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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Acordo de Paris e governança mundial multiplicará a pobreza

Com os carros demonizados, os ciclistas em Pequim ficam mais perto do ideal do miserabilismo ambientalista e do velho marxismo maoista também!
Com os carros demonizados, os ciclistas em Pequim
ficam mais perto do ideal do miserabilismo ambientalista
e do velho marxismo maoista também!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







continuação do post anterior: raiz ateia, anticristã e anticientífica da proposta ambientalista


Catolicismo — Dizem que o aquecimento global provocado pelo homem prejudica o Brasil, a América Latina e o mundo em desenvolvimento.

Calvin Beisner — Nenhuma sociedade jamais se elevou da pobreza sem o acesso a energia abundante, barata e confiável.

Se há ainda povos que estão vivendo na pobreza, presos a ela, em boa medida é porque não têm acesso à energia abundante, acessível e confiável, essencial para a sua ascensão e saída dessa pobreza.

Há quem diga que a única maneira de reduzir a suposta influencia humana sobre a temperatura média global — pela da emissão de dióxido de carbono — é reduzindo o uso de combustíveis fósseis.

Esse é o primeiro modo de como essa visão exerce consequências negativas para os povos da América Latina e de outras partes mais pobres do mundo.


É para forçar as pessoas a se afastarem dos combustíveis fósseis rumo ao combustível solar e outros chamados “renováveis” (que são muito mais caros), propõem aumentar o controle do Estado sobre a vida das pessoas.

Na realidade a condição fundamental de superação da pobreza tem sido a liberdade econômica.

Ou seja, respeito ao direito de propriedade privada (que é um verdadeiro direito apenas se você controlar a sua propriedade), o empreendedorismo, o livre comércio dentro dos limites da lei moral (livre comércio não significa que você pode estabelecer uma Companhia de Assassinatos, ou associação de prostituição, ou coisas assim…), um governo dentro de legítimos limites e a vigência da lei, e não um gigantismo governamental e o domínio dos burocratas.

A velha liturgia das ONGs ambientalistas se repetirá na COP21. Bem paga, é claro.
A velha liturgia das ONGs ambientalistas
se repetirá na COP21. Bem paga, é claro.
Catolicismo — No Brasil especificamente, os ambientalistas apresentam a vida dos índios como sendo o ideal a ser imitado pelo homem ocidental.

Calvin Beisner — Se você gosta da ideia de que 50% de suas crianças morrerão antes dos cinco anos e de que sua perspectiva de vida será de cerca de 27-28 anos, então você nasceu há três séculos. Porque há três séculos atrás era assim o comum da vida, ou a morte, em toda a raça humana.

Foi apenas nos últimos três séculos que parte da humanidade vem deixando isso para trás. A pobreza traz sofrimento. A pobreza traz a morte.

Se você quiser reduzir o sofrimento humano, se desejar reduzir a morte e prolongar a vida, se você acredita que os seres humanos são algo que deve ser exaltado como nos ensina o Salmo 8; que somos criados à imagem de Deus, que somos “coroados de glória e honra”, então você não desejará tal pobreza.

Mas os ambientalistas alarmistas querem a pobreza, porque é como eles veem os seres humanos “vivendo em harmonia com a natureza”. Na raiz disso está a falsa ideia de que os seres humanos não são diferentes dos animais irracionais.

Eles não compreendem em absoluto a excepcionalidade humana. E por isso, eles desejam estender os direitos humanos aos animais, às plantas e aos ecossistemas inteiros.

Catolicismo — Por quê?

Calvin Beisner — Uma ética humana para animais irracionais transforma-se muito facilmente em ética bestial para seres humanos.

Se não houver uma diferença moral entre um ser humano e uma cobaia, então você começará a tratar os seres humanos como trata às cobaias, e não começará a tratar as cobaias como trata aos seres humanos.

DECLARAÇÃO DO ENTREVISTADO A RESPEITO DA ENCÍCLICA LAUDATO SI' DO PAPA FRANCISCO


A mudança climática, embora tratada de modo muito proeminente pela maioria dos meios de comunicação que se ocuparam da Encíclica, na verdade, aproveita apenas um ou dois por cento do texto, as seções 23 a 26, que especificamente tratam do clima.

É interessante notar que, a cada seção numerada, encontramos uma média de 1,4 notas, mas não traz nenhuma nota nas seções que versam sobre o clima. E nem apresenta as fontes para as afirmações, alertando sobre um aquecimento causado por emissões humanas de CO².

Julgo quase inevitável a Encíclica fornecer combustível para o movimento alarmista quanto ao aquecimento global, apesar de não haver sustentação em dados empíricos. Portanto, creio que esse movimento faria um uso “criativo” da Encíclica.

COP21 os atrativos de Paris mascaram o drama que pode vir acontecer.
Grande parte do movimento ambientalista é fortemente esquerdista em suas perspectivas políticas e econômicas e há muitos resquícios da velha “teologia da libertação” na Encíclica.

Minha objeção fundamental a todas as recomendações para se tentar reduzir o chamado aquecimento global pela redução do uso de combustíveis fósseis (e, portanto, das emissões de CO²), é de que isso prejudicará os pobres em todo o mundo muito mais do que qualquer mudança climática.

Do ponto de vista econômico, aumentará o preço da energia, o que fará subir o preço de tudo, prejudicando especialmente os pobres e retardando o seu desenvolvimento econômico.

Muitas pessoas serão lançadas fora do mercado do trabalho, os salários dos que trabalham diminuirão e os preços dos bens que eles precisam comprar irão aumentar.

Isso significa que você estará empurrando para baixo da linha de pobreza muitos dos que estão um pouco acima dela, e lançando as que estão bem acima para baixo, em direção a ela.

Não existe virtude moral nisso.

As alegações de que o perigoso aquecimento global seja provocado pelo homem são falsas. A evidência empírica mostra que os modelos [nos quais tal asserção se baseia] estão errados.

As recomendações da Encíclica poderão ter um efeito precisamente oposto para os quais o Pontífice indica.


Um comentário:

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