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domingo, 16 de junho de 2013

Desaceleração do aquecimento global intriga cientistas, e a conduta destes intriga a opinião pública

2009: neve em Milão. Não aqueceu mas esfriou: agora como explicar?

Não poucos cientistas estão em dificuldades para explicar a desaceleração do aquecimento global, informou a agência Reuters.  De fato, o pressuposto do aquecimentismo nem se realizou e a catástrofe anunciada ficou adiada possivelmente para nunca.

E eles ainda se perguntam se o erro foi induzido por lacunas no conhecimento, quando os cientistas jamais dispuseram de equipamentos tão sofisticados para conhecer a realidade!


Foram os amaldiçoados modelos computacionais que os enganaram? Mas quem montou esses modelos senão quem os acusa?

A culpa foi dos modelos computacionais do clima? Mas, quem criou esses modelos?
Teria sido uma pressão extracientífica o que os levou a espalhar teses que nada tinham a ver com o conhecimento, mas com a atração de verbas, aplausos, favores e cargos públicos? Como confessar uma coisa dessas?

Ou tratou-se da ideologia neocomunista voltada contra o progresso e contra a expansão do gênero humano? Em alguns casos sim, tendo sido até confessado de modo espalhafatoso. Mas não em todos, nem talvez na maioria.

Onde encontrar um argumento científico que permita aos especialistas em apuros saírem com dignidade da entalada?




Em qualquer caso, o mais importante é que não se repita a instrumentalização da ciência para impor objetivos danosos ao bem da civilização.

A maioria dos modelos climáticos foi incapaz de prever que a elevação das temperaturas iria se desacelerar a partir do ano 2000, aproximadamente. Tampouco imaginaram a tendência ao arrefecimento que vem se definindo para as próximas décadas.

A programação dos computadores foi retilínea como a mentalidade de um burocrata que não conhece os ritmos da natureza.

Bjon Lomborg
Bjon Lomborg
Diante da frustração da ofensiva alarmista verde-vermelha, os governos – pelo menos os não ideologizados – se afastam das soluções ecolo-socialistas, como as energias renováveis (eólica, solar, etc.) que exigem bilhões de dólares e oferecem resultados insatisfatórios.

“O sistema climático não é tão simples quanto as pessoas acham”, disse o estatístico dinamarquês Bjon Lomborg, autor do livro O Ambientalista Cético.

Ele estima – aliás, com razão – que um aquecimento moderado seria benéfico para as lavouras e para a saúde humana. Porém, infelizmente, a perspectiva mais provável é a do esfriamento global.

Agora o painel sobre o clima da ONU (IPCC) escarafuncha novos estudos científicos para extrair alguma explicação de por que a natureza não se comportou como eles queriam.

Mas o nome do IPCC – órgão não-cientifico e estritamente político – saiu tão sujo do episódio, que qualquer coisa que ele venha de futuro a dizer será muito dificilmente aceito pela opinião pública.


Um comentário:

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