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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Sínodo: ambientalismo anticristão pediu ao Vaticano alavancar a revolução do neocomunismo “verde”

Mons Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler das Pontifícias Academias de Ciências foi o anfitrião do workshop
Mons Marcelo Sánchez Sorondo,
chanceler das Pontifícias Academias de Ciências
foi o anfitrião do workshop
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O ambientalismo radical e suas teorias catastrofistas ressoaram como um angustiado pedido de auxílio no Vaticano em abril de 2015.

Foi durante o encontro promovido pelas Pontifícias Academias de Ciências e de Ciências Sociais.

Segundo o grande jornal de Turim La Stampa  o círculo de eclesiásticos que fecha fileiras em torno do Papa Francisco acolheu o apelo do secretário geral da ONU Ban-ki-moon e numerosos ativistas radicais com beneplácito.

Os ativistas e macro-capitalistas representados exigiram uma “revolução moral” em favor de suas metas, que por trás de uma fachada naturalista, são visceralmente anticristãs.

Todos os esforços tocados na base de projetos e propagandas milionárias não estão convencendo os homens. É preciso que a Igreja Católica com seu imenso prestígio passe a promover uma “revolução religiosa" rumo à ecologia integral neocomunista.

O relato do acontecido manifestou a séria crise que aflige o movimento “verde”: ele não está conseguindo convencer à opinião pública. Em desespero de causa acorreu ao Vaticano a pedir um novo impulso:

“As religiões institucionalizadas -- diz o documento -- podem e devem assumir a liderança e uma nova atitude em relação à criação”.

“A Igreja Católica, trabalhando com os líderes das outras religiões, poderá exercer um papel decisivo”, acrescentaram, noticia La Stampa .

Segundo La Stampa  ele quer o impulso de uma “revolução moral”, leia-se religiosa, que acabará implicando numa transformação visceral da Igreja.

O objetivo, é claro, vem revestido pelo véu de enfrentar as mudanças climáticas, respeitar o meio ambiente e reduzir a “ameaça potencialmente catastrófica” que pairaria sobre a humanidade, especialmente sobre os mais pobres e sobre as futuras gerações.

O catastrofismo se exibiu na hora de pedir o apoio do Papa. O documento conclusivo do workshop internacional na famosa Casina Pio IV professa o alarmismo. Ele se apoiou na presença do Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon, aceso arauto dos temores apocalípticos sem base científica.

O tema do encontro foi “Protect the Earth, Dignify Humanity. The Moral Dimensions of Climate Change and Sustainable Development” (“Proteger a terra, tornar digna a humanidade. A dimensão moral da mudança climática e o desenvolvimento sustentável”).

A ONU habitualmente oposta à Igreja e a seus ensinamentos morais familiares lançou um forte S.O.S.

Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, foi pedir o auxílio do Papa para a claudicante revolução ambientalista.
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU,
foi pedir o auxílio do Papa para a claudicante revolução ambientalista.
Os porta-vozes do alarmismo reconheceram que embora promovam reformas institucionais, políticas e tecnológicas, sentem “uma necessidade fundamental” de mudar as cabeças dos homens para que se relacionem com a natureza segundo a utopia verde.

Eles precisam inocular novas atitudes morais, “em definitiva – diz o documento final aprovado no workshop – uma revolução moral. As religiões institucionais podem e devem assumir a liderança de essa nova atitude em relação à criação”.

Para tirar vantagem, nessa hora os sinceros ambientalistas lembraram-se do que tripudiam, e, invocam conceitos como “criação”.

O Papa não arriscou se apresentar nem dirigir a palavra nem mesmo por meio de um porta-voz, mas já deu muitas sinais de sintonia com essa meta.

Francisco havia dispensado um tratamento muito mais largo aos movimentos subversivos mundiais do gênero MST também engajados de recente data na revolução ambientalista.

Os participantes do encontro também estavam aguardando a encíclica ecológica do Papa Francisco como uma tábua de salvação e quiçá gestos mais ousados. Quando consideramos, a posteriori, a convocação do Sínodo Pan-amazônico as expectativas se esclarecem.

Não estiveram ausentes os repetitivos chavões “verdes” que embutem as velhas reivindicações “vermelhas” socialistas ou comunistas contra a propriedade privada, o agronegócio, a mineração, etc. e tudo o que vai no sentido do progresso da civilização.

Mas, repetir esses chavões uma enésima vez não era o objetivo.

O catastrofismo quer o engajamento da Igreja Católica na imensa revolução que pretende fazer, mas que não está conseguindo executar tão rápido nem tão a fundo como pretendia.

Por isso o documento final auspiciou que “a Igreja Católica trabalhando junto com os líderes de outras religiões poderia desenvolver um papel decisivo para ajudar a resolver os problemas”.

Quais são os “problemas”?

Todos se resumem num problema essencial: os homens não querem saber da monstruosa revolução que o radicalismo neocomunista ambientalista planeja. A humanidade não quer retroceder à pré-história em nome de uma utopia tribalista.

Porém, segundo os arautos da extinção da civilização, “a Igreja poderia fazer isso mobilizando a opinião pública e os fundos públicos para (...) não contribuir ao aquecimento global e se preparar melhor para os desafios do inevitável mudança climática. Devemos reduzir a ameaça potencialmente catastrófica que paira sobre tantas pessoas”.

Índios, ONGs internacionais, sem-terra, quilombolas, teologia da liberação entre outros
seriam os agentes preferidos da "Igreja pan-amazônica" ecologicamente integrada na natureza.
O Brasil seria despedaçado e iria ficando de lado até cair no esquecimento.
Leia-se convencer os homens a aceitar um padrão de vida muito inferior numa sociedade igualitária que é a velha meta marxista.

