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domingo, 20 de dezembro de 2015

Show desvenda fundo oculto do ambientalismo

Luis Dufaur





Em numerosos posts deste blog temos documentado e comentado a existência de um fundo panteísta e evolucionista que crepita dissimuladamente no ecologismo radical.

Essa visão do mundo afino com o evolucionismo marxista e o de certas escolas teológicas, como a de Teilhard de Chardin ou místicos pagãos islâmicos, por exemplo.

Infelizmente, ela irrompeu num texto de grande repercussão mundial.

Esse texto que se apresenta como uma encíclica embora não pretenda sê-lo e virtualmente ignore o nome de Jesus Cristo é a Laudato Si’.

Também em numerosos posts publicamos autorizados comentários sobre a ausência de fundamentos científicos sólidos e a consonância ideológica desse quilométrico escrito com a teologia da libertação, na sua versão mais atualizada.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Acordo de Paris: o insucesso histórico da COP21

Políticos fingem vitória para esconder o fracasso.
De esquerda para a direita: Christiana Figueres, secretária-executiva;
Ban ki-moon, secretário geral da ONU; Laurent Fabius, presidente da COP21
e François Hollande, presidente socialista da França.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Abraços, lágrimas, euforia: não foi a final da Copa, mas da COP21 em Paris. Os organizadores comemoraram com emoção um “acordo histórico” sobre o clima futuro do planeta, sob a presidência do chanceler socialista francês Laurent Fabius.

Ele apresentou o texto como constituindo “o melhor equilíbrio possível, forte e delicado, que permitirá a cada delegação voltar a casa com conquistas importantes”, informou o jornal “Le Monde” grande torcedor pelo sucesso da COP21.

Lindas palavras, dignas de um bom degustador de champanha, da mais cara e melhor.

Porém o que é que de fato aprovou “por consenso” a COP21?

O noticiário eufórico não dava margem nem para começar a decifrar a charada. Não se encontrava nenhuma informação objetiva sobre os temas fundamentais da colossal reunião.

Foi preciso aguardar que o tema saísse das primeiras páginas dos jornais, que o banzé midiático ambientalista abaixasse, para se saber que o corta-vento de euforia tinha encoberto um grande vazio de metas concretas.

Tédio burocrático e desinteresse da opinião pública foram notas dominantes
Tédio burocrático e desinteresse da opinião pública
foram notas dominantes
A questão do dinheiro apaixonava a mídia: os “ricos” culpados, sem processo, do aquecimento global deveriam passar um mínimo de 100 bilhões de dólares por ano a partir de 2020 para os “países pobres”.

Esses são apresentados como vítimas do aquecimento planetário provocado pelos proprietários consumistas ocidentais. Sim, pelo seu carro, sua fazenda, sua loja, sua fábrica!

Esses 100 bilhões de dólares seriam só o “piso”. Em reuniões sucessivas – COPs ou não – o número só aumentaria.

E, gracinha, essa dinheirama não iria direto para os “países pobres” pois esses já foram declarados incapazes de administrá-la ou, pior ainda, réus de querer imitar o desenvolvimento capitalista ocidental.

A catarata de dinheiro iria para um Fundo Climático Verde que o distribuiria entre os grupos e programas de governos que executassem planos “ecologicamente sustentáveis” de desenvolvimento.

Em poucas palavras seria distribuído para a confraria verde radical como as ONGs que infernizam a Amazônia brasileira e para os governos amigos como os lulopetistas, bolivarianos, ou animados por fantasias anarco-tribalistas.

O texto aprovado em Paris – qualificado de acordo com “a” minúscula – “entreabre uma porta” para essa meta e “por consenso” concorda que o mínimo deve ser de 100 bilhões de dólares anuais.

Mas ninguém se compromete a adiantar algo, exceção feita de algumas doações ou promessas de investimentos que também beneficiam ao doador.

Em resumo: teatro jornalístico verde e nada de real.

Foram muitas as promessas de “reforçar a compreensão, a ação e o apoio” sobre esta questão. Mas o acordo com “a” minúscula exclui qualquer devaneio de pagamentos de “compensações” ou despesas pela “responsabilidade” dos danos ambientais que teriam provocado os proprietários consumistas e hedonistas.

Grande decepção para os fanáticos apocalípticos anticapitalistas.

O acordo ainda reconhece que as “contribuições previstas a nível nacional” anunciadas pelos Estados, as promessas de redução das emissões de gases estufa são “positivamente insuficientes” para obter o fantasmagórico objetivo de reduzir o aquecimento global a um máximo de 1,5 °C em relação à era pré-industrial.

Fiasco reconhecido, portanto, também neste cobiçado ponto.

O acordo deveria entrar em vigor em 2020, mas são numerosos os signatários, que com frases enviesadas já deixaram claro que não o cumprirão.

