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domingo, 2 de outubro de 2016

União Europeia: corrupção
para viabilizar o “ecologicamente correto”

Ativistas de Greenpeace protestam frente à fábrica de Volkswagen em Wolfsburg. A verdade é que a própria União Europeia estava envolvida na fraude.
Ativistas de Greenpeace protestam frente à fábrica de Volkswagen em Wolfsburg.
A verdade é que a própria União Europeia estava envolvida na fraude.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Em diversos posts deste blog comentamos a irrealidade das metas de controle da emissão de CO2, anunciadas demagogicamente por governos e exigidas pelos movimentos verdes com intuitos demolidores.

Muitas empresas ainda hoje se jactam de oferecer produtos e serviços “ecologicamente corretos” especialmente voltados ao controle das emissões de CO2 – as quais não tem nada de mau, pelo contrário, são boas.

Perfumes, joalheiras, fábricas de relógios e casas de modas de sofisticadas grifes francesas ou italianas, carros de luxo, etc. se ufanam de estar comprometidas com o meio ambiente, em termos que por vezes beiram o ridículo.

Temos denunciado a irrealidade desse marketing insincero e enganador exibindo um zelo ecológico fora de lugar. Faltou algum ditador do estilo de Hugo Chávez para decretar que os cidadãos de seu país deveriam deixar de emitir CO2 na hora de respirar...



É bem conhecido o caso dos truques ilegais excogitados pela Volkswagen para fingir diante da lei e de seus clientes que alguns de seus motores não cumpriam as exigências ecológicas propagandeadas pela empresa.

O caso está em andamento na Justiça americana e o exibicionismo falsário verde poderá custar cifras bilionárias à multinacional de Wolfsburg.

Mas não é só a Volkswagen que defraudou todo mundo prometendo o impossível. A própria Comissão Europeia, que concentra os poderes executivos da UE, está envolvida no escândalo.

Os motores eram "limpos" para obedecer metas inatingíveis. Não foi a única montadora que fez isso. Mas o centro da corrupção estava na sede da União Europeia que impunha as metas impossíveis.
Os motores eram "limpos" para obedecer metas inatingíveis.
Não foi a única montadora que fez isso. Mas o centro da corrupção estava
na sede da União Europeia que impunha as metas impossíveis.
Ela exigia metas inalcançáveis, sabendo que a montadora alemã e outras automotrizes europeias não poderiam atingi-las. As montadoras, por sua vez, dissimulavam seus impossíveis sucessos ecológicos com cumplicidades na direção suprema da União Europeia.

A UE sabia que os motores comercializados que diziam emitir menos gases contaminantes não o estavam fazendo, informou o jornal “Clarin” de Buenos Aires.

Apesar de estar a par da ilegalidade sistematizada, no braço executivo da União Europeia prevaleceu o ponto de vista da Direção Geral da Indústria sobre a do Meio Ambiente e deixou-se correr a irregularidade, pelo menos desde 2012.

O fato ficou desvendado pela publicação de documentos internos da Comissão Europeia, distribuídos pelo jornal online “EUobserver”.

Bruxelas fez silêncio, segundo a denúncia, porque as montadoras aplicaram “uma considerável pressão” sobre a Comissão Europeia para adiar qualquer decisão que lhes fosse prejudicial em matéria de emissões, contaminantes ou não.

Só em 2012 a indústria automotriz irrigou com 10 milhões de euros a administração da UE em Bruxelas.

A Direção Geral do Meio Ambiente da Comissão Europeia defendia as metas utópicas, reconhecendo que os limites de emissões não podiam ser cumpridos.

Também lançava sinistros augúrios, anunciando centenas de milhares de mortes atribuíveis a essas emissões. E ponto final. As denúncias iam encher os imensos arquivos da faraônica burocracia de Bruxelas e os altos funcionários verdes e não-verdes passavam bem.

Agora, o Parlamento Europeu está investigando o escândalo batizado de “Dieselgate”.

Demagogia tem cartilha anti-civilização que explora o desarmamento ideológico da sociedade.
Demagogia tem cartilha anti-civilização que explora o desarmamento ideológico da sociedade.
Os eurodeputados deverão compulsar milhares de páginas de relatórios contendo as disputas burocráticas entre as Direções Gerais concernidas. As montadoras envolvidas também farão valer seus argumentos aos parlamentares não muito reputados diante dos cidadãos da Europa.

Sugestivamente, o “Dieselgate” na UE está saindo grátis para a Volkswagen, cuja sede principal está na mesma União Europeia.

Nos EUA, a montadora alemã deverá pagar ressarcimentos orçados em 13,8 bilhões de euros: 9 bilhões para recomprar e reformar carros, 1,8 bilhões em investimentos para desenvolver carros elétricos e energias não contaminantes, 2,4 bilhões em compensação pelas emissões contaminantes, além de pagar 5.100 dólares a cada proprietário de um veículo afetado pela trapaça.

Não aprovamos a violação da lei. Tampouco concordamos com leis impossíveis de aplicar. Mas denunciamos o utopismo ideologicamente enviesado de fundo comuno-anarquista que empurra o mundo ocidental para o precipício.


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