Para fazer engolir o que o marxismo e a teologia da libertação não conseguiram, eles inflacionam o bicho papão de um crise emergente climática que não existe.

Insuflam eles o medo de uma “inevitável catástrofe climática” como se o clima não estivesse sempre mudando naturalmente e como se o homem pudesse determinar essas mudanças com leis ou reformas de estrutura planetárias, ou reformando a Igreja.

Em suma, o workshop pediu abaixar a resistência dos homens para que aceitem a utopia igualitária verde apavorados pelo terror de calamidades planetárias apavorantes descritas nas cartilhas da propaganda de seitas apocalípticas, filmes e literatura tipo science-fiction.

O brado pediu o engajamento do Papa Francisco.

Foi atendido?

Tudo o que está sendo dito e feito em torno do Sínodo Pan-amazônico parece conter uma resposta espantosamente positiva ao apelo anticientífico e visceralmente anti-civilização cristã.


domingo, 18 de agosto de 2019

Molion fez crítica científica da encíclica que antecipa as conclusões do Sínodo Pan-amazônico

Molion: a encíclica acolhe mistificações sem base na ciência
Molion: a encíclica acolhe mistificações sem base na ciência
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





No dia 16 de julho de 2015, por iniciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, palestraram no Club Homs da capital paulista o Prof. Luiz Carlos Molion e o autor deste post.

O Prof. Molion é meteorologista, pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas. Ele assestou o foco nos aspectos científicos da Encíclica Laudato Si'.

Suas observações continuam mais atuais do que nunca. Não somente os fenômenos climáticos e ecológicos em pauta continuam os mesmos pois se estendem com grande durabilidade no tempo.

Mas a agitação ideológica "verde" cresceu em insuspeitadas proporções.

Criou-se também um coro de vozes, aliás muitas anticristãs, que sintoniza com o Sínodo Pan-amazônico que se desenvolverá em Roma no próximo mês de outubro (2019).

E o cerne das conclusões desse Sínodo já está inscrito com antecedência na referida encíclica.

O professor Molion observou múltiplas impropriedades, do ponto de vista da ciência, contidas nessa Encíclica, pois adota hipóteses controvertidas ou falsas como se fossem resultantes de um consenso entre os especialistas.

Também sublinhou que o termo “consenso” jamais pode ser usado na ciência. Ele é aplicável na política e em seus conchavos. A ciência é questionadora por natureza.

Molion explicou que a análise dos dados dos últimos 420 mil anos registra sucessivas eras glaciais com cerca de 100 mil anos de duração cada uma, interrompidas por períodos quentes, ou interglaciários, de 10 a 12 mil anos de duração.

A última glaciação ocorreu há 130 mil anos. Nesse período, pode-se constatar que o CO2 nunca causou alteração da temperatura. Pelo contrário, ele acompanhou as mudanças da temperatura com um atraso de 800 a mil anos, ou até 5 mil.

O auditório encheu para ouvir as explicações do prof. Molion sobre a Laudato Si'
O auditório encheu para ouvir as explicações do prof. Molion sobre a Laudato Si'
O CO2 é um seguidor e não um condutor. O grande controlador do CO2 na atmosfera são os oceanos, que ocupam 71% da superfície da Terra. Dos 510 milhões de quilômetros quadrados do Planeta, 361 milhões são cobertos pelos oceanos.

Segundo o abalizado especialista, vivemos hoje num período interglacial iniciado há cerca de 15 mil anos. Nos interglaciários anteriores, a temperatura atingiu de 6º a 10º acima da atual.

Qual era a atividade humana que aqueceu o planeta? perguntou o palestrante. Nessas épocas nem existia o Homo Sapiens!

Esse aquecimento apenas se explica por processos físicos naturais, independentes de qualquer presença ou atividade humana.

A história da civilização humana transcorreu nos últimos 10 mil anos, tendo havido quatro períodos muito mais quentes que o atual:
  • o ótimo do Holoceno, há 8 mil anos; 
  • o Minuano quente, ocorreu 3.500 anos atrás e correspondeu à civilização de Minos; 
  • o Romano quente — entre 400 a.C. a 300 d.C. — que inclui a época da vida de Cristo; 
  • e o Medieval quente, entre 900 e 1250 ou 1300 d.C.
Entre 1350 e 1850, quiçá até inicio do século XX, houve um período frio em que a temperatura média da Europa ficou 2ºC abaixo da atual.

O interglacial em que vivemos tende ao resfriamento. Já passamos pelo máximo de calor 6 mil anos atrás e estamos rumando bem devagar para uma nova era glacial.

Ninguém precisa se preocupar, pois para se chegar a 8º ou 10º abaixo do que está hoje levará cem mil anos.

De acordo com o Prof. Molion, fica assim claro que o Papa Francisco foi muito mal assessorado na redação da Encíclica.

Vídeo: Mitos e fraudes falsamente científicos continuam sendo os mesmos. A prova? Veja esta entrevista-aula de 2010 !!!



O documento papal também recolhe a ideia de um aumento catastrófico do nível dos mares.

Em 2007, o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, previa um aumento de 59 cm até 2100. Em 2013 sua previsão saltou para 98 cm.

E o líder aquecimentista Al Gore afirma em um laureado trabalho que o aumento será de 6 metros! Só que, apesar desse salto vertiginoso, ele comprou uma mansão em Montecito, na Califórnia, pelo valor de 9 milhões de dólares, bem junto à praia...!

O palestrante mostrou que é impossível medir o nível do mar, pois ele não é um sólido contínuo e está exposto a mudanças determinadas por fenômenos astronômicos!

A Encíclica trata também de “eventos extremos" de natureza climática. O que é isso?

 Um evento extremo é um estado atmosférico momentâneo, não é clima! No clima, o que se considera é a média de tudo, e não apenas um momento extremo.