Putin 'que paguem eles', a Rússia só parará as emissões quando modernizar suas fábricas herdadas da URSS, talvez nunca.
Putin 'que paguem eles', a Rússia só parará as emissões
quando modernizar suas fábricas herdadas da URSS,
talvez nunca.
O presidente Vladimir Putin se pôs logo de início na posição “que paguem eles, nós não cortaremos nada”.

Alegou que só cortará algo após ter modernizado a  indústria soviética herdada da URSS e do tamanho de muitos Mamuts, informou a agência romena RFI.

Para entrar em vigor em 2020, o acordo deverá ser ratificado por pelo menos 55 países que emitam mais de 55% dos gases estufa de origem humana. E qualquer país poderá se retirar do acordo quando bem o entender.

A ratificação pode ser dada por certa, considerando que entre os máximos emissores desses gases, poluição e outros, estão países socialistas dispostos a nada cumprir e a judiar em toda a medida possível aos EUA e à Europa capitalista que quadradamente poderiam tentar cumprir.

Os EUA já deixaram categoricamente claro que não ratificarão acordo algum nesse sentido.

As ONGs e os ativistas radicais não escondem sua frustração.

James Hansen, ex-cientista da NASA e um dos máximos arautos do aquecimentismo qualificou o acordo de “uma fraude e uma farsa” falando para o jornal “The Guardian” de Londres, noticiou “El Mundo” de Madri.

Para Hansen o acordo com “a” minúscula de Paris não passa de uma “súmula de palavras e de promessas sem efeitos concretos”.

“Esse acordo é uma escusa forjada pelos políticos para poder dizer: ‘temos uma meta de dois graus e tentaremos melhorá-la cada cinco anos’”.

Hansen acrescentou decepcionado que nem tenha sido mencionado o bicho papão a quem se atribui a maior causa do aquecimento global: os combustíveis fósseis.

Em Paris, Hansen pediu impostos ainda mais pesados por cima desses combustíveis, do carvão e do gás, como se já não fossem extravagantes demais.

Para James Hansen, 'profeta' da mudança climática, a COP21 foi uma 'farsa' e uma 'fraude'.
Para James Hansen, 'profeta' da mudança climática,
a COP21 foi uma 'farsa' e uma 'fraude'.
Hansen deplorou que os 196 países signatários não estabeleçam um objetivo claro nem definam um calendário ou sequer um horizonte.

Em poucas palavras, constatou o fracasso dos objetivos verdes radicais.

May Boeve, diretora da ONG ativista 350.org chorou que os “ricos” não paguem em “justiça” o mal feito aos pobres, e que a dinheirama sonhada pela confraria verde não chegue a seus cofres mas continuem sendo feitos “projetos verdes, empréstimos ou colaborações” entre governos, escreveu “La Nación”. 

Maxime Combes, da ONG Attac-France tripudiou que o acordo envie para as calendas gregas ou, na linguagem do acordo “para uma data ulterior”, o compromisso concreto de reduzir as emissões.

Segundo esse militante verde, as promessas e metas nacionais não vinculantes ganharam a partida. Os países que não cumpram suas metas nacionais não serão punidos nem perseguidos, lamentou ainda o ativista radical. Em consequência as metas inatingíveis não serão de fato atingidas, como não poderia deixar de ser.

Tampouco os “países pobres” serão acompanhados e não serão perseguidos se aquecem o planeta com seus planos de desenvolvimento.

O telão desceu, o teatro acabou, estouraram as garrafas de champanhe, os políticos comemoraram, as vítimas ficamos salvas por muito pouco, e os ambientalistas apocalípticos se preparam para novas investidas.

Mas, pelo menos desta vez, a tapeação para impor uma ditadura universal verde não conseguiu enganar a opinião pública que acompanhou com supremo desinteresse os dislates da assembleia ambientalista planetária de Paris.



segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O acordo de Paris entre a utopia inclemente e a realidade

Embaixo da Tour Eiffel. Em Paris sob o terror não há ambiente para o carnaval anarco-ecológico das ONGs verdes.
Embaixo da Tour Eiffel. Em Paris sob o terror
não há ambiente para o carnaval anarco-ecológico das ONGs verdes.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na reta final, a COP21 languidesce.

Os pânicos climáticos induzidos pela propaganda catastrofista, o bombardeio psicológico da grande mídia, a teimosia ideológica de cientistas empregados de governos, partidos e políticos com interesses ideológicos apenas dissimulados, murcharam no ambiente de terror criado na capital francesa pelas Kalashnikovs assassinas e por homens-bomba recitando o Corão.

Não há ambiente para o carnaval anarco-ambientalista

Compreensivelmente, no estado de emergência nacional proclamado pelo governo, a polícia francesa interditou toda reunião pública. E o folclore do ambientalismo radical não pode exibir seus disfarces destinados a encher as páginas dos jornais e da Internet.

