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domingo, 3 de novembro de 2024

Da teologia da luta de classes à da Pachamama,
mas sempre contra os homens

Bispos na maior festa religiosa da Patagônia atacam o enrriquecimento para 'salvar' a Mãe Terra
Bispos na maior festa religiosa da Patagônia
atacam o enriquecimento para 'salvar' a Mãe Terra
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Em tempos de infiltração profunda da Teologia da Libertacao, pronunciamentos episcopais e clericais “engajados” costumavam surpreender com escandalosas adesões aos princípios marxistas da luta de classes radicalmente opostos ao Evangelho.

Nos últimos anos, porém, essas declarações que promoviam o materialismo marxista vêm sendo substituídas por outras que endeusam a Pachamama, ou Mãe Terra, ou ainda Gaia na fraseologia ecologista.

Na essência, continuam as mesmas posições em favor do materialismo, ateu no caso da “Teologia da Libertação”, panteísta no caso da Pachamama.

No primeiro caso o pretexto preferido era agir na defesa dos pobres. No segundo caso o pretexto mais amado é sair na defesa da natureza.

Em ambos casos o inimigo é o mesmo: o capitalismo privado, nacional ou internacional, apontado como fonte de todos os males e desastres sociais e econômicos, agora acrescidos dos ambientais.

Males dos pobres e da pobreza no primeiro caso, sofrimentos e queixas da Terra ferida e violada pelos investimentos humanos no segundo caso.

Houve apenas uma mudança no pretexto, na essência continua o culto ateu à matéria. Mas com a mudança, a sorte dos pobres ficou esquecida ou mandada à breca.

Foi-se o tempo em que D.Casaldáliga pregava a luta de classes comuno-indigenista
Foi-se o tempo em que D.Casaldáliga pregava
a luta de classes comuno-indigenista em clave socioeconômica
Exemplo clamoroso disso foi dado recentemente pelos bispos argentinos da Patagônia.

Num pronunciamento conjunto clamaram contra uma iniciativa da propriedade privada que viria trazer um fabuloso enriquecimento à escassa e parcialmente pobre população patagônica.

Eles visavam um oleoduto que cruzará o planalto patagônico do Rio Negro e um porto está sendo construído no sul da província e que fornecerá anualmente 15 bilhões de dólares com exportações de petróleo.

O investimento em andamento, é feito no âmbito do Regime de Incentivos aos Grandes Investimentos (RIGI), no qual o novo governo aguarda de inicio 30 bilhões de dólares e uma entrada anual de 2,5 bilhões de dólares, a partir de 2026, e que fornecerá por volta de 7.000 ou 8.000 empregos diretos e algumas dezenas de milhares de empregos indiretos, quando completado.

Na peregrinação anual à cidade de Chimpay, estado de Rio Negro, o bispo de Alto Valle, Mons. Alejando Benna, junto com os bispos de Viedma, D. Esteban Laxague, e de Bariloche, Mons. Juan Carlos Ares, se voltaram contra o projeto enriquecedor insinuando que seus promotores “não se importam com a terra, com os projetos que hipotecam água e terra”, noticiou “Clarín” de Buenos Aires.

Porto exportador de petróleo e gás liquida enriquecerá a Patagônia
Porto exportador de petróleo e gás liquida enriquecerá a Patagônia.
Mas bispos são contra alegando defender a Pachamama
O bispo de Rawson, Mons. Roberto Álvarez no vizinho estado de Chubut, também manifestou a sua preocupação pela sorte da Mãe Terra.

“É pertinente perguntar-nos se (a obra) não prejudicaria alguns dos ecossistemas pertencentes ao nosso mar territorial e outros que com eles são partilhados”, indagou esquecido dos pobres.

Endereçou nesse sentido uma carta ao governador de Chubut, ao vice-governador, ao procurador-geral, e aos legisladores provinciais, “tendo ouvido vários atores sociais que me expressaram a sua preocupação”, leia-se aos ativistas ecologistas e quiçá indigenistas, dando as costas ao povo que comemora a entrada de um fator que tirará da necessidade a grande parte da população local.

O bispo pergunta na carta às autoridades: “Tem certeza de que isso não afetará o assentamento dos Pinguins de Magalhães, que é vulnerável a derramamentos de petróleo?

“E no repovoamento da Baleia Franca Austral, antes dizimada pela caça e que escolheu o golfo para se produzir?

“O que acontecerá”, acrescenta, “com as principais atividades econômicas das comunidades locais, como a pesca artesanal, o turismo orientado para a pesca desportiva, a caça e a observação da vida marinha, se o tráfego de barcos mudar os seus hábitos face aos derrames que são produzidos?”.

Grupelhos comuno-indigenistas manifestam contra o enriquecimento da Patagônia
Grupelhos comuno-indigenistas manifestam
contra o enriquecimento da Patagônia "em defesa da Mãe Terra"
Nenhuma referência a Deus, à festa religiosa, nem aos fiéis. Só veiculação de suspeitas, em geral demagógicas, da militância ecolo-tribalista visceralmente anti-capitalista.

Ele esclareceu que “nenhuma de minhas formulações tenta estabelecer posições científicas”, e assim se joga a semear dúvidas sem tomar conhecimento das ‘posições científicas’ que nestes casos é indispensável conhecer para formular propósitos sensatos.

Tentou fugir de eventuais críticas dizendo que “ninguém mudou minha posição ideológica”, portanto reconhecendo que tem uma posição ideológica que, como vimos, acerta o passo com o ambientalismo panteísta.

E encerra com a escapatória de que “só a minha preocupação cívica aumenta o peso de ser o bispo que exerce o ofício pastoral nesta área da província de Chubut”.