“Eventos extremos” sempre ocorreram. A pior seca do Nordeste foi em 1877-1879. Na região metropolitana de São Paulo, segundo os pluviômetros, a década com maiores tempestades foi de 1941 a 1950. E a pior enchente que São Paulo já teve foi em janeiro de 1929!

Não tem nada a ver com o aquecimento global!

O professor Molion ilustrou os pontos falhos da Laudato Si' do ponto de vista científico.
O professor Molion ilustrou os pontos falhos da Laudato Si'
do ponto de vista científico.
O Prof. Molion também desmitificou outras frases soltas no documento que não se sabe de onde saíram, tais como o medo de descongelamento do permafrost (terra congelada no Ártico) e a liberação de quantidades catastróficas de gás metano por essa e outras vias.

Também neste ponto, a Encíclica acolhe uma mistificação sem base na ciência.

Segundo o expositor, em matéria de efeito estufa o documento papal está totalmente equivocado e deve ser completamente repensado em função dos conhecimentos básicos da física.

Outra questão afirmada sem fundamento é a acidificação dos oceanos. Quanto ácido seria preciso para acidificar os oceanos? É inimaginável.


Resumidamente, o professor Molion voltou a sublinhar verdades básicas na matéria: 
  • o clima varia por causas naturais; 
  • “eventos extremos” sempre ocorreram; 
  • o CO2 não controla o clima global e é o gás da vida; sem CO2 acabariam as plantas, os animais e os homens; 
  • sem energia, inclusive a nuclear, os países pobres não sairão da pobreza.

O renomeado professor concluiu que é muito preocupante o Papa defender na Encíclica uma governança mundial para se controlar as emissões de gás.



Vídeo: No IPCO, Molion faz crítica científica da Laudato Si’




segunda-feira, 12 de agosto de 2019

São Gabriel da Cachoeira e Sínodo Pan-amazônico: jogar uma terra de promessas nas trevas da vida tribal?

Missão salesiana de Taracuá, rio Uaupés, São Gabriel da Cachoeira
Missão salesiana de Taracuá, rio Uaupés, São Gabriel da Cachoeira
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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São Gabriel da Cachoeira é um simpático município brasileiro do estado de Amazonas, Região Norte do país, segundo a básica descrição da Wikipedia.

Malgrado sua remota e selvática situação, ele encarna todo ao contrário a luta de classes comuno-tribalista que anda sendo pregada com pretexto do próximo Sínodo Pan-amazônico.

A benemérita ação dos missionários salesianos desde o início do século XX foi muito bem acolhida pela população indígena que não se envergonha de exibir sua adesão à Igreja Católica e se orgulha de ser brasileira.

Localizado na fronteira com a Colômbia e Venezuela, no extremo noroeste do Brasil, o município é conhecido como “Cabeça do Cachorro”, por seu território ter forma semelhante à da cabeça desse animal.

São Gabriel da Cachoeira no estado de Amazonas região Norte
São Gabriel da Cachoeira no estado de Amazonas região Norte
O município de São Gabriel da Cachoeira um dos maiores territórios do do Brasil e da Amazônia: 109.185 km². Sua extensão territorial é maior do que cada um dos seguintes estados brasileiros: Santa Catarina, Paraíba, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Alagoas e Sergipe.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população era de 44.816 habitantes em 2018, fazendo deste o décimo-terceiro município mais populoso do estado.

Em São Gabriel da Cachoeira, nove entre dez habitantes são indígenas, sendo o município com maior predominância deles no Brasil.

O município possui cerca de 2,9 bilhões de toneladas de nióbio, constituindo a maior reserva do mesmo em todo o mundo. O nióbio é muito procurado para ligas metálicas especiais usadas em instrumentos de alta tecnologia.

Missão Salesiana de Tapurucuara. Prelazia do Rio Negro. Amazonas, década de 1950
Missão Salesiana de Tapurucuara. Prelazia do Rio Negro. Amazonas, década de 1950
É uma prometedora fonte de progresso que obviamente é cobiçada por não brasileiros.

Em um caso inédito na federação brasileira, foram reconhecidas, como línguas oficiais no município, ao lado do português, três línguas indígenas: o nheengatu, o tucano e o baníua, faladas pela maioria dos habitantes do município, dos quais 74% são indígenas.

É um dos três municípios brasileiros que reconhecem outros idiomas como oficiais, além do português.

Pitorescamente, os outros dois são bem diferentes. Pomerode, em Santa Catarina, que se ufana de ser “cidade mais alemã do Brasil”, e fala o pomerano que está quase extinto na região histórica da Pomerânia original às beiras do Mar Báltico.

Moças enfeitam imagem de Maria Auxiliadora na paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Taracuá
Moças enfeitam imagem de Maria Auxiliadora
na paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Taracuá
Tacuru em Mato Grosso do Sul reconheceu a língua guarani como cooficial.

Estas riquezas culturais apontam para um futuro riquíssimamente diversificado no Brasil desde que se deixe naturalmente progredir o unitivo espírito nacional e não se introduzam fatores de confronto e desagregação da coesão do país.

Mas, esse é um dos grandes temores que suscita a pregação da Teologia da Libertação que está sendo ressuscitada pelos arautos do Sínodo Pan-amazônico.

São Gabriel da Cachoeira teve uma fortaleza, à margem esquerda do alto rio Negro, construída para fins defensivos pela coroa portuguesa.

E hoje é sede da 2ª Brigada de Infantaria de Selva; Comando de Fronteira Rio Negro e 5º Batalhão de Infantaria de Selva; 21ª Companhia de Engenharia de Construção; Destacamento do Controle do Espaço Aéreo de São Gabriel da Cachoeira; Destacamento de Aeronáutica de São Gabriel da Cachoeira; Destacamento da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica; e Destacamento da Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental, que garantem a soberania nacional.