Um revelador vídeo da Vice News exibiu a inautenticidade do folclore verde.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

NASA: gelo na Antártica não cessa de crescer
e faz descer níveis dos oceanos

Qualquer exagero vale. Exemplo de alarmismo sobre o Ártico difundido por Greenpeace. Agora que o gelo Ártico cresce fanáticos verdes procuram outro espantalho
Qualquer exagero vale. Exemplo de alarmismo sobre o Ártico difundido por Greenpeace.
Agora que o gelo Ártico cresce fanáticos verdes procuram outro espantalho
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Enquanto progredia a fase periódica de derretimento do Ártico, o alarmismo verde, sempre ecoado ruidosamente pela grande mídia, bombardeou a opinião pública com relatórios mais ou menos enviesados, não raro com dados deturpados ou interpretações tendenciosas.

Isso serviu para impulsionar o pânico insensato de um aquecimento global que elevaria o nível dos mares até inundar cidades que somam centenas de milhões de moradores das costas.

Mas agora o ciclo periódico de gelo ártico entrou na fase de aumento. Os poucos crédulos no alarmismo verde, que tentaram atravessá-lo inteiramente derretido, tiveram que ser resgatados.

domingo, 29 de novembro de 2015

Acordo de Paris empobrece os mais pobres e degrada os mais ricos

Paris não se deixa dobrar pelo terror islâmico. Cederá antes as aterrorizantes armadilhas verdes que ressoarão na COP21?
Paris não se deixa dobrar pelo terror islâmico.
Cederá antes as aterrorizantes armadilhas verdes que ressoarão na COP21?
Luis Dufaur





A COP21, ou Convenção do Clima das Nações Unidas – Conferência das Partes, vai começar numa atmosfera enrarecida pelos atentados islâmicos que enlutaram a França.

Mas o fundamentalismo verde não manifesta intenções de parar.

As negociações preliminares para redigir o acordo que será submetido à aprovação na COP21 desenharam a criação de um Fundo Climático Verde (Green Climate Fund) que deverá tirar anualmente 100 bilhões de dólares dos países “ricos” por volta do ano 2020.

Isso é apenas um piso. Como as metas almejadas pelos promotores da COP21 são fantasiosas e inalcançáveis, esse Fundo vai exigir sempre mais e mais.

Obviamente, quererá tirar esses capitais dos “predadores” capitalistas, emissores de CO2, aquecedores do planeta, e mais outros slogans depreciativos cunhados pela militância socialista-verde.

O Fundo terá oficialmente um objetivo: subsidiar energias alternativas e financiar programas de desenvolvimento ecologicamente corretos nos países pobres.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Irreversivelmente rumo à estagnação? Horizonte ditatorial se insinua no acordo visado em Paris

Chanceler socialista francês Laurent Fabius, assume ares de profeta e diz que metas enunciadas são 'irreversíveis'
Chanceler socialista francês Laurent Fabius, assume ares de profeta
e diz que metas enunciadas são 'irreversíveis'
Luis Dufaur
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Ministros de Meio Ambiente e negociadores diplomáticos de 70 países encaminharam em Paris um acordo para que os objetivos nacionais de redução das emissões de gases de efeito- estufa não só sejam revisados a cada 5 anos, mas também sejam irreversíveis, segundo noticiou “O Estado de S.Paulo”.

O entendimento foi feito em evento prévio à 21.ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP21).

Os dois pontos são considerados cruciais para o sucesso da COP21, que deve chegar a um acordo que limite o aumento médio da temperatura na Terra, como se isso dependesse do homem.

A Pré-COP, como o evento foi chamado, realizou uma espécie de “ensaio geral” da Conferência do Clima visando consensos sobre as propostas que serão negociadas no evento principal, também em Paris, a partir de 30 de novembro.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Viajando em trem ecologicamente correto;
e comunista também.
Uma “profecia do futuro mundo verde"

Cuba de trem é a experiência da miséria ao vivo.
Cuba de trem é a experiência da miséria ao vivo.




As primeiras ferrovias – de luxo, aliás – da América Latina, foram as de Cuba. Hoje elas constituem a forma mais lenta de transporte na ilha, o que não é dizer pouco.

Viajar de Havana a Santiago de Cuba – mais ou menos de uma extremidade a outra da ilha ou 765 quilômetros – leva em média 15 horas, caso o trem não quebre, fato muito comum.

Um jornalista do “Clarín” de Buenos Aires ousou a aventura e publicou os resultados.

