernização ecológica, que se baseia na internalização das preocupações com questões ambientais por parte de instituições políticas, que visam conciliá-las com o crescimento econômico. Isso é possível por meio da adoção de tecnologias ditas 'limpas'“.

Mas elas normalmente são caras e inacessíveis aos pobres. Uma coisa é a Alemanha reunificada adotar tecnologias ambientalmente corretas, outra coisa é Moçambique adotá-las.

Além disso, as tais fontes alternativas são pouco eficientes, e não suprem as demandas como as baseadas em combustíveis fósseis.

Assisti a um documentário do Channel 4 britânico, que mostrava na zona interiorana africana um hospital que tinha recebido de uma ONG ambientalista um gerador fotovoltaico de energia solar. E as pessoas viviam um impasse: ou ligavam a geladeira ou acendiam a luz, pois a energia gerada era insuficiente para as duas coisas. Isso é cruel.

Lareira espanhola com bio-etanol
Uma coisa é optar por produtos ambientalmente corretos e poder pagar mais caro por eles, outra coisa é empurrarem soluções tecnológicas caras que não resolvem o seu problema.

Catolicismo — A propaganda que se faz a favor de fontes de energia limpa e o empenho no combate a fontes provenientes de combustíveis fósseis, como o petróleo e o gás, não terão razões políticas e econômicas por detrás? Quais seriam elas?

Prof. Baptista — Tudo tem algo subjetivo! O primeiro aspecto que gostaria de salientar é que, se o controle da emissão de CO2 se exerce por meio dos combustíveis fósseis, por aí se controla o mundo, pois em tudo vemos combustíveis fósseis. Não considero que a razão seja impor novas formas de “energia limpa”, mas isso acabou sendo a alternativa proposta.

Parece teoria de conspiração, mas se você pensar que no mundo surgem países como os BRIC, que se destacam dentre as nações em desenvolvimento — com o Brasil divulgando o pré-sal como o seu segundo descobrimento, a Rússia reestatizando seu parque petrolífero, a Índia com um grande desenvolvimento tecnológico à base de carvão e petróleo, e a China crescendo a mais de 10% ao ano — controlar a emissão é uma forma de manter o status quo.

Você acha que os americanos e os europeus aceitariam calmamente perder sua posição de destaque no mundo? Ainda mais para essas nações emergentes, que estão querendo morder fatias cada vez maiores do bolo?

Climatic Research Unit da Univ. de East Anglia: cerne do escândalo
Quem foi que disponibilizou recursos vultosos para se comprovar que os combustíveis fósseis aumentam os gases de efeito estufa? Quem promoveu a maior retirada de um produto do mercado, como foi o caso dos CFCs?

Catolicismo — As agências de gerenciamento de recursos não procuram impingir como verdade uma maquiagem na teoria do aquecimento global?

Prof. Baptista — Na verdade, muita coisa começou a ser questionada após os escândalos de divulgação das manipulações de resultados pelos pesquisadores da Universidade de East-Anglia. 

Os espaços conseguidos pelos chamados céticos começaram a se ampliar. Vocês mesmos do Catolicismo já entrevistaram o finado Prof. Azevedo, a quem tive a oportunidade de enviar meu último livro, e de ter sua aprovação para o meu texto; e o caro Prof. Molion, um dos precursores no Brasil dessa corrente de pensamento.

Mas hoje ainda é necessário colocar nas pesquisas a serem publicadas algumas palavras-chave, para ter aprovação. Eu consigo pesquisar, porque falo de seqüestro de carbono, mas meu interesse é na espacialização da fase clara da fotossíntese por imagens de satélite, e não pela remoção de carbono e os impactos sobre o aquecimento global.

continua no próximo post


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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Prof. Gustavo Baptista (1): quem contrariar os eco-xiitas será condenado à fogueira

Prof. Gustavo Baptista: quem contraria os eco-xiitas é condenado à fogueira
Professor da Universidade de Brasília (UnB) apresenta sólida argumentação contra a tese de um atual aquecimento global do planeta, tão alardeada por cientistas, políticos e órgãos da mídia.

