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domingo, 16 de julho de 2017

Dupla face ambientalista: sempre a favor do comunista e contra o não comunista

A visibilidade  cai ao mínimo em Pequim pela poluição onipresente. Mas a China é tida como líder na luta contra a mudança climática. Quem são os culpados? Os "ricos capitalistas"!
A visibilidade  cai ao mínimo em Pequim pela poluição onipresente.
Mas a China é tida como líder na luta contra a mudança climática.
Quem são os culpados? Os "ricos capitalistas"!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Após desistir do Acordo de Paris, o presidente Trump ordenou os procedimentos diplomáticos para encerrar a participação dos EUA.

Obviamente, muitos governos, ONGs e altas figuras do Vaticano que têm propensão pelas esquerdas manifestaram o seu desacordo.

Alguns poucos governos transluziram sua aprovação e até a vontade de imitar o exemplo dos EUA ou pelo menos dar de ombros ao acordo à sombra da rejeição americana.

Desacordos e concordâncias são frequentes nas relações internacionais. Para harmonizá-las existem as vias diplomáticas, escolhidas pelos países que respeitam o direito internacional.

A China optou por outra via: a do escárnio sistemático dos compromissos adotados, ao mesmo tempo em que se ergue como paladina de tudo aquilo que desrespeita. Dispõe das vias diplomáticas para sair se quiser, mas não é o que está fazendo, ficando para promover seu sonho de hegemonia planetária.

Uma incoerência ovante, mas que não é algo de novo na China.

O estranho é que a atitude dos EUA tenha sido satanizada, enquanto a da China tenha sido endeusada.

Em certo sentido, tampouco houve nada de novo do lado da aliança ecolo-socialista-Teologia da Libertação.



O jornal “The New York Times” informou, em plena polêmica, que o primeiro ministro chinês Li Keqiang se gabou de que “seu país continua comprometido com o combate contra a mudança climática, participando ativamente dos esforços internacionais por um mundo mais verde”, noticiou o site “The Dialy Signal” da Heritage Foundation.

O mesmo “The New York Times”, de tendência esquerdista, vem trombeteando que a China agora “ficou promovida à liderança em matéria de clima” e que vai exigir dos EUA atitudes consoantes com a “letra e o espírito do acordo de Paris de 2015”.

Políticos ambientalistas, que incluem governadores e prefeitos americanos, anunciaram que aplicarão o acordo, apesar da recusa do governo nacional. Algo sonoro, mas inviável.

Essa rumorosa turma de ativistas, políticos esquerdistas e eclesiásticos aliados à subversão atribuíram à China a função de condestável, incumbida de conduzir o mundo em matéria de “clima”.

Usina da nova e risível líder salvadora do clima, em Heihe, nordeste da China
Usina da nova e risível líder salvadora do clima, em Heihe, nordeste da China
Mas o que a China está de fato fazendo?

De início, mostrando bem grande sua língua para aqueles que na sua ótica se assemelham a “tolos úteis”.

A “campeã” da salvação do clima anunciou que continuará a emitir os gases estufa — que são maus apenas quando emitidos pelos EUA — até atingir o “pico” por volta de 2030.

Isso significa que nesse período a potência comunista vai aumentar em termos absolutos as emissões que diz combater.

Ela vai continuar exatamente em seu delirante rumo poluidor, não importando com os termos estabelecidos do Acordo de Paris.

Ela promete reduzir as emissões numa percentagem calculada com base em dados de 2005.

Mas isso não vai além de um malabarismo matemático para enganar a opinião pública.

Em concreto, a única promessa que se mantém é que o regime comunista chinês vai continuar poluindo, como vem acontecendo desde que o país começou a se industrializar.

Dessa maneira, a China “passa a perna” na totalidade do Acordo de Paris, ressalta o site da Heritage Foundation.

Até 2040, Pequim aumentará 32% nas emissões tripudiadas, segundo a Energy Information Administration – EIA, órgão oficial para as estatísticas sobre a energia, com sede nos EUA.

A Global Commission on the Economy and Climate, projeto independente apoiado por grandes entidades internacionais, estipula para ao redor de 2030, um acréscimo de 34% em emissões condenadas.

Pequim num dia poluído (15-01-2015) e num dia ensolarado (19-12-2014).
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A aliança comuno-ambientalista faz vistas grossass e deblatera contra o mundo não comunista
A principal causa desse vertiginoso aumento é a poluição massiva gerada pelas termoelétricas chinesas movidas a carvão.

A China pavoneia que usará mais gás natural, mais energias alternativas e nuclear. Porém, é o carvão que lhe fornecerá a fatia do leão em eletricidade nas próximas décadas.

Pequim está desenvolvendo planos para aumentar a capacidade das termoelétricas a carvão de 900 a 1.100 gigawatts até 2020. Esse aumento é “maior que toda a capacidade produtora de eletricidade do Canadá”, segundo o “The Wall Street Journal”.

Eis a incrível hipocrisia da “comandante” do combate às mudanças climáticas, glorificado pelas esquerdas verdes, vermelhas civis e eclesiásticas!

E não só é no continente chinês. Pequim está impulsionando no mundo inteiro a produção de energia elétrica pela queima do carvão.

Ela acaba de formar uma joint-venture com o Paquistão “para gastar por volta de 15 bilhões de dólares nos próximos 15 anos, na construção por todo o país de cerca de uma dúzia de plantas elétricas de diversos tamanhos que queimam carvão”, segundo noticiou a agência Reuters.

Isso que nos EUA é um crime de lesa-Gaia, não China não o é. Certas afinidades ideológicas pouco se importam com as mais flagrantes contradições!

A seita verde esquerdista prossegue com a mesma cara de pau, trabalhando para demolir a ordem que resta no Ocidente.


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