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domingo, 8 de setembro de 2019

Religião verde enferma os parisienses, diz acadêmico

François d’Orcival na presidência da Academia Francesa de Ciências Morais e Políticas
François d’Orcival na presidência da Academia de Ciências Morais e Políticas da França
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







insensatos pânicos ambientalistas ecoados com tanta obstinação que fazem nosso cérebro rolar dentro do crânio. É a observação, que parafraseamos, de François d’Orcival diretor do comitê editorial do semanário “Valeurs Actuelles” e membro da Academia de Ciências Morais e Políticas da França.

Para ele nesse trabalho sobressaem a Prefeitura de Paris e os militantes “verdes” que enchem seus escritórios e parecem determinados a parar o trânsito da Cidade Luz.

Em nome da ecologia, nem mesmo a lógica ou o raciocínio interessam mais.

Já não sofismam nem fantasiam. Cansaram de perseguir os parisienses com circunlóquios enganadores.

Acabaram com os truques de “rodízios”, “fechamentos temporários”, “tráfego alternado ou diferenciado”, etc.

Agora é direto: se trata de proibir.

Coleção de “infamantes selos Crit'Air” na cidade de Lyon
Coleção de “infamantes selos Crit'Air” na cidade de Lyon
A polícia barrará o trânsito nos acessos da capital e nas periferias.

Os carros portadores de um sinal que para os franceses evoca a estrela de Davi amarela imposta aos judeus durante a ocupação nazista (agora é o “infamante Crit'Air”, certificado de qualidade do ar classificado de 1 a 5) são proibidos de circular durante as horas de trabalho.

O argumento é o acostumado: combater a poluição atmosférica.

Numa cruel ironia do céu, no dia 1º de julho de 2019 quando ficaram proibidos os portadores do “Crit'Air 5” e os interditados para sempre (mais de 20 anos), os 6 milhões de sensores da AIRPARIF (órgão que que mede a poluição do ar na capital), indicavam não só que essa era fraca, mas que só chegava a 25% do necessário para declarar uma alerta.

A mesma instituição, no 26 de junho, no meio de um pânico midiático pela passagem de uma onda de calor, observava que o pico o auge de poluição por ozônlo aconteceu em 12 de julho de 1994. Há um quarto de século!



Mas como que querendo sublinhar a irracionalidade cultivada pela militância verde, o órgão dizia que continuava aumentando.

Selva de proibições inferniza a circulação dos particulares
Selva de proibições inferniza a circulação dos particulares
O órgão atribuía o aumento – que nos números só diminui – não aos motores dos carros e outras fontes de energia, mas às “indústrias, solventes, tintas, tráfego rodoviário (principalmente veículos de duas rodas) e algumas plantas”.

Até a vegetação polui com ozônio!

Percebendo que os argumentos eram insuficientes o órgão oficial atacava “as importações [de poluição!] de outras regiões ou outros países”.

Quais são esses vilões exportadores de poluição? pergunta d’Orcival.

Na recente onda de calor que passou por Paris d’Orcival a massa de ar veio da Alemanha.

Então, a culpa devia ser dos germânicos que convenceram seu chanceler a fechar os reatores nucleares não poluentes e substituí-los por usinas de carvão que exportam suas nuvens de partículas poluidoras e aquecedoras ...

Solução genial achada pelos “verdes”: barrar os carros diesel franceses. Não vai cutucar ao partido “Die Grunen” alemão, patriarca dos partidos “verdes”!

O fanatismo tomou o lóbulo verde de nossos cérebros políticos e agora desafia toda racionalidade”, escreve o acadêmico.

O proprietário de um carro ou de uma van sinalizada com o infamante rótulo deve usá-lo para trabalhar. Será então proibido. Mas, proibi-lo é privá-lo de seu trabalho!

Queremos que ele viva em Paris? pergunta d’Orcival.

Se se trata de pôr os parisienses para fora de sua cidade, que pelo menos lhes concedam uma bolsa de migrante como fazem com os islâmicos que se instalam na capital.

Nada disso.

O passado da China de Mao Tsé Tung prefigura o transporte ambientalista futuro
O passado da China de Mao Tsé Tung prefigura o transporte ambientalista futuro
D’Orcival julga que Paris está construindo a toque de caixa uma metrópole para os “filhinhos de papai socialista” que sonham viver trancados num círculo idílico de vegetação.

Papai, ou o Estado todo-poderoso com seus impostos que paguem esse paraíso verde.

O membro da prestigiosa Academia conclui que a ofensiva visa estabelecer uma “nova religião que mude as pessoas”.

Essa tentativa, acrescenta, não é nova!

As proibições de andar de carro visam que todo o mundo pedale de bicicleta.

O método foi arduamente experimentado pelos chineses desde Mao Tsé Tung.

A grande diferença é que na Revolução Cultural marxista o que girava eram as rodas das bicis.

Hoje o que está sendo posto a rodar é o cérebro dos seres humanos.


Um comentário:

  1. " Hoje o que está sendo posto a rodar é o cérebro dos seres humanos."-Bem verdade !
    Maria

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