O livro Aquecimento Global: ciência ou religião? — lançado em Brasília no final de 2009 pelo Prof. Gustavo Baptista — é um desafio ao “dogma” do aquecimento global provocado pelo homem e um convite ao debate científico.

Com muitas ilustrações e gráficos, mostra que o clima planetário segue uma dinâmica natural, com alternância de ciclos de resfriamento e aquecimento, sem interferência da ação humana.

Com muitos argumentos científicos, e com ironia própria a acrescentar um pouco de sal à polêmica, o Prof. Gustavo Macedo de Mello Baptista esclarece como as oscilações naturais da atividade solar, dos oceanos, dos vulcões e de outros elementos naturais interferem no comportamento da temperatura global.

Catolicismo já entrevistou sobre o assunto outros cientistas, como o Prof. Luiz Carlos Molion, o saudoso Prof. José Carlos Azevedo e o Dr. Emilson França de Queiroz, que contestam o propalado aquecimento global, veiculado sem base científica suficiente por políticos e certa mídia, e até por certo número de cientistas, os quais exageram e distorcem o papel da ação humana, criando um verdadeiro “terrorismo climático”. Desta forma, procuramos informar nossos leitores com opiniões abalizadas divergentes da posição de organismos da ONU ou da mídia em geral.

Voltamos ao tema nesta edição com uma entrevista do Prof. Gustavo Baptista, realizada pelo nosso correspondente na capital federal, Sr. Nelson Ramos Barretto.

O entrevistado, além de autor do mencionado livro, é professor Adjunto I do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB). Possui graduação em bacharelado em Geografia pela UnB (1994), mestrado em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos (1997) e doutorado em Geologia pela mesma universidade (2001). Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Sensoriamento Remoto e em Avaliação de Riscos e Impactos Ambientais.

* * *

Catolicismo — Com a queda do Muro de Berlim e o aparente desaparecimento do comunismo, não terão migrado para o movimento ambientalista os marxistas que se sentiram órfãos, a fim de continuar sua luta inglória? De vermelhos, não se metamorfosearam em verdes?

Prof. Baptista — É exatamente o que aconteceu, e surgiu uma classe que eu não consigo engolir: os indivíduos bio-desagradáveis; ou eco-xiitas, como preferir. As discussões ambientais viraram dogmas de fé, e quem contrariar as eco-verdades será condenado à fogueira.

Se bem que a nova inquisição, a do aquecimento global, não possa enviar ninguém para a fogueira, porque lenha e o nosso corpo são feitos de carbono, e queimá-los liberará gases que vão incrementar o aquecimento global...

Aquecimento Global: ciência ou religião? desafia o “dogma”
do aquecimento global antropogênico
Não se discute ciência com essas pessoas. Quando me procuram e me perguntam se sou ambientalista, digo que sou um profissional de meio ambiente, e que não discuto os temas movido pela paixão, mas pela razão. Só o conhecimento nos liberta.

Catolicismo — Os cientistas céticos quanto à doutrina do aquecimento global, e que rejeitam termos em voga como “mudanças climáticas”, “créditos de carbono” etc, sofrem algum boicote pelos defensores daquela doutrina? Como os trabalhos desses não são publicados, certamente há casos de opositores que os acusam de não terem produção científica representativa.

Prof. Baptista — Gostaria de fazer uma pequena correção. Acredito em mudanças climáticas, sim, e que estamos entrando numa nova fase de resfriamento global, devido à baixa atividade solar observada até agora no ciclo 24 e prevista pelos ciclos de Gleisberg, além da nova fase fria da oscilação decadal do Pacífico.

O que eu não acredito é que o homem seja o responsável pelo clima global. Localmente, é outra história! E já orientei diversos trabalhos sobre geração de créditos de carbono, pois existe um mercado estabelecido e pode-se ganhar dinheiro com isso. Não acredito nos motivos que levaram ao estabelecimento desse mercado, mas ele existe, e então vamos ver como lucrar com ele.