Esta indispensável presença, entretanto, não é bem vista por ONGs e os pregadores de uma mal contada “Igreja amazônica” ecológica, tribalista e solapadamente comunista.

Acresce que o município de São Gabriel da Cachoeira faz fronteira com os países vizinhos e irmãos da Colômbia e da Venezuela.

Desses países, os ativistas da utopia comuno-tribalista quereriam arrancar grandes extensões para fusioná-las com uma imensa parte brasileira e inventar uma unidade místico-tribal-anárquica mal explicada que acabaria amputando gravemente o Brasil e a seus vizinhos.

Aula no internato de Taracuá, Rio Uaupés. Foto Arquivo da Diocese.
Aula no internato de Taracuá, Rio Uaupés. Foto Arquivo da Diocese.
A cidade de São Gabriel da Cachoeira se encontra a 852 quilômetros de Manaus, capital do estado. Por isso, o município todo é um ponto estratégico a ser custodiado pelo Brasil, do qual é uma célula vital verdadeiramente integrada.

São Gabriel da Cachoeira é o município com maior diversidade de etnias indígenas do país.

Entre as várias etnias indígenas, pode se mencioinar os Arapaço, Baniwa, Barasana, Baré, Desana, Hupda, Karapanã, Kubeo, Kuripako, Makuna, Miriti-tapuya, Nadob, Pira-tapuya, Siriano, Tariano, Tukano, Tuyuka, Wanana, Werekena e Yanomami.

Forman mais de 400 comunidades indígenas além de uma forte presença integrada em bairros da sede municipal, no núcleo urbano de Iauaretê e ao longo dos rios como o Uaupés, o Içana, o Xié, o Tiquié e o Negro.

Quem, como o autor destas linhas, for pesquisar na Internet fotos da cidade, da região e da história de São Gabriel da Cachoeira fica muito gratamente impressionado.

Fiéis após ato religioso na paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Taracuá
Fiéis após ato religioso na paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Taracuá
E até emocionado.

Em primeiro lugar pela heroica obra evangelizadora e civilizadora dos missionários salesianos.

Ver as fotos apagadas pelo tempo dos primeiros religiosos e religiosas chegando a locais sem nada e ali erigindo precários dispensários médicos, escolinhas e capelinhas.

Vendo que os prédios crescem, que as religiosas ensinam as meninas a se vestirem, lhes dão aulas de corte e costura, que os meninos recebem vestimentas dignas e até mais tarde ingressam no Exército Nacional constituindo as melhores unidades para o combate na selva.

As igrejinhas aumentam, cidades começam a nascer com os serviços básicos e vão se embelezando.

Primeira aterrissagem em Uaupés. Quando chegou a modernidade com a FAB, os missionários estavam lá havia tempo!
Primeira aterrissagem em Uaupés.
Quando chegou a modernidade com a FAB, os missionários estavam lá havia tempo!
Um belo dia um avião da Força Aérea Brasileira pousou em Uaupés (rio e cidade). O que encontrou esse avanço da modernidade? Pois: missionários salesianos catequizando e instruindo a comunidade local!

Enrostando sacrifícios e doenças que só Deus sabe, os religiosos tinham chegado em pirogas e meios de fortuna bem antes para levar a doce doutrina de Jesus Cristo e expandir a civilização brasileira.

Uma foto mais recente apresenta os fiéis saindo de um serviço religioso da bela paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Taracuá. É o Brasil!

Numa outra, um grupo de moças compostas e piedosas enfeitam uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, devoção tão promovida por São João Bosco fundador dos salesianos, para o dia de sua festa, na mesma paróquia.

Novo bispo na linha do Sínodo Pan-amazônico endossa cocar e é 'abençoado' por pajé
Novo bispo na linha do Sínodo Pan-amazônico
endossa cocar e é 'abençoado' por pajé
O município comemora festividades religiosas católicas ao longo do ano como a Semana Santa, procissões, festa de São Gabriel padroeiro do município (em 29 de setembro, conjuntamente com os Santos Arcanjos Miguel e Rafael).

Quem pretenderia jogar essa jovem região brasileira de volta na barbárie ou selvageria, na ignorância e na miséria religiosa das superstições tribais, na pobreza da vida desconectada da civilização?

Quem desprezaria tanto sangue derramados por religiosos e religiosas, por desbravadores, por militares e até por índios entusiasmados pela Boa Nova do Evangelho durante décadas de duras conquistas sobre a selva?

Entretanto, é para lá que trabalham teólogos da libertação, ONGs que pouco ou nada sabem do Brasil mas que não carecem de abundantes verbas estrangeiras.

E essa atividade iníqua é feita como sendo querida pelo Sínodo Pan-amazônico e até estando já prescrita, dizem, na encíclica ‘Laudato si’’ do Papa Francisco!



domingo, 4 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo?

Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo
Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo?
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Certas propostas do ambientalismo radical – contra as quais temos alertado no nosso blog –soam tão estapafúrdias que compreendemos que muitas pessoas razoáveis, as julguem coisas de doidos sem futuro.

Muitas propostas – teológicas ou não – que estão sendo baralhadas a propósito do próximo Sínodo Pan-amazônico caem nessa categoria.

Desfazer o Brasil e mais oito países vizinhos com uma área de oito milhões de quilômetros quadrados para ali estabelecer, como postulam os documentos oficiais pré-sinodais, uma área ecológica, cultural e religiosa inspirada no primitivismo das últimas, minúsculas e mais decadentes tribos que ainda subsistem, soa a sonho doentio.

Em qualquer caso, não é uma novidade.

Esse sonho alucinado já estava contido nos utopistas do comunismo e do socialismo anárquico.

Segundo eles o homem deveria viver como o “bon sauvage” de Jean-Jacques Rousseau pulando nu na natureza.