As cabras pastam junto aos trilhos, obrigando as locomotivas a frear para não atropelá-las. Carros de antigas marcas americanas e caindo aos pedaços fazem fila nos cruzamentos, aguardando passar os vagões, que podem atrasar horas.

domingo, 22 de novembro de 2015

Acordo de Paris debaterá ‘Tribunal Internacional de Justiça Climática’ para julgar países desobedientes

Foi um sonho de utopistas alucinados da extrema esquerda.  Hoje é uma proposta que aguarda aprovação final na COP21.
Foi um sonho de utopistas alucinados da extrema esquerda.
Hoje é uma proposta que aguarda aprovação final na COP21.
Luis Dufaur
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Os negociadores que preparam a redação do tratado que deveria ser aprovado na Convenção do Clima das Nações Unidas – Conferência das Partes, ou COP21, em Paris, concordaram em incluir nesse tratado a criação de um “Tribunal Internacional de Justiça Climática”, informou o Committee For A Constructive Tomorrow (CFACT), associação que acompanha de perto o andamento das combinações da ONU em matéria de ambientalismo.

A decisão de incluir esse Tribunal no texto que os governos assinariam na cúpula climática de Paris, foi adotada em Bonn, Alemanha.

A ideia é velha e vinha sendo defendida pelas ONGs ambientalistas mais radicais. Ela parecia fadada  a ficar na nuvem das utopias nunca realizadas. Porque ela sempre foi extremadamente totalitária. Jamais chegou a ser aprovada num cenáculo de cúpula da ONU.

Entretanto, esse devaneio de fanáticos, agora entrou no projeto básico a ser discutido, obviamente sem tempo de lê-lo, pelos chefes de Estado e de governo na COP21 e que poderá ser plasmado num acordo em Paris.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Acordo de Paris: para matemáticos, a quixotada contra o “aquecimento global” é cara, inútil, irracional e ditatorial

É preciso voltar muito na história para achar uma obsessão doida como a do aquecimento global, dizem matemáticos franceses
É preciso voltar muito na história para achar
uma obsessão doida como a do aquecimento global,
dizem matemáticos franceses.
Luis Dufaur





Enquanto o circuito verde-midiático-governamental esfrega as mãos pensando na conferência sobre mudanças climáticas de Paris (COP21), uma associação de matemáticos franceses veio mostrar com a força dos números que a luta contra o “aquecimento global” é um “absurdo” e uma “cruzada cara e inútil”, noticiou CNS News.

“Vocês teriam que fazer uma viagem bem longa de marcha à ré na história humana até encontrar uma obsessão tão doida”, escreveu a Société de Calcul Mathématique, sediada na Paris que acolherá a COP21, num estudo sobre a insistência sem fundamentos no “aquecimento global”.

Leia a íntegra do trabalho clicando aqui.


Os matemáticos se perguntam “como é que chegamos ao ponto de, num país que se diz racional”, se engajar numa “batalha contra o CO2 concebida como prioridade nacional”.

“Olhamos para os fatos, equações, comentários e argumentos”, explicaram.

“Mas não há sequer um fato, uma equação ou observação que nos leve a concluir que o clima do mundo está sendo ‘perturbado’ de algum modo. Há variáveis, como sempre as houve (...)

“Os métodos modernos estão longe de serem capazes de medir com precisão a temperatura global, inclusive a do dia de hoje, então as projeções para o clima dentro de 50 ou 100 anos são ainda menos confiáveis”.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

França e China promovem aliança planetária rubro-verde para viabilizar Acordo de Paris

Em Pequim, a França e a China combinaram promover a governança mundial na COP21
Em Pequim, a França e a China combinaram promover a governança mundial na COP21
Luis Dufaur
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O presidente socialista francês François Hollande foi à China para tentar convencê-la a liderar os países emergentes que ainda hesitam em se engajar num novo tratado de governança ecológica mundial na COP21.

Pequim não hesitou em assinar uma declaração comum exigindo que a reunião planetária de dezembro em Paris conclua com um acordo obrigatório para os países assinantes.

E fez mais: anunciou solene e pomposamente que Pequim está resolvida a passar para uma economia “verde".

O presidente francês não cabia dentro de si de alegria com seu sucesso. “Eu espero que a China, a partir da declaração comum que assinamos, possa agir como nós num trabalho de diálogo, de convencimento junto a certo número de países que, como se sabe, serão determinantes para que o acordo possa ser atingido”, disse numa conferência de imprensa na capital chinesa, referida pela AFP.

domingo, 15 de novembro de 2015

Acordo de Paris pode ser o “fracasso do ano” ou produzir “o fracasso da civilização”

Na COP21, 40.000 representantes tentarão decidir o futuro do clima do planeta. E fazer uma revolução com raros precedentes históricos.
Na COP21, 40.000 representantes tentarão decidir
o futuro do clima do planeta.
E fazer uma revolução com raros precedentes históricos.
Luis Dufaur
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De 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015, cerca de 40.000 pessoas bem pagas – políticos, funcionários de governos ou de órgãos internacionais, ativistas verdes radicais, lobistas, religiosos “pelos pobres” e milhares de jornalistas – chegarão a Paris procedentes de 195 nações, enchendo hotéis e aeroportos, inclusive o maior campo de pouso da Europa, exclusivo para jatos privados.

Eles farão parte de uma assembleia babilônica batizada de Convenção do Clima das Nações Unidas – Conferência das Partes, ou abreviadamente COP21.