Com relação às acusações de boicote, tenho um exemplo, mas não darei nomes aos bois. Há algum tempo, uma ex-aluna minha no mestrado, que não concordava com minhas idéias, foi assistir a uma palestra de um dos medalhões do IPCC no Brasil e perguntou a ele o que achava dos chamados céticos. Ele disse que nós éramos inexpressivos em termos de produção científica.

Mas é claro, pois se você não concorda com a moda, fica fora dela. Aliás, ele aparece tanto na televisão, que daqui a pouco vai estar fazendo propaganda de sandálias no intervalo da novela...

Isso me lembra Al Gore, que disse em entrevista no programa 60 Minutes, da rede norte-americana CBS, em 30 de março de 2008: “Não acredito que sejam muitas... Essas pessoas estão em uma minúscula, tão minúscula minoria agora. São quase como as que acreditam que o pouso na Lua ocorreu em uma fazenda no Arizona, ou como as que acreditam que a Terra é plana”. Assim se trata gente séria como se fossem idiotas.

Continua no próximo post

(Fonte: “Catolicismo”, Julho 2010)


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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eco-terroristas atacam em São Paulo: falsos ambientalistas moderados saem beneficiados

Land Rover incendiados por ecoterroristas
Eco-extremistas do Frente de Libertação da Terra (FLT) protagonizaram um simbólico fato pioneiro no Brasil.

Um magotinho deles reivindicou o incêndio ocorrido na concessionária de veículos de luxo Land Rover da Marginal do Pinheiros, informou “O Estado de S.Paulo”.

Numa carta publicada em português e espanhol que circulou por blogs e listas de e-mail, eles assumiram a autoria do atentado.

O FLT diz que só gastou R$ 10 com o material explosivo método “simples, barato e eficiente de destruição”. Ecologicamente correto?

O grupelho até agora não tinha se destacado no Brasil.

Porém, sua versão americana, o Earth Liberation Front, pratica freqüentes atentados eco-extremistas nos EUA e Europa há 30 anos.

Earth Liberation Front, atentado em West Covina, Califórnia
Os eco-extremistas brasileiros atentam contra utilitários esportivos tipo 4x4 aduzindo as idéias largamente pregadas por organismos oficiais da ONU, Ongs e personalidades como o senador Al Gore, segundo as quais estariam danificando o planeta, aquecendo-o e poluindo-o.

Os ativistas pretextaram comemorar a Semana Internacional de Libertação Animal (humana e não-humana) e da Terra, em São Paulo.

Na carta de motivos explicaram que “o alvo foi escolhido pelo simples fato da Land Rover ser uma das marcas líderes na construção, venda e incentivo à compra e utilização de SUV's. Automóveis altamente poluentes e danosos ao meio-ambiente.”

Pichação do Earth Liberation Front nos EUA
Eles anunciaram novas violências eco-terroristas, parafraseando os slogans do ecologismo alarmista: “nós não ficaremos parados assistindo a destruição do planeta e suas espécies de braços cruzados.

“Da mesma maneira que esses carros queimaram, outros carros, casas, caminhões e estabelecimentos que/de quem danificam e exploram a terra e os animais, também queimarão.”

“Esta ação foi feita em nome de todos que foram presos em nome da libertação total. Nós estamos com vocês!”, acrescentaram demagogicamente.

O Earth Liberation Front, e seu braço o FLT brasileiro, é mais uma célula eco-terrorista que visa antes de tudo golpes meramente de propaganda.

"Extremistas" e "moderados": jogo de cena
Ele assumiu a missão de praticar atos descabelados que deixem a seus correligionários que militam em ONGs e governos numa posição “moderada” ou “intermediária”.

Desta maneira, fica-lhes mais fácil obterem concessões em leis e portarias. Este é o objetivo comum de “moderados” e “extremistas”.