Malgrado o fracasso repetido das “experiências”, essa fantasia essencialmente anticristã nunca abandonou os antros mais recônditos do comunismo.

domingo, 28 de julho de 2019

Ideólogo ‘verde’ condena homem como 'assassino serial' da Criação (sic!)

Yuval Noah Harari e seu livro contra o homem
Yuval Noah Harari e seu livro contra o homem
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Do ponto de vista da ecologia, o ser humano é um assassino serial se se acreditar em Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém.

As teses furibundas do ambientalista o encheram de louvores das grandes tubas do macrocapitalismo publicitário. Ele foi citado mais recentemente pelo colunista e militante verde João Lara Mesquita.

“A Revolução Agrícola foi a maior fraude da história”, “as plantas domaram o Homo Sapiens e não o contrário”, “se a culpa é do Homo sapiens ou não, o fato é que, tão logo eles chegavam a um novo local, a população nativa era extinta”, são alguns dos pensamentos desse arauto contra o ser humano.

Yuval nem adota a fantasia de Jean-Jacques Rousseau do “bom selvagem” ou a quimera comuno-progressista de índios que viveriam “em plena harmonia com a natureza”.

Todos os homens são malignos, mas aquele que raciocina é o pior deles.

domingo, 21 de julho de 2019

Xavantes querem trator e agronegócio
para sair da miséria e da fome

Índios Xavante se reúnem para aprender a dirigir tratores. Foto Pedro Silvestre
Índios Xavante se reúnem para aprender a dirigir tratores. Foto Pedro Silvestre
Luis Dufaur
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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) capacitou 15 índios da etnia Xavante para operar tratores.

Buscar conhecimento para trabalhar na agricultura foi o primeiro passo dos indígenas para mudar o cenário de miséria e fome, que tem castigado aldeias no sudeste de Mato Grosso, noticiou o Canal Rural da UOL.

O jovem Mauro Jacinto, de 19 anos, gostou da experiência.

Ele concluiu o ensino médio e sonha em fazer agronomia, para ajudar toda a reserva Sangradouro.

“Para mim, é um grande caminho esse em que estou entrando. Vai agregar renda a minha comunidade”, disse ao Canal Rural.

Clever Cunico, instrutor de Operação de Máquinas do Senar-MT, está trabalhando pela primeira vez com o povo indígena e está bastante surpreso.

Eles fazem perguntas e estão realmente interessados em aprender”, afirma.

A entidade já tem mapeados outros cursos, segundo a mobilizadora Márcia Gonçalves.

domingo, 14 de julho de 2019

O Sínodo a serviço da agenda neopagã

Ex-frei Leonardo Boff colaborou na redação da Laudato si'. Sínodo Amazônico traz a Teologia de Libertação com cores de índio
Ex-frei Leonardo Boff colaborou na redação da Laudato si'.
Sínodo Amazônico traz a Teologia de Libertação com cores de índio
José Antonio Ureta
Membro fundador da “Fundación Roma”,Chile;
membro da “Société Française pour la Défense
de la Tradition, Famille et Propriété”;
colaborador do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
e autor do livro: “A mudança de paradigma
do Papa Francisco: continuidade ou ruptura
na missão da Igreja?
Relatório de cinco anos do seu pontificado”.







O jornalista Edward Pentin, do National Catholic Register, solicitou amavelmente minhas primeiras impressões sobre o Instrumentum laboris para a próxima Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, divulgado ontem. Eu o faço com muito gosto, como editorial para este observatório.

Em minha opinião, o Instrumentum laboris representa a abertura de par em par das portas do Magistério à Teologia Indígena e à Ecoteologia, dois derivados latino-americanos da Teologia da Libertação, cujos corifeus, após o desmantelamento da URSS e do fracasso do “socialismo real”, atribuíram aos povos indígenas e à natureza o papel histórico de força revolucionária, em clave marxista.

Tal como a Teologia da Libertação, o Instrumentum laboris toma como base de suas elucubrações não a Revelação de Deus contida na Bíblia e na Tradição, mas a realidade da suposta “opressão” a que estaria sujeita a Amazônia, que de simples área geográfica e cultural passa a ser “interlocutor privilegiado”, “lugar teológico”, “lugar epifânico” e “fonte de revelação de Deus” (números 12, 18 e 19).

Do ponto de vista teológico, o Instrumentum laboris não só recomenda o ensino da Teologia Indígena “em todas as instituições educativas” com vistas a “uma melhor e maior compreensão da espiritualidade indígena” e para que “sejam tomados em consideração os mitos, tradições, símbolos, ritos e celebrações originais” (nº 98), como repete ao longo do documento todos os seus postulados.

Ou seja, que as “sementes do Verbo” não apenas estão presentes nas crenças ancestrais dos povos aborígenes, mas que já “cresceram e deram frutos” (nº 120), pelo que a Igreja, em lugar da evangelização tradicional que procura convertê-los, deve se limitar a “dialogar” com eles, uma vez que “o sujeito ativo da inculturação são os mesmos povos indígenas” (nº 122).

Nesse diálogo intercultural, a Igreja deve também enriquecer-se com elementos claramente pagãos e/ou panteístas de tais crenças, como “a fé em Deus-Pai-Mãe Criador”, as “relações com os antepassados”, a “comunhão e harmonia com a terra” (nº 121) e a conectividade com “as diferentes forças espirituais” (nº 13).

domingo, 7 de julho de 2019

Professor da Califórnia:
comer carne ajuda à Humanidade

O prof. Frank M. Mitloehner ficou espantado com os exageros contra o consumo de carne
O prof. Frank M. Mitloehner ficou espantado com os exageros contra o consumo de carne
Luis Dufaur
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Frank M. Mitloehner é professor especializado em Qualidade do Ar, no Departamento de Ciência Animal na Universidade da Califórnia – Davis.

