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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Escandinávia faz bom vinho: exemplo de adaptação à mudanças de clima

A etiqueta de vinhos de Skaersogaard registra a origem controlada da região de Dons.
A etiqueta de vinhos de Skaersogaard
registra a origem controlada da região de Dons.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Um moderado aumento das temperaturas, como por exemplo se verificou no chamado Período Quente Medieval, está longe de ser um mal, e é preferível a um esfriamento das temperaturas médias.

Os especialistas em clima têm ressaltado esse fato essencial.

Os alarmistas do aquecimento global, cegados pelo seu ideologismo de esquerda, não vem ou escondem essa realidade.

Neste blog temos citado vários climatologistas de reputação como o Prof. Luis Baldicero Molion, que refutando os alarmismos do aquecimentismo, manifestam ser mais benéfico para a humanidade uma tendência ao aquecimento do clima, embora não esteja acontecendo.

No filme “The Great Global Warming Swindle” (“A grande Farsa do Aquecimento Global”) podemos ver e ouvir renomeados cientistas defendendo idênticas posições e com simpáticos exemplos históricos.


Colheita para vinho em Skaersogaard. Os produtores se adaptaram com sucesso ao clima.
Colheita para vinho em Skaersogaard. Os produtores se adaptaram com sucesso ao clima.
Recentemente um grande jornal “The New York Times”, arauto empezinhado das causas verdes, até das mais loucas, reconheceu em reportagem essa tese ingrata ao ecologismo radical.

Trata-se da produção de vinho na Dinamarca. Até agora era impossível por causa das baixas temperaturas.

O jornal novaiorquino descreve uma agradável manhã de outono em que Sven Moesgaard inspeciona uma fileira de videiras cuidadosamente plantadas.

Simultaneamente prossegue o jornal, uma equipe colhia toneladas de uvas Solaris que Sven transformaria em um vinho branco dinamarquês de sabor marcante.

Dez anos atrás, a vinicultura era considerada incompatível com o clima frio da região. Mas, agora está surgindo uma incipiente indústria vinicultora em toda a Escandinávia.

“Estamos de olho nas oportunidades trazidas pela mudança climática”, disse Moesgaard, fundador da Skaersogaard Vin.

“Nas próximas décadas, teremos mais vinho na Escandinávia enquanto a produção dos países que tradicionalmente dominaram a indústria vai cair.”

Adaptação bem sucedida promete mais quantidade, variedade e qualidade de novos vinhos
Adaptação bem sucedida promete mais quantidade,
variedade e qualidade de novos vinhos
A Dinamarca tem agora 90 vinícolas comerciais, uma alta considerável em relação às duas vinícolas de 15 anos atrás.

Cerca de 40 surgiram na Suécia e há quase uma dúzia funcionando mais ao norte, na Noruega.

Muitas ainda são pequenas se comparadas com as vinícolas da França, Itália e Espanha.

Mas, os viticultores nórdicos estão entusiasmados com as perspectivas se se confirmar que em questão de 50 anos o clima da Escandinávia se parecerá com o do norte da França.

Os produtores tradicionais de vinho do sul da Europa sofreram perdas com as altas temperaturas do verão.

Os climatólogos acham que o mapa global do vinho pode se transformar até 2050.

Aparecendo a oportunidade falaremos também do desenvolvimento promissor do vinho em frios extremos patagônicos.

Os climatólogos prudentes que temos o prazer de citar em nossos posts sempre sublinharam que as oscilações climáticas na Terra são normais e cíclicas.

Vinho rosé produzido em Skaersogaard, Dinamarca
Vinho rosé produzido em Skaersogaard, Dinamarca
As diatribes anti-civilisatorias do ambientalismo de fundo ideológico não adiantam de nada contra essas mudanças.

E nem mesmo Acordos globais, encíclicas, sínodos, taxas furiosas e outras medidas propostas em assembleias da ONU, de ONGs, governos de esquerda e do Vaticano.

O homem é incapaz de determinar o clima global.

O que ele sim pode fazer é se adaptar a essas mudanças como estão fazendo os viticultores nórdicos e patagônicos.

A esperança é que melhorem as condições para a uva na Escandinávia e possamos ter novas variedades de vinhos.

Desde já os vinicultores dinamarqueses estão sendo elogiados pelos seus vinhos brancos de sabor forte menos presentes nos países do sul europeu.

“Estamos tentando definir o estilo nórdico de vinho”, disse Tom Christensen, fundador da Dyrehoj Vingaard, maior vinícola da Dinamarca, que produz 50 mil garrafas de excelentes vinhos brancos e espumantes, refere “The New York Times”.

A quantidade ainda é pequena e a maior parte é consumida internamente, deixando pouco para a exportação.

O preço precisa baixar pois está prejudicado pelo socialismo escandinavo que eleva o custo da mão de obra em 300% com relação à França, Itália e Espanha.

Lerkekasa, na Noruega, foi o vinhedo mais ao norte da Europa. Agora ficou atrás de uma dúzia de outros
Lerkekasa, na Noruega, foi o vinhedo mais ao norte da Europa.
Agora ficou ao sul de uma dúzia de outros
Também no sul da Inglaterra surgiu uma indústria de vinhos espumantes de primeira linha e empresas como a francesa Taittinger investiram em terras. De alguma maneira voltaram a práticas que eram produtivas na Idade Média.

O rótulo de Moesgaard foi muito elogiado nos festivais da Alemanha e França.

Ele comemora as oportunidades proporcionadas pela mudança climática, que o ecologismo fanático quer dominar com impostos e estatismo esmagador, obviamente ineficazes, salvo para piorar a pressão comuno-socialista.


Um comentário:

  1. Não sei se entendi mal, mas o tom da notícia do NYT foi de confirmação do aquecimento global antropogênico.

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