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domingo, 17 de maio de 2020

Rumo a uma ditadura ecológica universal?

O ex-vicepresidente Al Gore ficou como o bardo do catastrofismo tirânico com qualquer pretexto
O ex-vicepresidente Al Gore ficou como
o bardo do catastrofismo tirânico com qualquer pretexto
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








continuação do post anterior: Os ecoprofetas erram? Então exageram mais!




Houve tempo em que as grandes cidades maravilhavam a todos.

Mas hoje a ecologia, sob o pretexto de ciência e de natureza, montou contra elas uma agressão que só lhes deixa como saída a vida na selva, ou no máximo em comunas tipo hippie.

Essa ofensiva é potencialmente mais destrutiva e perigosa que uma guerra mundial.



O vulcanólogo Haroun Tazieff, ministro para a Prevenção dos Grandes Riscos no governo socialista francês de Mitterrand, denunciou no jornal “Le Monde” que

“o poder de grupos de pressão impede que se exprimam publicamente os cientistas competentes e respeitosos da ética. [...] Essa falta de boa fé ruma para um governo mundial ambientalista todo-poderoso” (Le Monde, 02/06/1992).

Maurice Newman, presidente do Conselho Consultivo do primeiro-ministro australiano Tony Abbott, escreveu em “The Australian” que

“a mudança climática é a isca” para obter o verdadeiro objetivo da ONU, que é “concentrar a autoridade política [...]. 95% dos modelos climáticos que pretendiam demonstrar uma relação entre emissões humanas de CO2 e a mudança climática estão errados”. Cfr. G1.

François-Marie Bréon extremista do miserabilismo verde poderia ser profeta da era pós-coronavírus
François-Marie Bréon extremista do miserabilismo verde
poderia ser profeta da era pós-coronavírus
Como se combateria o “aquecimento global” na ótica verde? François-Marie Bréon, diretor do laboratório de Ciências do Clima e do Meio Ambiente do CNRS francês, resumiu as “medidas radicais” essenciais:

“Jamais poderemos voltar a temperaturas normais sem que a população humana seja reduzida à décima parte.

“Deveríamos ter menos aviões, menos casas aquecidas.

“É preciso desencorajar as pessoas que desejam andar de carro.

“Será necessário aumentar o preço do gás, da gasolina, triplicar o valor das passagens de avião, melhorar o isolamento dos prédios existentes.

“Mas todas essas medidas não serão boas para a economia, e seriam claramente impopulares.

“A luta contra a mudança climática é incompatível com o turismo internacional e com numerosos setores econômicos.

“Podemos dizer que a luta contra a mudança climática é contrária às liberdades individuais; e portanto, sem dúvida alguma, à democracia”. Cfr. Libération.


O Brasil e a instauração da ditadura verde mundial


O ativismo ambientalista anda de mãos dadas com o indigenismo, e até expulsa os brasileiros que tentam ocupar produtivamente o País, como aconteceu na reserva Raposa/Serra do Sol. Cfr.

Enquanto isso avoluma-se no mundo comunista uma ameaça: 64% dos chineses planejam abandonar seu país, e Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro de segurança nacional do presidente Jimmy Carter, lembrou que o então chefe da China, Deng Xiaoping, perguntou a Carter: “Você está preparado para aceitar 10 milhões?”.

“The Wall Street Journal” conclui: O problema é que a enxurrada humana que hoje poderia vir seria de 100 milhões ou mais. Suficiente para criar países dentro de países.

Coordenador da Embrapa: o ecologismo militante ameaça o Brasil
Coordenador da Embrapa: o ecologismo militante ameaça o Brasil
E o jornal acrescentou que o governo chinês planeja garantir a “lealdade” deles no exterior.

O que poderia representar a entrada de uma massa dessas em algum Estado despovoado do Brasil?

Nessa hora, os amigos ideológicos da China, que opõem obstáculos à instalação de brasileiros em território nacional, provavelmente não irão protestar...

Segundo um levantamento do Cadastro Ambiental Rural da Embrapa, quem mais preserva recursos naturais hoje no Brasil é o agricultor, conforme anotou a Associação Brasileira do Agronegócio: “Não há categoria profissional no Brasil que preserve mais o meio ambiente do que o produtor rural”. 

O Dr. Evaristo de Miranda, coordenador na Embrapa, afirmou que a ecologia visa impedir os brasileiros de usar a Amazônia, e para isso inventam lorotas. Agência Brasil,

Num balanço dos enviesados exageros ambientalistas, o Dr. Evaristo de Miranda mostrou que a política ambientalista promovida por órgãos de governo, mídia, ONGs e até púlpitos atrai perigos para a saúde dos brasileiros no campo e na cidade; ameaça os próprios animais nativos; põe em risco cultivos e residências humanas; e com pretexto de proteger o meio ambiente e a biodiversidade, na realidade atenta contra eles e cria uma autêntica bioadversidade, fonte de toda espécie de males para o País. Cfr. O Estado de S.Paulo.


Ódio frontal ao Criador e ao ser humano

Em 2006, o filósofo britânico John Gray deblaterava contra a humanidade:

“A espécie humana expandiu-se a tal ponto, que ameaça a existência dos outros seres. Tornou-se uma praga que destrói e ameaça o equilíbrio do planeta.