Por exemplo, Paul Watson, co-fundador de Greenpeace criou, em 1977, a Sea Shepherd Conservation Society (fotos) engajada em agressões contra baleeiros.

O grupo atacou marinheiros e operários com garrafas cheias de ácido butílico (irrita olhos, vias respiratórias e pele, além de intoxicar a carne processada).

A Greenpeace julga muito extremada a Sea Shepherd Conservation Society e aproxima-se aos governos do Japão e do Canadá agredidos pelas estripulias.

Extremistas intimidam para moderados colher os frutos
A Sea Shepherd Conservation Society, por sua vez qualifica os militantes da Greenpeace de “pacifistas medíocres que não fazem nada nem praticam verdadeiras ações diretas para deter o abuso dos oceanos por parte do homem".

Com este jogo a Greenpeace pode bancar de “moderada”, fazer frente comum com esses governos e obter deles concessões que constituem a verdadeira finalidade da manobra.

Colisão de baleeiro japonês com navio rápido ecoterrorista

Se seu email não visualiza corretamente o vídeo embaixo CLIQUE AQUI



Outro grupinho semelhante é o PETA que visa defender os “direitos e liberdades dos animais”. Seus ativistas promovem o vegetarianismo, repudiam a distinção entre espécie humana e espécies animais (“especicismo”) e “qualquer tipo de exploração animal”.

Destacaram-se estragando com tinta as roupas de pele de mulheres e homens na rua.

Animal Liberation Front: "libertação dos animais" que servem ao homem
Ao lado das iniciativas barulhentas do PETA, campanhas do gênero “segunda-feira sem carne” parecem chochas.

As provocações destes eco-terroristas, aliás mal identificados, tornam as propostas “moderadas” que até ontem eram “radicais” mais sofríveis pela opinião pública.

Estratégia semelhante inspira o Animal Liberation Front ou Frente de Libertação Animal. Ele diz visar uma louca “libertação animal a través da ação direta e da desobediência civil”.

Nos EUA praticaram sabotagens e liberações de animais “escravizados”, por exemplo, em zôos, incendiaram chácaras de fim de semana, além de ataques psicológicos com falsas cartas-bomba.

Eles dizem integrar células sem chefes nem líderes, independentes e sem relações.

"Moderados": os grandes beneficiados. "Segunda sem carne"
O FBI considera o ALF como o grupo eco-terrorista mais perigoso.

O Earth Liberation Front ou Frente de Libertação da Terra que agora diz ter aprontado o atentado em São Paulo, é uma derivação ainda mais espalhafatosa do grupelho.

ONGs e militantes ecologistas “moderados” colhem os benefícios desses golpes de cena obtendo entradas, apoios, financiamentos e até estímulos para suas pretensões e iniciativas ideológicas.


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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Biólogo atribui às “mudanças climáticas” uma próxima extinção da humanidade

Frank Fenner: "aquecimento global" iniciou a extinção da humanidade
São múltiplas as vozes que apontam um niilismo anti-humano fundamental em certa pregação ambientalista. Neste blog recolhemos muitos depoimentos neste sentido provenientes de um e outro lado da polêmica.

Porém, esse fundo anti-humano ficou especialmente patente em entrevista do professor Frank Fenner, professor de microbiologia da Australian National University.

O cientista prestou bons serviços na erradicação da varíola. Em contradição com seu trabalho para melhorar a existênica da humanidade, ele manifestou o fundo filosófico pessimista e apocalíptico que inspira o ambientalismo catastrofista.

Fenner declarou em entrevista ao diário de Sydney The Australian que “a raça humana extinguir-se-á nos próximos cem anos e o mesmo acontecerá com muitas espécies animais”. Os propósitos ‒ ou despropósitos ‒ de Fenner foram também reproduzidos pelo “Il Corriere della Sera

Os dois fatores que precipitariam esses assustadoras perspectivas seriam a explosão demográfica e o crescimento do consumo fora de controle. “Por causa deles os homens não conseguirão sobreviver”.