Pelo menos 117 chefes de Estado e de governo participarão da abertura dessa conferência. Ao término da “sessão política”, a negociação visará a que o rascunho do novo acordo climático, essencialmente já escrito, receba sua redação final até 5 de dezembro. Caberá ao ministro socialista Fabius, chefe da delegação do país sede, mediar os conchavos finais.

O objetivo declarado é chegar a um acordo planetário que obrigue os países assinantes a reduzirem maciçamente suas emissões de gases estufa. A suposição é de que se poderá assim ajudar a evitar que a temperatura global da Terra aumente mais de 2º graus centígrados num século.

Dificilmente a maioria desses 40.000 participantes saberia explicar o que é um gás estufa. Mais árduo será encontrar aqueles que sabem que o principal gás estufa é o vapor de água (leiam-se as nuvens que constituem 72% desses “demônios dos ares”).

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Acordo de Paris e governança mundial multiplicará a pobreza

Com os carros demonizados, os ciclistas em Pequim ficam mais perto do ideal do miserabilismo ambientalista e do velho marxismo maoista também!
Com os carros demonizados, os ciclistas em Pequim
ficam mais perto do ideal do miserabilismo ambientalista
e do velho marxismo maoista também!
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: raiz ateia, anticristã e anticientífica da proposta ambientalista


Catolicismo — Dizem que o aquecimento global provocado pelo homem prejudica o Brasil, a América Latina e o mundo em desenvolvimento.

Calvin Beisner — Nenhuma sociedade jamais se elevou da pobreza sem o acesso a energia abundante, barata e confiável.

Se há ainda povos que estão vivendo na pobreza, presos a ela, em boa medida é porque não têm acesso à energia abundante, acessível e confiável, essencial para a sua ascensão e saída dessa pobreza.

Há quem diga que a única maneira de reduzir a suposta influencia humana sobre a temperatura média global — pela da emissão de dióxido de carbono — é reduzindo o uso de combustíveis fósseis.

Esse é o primeiro modo de como essa visão exerce consequências negativas para os povos da América Latina e de outras partes mais pobres do mundo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Raiz ateia, anticristã e anticientífica no projeto de acordo em Paris

Ativistas ambientalistas na Ucrânia.
Ativistas ambientalistas na Ucrânia.
Luis Dufaur





continuação do post anterior: COP21: “pressão moral” ou “pressão imoral”, o âmago da questão

Catolicismo — O senhor julga que os norte-americanos são mais propensos que outros povos a uma visão objetiva sobre a questão do aquecimento global? Eles são receptivos à mensagem da Cornwall Alliance e de organizações similares?

Calvin Beisner — Comparadas com sondagens realizadas em várias partes do mundo, constata-se que a população americana é mais cética do que a europeia quanto ao “perigo do aquecimento global provocado pelo homem”.

Contudo, eu tenho dúvidas de que tenhamos informações de boa qualidade a esse propósito dos povos da África, Ásia e América Latina. Mas constata-se que os americanos tendem a ser um pouco mais céticos, e possivelmente há uma série de razões para isso.

domingo, 8 de novembro de 2015

“Pressão moral” ou “pressão imoral”? O âmago da questão em Paris

O Dr. Calvin Beisner também foi professor de estudos interdisciplinares
no Covenant College de 1992 a 2000.
É autor de quatro obras sobre população, recursos, economia e meio ambiente,
além de 8 outras obras; contribuiu para mais de 30 livros
e publicou centenas de artigos.
Testemunhou como perito em ética e economia da política climática
perante comissões do Congresso dos EUA.
Bacharelado em Estudos Interdisciplinares
pela Universidade do Sul da Califórnia (1978).
Mestrado com especialização em Ética Econômica
pelo International College (1983). Ph.D. em História da Escócia
(História do Pensamento Político) pela Universidade de St. Andrews, Escócia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na medida que se aproxima a Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas, ou COP21, o ambientalismo radical e as esquerdas em geral preparam uma grande pressão. Eles têm muito a ganhar.

A COP21 visa assinar um tratado que substitua o decaído Protocolo de Kyoto que teoricamente devia limitar as emissões de CO2 no planeta.

O Protocolo de Kyoto hoje está falido e deve ser substituído, segundo eles. Alegando o combate ao aquecimento global e a diminuição das emissões de CO2, o novo acordo visaria instaurar uma governança mundial sob a qual as nações perderão soberania, em graus crescentes.

Essa governança verde já nascerá voltada contra a riqueza das nações – os países ricos e também aqueles que aspiram a sê-lo – com projetos de essência socialista fortemente condimentados com utopias malsãs de cunho anarco-tribalista, como o CIMI e outros tentáculos da CNBB já nos têm acostumado.

Também o Papa Francisco I se engajou na campanha de “pressão moral” para a COP21 aprovar esse governança planetária, muito parecida com as utopias de séculos passados.