“O processo de eliminação da humanidade já está em curso, e a meu ver é inevitável. Dar-se-á pela combinação do agravamento do efeito estufa com desastres climáticos e a escassez de recursos.

John Gray: “O processo de eliminação da humanidade já está em curso”
John Gray: “O processo de eliminação da humanidade já está em curso”
“A boa notícia é que, livre do homem, o planeta poderá se recuperar e seguir seu curso”. Cfr.: Época, 29/05/2006
Na mesma filosofia anti-humana, o Prof. José Eustáquio Diniz Alves invectivava:

“O impacto humano já ultrapassou a capacidade de regeneração de todos os continentes. Não há mais fronteiras para novas migrações.

“Será que o homo sapiens que se alastrou pelo Planeta (chegando por último ao continente americano) pode ser classificado como uma espécie invasora?”. Cfr.: Ecodebate.

Não estaria a pregação dessas visualizações, tão depreciativas do ser humano, pressagiando catástrofes comparáveis àquelas descritas no célebre Livro Negro do Comunismo, precedidas elas também por doutrinas que reduzem o homem a um mero animal em evolução?

Um exemplo foi dado pela Bélgica e pela Holanda, que propuseram o rito “ecologicamente correto” de “biocremação”, para dissolver os corpos dos defuntos e devolver ao meio ambiente o que o homem lhe tirou.

O líquido resultante seria vertido na natureza ou no esgoto.

Bruno Quirijnen, do Serviço Fúnebre Flamengo, elogiou o sistema, pois “parece ser a opção lógica” para economizar energia, reduzir as emissões de CO2 e diminuir a terra consumida pelos enterros tradicionais. The Telegraph.

A “Igreja do Planeta que Aquece” inspirou a Igreja da Eutanásia, fundada em 1992 por Chris Korda, antinatalista, transgênero e vegano. Seu dogma único é: “Salve o planeta, suicide-se”.

E prega quatro pilares: 1) suicídio; 2) aborto; 3) canibalismo; 4) a sodomia, entendida como qualquer ato sexual não reprodutivo. As normas estão resumidas num só mandamento: “Não procriarás”. El Mundo.

Yuval Noah Harari: o homem é um assassino em série
Yuval Noah Harari: o homem é um assassino em série
Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, ensina que o homem é um assassino em série.

Ele nem acredita na quimera do índio vivendo “em plena harmonia com a natureza”, e diz que todos os homens são maus, mas aquele que raciocina é o pior. Cfr.: O Estado de S.Paulo.

Como verdadeira solução, acreditar no quê?


O mundo foi degradado pelas sucessivas Revoluções — Protestante, Francesa, Comunista e da Sorbonne (Maio de 68) — até ficar irreconhecível.

Nessa crise ele recebe um apavorante convite dos “verdes” para dar outro passo ainda maior no mesmo sentido: abandonar a civilização e a Igreja e afundar num caos ecológico tribal.

Essa Nova Era teria inevitáveis mazelas, que seriam compensadas por fenômenos místicos, provavelmente reforçados por drogas alucinógenas.

Na realidade, seria um passo que afrontaria a justiça divina e levaria o pecado até o auge.

Mas, para os homens se precipitarem nesse abismo, a Revolução ecológica precisa espalhar pânicos que induzam a esse suicídio cultural, moral e religioso num mundo que desmorona.

Essa Revolução não se incomoda com as mentiras embutidas em seus pânicos desestabilizadores.

Por isso o católico deve lhes dar resposta com equilíbrio e bom senso.

Nossa Senhora previu em Fátima grandes castigos purificadores, mas esses nada têm a ver com os pânicos ecológicos e com as mentiras místico-comuno-tribalistas, tão ao gosto dos profetas do demônio.

Se Deus enviar grandes castigos corretivos ao homem, à civilização e à Igreja, não recorrerá jamais aos fautores de mentiras, como os que acabamos de ver.

Pelo contrário, dar-se-á a conhecer através d’Aquela cujo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, disse de Si próprio: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo, 14, 6).

Para nós, a consequência é o que pregou São Maximiliano Kolbe:

“Confiemos na Imaculada, coloquemo-nos verdadeiramente em suas mãos, e Ela continuará a vencer as batalhas de Deus, como em Lepanto, como em Viena.

“A Imaculada, em seu ilimitado e respeitoso amor, luta nas batalhas de Deus para vencer o mal e triunfar o bem, esmaga a cabeça do monstro infernal e destrói todas as heresias do mundo inteiro”.


FIM da série


2 comentários:

  1. Al Gore, a "sirene do apocalipse" afirmou que até 2100 o nível dos mares, subiria 6 metros, devido ao degelo das calotas polares. No entanto, ele comprou uma mansão na costa oeste dos EU na localidade de Montecito. Dá para acreditar nesse povinho?

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  2. Confiemos na Imaculada, coloquemo-nos verdadeiramente em suas mãos, e Ela continuará a vencer as batalhas de Deus, como em Lepanto, como em Viena.

    “A Imaculada, em seu ilimitado e respeitoso amor, luta nas batalhas de Deus para vencer o mal e triunfar o bem, esmaga a cabeça do monstro infernal e destrói todas as heresias do mundo inteiro”.
    Amem

    ResponderExcluir

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