Ele ficou espantado pela frequência com que a grande mídia pressiona para comer menos carne a pretexto de salvar o clima.

Alguns ativistas chegam a propor um imposto à carne para reduzir o consumo, comentou “El País” de Madri.

O sofisma é que essa produção gera mais gases estufa que todo o setor do transporte.

Porém, diz o professor, isso é falso.

Trata-se de propaganda veiculada por uma mídia que se diz séria e que leva a suposições inexatas sobre a relação do consumo de carne e a mudança climática.

domingo, 30 de junho de 2019

Índios ampliam lavoura, desafiam controles asfixiantes e desmentem utopias comuno-missionárias

Índios paresis querem ampliar lavoura e dominam atualizada tecnologia.
Índios paresis querem ampliar lavoura e dominam atualizada tecnologia.
Luis Dufaur
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O povo paresi da terra indígena Utiariti saiu este ano para a colheita de perto de 4.000 hectares de milho que ele mesmo semeou com atualizada tecnologia.

Em fevereiro, suas modernas máquinas haviam colhido 9.000 hectares de soja, informou reportagem da “Folha de S.Paulo”, rica em informações.

Nove carretas estavam a postos em Campo Novo do Parecis (410 km ao noroeste de Cuiabá), cidade mais próxima, para transportar a produção de soja e vendê-la.

O exemplo é característico de uma feliz integração dos paresis na grande família brasileira.

Trata-se de mais uma amostra que contradiz as ideologias comuno-ecologistas que pretendem mantê-los presos à vida “selvagem” e miserável sonhada pelos teorizadores do missionarismo comunista.

domingo, 23 de junho de 2019

Dalai Lama na ECO-92: um 'papa' do deus imanente da anti-ordem 'verde'?

Em torno do Dalai Lama dizia-se que ele era o Papa 'da outra metade do mundo'. A bem dizer da metade inferior, ou abismos infernais. Assim representou melhor o deus da nova religião comum da Terra.
Em torno do Dalai Lama dizia-se que ele era o Papa 'da outra metade do mundo'.
A bem dizer da metade inferior, ou abismos infernais.
Assim representou melhor o deus da nova religião comum da Terra.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







continuação do post anterior: ECO-92: o materialismo panteísta para o mundo ecológico




Mas ainda haveria de chegar uma espécie de pontífice supremo dessa confusão. Deu-se com a chegada do Dalai Lama, às 6.h45.

O Dalai Lama, foi hóspede do Cardeal-arcebispo de Rio de Janeiro, Dom Eugênio Sales.

Por sua parte, Dom Eugênio tinha celebrado uma “High Ecological Mass”, na plataforma do Cristo Redentor, pelo sucesso da Rio-92, na presença do governador e do prefeito da cidade.

Na ocasião, o arcebispo relembrou que “Deus confiou este mundo ao homem não para explorá-lo” crítica velada à agropecuária explorada também na encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco (“High Ecological Mass at the Christ statue”, Jornal do Brasil, english edition, 1/6/92).

A chegada do Dalai Lama teve conotações de entronização de uma espécie de pontífice da grande força cultuada por tais religiões: a Mãe Terra, ou Gaia, ou Pachamama.

A Enciclopédia Espasa-Calpe, vol XXIX, no verbete lamaísmo, define essa prática como uma

“forma muito corrompida do budismo indiano (...) e grande número de práticas e superstições essencialmente mágicas, que conservaram sempre uma influência predominante. (…) Segundo Goden: “é quiçá a religião mais supersticiosa e sacerdotal do mundo” (in Studies in the religion of the east, Londres, 1913).”

domingo, 16 de junho de 2019

Potentados do mundo impulsionaram a utopia pan-amazônica na ECO-92

O senador Al Gore, líder da delegação oficial,
'por baixo' promovia a assembleia das ONGS mais radicais.
A seu lado John Kerry, futuro Secretário de Estado de Obama
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: ECO-92 revelou o materialismo panteísta para o mundo ecológico



A heteróclita e caótica vigília ecumênica na noite de 5 para 6 de junho no aterro do Flamengo na ECO-92 soava para além de confusa e anti-religiosa para quem leva a religião a sério.

Mas, como comentou o Jornal do Brasil, lá era “tudo muito ecológico dentro do espírito de Rio-92” (“Religiões celebram a paz e fraternidade”, id. ibid.).

Com efeito, essa visão místico caótica regada a cantoria, droga, dança e ecumenismo religioso estava muito de acordo com o que prega a Ecologia.

O ecologismo nega o papel da razão, embora se apresente sob uma aparência científico-racional para nós “viciados” no raciocínio.

Ele professa uma espécie de filosofia anti-filosófica que lhe serve de suporte. Encontra-se em diversas escolas, desde o estruturalismo de Lévi-Strauss até na assim chamada deep-ecology.

domingo, 9 de junho de 2019

ECO-92 revelou o materialismo panteísta da utopia ecológica

Num cenário caótico, os potentados do planeta deram o empurrão de partida rumo a um mundo anárquico e panteísta agora proposto pelo Sínodo Amazônico
Num cenário caótico, os potentados do planeta deram o empurrão de partida
rumo a um mundo anárquico e panteísta agora proposto pelo Sínodo Amazônico
Luis Dufaur
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Os velhos papéis por vezes armazenam segredos que folhados muito depois nos surpreendem. Tal vez isso inspirou ao famoso historiador francês G.Lenotre a escrever uma obra referencial sobre a Revolução Francesa: “Velhas casas, velhos papeis” (“Vieilles maisons, vieux papiers”, Tallandier, Paris, 2013).

Hoje temos a Internet e seus bancos de dados. E foi assim que para surpresa minha e, creio, para a do leitor, achei documentos surpreendentes para compreender o fundo do que se está falando do Sínodo Pan-Amazônico.