Nesse sentido publicou a encíclica ‘Laudato si’ que causou espanto nos espíritos mais ponderados, especialmente no campo científico, pelo favorecimento das hipóteses aquecimentistas da religião verde.

Nós temos dedicado diversos posts a esse pronunciamento e os aplausos quase unânimes das esquerdas mundiais e a grande cobertura midiática que recebeu.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Fukushima: o pânico verde causou 1.600 mortes,
a radiação nenhuma

A imprudente mudança de doentes de hospitais causou muitas mortes.
A imprudente mudança de doentes de hospitais causou muitas mortes.
Luis Dufaur





O pânico gerado por informações alarmistas durante o acidente nuclear em Fukushima em 2011, no Japão, foi talvez o maior causador de vítimas mortais das últimas décadas, noticiou a “Folha de S.Paulo”.

Um dos maiores tsunamis da História devastou as costas japonesas voltadas para o Levante, atingindo em 11 de março uma velha usina atômica de tecnologia há décadas superada, mas ainda em funcionamento: Fukushima.

A usina nuclear sofreu uma avaria no seu sistema de refrigeração e temeu-se uma explosão de grandes proporções, que felizmente não se concretizou.

O temor causado pela ocorrência, entrementes, foi explorado aberta ou sorrateiramente pela propaganda verde pela multiplicação dos danos humanos reais.

domingo, 25 de outubro de 2015

Contestação ecologista cria novos Robespierres

Notre Dame des Landes: uma tribo anárquica  entrincheirada contra o progresso e a contra o Estado
Notre Dame des Landes: uma tribo anárquica
entrincheirada contra o progresso e a contra o Estado
Luis Dufaur





O jornal Le Monde de Paris, púlpito entusiasmado da revolução verde, publicou matéria sob o título “A contestação ecologista cria novos Robespierres”.

Ele se referia ao aparecimento das chamadas “zonas a defender” (ZAD), espécie de territórios livres que desconhecem a autoridade do Estado ou da lei.

E explica: trata-se de “defender o meio ambiente contra os poderes públicos, contra os projetos de desenvolvimento econômico”.

São novas pequenas “Sierras Maestras” na França, mas de um tipo diferente. Uma espécie de guerrilha mais psicológica do que armada porém radicalmente ambientalista cria centros anárquicos que desgarram a unidade nacional.

domingo, 18 de outubro de 2015

Aerogeradores e painéis solares matam pássaros sem cessar, mas mídia pró-verde silencia

Viés ideológico dramatiza parcos acidentes com pássaros  e silencia a morte de milhões de outros atingidos por 'energias renováveis'.
Viés ideológico dramatiza parcos acidentes com pássaros
e silencia a morte de milhões de outros atingidos por 'energias renováveis'.
Luis Dufaur





Os aerogeradores eólicos e as plantas de energia solar matam centenas de vezes mais animais do que os poços de petróleo em pane.

A notícia pode parecer surpreendente porque a mídia insiste obsessivamente em difundir fotografias de pássaros, sobretudo do mar, atingidos pelo petróleo derramado por poços ou petroleiros afundados.

Essas imagens são apresentadas pela propaganda verde de modo tendencioso.

Outro golpe clássico é a imagem do urso polar sobre um pedaço de gelo que estaria se derretendo e condenando o simpático ursinho à desaparição, quando ele o está usando de outeiro para avistar uma presa, dar-lhe morte e comê-la.

Porém, Kerry Jackson, que escreve no Investor’s Business Daily, forneceu dados esclarecedores mostrando, segundo informa o American Thinker, que os demagógicos ambientalistas têm as mãos encharcadas de sangue de pássaros.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Hotel de luxo cria favela para ricos ecologicamente corretos

Shanty Town: hotel verde maravilhoso para o jet set usufruir de Laudato Si' na mão.
Luis Dufaur





Chegou o tempo de se preparar para o maravilhoso mundo verde, onde ninguém consome demais, não aquece o planeta e distribui igualitariamente as riquezas para evitar as catástrofes climáticas de origem humana que outrora flagelavam a Terra por culpa do capitalismo.

Partiram na frente alguns figurinos do jet set midiático eclesiástico e já estão testando o estilo de vida verde compatível com a Laudato Si’.

Um hotel de luxo, o Emoya Spa and Oopvuur Restaurant, em Bloemfontein, uma das três capitais da África do Sul, já oferece o ambiente futurista com todas suas comodidades, aliás bastante imperceptíveis, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

domingo, 4 de outubro de 2015

Satélites acusam que a
vegetação mundial não deixa de se expandir

Luis Dufaur





O mundo está cada vez mais verde e a vegetação mundial não deixa de se expandir. Desde 2003 as plantas captam anualmente 4 bilhões de toneladas de carbono a mais do que no ano anterior, inclusive o CO2, noticiou a agência Reuters.

