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domingo, 25 de outubro de 2020

Identificação de 1,8 bilhão de árvores no deserto do Saara espanta alarmistas

Descoberta de 1,8 bilhão de árvores no deserto do Saara espanta alarmistas
Descoberta de 1,8 bilhão de árvores no deserto do Saara espanta alarmistas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









Na hora de pensar no Saara, habitualmente se imagina um deserto de areia que se estende até o infinito.

De fato, é o maior deserto não polar do mundo, mas isso não quer dizer que careça absolutamente de vida e especialmente de vegetação.

E quando os alarmismos comuno-ecologistas inflacionam o espectro de uma extinção da vida no nosso planeta acenam com essa imagem de morte implacável.

Entretanto, os ecologistas que dizem amar o planeta e a natureza mostram um deprimente desconhecimento do mesmo.

Recentemente se voltou a achar mais uma prova disso. Um novo estudo mostrou que o Saara acolhe centenas de milhões de árvores. Mais precisamente 1,8 bilhão deles!

E foram contadas apenas as existentes numa área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados no noroeste da África, ou o equivalente ao 20% do mítico deserto.


Árvores no Sahara
A região onde os pesquisadores conseguiram contar essas árvores, inclui países como Argélia, Mauritânia, Senegal e Mali, partes do Saara Ocidental e também do Sahel, nome do cinturão de savana tropical semiárida ao sul do deserto.

O trabalho, publicado na revista Nature, concluiu com um certo espanto que há “um número inesperadamente grande de árvores” nesta área.

Martin Brandt, da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, principal autor do estudo disse à BBC Mundo que, embora “a maioria esteja no Sahel, há centenas de milhões no próprio Saara”.

O cerca de 1,8 bilhão de árvores registradas constitue um número muito maior do que o esperado.

Mas não formam florestas e crescem como árvores solitárias.

Árvores do deserto no Sahara em Marrocos
Árvores no deserto do Saara em Marrocos
“É em média uma árvore por hectare no hiperárido Saara. Não parece muito, mas acho que é mais do que se poderia imaginar”, disse Martin Brandt.

Ele esclareceu que a área investigada representa apenas 20% do Saara e do Sahel, “então a contagem total de árvores deve ser muito maior”.

O grupo de cientistas incluiu especialistas da NASA dos EUA, do National Center for Scientific Research (CNRS) da França e do Dakar Ecological Monitoring Centre do Senegal, entre outros.

Ele analisou 11 mil imagens de satélite de alta resolução normalmente reservados para uso militar ou industrial.

Quatro satélites são da empresa Digital Globe, que pertence à Agência Nacional de Inteligência dos EUA, do Departamento de Defesa.

Árvores no deserto ajudam gado e homens
Árvores no deserto ajudam gado e homens
Eles usaram um tipo de inteligência artificial conhecido como aprendizado profundo, em que um computador é ensinado a fazer algo. Nesse caso, identificar árvores.

Para não confundir árvore com arbusto, os especialistas contaram apenas as copas com área superior a três metros quadrados.

Os pesquisadores estimaram que, se as árvores com copas menores de três metros quadrados ou arbustos forem incluídas, a vegetação total nesta área desértica será 20% maior.

Brandt disse à BBC Mundo que ele rotulou manualmente quase 90.000 árvores.

“Eu rotulei muitas porque o nível de detalhe nas imagens é muito alto e as árvores não parecem as mesmas, e queríamos uma medição relativamente precisa das áreas de suas copas”, explicou.

Ele enfatizou que em áreas semiáridas e sub-úmidas, eles "constituem um considerável sumidouro de carbono".

Vegetação também cresce em locais inóspitos
Além disso, ele destacou a importância dessas árvores de sequeiro para as pessoas que vivem nessas áreas.

“Eles são fundamentais para a subsistência, fertilizam o solo, proporcionam maior produtividade e fornecem sombra e abrigo para humanos e animais. Geram renda e são fundamentais para a nutrição”, listou.

Os especialistas acreditam que seu sistema de rastreamento pode servir de base para encontrar árvores em outros ecossistemas.

No entanto, eles alertam que ainda não estão reunidas as condições para poder contar todas as árvores do planeta. Por certo, se conseguirem será um número astronômico.


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