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domingo, 10 de julho de 2016

“Barbárie científica”: chutes e distorções oficiais
sobre o CO2 no Brasil

A vegetação em fase de crescimento é ávida consumidora de CO2, mas não assim a vegetação adulta. Se se trata apenas de CO2, criar novas plantações desmatando florestas "velhas" reduz o CO2 do ar.
A vegetação em fase de crescimento é ávida consumidora de CO2,
mas não assim a vegetação adulta. Se se trata apenas de CO2,
criar novas plantações desmatando florestas "velhas" reduz o CO2 do ar.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




“Barbárie científica” foi o título do artigo de Eduardo Castanho da SISFLOR (Instituto Sistema de Informações Florestais do Estado de São Paulo), que tem como objetivo difundir o conceito de agronegócio florestal sustentável.

A “barbárie” referida apareceu relatada em dois editoriais da “Folha de S. Paulo” a respeito dos gases de efeito estufa e seu possível efeito sobre as mudanças climáticas.

Os editoriais mostraram de modo explícito o equívoco científico em que a COP21 incorreu e ao qual temos nos referido extensamente no nosso blog. Confira: COP21

O fato é que a simples revisão das emissões brasileiras em ocasiões diversas mostrou uma decalagem de quase um terço (28,6%) entre um resultado e outro.

Esse número implica uma margem de erro de um terço do total das emissões brasileiras. Em outros termos, o “erro” teria sido de mais de 300 milhões de toneladas de CO2, algo equivalente ou igual ao total das emissões de um país como a França.



Uma margem de erro catastrófica, que desqualifica os autores para fazerem propostas sérias sobre o tema, diz o artigo.

Apesar de ter sido pega em flagrante, a imperícia em nada alterou as metas do governo e dos impávidos ambientalistas. Eles se pavoneiam alegremente falando até pelos cotovelos sobre a redução de gases como o CO2 e sobre o que aconteceria com o clima planetário dentro de um século.

Mas patenteiam conhecer muito pouco ou muito mal, pelo menos a respeito da atmosfera brasileira que eles próprios respiram.

À luz da imperfeição das mensurações brasileiras, o artigo “Barbárie científica” pergunta como é que os ecologistas conseguiram determinar com tamanha precisão suas previsões para o fim do século XXI?

Esta área indígena continuará séculos sem tirar nem pôr CO2 do ar. A renovação da vegetação, só possível com desmatamento inteligente, permitirá captar o CO2.Mas a "barbárie científica" não sabe disso.
Esta área indígena continuará séculos sem tirar nem pôr CO2 do ar.
A renovação da vegetação, só possível com desmatamento inteligente,
permitirá captar o CO2.Mas a "barbárie científica" não sabe disso.
E responde: chutaram, é evidente.

Isso não tem validade científica e quem respaldou essa barbaridade foi o establishment científico representado pelo IPCC.

Como acreditar e confiar nessas contas?

Como tomá-las como referência para o estabelecimento de políticas nacionais e globais que terão implicações em todos os setores das sociedades humanas?

Como acreditar que reduções de tantas mil toneladas implicarão em diminuição da temperatura média do planeta se diferenças da magnitude das apresentadas no caso brasileiro são calculadas (e quase não divulgadas) sem o menor constrangimento e sem gerar nenhuma correção nas pretensas ações mitigadoras?

O artigo de Eduardo Castanho foca um aspecto que nos conduz ao fundo ideológico da problemática.

No caso brasileiro, as metas de mitigação projetadas pelo movimento ambientalista visam pesar sobre o setor agropecuário da economia.

Na ideologia “verde”, carregada de preconceitos de fundo socialista contra a propriedade privada, o pretenso combate ao não demonstrado “aquecimento global” visa afogar as iniciativas do agronegócio.

O artigo ressalta que se se quiser reduzir a percentagem do CO2 no ar, nada de mais útil do que promover as únicas ações humanas que captam carbono da atmosfera e o transformam em fibras, alimentos, energia, etc.: isto é, promover a agricultura.

Se os mitos demagógicos contra o CO2 e o aquecimento global fossem porventura verdadeiros, o agronegócio deveria ser exaltado como salvador. E não seria perseguido por leis que afogam a agropecuária e infernizam a vida dos cidadãos desejosos de progredir.

Mas, esclarece o artigo, mesmo que o aquecimento global se devesse às atividades humanas, o papel da agropecuária nesse processo seria quantitativamente desprezível.

“Barbárie científica” é o título adequado para o valioso artigo. “Barbárie antibrasileira”, “Barbárie antiprogresso e anticristã”, comentamos nós.


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