Nosso Senhor Jesus Cristo que instituiu a ordem episcopal para ensinar o Evangelho, ficou para outra vez. Agora é a hora de outra divindade e da matéria em clave ecologista.


domingo, 20 de agosto de 2023

JMJ 2023 aprofundou descaminho da ativista verde Greta Thunberg

Para manter a popularidade Greta Thunberg entrou pela via dos pequenos delitos
Para manter a popaganda, Greta Thunberg entrou pela via dos pequenos delitos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A ativista climática sueca Greta Thunberg está sendo processada pelos tribunais de seu país por desobediência à polícia. O delito menor teria sido cometido em diversas ocasiões, o mais notório deles no porto de Malmö, sul da Suécia, anunciou o Ministério Público sueco, e informou “Le Point” entre outros.

A queixa é do promotor público porque Greta interrompeu com uma manifestação o trânsito em Malmö alegando lutar pelo clima.

A ativista de 20 anos participou de uma ação ao lado da organização Ta tillbaka framtiden (“Chamada para o futuro”) no porto de Malmö, que bloqueou a entrada e a saída de veículos para manifestar seu mal-humor contra o uso de combustíveis fósseis, e imobilizando petroleiros.

“Estamos reivindicando o futuro”, disse demagogicamente Greta em um post no Instagram.

Ela poderia pegar até seis meses de prisão, mas a promotora Charlotte Ottosen disse ao jornal sueco Sydsvenskan que esses casos menores ficam em multa.

Greta Thunberg acabou nos tribuais no esforço de manter a popularidade
Greta Thunberg acabou nos tribunais na vontade de popularidade
Greta tinha apenas 15 anos quando se sentou pela primeira vez do lado de fora do Parlamento sueco com um cartaz pedindo ‘Greve escolar pelo clima’.

Em poucos meses, de Berlim a Sydney, de São Francisco a Joanesburgo, alguns jovens seguiram esse exemplo e nasceu o movimento Fridays for Future.

A ativista também ataca regularmente políticos e governos acusando-os de inação em questões climáticas, contra as quais, na realidade o homem nada pode fazer.

Na medida que repete o ritornello verde ela banaliza sua reivindicação e então carrega o tom de seus impropérios.

Atualmente critica a “traição sem precedentes” dos líderes do IPCC, o grupo de ‘especialistas’ em clima da ONU, grandes promotores da demagogia ambientalista.

Para quem, como o autor deste post, participou da ECO-92, o figurino de Greta parece fotocopia do da jovem canadense Severn Cullis-Suzuki, hoje esquecida, mas que naqueles anos se prestou para a agitação “verde” e hoje vive com sua família.

Grreta reproduz o mesmo script de Severn Cullis-Suzuki na ECO-92, provavelmente ditado por uma mesma mão que se oculta
Greta reproduz o mesmo script de Severn Cullis-Suzuki na ECO-92,
provavelmente ditado por uma mesma mão que se oculta
A similitude dos perfis de ambas, nos métodos, redação dos discursos, acolhida na mídia e nas assembleias, ambientalistas ou não, da ONU sugere a mão de um propagandista inescrupuloso agindo por trás de ambas e fazendo-as repetir um mesmo script.

A finalidade é de procurar o engajamento de jovens no plano concebido em ricos escritórios ideológicos ambientalistas.

Muito mais grave e sacrílego foi o empurrão, no sentido apontado pelos chefes ocultos de Greta, dado pelos organizadores da Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, 2023.

Pouco antes de seu início, Dom Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa e principal organizador do evento, afirmou a gosto de um ateu que “nós não queremos converter os jovens a Cristo nem à Igreja Católica, absolutamente”. Nos dias seguintes, foi nomeado Cardeal da Igreja pelo Papa Francisco.

No evento, os sacerdotes escolhidos ensinaram aos jovens “penitências ecológicas” pelos ‘graves pecados’ de terem viajado a Portugal de avião que emite CO2!

Na JMJ 2023 a sustentabilidade ambientalista virou nova religião
Na JMJ 2023 a sustentabilidade ambientalista virou nova religião
O App da JMJ 2023 fornece a opção de descobrir quanto CO2 emitiu o jovem na viagem de sua terra natal até Lisboa. E propõe penitencias, entre as quais:

“não ir de carro ao trabalho por até dois anos;

“seguir uma dieta vegetariana pelo menos um ano;

“apoiar programas de recuperação de espaços verdes com o plantio de pelo menos 65 novas árvores”.


A JMJ 2023 esteve centralizada no santuário de Fátima, onde Nossa Senhora pediu penitência ao mundo dos maus costumes, que, aliás, não fizeram senão piorar espantosamente.

A penitência religiosa que é a única que caberia numa reunião católica desta importância, sobre tudo pensando no pedido de Nossa Senhora, foi banida assim como o próprio Jesus Cristo.

Na JMJ 2023 novos catecismos e devocionários ecológicos substituiram aos católicos
Na JMJ 2023 novos catecismos e devocionários ecológicos substituíram aos católicos
Na Missa introdutória concelebrada por 64 bispos espanhóis Sagrada Comunhão foi distribuída em potinhos de isopor, de certo ecologicamente mais corretos.

E também de certo muitíssimo desrespeitosos para com o Corpo e o Sangue de Cristo, de modo que se possa falar de uma imensa profanação coletiva em nome da nova deusa Gaia ou Pachamama.

Estas manipulações de jovens visam banir o verdadeiro Senhor do Universo, Cristo Rei, Nossa Senhora e a Igreja Católica, para substituí-los pelo neo-paganismo ecológico.