A China, que destruiu suas florestas para produzir energia a qualquer custo no Grande Salto Adiante, ficou desesperadamente sem madeira e agora está plantando em grande estilo.

Os antigos estados soviéticos estão restaurando suas plantações e seus bosques aniquilados pela reforma agrária, e suas savanas estão mais exuberantes, devido à maior precipitação.

Os cientistas que analisaram os dados recolhidos por satélites nos últimos 20 anos constataram o aumento de consumo vegetal de CO2, contradizendo os temores forjados em torno do desmatamento no Brasil e na Indonésia.

domingo, 27 de setembro de 2015

A voz do bom senso: “Empada de gafanhoto para ambientalistas”

Pizza de insetos. O olhar da mulher transparece profundo mal-estar
Pizza de insetos. O olhar da mulher transparece profundo mal-estar
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Certas iniciativas muito acalentadas pelo utopismo verde-vermelho parecem tão absurdas que causam justificadas reações jocosas ou irônicas suscitadas pelo bom senso, pela reta razão ou pelo instinto de conservação.

Pois, quem em seu são juízo iria acreditar que hoje se proporia ciclovias nas grandes cidades como as que vemos implantar ou comer repugnantes insetos com o pretexto de não aquecer o planeta?

Entre as muitas reações nesse sentido, destacamos o inteligente artigo “Empada de gafanhoto para ambientalistas” cujos excertos publicamos a continuação.


Empada de gafanhoto para ambientalistas



Em Moscou, antes da revolução soviética, o padeiro Ivanov era fornecedor da corte do Czar. Foi intimado a se apresentar em palácio, devido a grave acusação.

— Como é que você explica isso?

O Czar exibia pessoalmente um pedaço de pão, onde uma aranha se destacava com todas as suas formas e repugnâncias. Sem se impressionar com a carranca dos presentes, Ivanov pegou tranquilamente o pedaço de pão, deu uma mordida onde se achava a aranha, mastigou e engoliu o corpo de delito. E esclareceu:

— Era uma passa de uva, majestade.

— Desde quando você coloca passas no pão?

— Desde hoje, majestade.

Liberado impune, pois aquela acusação não se sustentava depois de consumido o corpo de delito, a primeira providência de Ivanov ao sair dali foi comprar bom sortimento de passas. E o pão incrementado dele passou a render elogios e dinheiro. Não poderia ter sido mais engenhosa a presença de espírito desse padeiro, apesar da repugnância natural em engolir uma aranha.

Muitas situações justificam gestos como esse, para tirar pessoas de apuros. Presenciei no colégio a esperteza de um colega, que se apressou a engolir suas “colas” enquanto o professor se encaminhava para flagrá-lo. E relatos de prisioneiros em calabouços infectos apontam baratas, lagartixas, lesmas como alimento habitual.

Em certos países, a desgraça ou o paganismo impuseram estranhos hábitos gastronômicos. O ecologismo quer instalá-los em nome de uma estranha religiosidade planetária.
Em certos países, a desgraça ou o paganismo impuseram repugnantes hábitos gastronômicos.
O ecologismo quer instalá-los em nome de uma estranha religiosidade planetária.
Consta que os chineses comem com naturalidade coisas que nos provocariam repulsa ou náuseas, inclusive cobras com mais de dois palmos; ou menos.

Um prato que se considera requintado é a sopa de ninho de andorinhas, feita com a saliva que elas usam para colar gravetos uns nos outros, ao construírem seus ninhos.

De onde vêm esses costumes chineses? Quais calamidades os levaram a isso? Não sei, porém mais de quatro milênios de história nem sempre garantiram vida fácil e agradável na China. Temos disso provas bem recentes.

Não quero criar complicações digestivas para o seu almoço ou jantar, por isso interrompo meu repertório de repugnâncias alimentares, e volto minha atenção para os artífices da decadência humana.

Quem são esses? Que tipo de decadência promovem? O que tem ela a ver com repugnância dos alimentos?

Você já deve ter visto uma onda recente propondo o consumo de insetos como alimentos. Consumo habitual de almoço e jantar, não só naquelas circunstâncias extremas que mencionei.

Os artífices dessa decadência a consideram normal, até desejável. Não faltam cretinos para experimentar a novidade, como voluntários em sessões de alimentação com insetos.

Há propostas gastronômicas 'verdes' que também excluem a higiene
Convidados depois a dar sua apreciação, nunca se declaram envergonhados por terem caído na esparrela, elogiam o alto teor proteico e não sei que outros aspectos. Uma espécie de propaganda para convidar e iludir outros.

Vejo claramente a impressão digital ambientalista nessa proposta de decadência alimentar. Sou condescendente e compreensivo, mas não com esses decadentes voluntários a serviço da decadência.

Estou pensando em compor um fichário de todos eles, para uso em certas emergências. Por exemplo, naquelas pragas de gafanhotos, quando soltam enxames multitudinários e aniquilam as plantações.