Esse Sínodo ostenta a intenção de gerar uma igreja nova adaptada à cultura ecológica, que na sua integridade seria praticada pelos “povos originários”, nativos ou indígenas das selvas amazônicas.

Notadamente, adotaria e consagraria o ideário religioso que eles praticariam de forma modelar para nós, homens desnaturados pela civilização e pela Igreja hierárquica bem ordenada segundo os ensinamentos de Jesus Cristo.

Olhando com atenção, nesse ideário dos “povos originários” só há um muito pobre amontoado de superstições que nem os coitados dos indígenas sabem explicar direito.

O “ensinamento ancestral” da religião ecológica com suas elucubrações complicadas é uma criação de ideólogos escolados em grandes universidades e seminários dos países colonizadores.

Como e onde apalpar esse ideário?

domingo, 2 de junho de 2019

Da revolta contra a dor animal
à extinção do ser humano

O culto igualitário dos animais até peçonhentos prepara a extinção da humanidade
O culto igualitário dos animais até peçonhentos prepara a extinção da humanidade
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: “Direitos dos animais”: paroxismo verde da “cultura da morte”



A sociologia marxista inoculou no cerne do espírito moderno a inconformidade, o horror e a revolta contra a dor. E em primeiro lugar, uma revolta contra a dor humana.

É claro que é bom diminuir a dor tanto quando possível por meio da medicina ou outro recurso cabível.

Num segundo grau, com o pretexto de combater a dor, apareceram materialistas que para evitar a dor postularam o pecado, até nas suas formas mais cruéis. Algo típico é a limitação da natalidade para evitar a dor.

Pelo pecado de Eva a mulher gera na dor. Deus disse “darás à luz teus filhos com dor”. Toda atenuação é boa obtida moralmente pela medicina, mas sempre fica um fundo de dor.

Os mesmos materialistas não ficam por ali. Dando mais um passo, eles avançam até o ponto de se revoltar contra a dor animal pelo que ela tem de parecido com a dor humana.

De exagero em exagero, eles acabam aplicando no animal o slogan da revolução anarquista de Maio de 1968: “é proibido proibir”.

domingo, 26 de maio de 2019

“Ódio teológico” na apologia ambientalista dos “povos originários” de América

O presidente eco-comunista do México Andrés López Obrador quis ser investido em cerimônia de “povos mexicanos originários”.
O presidente eco-comunista do México Andrés López Obrador
quis ser investido em cerimônia de “povos mexicanos originários”.
Luis Dufaur
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O novo presidente do México Andrés Manuel López Obrador, alinhado os regimes socialo-comunistas da família Castro, de Maduro e de Ortega exigiu que a Espanha pedisse perdão pela evangelização e civilização do seu país, alegando crimes contra os “povos mexicanos originários”.

O ponto de partida da exigência é um velho sofisma desenvolvido pela Teologia da Libertação e que mais recentemente foi remoçado pelo missionarismo comuno tribal e seu sócio o ambientalismo radical.

Em síntese, o sofisma diz que a Cruz de Cristo e a Civilização Cristã arrancaram os indígenas, ou “povos originários”, de sua mística integração na natureza e extirparam suas crenças – idolátricas, sanguinárias e até canibais – produzindo um desgarramento na Mãe Terra, também chamada Pachamama ou Gaia.

Mas López Obrador não imaginou a vergonha que iria passar e o desnudamento de seus erros nas respostas que recebeu da Espanha.

No quotidiano “ABC” de Madri, o premiado escritor Juan Manuel del Prada pôs em evidência que a atual propaganda de uma mitificada vida tribal integrada no meio ambiente resulta apenas de um “ódio teológico”, voltado contra o cristianismo e a civilização.

A expressão “ódio teológico” é o nome dado ao furor e à ira gerados por controvérsias envolvendo teologia. A expressão também descreve disputas não-teológicas de natureza rancorosa. Cfr. Wikipédia, “Odium theologicum”.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

“Direitos dos animais”: paroxismo verde da “cultura da morte”

O punho fechado comunista e a pata de cachorro artificiosamente reunidos para uma revolução nunca antes sonhada
O punho fechado comunista e a pata de cachorro artificiosamente reunidos
para uma revolução nunca antes sonhada
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Como os “direitos dos animais” foram atropelando os verdadeiros direitos do homem



Na sede da UNESCO, celebrando o trigésimo aniversário de fundação da ONU, foi apresentado em 15 de outubro de 1978 um manifesto pela igualdade entre os animais e os homens, a caminho de uma igualdade entre as plantas, os animais e os homens.

Ele é mais conhecido como “Declaração Universal dos Direitos Animais”, embora não tenha nível jurídico para se apresentar com essa pompa. Cfr. Wikipedia, verbete “Declaração Universal dos Direitos Animais”.

Matreiramente foi introduzida como “proposta para diploma legal internacional, levado por ativistas da causa pela defesa dos direitos animais”.

Mas para os efeitos da agitação ambientalista é apresentada como documento oficial. Assim a opinião pública é sistematicamente enganada e o malicioso texto projeta seus deletérios efeitos sem que as autoridades mundiais os nacionais denunciem.

A declaração dos Direitos do Homem da Revolução Francesa ainda punha o homem no centro e começava dizendo “todos os homens nascem e permanecem livres e iguais”.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Como os “direitos dos animais” foram atropelando os verdadeiros direitos do homem

O Tribunal das Águas de Valência julga as disputas sobre irrigação. A alma espiritual e inteligente do homem fundamenta que ele julgue a natureza.
O Tribunal das Águas de Valência julga as disputas sobre irrigação.
A alma espiritual e inteligente do homem fundamenta que ele julgue a natureza.
Luis Dufaur
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A Igreja ensina que em cada ser vivo há um agente que põe em movimento esse ser.

