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domingo, 12 de outubro de 2014

NYC: “O ambientalismo está morto”,
diz jornalista verde engajada

Militantes ambientalistas pressionam a ONU pela Revolução planetária contra o capitalismo. People's Climate March, 21 de setembro 2014
Militantes ambientalistas pressionam a ONU
pela Revolução planetária contra o capitalismo.
People's Climate March, 21 de setembro 2014
Luis Dufaur


Na prestigiosa revista Foreign Policy, a jornalista Kate Galbraith externou o seu desânimo em face dos resultados da última reunião de cúpula sobre mudanças climáticas da ONU em Nova York.

Na sua opinião, o resultado da reunião se resume no título de sua reportagem: “Environmentalism Is Dead” (“O ambientalismo está morto”).

A atitude dessa especialista em ambientalismo parece à primeira vista incongruente, pois a mídia brasileira apresentou a reunião da ONU como um bombástico triunfo do ambientalismo radical.

As manifestações de rua teriam sido multitudinárias, com a destacada participação de “freiras de passeata” – sim, elas ainda existem! – recicladas do comunismo para o ambientalismo, nesta época de retorno dos envelhecidos arautos da Teologia da Libertação.


Mas Kate Galbraith foi testemunha do que sucedeu e não caiu nesses contos de mídia decadente.

O que aconteceu na cúpula da ONU em New York se resume, segundo ela, em belas promessas feitas por altas empresas petrolíferas de braços dados com o presidente Barack Obama e outros líderes mundiais contra o aquecimento global.

Mas, na prática, nenhuma delas era sincera. Ninguém está disposto a cortar as emissões de CO2 ou outras medidas utópicas ou mais ou menos dirigistas, pois todos temem ser postos para fora do cenário político na primeira eleição.

Kate cita o blog Wonkblog do Washington Post: “De que serve uma cúpula climática sem corte de emissões?”

Freiras de passeata na People's Climate March, NYC, para pressionar a ONU por drásticas decisões dirigistas.
Freiras de passeata na People's Climate March, NYC,
para pressionar a ONU por drásticas decisões dirigistas.
Para ela, os dirigentes mundiais que acreditam ou fingem acreditar no aquecimento global, “estão diante de uma tarefa virtualmente impossível”. Há 15 anos que não sai nenhum acordo internacional sobre qualquer tópico ambientalista.

Em boa parte porque a opinião pública americana está farta deles, não acredita no que dizem, e derruba democraticamente o representante que adotar as bandeiras verdes cada vez mais impopulares.

Longe ficou A Cúpula da Terra de 1992, no Rio de Janeiro – a ECO-92, uma espécie de Vaticano II do ambientalismo internacional.

É verdade que na ECO-92 foram assinados acordos que visavam mudar o mundo. Mas hoje se constata que o efeito desses conchavos é pelo menos discutível.

O Protocolo de Kyoto de 1997 pareceu um sucesso, mas, segundo Kate, quando foi assinado – não por todos nem pelos principais – a descida da ladeira verde já havia começado. É longa a lista de pomposas Convenções ambientalistas que não foram ratificadas, ou ao menos cumpridas pelos países-chaves.

Segundo Kate, a liderança americana encarnada por Al Gore definhou. Na verdade, não é de espantar, após tantos falsos cientistas e falcatruas econômicas envolvendo figuras míticas do movimento verde.

O movimento conservador americano começou a abrir os olhos para os perigos embutidos no ambientalismo.

Desde a ECO-92 até o presente, tudo parece ter dado errado para o ambientalismo radical.
Desde a ECO-92 até o presente,
tudo parece ter dado errado para o ambientalismo radical.
E concluiu que o movimento para salvar o planeta, baleias e pingüins não era tão ingênuo assim. Pelo contrário, envolvia uma drástica redução do nível de vida das pessoas e uma espécie de dirigismo planetário pouco mais omnímodo que o do fracassado comunismo soviético.

Os “céticos” – leia-se os cientistas objetivos – começaram a denunciar as trapaças. As tragédias não aconteciam: os mares não invadiam capitais como Nova York ou Londres, a Amazônia não virou Saara, os números do aquecimento global foram falsificados, os ursos polares passam bem, etc.

Nada disso é bom augúrio para os manipuladores do clima, conclui Kate.

Obama se diz disposto a reduzir as emissões, mas na hora de sancionar um imposto único e draconiano sobre o carbono, atingindo todos os cidadãos, os políticos desconversam.

Al Gore encerrou-se numa toca. De Rajendra Pachauri, a última coisa que se soube foi que esteve às voltas com uma falcatrua relativa ao falso derretimento das geleiras do Himalaia. Dos cientistas do “Climategate” ninguém fala.

A liderança ambientalista americana foi substituída por uma oposição sensata para nós, mas feroz para os ambientalistas apocalípticos.

O pensamento cooperativo de longo prazo, uma espécie de utopia comuno-anarquista “verde” – alguém se lembra? – dos anos 70, não está mais em voga.

Enquanto Miami não inundar, o Congresso americano jamais aprovará algum grande projeto. E o problema é que Miami não inundou, não está inundando, e ao que tudo indica não inundará.

Os maiores poluidores da Terra – a China e a Índia – não assinarão um acordo internacional que restrinja suas economias. E se o assinarem, já anunciaram que é para não cumpri-lo.

O otimismo eufórico da ECO-92 cedeu lugar a um esforço quase paralisante, encerrando sem fôlego o alarmismo aquecimentista.

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