Seria muito prático transformar aspiradores de pó em aspiradores de gafanhotos, encher panelões com eles e preparar guisados, sopas, cozidos, moquecas, empadas, suflês, gratinados – pratos deliciosos e variados para ambientalistas desvairados.

E haverá sal de frutas à vontade…

Se você conhece algum desses ambientalistas artífices da decadência, envie-me o nome para expandir o meu fichário.

Pragas assim são difíceis de eliminar, mas podemos reduzir uma delas usando-a como alimento da outra.

Produzindo empada de gafanhoto podemos reduzir as duas pragas. Vale o esforço.


domingo, 20 de setembro de 2015

Cardeal Pell: “A Igreja não tem mandato divino para falar sobre questões científicas”

Cardeal George Pell, “ministro da Economia” do Vaticano: “A Igreja não tem um mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas”
Cardeal George Pell, “ministro da Economia” do Vaticano:
“A Igreja não tem um mandato do Senhor
para se pronunciar sobre questões científicas”
Luis Dufaur





O cardeal George Pell, Arcebispo de Sydney e “ministro da Economia” do Vaticano, foi entrevistado pelo jornal econômico “Financial Times” no mesmo dia em que apresentou o estado das contas da Santa Sé.

Na oportunidade, falando a propósito da encíclica “Laudato si'”, o purpurado esclareceu que “a Igreja não tem mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas”, segundo noticiou o site Vatican insider.

O “Financial Times” entendeu que o cardeal se distanciou assim da “revolucionaria encíclica do Papa, que pede uma ação global contra a mudança climática”.

O cardeal afirmou sobre a Laudato si': “Há partes que são belíssimas. Mas a Igreja não tem competência alguma especial em matéria de ciência. A Igreja não tem um mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas. Nós acreditamos na autonomia da ciência”.

domingo, 13 de setembro de 2015

Ambientalismo na UE se assanha contra carros particulares

Exigências ambientalistas preparam o dia em que o carro será tido como um inimigo
Exigências ambientalistas preparam o dia
em que o carro será tido como um inimigo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A União Europeia (UE) fixou objetivos “ecologicamente corretos” a serem atingidos em 2025 em matéria de gazes de efeito estufa. Em vez de reagir com prudência diante da falta de bom senso das propostas ambientalistas, a UE se apressa em atacar os automóveis privados, apontando-os a dedo como os vilões culpados pelo mirabolante apocalipse climático.

O raciocínio parece copiado de Nicolás Maduro: a culpa é dos particulares que não cumprem as fantasias irrealizáveis do regime e então devem ser punidos.

Os ministros do Ambiente e dos Transportes da Holanda, Irlanda, Suécia e Finlândia pediram à Comissão Europeia novos objetivos mais radicais a serem estabelecidos no próximo ano.

O objetivo para 2021 é que os fabricantes de carros limitem a emissão a uma média de 95 g de CO2/km. Essa meta a priori é inatingível no prazo: em 2014, a média foi de 123,4 g de CO2/km, segundo a agência VoxEurop.

Mas os ministros insistem em mais dirigismo e mais punição dos “veículos particulares”. “Estes objetivos, acrescentam, são essenciais para desenvolver e melhorar os veículos elétricos, a hidrogênio e os híbridos recarregáveis”.

Vários países da União Europeia estão bem conscientes de que mesmo as metas ditas moderadas da UE são irrealistas e não será possível atingir em prazos tão exíguos 40% de redução das emissões de CO2 fixados pelos políticos.

A indústria de automóvel é refém da inviabilidade das metas ambientalistas. A Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis (ACEA) afirmou que “existe um limite dentro do qual podemos melhorar do ponto de vista tecnológico [para reduzir as emissões] na indústria automóvel”.

Ciclistas em Kuonming, China. Mao Tsé Tung será tido como profeta das energias renováveis de origem humano?
Ciclistas em Kuonming, China. Mao Tsé Tung será tido
como profeta das energias renováveis de origem humano?
Os proprietários serão reeducados para “mudarem seu comportamento, antecipando a circulação, utilizando o acelerador de forma mais lenta e suave, levantando o pé com antecipação e nunca acelerando ao se aproximarem de um semáforo”.

Em tudo serão tratados como indivíduos em estado de minoridade, regidos por uma planificação ambientalista invasiva, minuciosa e estrita.

Se as metas inatingíveis não forem alcançadas, virão impostos pesados sobre o combustível, piores que os atuais, novas portarias ou profundas reformas do planejamento.

Os argumentos dos fabricantes não são considerados pelo fanatismo ambientalista, que exige mais e mais objetivos impossíveis de alcançar em períodos de irreal brevidade.

As opções para o futuro não virão com vareta mágica. Mas, para os ambientalistas, a realidade não interessa muito: trata-se de enforcar a propriedade privada e quebrar o impulso do progresso, apresentado como a súmula dos males.