O realejo desta pregação apocalíptica volta sempre ao mesmo ponto de partida jamais demonstrado: “o início de tudo terá sido a mudança climática”, martelou Fenner.

“O Homo sapiens extinguir-se-á provavelmente dentro dos próximos 100 anos e o mesmo irá acontecer com muitos animais. A situação já é irreversível e acho que é tarde demais para remediá-la”, insistiu no seu pessimismo.

“Eu não fico dizendo isso porque ainda há pessoas que estão tentando fazer algo, embora as soluções estejam se adiando. Certamente, desde que a raça humana entrou na era conhecida como Antropoceno  sua influência sobre o planeta foi tal que pode ser comparado a uma das glaciações ou ao impacto de um cometa”.

Antropoceno é um termo cunhado em 2000 pelo Premio Nobel Paul Crutzen para definir a era geológica atual, na qual as atividades humanas são as principais culpadas da mudança climática.

Vida tribal: única opção tolerável para o alarmismo ambientalista
“Eis por que estou convencido de que teremos o mesmo destino dos habitantes da Ilha de Páscoa. Atualmente, as mudanças climáticas estão ainda numa fase muito precoce, mas já vemos mudanças significativas no clima”.

Fenner, em coerência com o credo anarco-ecologista fez o elogio da vida tribal:

“Os aborígines têm de mostrado que pode se viver 40 ou 50 mil anos sem a ciência, sem a produção de dióxido de carbono (CO2) e sem aquecimento global, mas o mundo civilizado não pôde. Dessa maneira, a raça humana corre o risco de sofrer o mesmo destino de muitas outras espécies que se extinguiram no transcurso dos anos”.

A visão catastrófica e pessimista de Fenner não parece, entretanto, encontrar grande ressonância entre seus próprios colegas. Porém, fazendo essas afirmações aloucadas abre espaço para que seu correligionários possam apresentar propostas que passem como “moderadas” diante da opinião pública.

“Pode ser que Frank esteja certo ‒ glosou amigavelmente o professor Stephen Boyden, agora aposentado, no Daily Mail ‒ mas alguns de nós ainda esperamos que possa se chegar a uma tomada de consciência da situação e que sejam implementadas as mudanças necessárias para alcançar um desenvolvimento verdadeiramente eco-sustentável”.

“A raça humana ‒ parafraseou Simon Ross, vice-presidente de “Optimum Population Trust”, uma ONG radicalmente anti-humana ‒ enfrenta os verdadeiros desafios como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e um crescimento sem precedentes da população”.

Na semana passada o príncipe Charles pareceu acreditar na imaginação de Fenner falando contra o crescimento da população mundial.

Agora é 2014 diz ambientalismo apocalíptico
Por sua vez, o professor Nicholas Boyle da Universidade de Cambridge foi ainda mais longe, fixando 2014 como a data do “Juízo Final”. Assim o explica no livro “2014: como sobreviver n próxima crise global”.

O autor repete o mesmo estribilho: o mundo vai para uma crise global sem precedentes que terá efeitos ainda mais vastos do que a crise econômica internacional. A culpa é das "mudanças climáticas". Apenas muda a data do desastre certo e definitivo: nos anos 60 aconteceria em 1980, depois passou para o 2000, depois ainda para 2012, e agora é 2014.

Em 2006 o professor James Lovelock impulsionou o alarmismo anti-humano, sustentando que a população mundial perderia 500 milhões por causa do “aquecimento global” e das mudanças climáticas. Ela argumentou apocalipticamente que tentativa alguma para mudar o clima resolveria realmente o problema, mas apenas permitiria ganhar tempo.

De fato, há anos ele prega uma radical diminuição da população humana. A atual onda de medo infundado do “aquecimento global” forneceu-lhe mais um pretexto mais na moda.

E o mito do “aquecimento global antropogénico” encontrou nestes filósofos niilistas mais um apoio.

Dois mitos que, na falta de bases sólidas, se apóiam um no outro visando um mesmo fim inimaginável.

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