No homem é a alma humana; nos animais é a alma animal e nos vegetais é a alma vegetal.

A Igreja entende por “alma” precisamente o principium vitae, o princípio misterioso do qual não se pode dizer outra coisa senão que confere a vida.

Então, há três graus de almas, como há três graus de seres:

A alma do homem que é uma alma intelectiva, que compreende as coisas e que se conhece a si mesma.

O homem conhece as coisas não como um boi conhece. Se o boi olhar para uma árvore e eu olhar também, vemos a mesma coisa.

E como o boi não usa óculos e eu uso, provavelmente o boi vê melhor a árvore do que eu.

Mas ele não entende a árvore. Ele não sabe qual é o fim, nem diferencia os objetos, ele apenas recebe nos olhos a imagem da árvore que entra como numa máquina fotográfica, não é idêntico, mas é parecido com da máquina fotográfica.

Sobretudo o boi não se conhece a si próprio. Nós adquirimos na primeiríssima infância, a noção de que somos um circuito fechado.

É a primeira ideia por onde nos vem a noção do “eu” é quando notamos que uma coisa nos agrada e eu toco, eu sinto, e ninguém sente a não ser eu. Se dói, eu gemo e ninguém geme a não ser eu.

Se eu sou um circuito fechado, e os outros são circuitos fechados, nasce aí uma ideia de que eu sou outro. E de que eu tenho direitos, interesses, bons e maus movimentos, inteiramente diferentes dos outros.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Sínodo amazônico: plano há muito acalentado em secreto pelo comuno-progressismo

Mons Franz-Josef Overbeck: depois do Sínodo Panamazônico na Igreja “nada voltará a ser igual ao que foi”
Mons Franz-Josef Overbeck: depois do Sínodo Panamazônico
na Igreja “nada voltará a ser igual ao que foi”
Luis Dufaur
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O bispo alemão Mons. Franz-Josef Overbeck, diocesano de Essen, militante ativo das causas LGBT, comemorou uma planejada ruptura da Igreja Católica com seus dois mil anos de história.

O pretexto seria elaborar uma pastoral amazônica no próximo Sínodo Pan-amazônico que se reunirá no Vaticano no mês de outubro.

O bispo prevê capitulações “positivas” – em verdade desgarramentos assustadores – a respeito de moral sexual, celibato sacerdotal e aproximações a um “sacerdócio feminino”, segundo informou o site oficial da Conferência Episcopal dos Bispos Alemães Katholische.de, citado por Lifesitenews.

Segundo essa fonte oficial, o bispo de Essen declarou à imprensa que o Sínodo provocará uma “quebra” na história da Igreja em virtude da qual “nada voltará a ser igual ao que foi”.

Mons. Overbeck arremeteu contra a estrutura hierárquica da Igreja, sua moral sexual, e abriu caminho para uma “reconsideração” de funções sacerdotais para mulheres.

Isto parece ter pouco ou nada a ver com a motivação ecológica alegada para reunir tal Sínodo.

domingo, 28 de abril de 2019

Alarmista “verde” prega contra o nascimento
de novas gerações de seres humanos

David Attenborough, arauto da diminuição drástica dos humanos
Luis Dufaur
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David Attenborough, um dos mais ativos arautos ingleses da diminuição drástica da humanidade.

Suas pregações mídiáticas continuam a receber escandalosa cobertura pelo fato de qualificar o gênero humano de praga que depreda o planeta.

Ele acenou ainda com um aterrorizador desastre, que aconteceria nos próximos 50 anos.

E esse desastre adviria se algo não for feito para interromper a multiplicação dos seres humanos, como noticiou há tempos a agência LifeSiteNews.

O método de espalhar pânico é bem conhecido e David Attenborough utiliza-o com desenvoltura.

Ao mesmo tempo, ele oculta numa nuvem de imprecisões que a causa de seus temores é de fundo ideológico anticristão.

Com efeito, já declarou ele à britânica Radio Times:

“Eles [as novas gerações de crianças e jovens] estão vindo para se instalar em nossas casas nos próximos 50 anos aproximadamente.

“Temos necessidade de superfície para cultivar alimentos para essa horda imensa.

“Ou nós limitamos nosso crescimento populacional, ou a natureza o fará por nós, e o mundo natural já está fazendo isso por nós agora exatamente”.
O disparate verbal, de si confuso, a respeito de hordas desconhecidas que viriam nos invadir, tal vez as crianças que podem nascer, não é mera besteira, mas faz parte de um método atemorizador para impor objetivos preconcebidos.

domingo, 21 de abril de 2019

A Terra está cada vez mais verde

NASA: reverdecer do planeta deveu-se ao homem. O mapa só aponta o aumento de área verde. Áreas amarelada não mudaram.
NASA: reverdecer do planeta deveu-se ao homem.
O mapa só aponta o aumento de área verde. Áreas amarelada não mudaram.
Luis Dufaur
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O mundo está ficando cada vez mais verde em virtude do aumento da área plantada nos últimos vinte anos, de acordo com os dados dos satélites da NASA publicados pelo NASA Earth Observatory.

A China havia devastado florestas e tornado improdutivas suas áreas agricultáveis para aplicar a reforma agrária socialista.

Hoje, puxada pela necessidade de dar de comer à sua imensa população, modernizou sua produção de alimentos e liderou o reverdecimento do planeta.

O segundo lugar no aumento da área verde foi obtido pela populosa e famosamente faminta Índia.

Dessa maneira ficaram desmentidos vários mitos ambientalistas artificiais mas apavorantes e danosos.

O primeiro apresenta o planeta caminhando para a desertificação pela aplicação de tecnologias de alta produtividade agrícola.

A China e a Índia provaram que não é assim.