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domingo, 4 de março de 2012

França: por trás dos ditirambos "verdes" e "vermelhos" se rendem à gastronomia refinada

Comer insetos é para o comum dos homens,
não para líder verde no governo
A gastronomia é uma arte verdadeiramente aristocrática. Sobretudo se pensarmos na francesa. Levada à glória na corte de Luiz XIV, ela atingiu paroxismos de requinte em mesas esplêndidas do século XIX, como as do príncipe de Talleyrand. Dali conquistou todas as cortes, palácios, casas de burgueses e hoje inspiram restaurantes e deliciosos pratos caseiros no mundo inteiro.

Porém, em livros e discursos, intelectuais socialistas e comunistas manifestam seu ódio contra a gastronomia e exaltam a alimentação proletária como sendo a única compatível com os pobres, como se estes desconhecessem saborosíssimos pratos populares.



Os verdes execram a gastronomia – inclusive a feijoada e um bom churrasco – e até pregam o consumo de insetos nauseabundos. Sobre isso já falamos em nosso blog.

Porém, observou sagazmente o jornal “Le Monde” de Paris,, após proferirem seus ditirambos, os corifeus do socialismo e do ambientalismo descabelado se reúnem nos templos mais seletos da gastronomia parisiense para se regalarem com suas delícias

Nesse sentido, no tempo dos ministros ferozmente socialistas e autogestionários de François Mitterrand, o apelativo “esquerda caviar” fez sucesso.

Os jornalistas de “Libération” (órgão fundado após a Revolução de Maio de 1968), que “davam a palavra ao povo”, gastam parte importante de seu ordenado em restaurantes “étoilés” (estrelados) de Paris, descreve “Le Monde”.

A nomenklatura soviética nao renunciava a esses prazeres
enquanto o povo morria de fome.
Por que não tambem seus sucessores? Restaurante em Paris
Carlo Petrini, fundador do Slow Food (uma das “pérolas” do ambientalismo), contava que Lucio Magri, diretor do jornal italiano anarco-subversivo “Il Manifesto”, tachava debochadamente de “padres” os militantes que elogiavam a boa mesa.

“Mas – acrescentou Petrini –, nas férias, [o diretor anarquista] ia à França para fazer um giro discreto, mas suculento e requintado, nos melhores restaurantes antes de voltar a se identificar com a classe operária”.

O Club des Cent (Clube dos Cem) foi fundado em 1912 para o punhado de privilegiados franceses que podiam percorrer o país de carro à procura das mais requintadas iguarias. Hoje ele só possui 100 membros. Mas cada uma de suas vagas é disputada, de um lado pelo que o mundo do dinheiro tem de mais rico, e de outro pelo que as esquerdas “chiques” têm de mais populista e anticapitalista.

Nomes que controlam bilhões como Bouygues, Peugeot, Rostchild, ou príncipes como Jean de Luxembourg e Alberto II de Mônaco, podem encontrar socialistas bem “vermelhos” como Jack Lang ou Strauss-Kahn saboreando “œuf à la coque au caviar” ou “royale de foie gras” regados com vinhos como o Puligny-Montrachet, o Gruaud-Larose, e champanhes como o Roederer magnum.

As histórias são intérminas. Lulu, um ex-trotskista, trocou a foice e o martelo pelo garfo e a faca e recebia em seu bistrot da rue du Château o mais restrito círculo de socialistas mitterrandianos que outrora quiseram arrasar o capitalismo.

 “Hoje, ele não se sente tão sozinho” – conclui com ironia o jornal pró-socialista, simpático à causa ambientalista radical.


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