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domingo, 4 de setembro de 2016

Ônibus ecologicamente correto: símbolo das
fraudes embutidas na propaganda verde insincera

TEB-1 apresentado publicamente.
TEB-1 apresentado publicamente.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Autoridades chinesas apresentaram na cidade de Qinghuangdao, no norte do país, um ônibus-túnel que anda por cima dos carros. Na propaganda, o invento promete condução pública no nível da primeira classe das linhas aéreas.

O engenho foi concebido pela empresa Huaying Group, que no mês de dezembro daria início à construção de uma fábrica especializada na cidade de Zhoukou, no centro da China, para começar a produzir em 2017, noticiou “Clarin”.

Contudo, logo depois do bombástico lançamento e exibição do protótipo, todas as obras foram adiadas sem explicação convincente.

De fato, especialistas chineses objetaram que o ônibus-túnel é inviável e poderia tratar-se de mais uma fraude propagandística do governo socialista.



Nas redes sociais, fala-se de enganação com apoios cúmplices no governo e no corrupto Partido Comunista. As vítimas do golpe seriam eventuais investidores desprevenidos.

O protótipo recebeu o nome de TEB (abreviatura em inglês de Ônibus Elevado de Trânsito) e percorreu algumas centenas de metros numa primeira exibição.

Movido com baterias elétricas, o TEB tem 22 metros de extensão, 4,8m de altura e 7,8m de largura, prometendo transportar entre 300 e 1.400 passageiros.

A novidade consiste em que ele circula a dois metros de altura, por cima dos carros, apoiado em trilhos dispostos ao longo dos dois lados das avenidas e autopistas.

O TEB-1 já fora apresentado seis anos atrás e não apresentou novidades técnicas
O TEB já fora apresentado seis anos atrás e não apresentou novidades técnicas
A mídia oficial cantou os louvores do projeto: mais barato, ecologicamente correto, custo de instalação cinco vezes menor que os trens subterrâneos ou metrôs, e substituiria 40 ônibus convencionais poluentes e aquecedores do planeta.

Mas a irrealidade da proposta do TEB se manifestou na própria apresentação. A imensa engenhoca não é capaz de dobrar nas curvas, só andando em linha reta, registrou “La Nación” de Buenos Aires.

Tampouco parece capaz passar por baixo dos incertos e desiguais viadutos de Pequim. Duvida-se que possa suportar o peso das centenas de eventuais passageiros e dependeria de baterias monstruosas que não se sabe se podem ter a indispensável autonomia.

Operários foram vistos consertando algumas das partes do protótipo pouco antes do teste.

O jornal Beijing News apontou que o protótipo exibido é o mesmo mostrado em análoga prova há seis anos, não se verificando melhoramentos técnicos em relação ao passado.

Nas redes sociais predominou o espanto ante uma invenção que “carece de verdadeira ciência”, porque Song Youzhou, o desenhador do veiculo, só cursou a escola primária.

Song respondeu com o velho slogan do marxismo, que atribui as grandes invenções ao proletariado mais ignorante.

A empresa responsável anunciou contratos com os governos regionais de Tianjin e Henan. Mas os jornalistas que visitaram o centro de produção não viram sinal algum de atividade. Toda a fábrica estava invadida pelo capim.

A imprensa oficial anunciou que no futuro haverá 500.000 TEB funcionando no mundo. Também garantiu que ter recebido encomendas da Espanha, do México e da Argentina, além de visitas dos ministros de Transporte da França e da Índia.

TEB-1 promete uma folga extraordinária, segundo a propaganda oficial.
TEB promete uma folga extraordinária, segundo a propaganda oficial.
A agência de notícias oficial Xinhuanet, segundo Super interessante, anunciou que o Brasil pensava adquirir a tecnologia.

Segundo o Beijing News, presume-se que a empresa responsável tem o apoio do governo, embora esteja na ‘lista negra’ das financeiras ilícitas, porque prometeu retornos mirabolantes jamais realizados e agora beira a falência.

A BBC foi ao salão de exposições do TEB em Pequim, mas teve o acesso negado com o argumento de que “a maquete do modelo está sendo reparada”. O corpo do veiculo está lá, oculto sob uma estrutura de lona e metal de 10 metros de altura.

A BBC também tentou falar com os fabricantes, mas eles negaram qualquer relação com o projeto. Então o jornalista acenou com a intenção de aplicar dinheiro no negócio e os mesmos empresários modificaram a posição na hora. Eles garantiram que o TEB estava funcionando e que era um ótimo investimento.

“Projetos como esse aparecem quando um inventor louco encontra um grupo de investidores dementes”, comentou um dos internautas, que formulou muitas críticas. Song se defendeu dizendo que não cometeu delito algum, que apenas tenta inovar e que nisso não há nada de mau.

O ônibus ecologicamente correto do futuro era uma fraude, mas a Xinhuanet espalhava que o Brasil teria pensado comprar
O ônibus ecologicamente correto do futuro era uma fraude,
mas a Xinhuanet espalhava que o Brasil teria pensado comprar
Bai Zhiming, corretor de imóveis sem fundos próprios e sem experiência na matéria, comprou a tecnologia descartada do TEB.

Por meio da Internet passou a oferecer um retorno de 12%, tendo seduzido investidores por um total estimado em 26 milhões de dólares.

Agora está sendo processado por mais de 200 pessoas ludibriadas, noticiou a Bloomberg.

O caso do TEB revela também as explorações inescrupulosas a que se prestam empresas e produtos que se apresentam em suas propagandas como “ecologicamente comprometidas” para seduzir clientes.

No caso do TEB não foi só um ônibus enganador, mas é todo um regime socialista construído sobre uma pirâmide de contrafações e produtos fraudulentos de má qualidade.


2 comentários:

  1. http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/2016/08/alimentos-vendidos-como-organicos-nao.html#comment-form

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  2. Oops!! postei o comentário errado. Agora vai o correto:
    A turma do aquecimento global está preparando mais uma novidade para evitar a tal ‘catástrofe ambiental’ de que tanto falam. Vejam neste link:
    http://www.geodireito.com/noticia/geologos-buscam-marcas-para-adotar-oficialmente-o-antropoceno
    Não se duvide que a culpa seja lançada sobre os mesmos de sempre: as pessoas que trabalham e produzem utilidades para a sociedade.

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