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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Na Argentina, "Verdes" e "Vermelhos" cooperam para impedir a produção de gás e petróleo de xisto

Poço em Vaca Muerta, província de Neuquén
Poço em Vaca Muerta, província de Neuquén
Na mega-jazida de Vaca Muerta, província de Neuquén, o governo argentino queria comemorar o início da extração de petróleo e gás não convencionais (shale oil e shale gas), escreve o jornal “Clarin”, de Buenos Aires.

A desastrosa gestão populista da reestatizada petrolífera YPF redundou numa carência de combustíveis fósseis que até poucos anos atrás eram exportados pela Argentina.

Na angustiante falta de recursos energéticos e sob a pressão das críticas populares, o governo populista quereria recuperar a independência energética com o petróleo e o gás de xisto.


A petrolífera anglo-holandesa Shell informou que sua subsidiária O&G Developments abriu o primeiro poço com técnica de fraturamento hidráulico (fracking) e está produzindo petróleo e gás na área de Sierras Blancas, parte da formação de Vaca Muerta.

A Shell detém 65% da O&G, que por sua vez tem como associadas a petrolífera local Medanito (25%) e a estatal provincial Gas y Petróleo de Neuquén (10%). A mega-jazida é considerada a terceira maior do mundo.


Suas reservas provadas atingem cerca de 927 milhões de barris, mas seu potencial total alcançaria 22,5 bilhões de barris ou mais.

A colapsada estatal YPF fez novos anúncios para desenvolver com a Dow Argentina, do grupo americano Dow Chemical, os recursos gasosos da mega-jazida para explorar o gás de xisto no bloco “El Orejano”, setor de Vaca Muerta.

Em dezembro, o governo assinou “cartas de intenção” com a Chevron e a Bridas para explorar as áreas de Loma La Lata, Bajada de Añelo e Bandurria. Porém, o populismo estatizante do governo está desanimando e afastando as empresas, comentou o diário espanhol "El Mundo".

Para que o projeto de exploração do gás de xisto possa deslanchar, a YPF, politizada e incompetente, cederia 50% de sua participação na área de “El Orejano”.

Jazidas de gás e petróleo de xisto na Argentina (em verde)
Jazidas de gás e petróleo de xisto na Argentina (em verde)
As descobertas e a entrada em produção poderiam atrair grandes investimentos na área petroquímica, dinamizando a economia local e afrouxando a coleira energética que o estatismo populista colocou à grande e rica nação platina.

A agitação ambientalista e o esquerdismo populista, entretano, trabalham para inviabilizar projetos que envolvem potenciais naturais imensos. “Verdes” cooperam sempre com os “Vermelhos” para miserabilizar e comunistizar países ricos que poderiam ter um futuro venturoso.

Nada disso tem a ver com um sadio interesse pela natureza e o meio-ambiente, mas com ideologia esquerdista.


Um comentário:

  1. O RETORNO DO “TSUNAMI DE DÓLARES”
    Tudo conspira para o insucesso do governo neste fim de 2013:
    –Com a volta do IPI, brasileiros compraram 300 mil carros em junho mesmo sabendo do prejuízo de 20% ao sair da montadora. É mais gasto de combustível e mais trânsito nas cidades e estradas. Nessa altura dos acontecimentos uma alta no preço dos combustíveis seria “um tiro no pé” tendo em vista o clamor das ruas. A elevação do preço desagrada o eleitor e pressiona a utilização do transporte público.
    – A alta do dólar foi o primeiro resultado do anúncio cauteloso da retirada gradativa do estímulo (“Tsunami de dólares”) pelo do presidente do FED, agora reforçado. O sucesso na exploração do gás de xisto nos EUA combinado com a eliminação dos estímulos traz como consequência a valorização do dólar – como já está ocorrendo – e às dificuldades da Petrobras na importação de gasolina e etanol.
    – O anúncio de poços secos no Pre-sal que levou a queda nas ações das empresas “x”, gera desconfiança e fuga de capitais de grandes empresas ao 1º leilão do pré-sal.
    – A antecipação do 1º leilão do Pré-sal – depois de tanto tempo de discussão – visa apenas o bônus de participação para acudir balanço de pagamento, enquanto os imaginários lucros do futuro distante permanece sob discussões intermináveis no congresso. A imensa base aliada cria dificuldades quanto à distribuição dos royalties – inexistentes no regime de partilha – aprovando a distribuição “agora” entre todos os estados e municípios, ou seja, querem “comer a galinha mesma” antes que os ovos de ouro sejam botados.
    – Se, o “tsunami de dólares” barateava o combustível importado, imagina o efeito perverso da valorização que encarece o gás, gasolina e etanol importado que a Petrobras vá ter de bancar daqui pra frente.
    – Depois da 11ª rodada – com atraso de 5 anos – a esperança brasileira agora é o gás, visto como “salvação da lavoura” para a indústria. Mas, não basta ter reserva segundo Adriano Pires. A pesquisa do gás de xisto nos EUA dura mais de 10 anos e só agora aparece os primeiros resultados. Não é nada fácil repetir o sucesso do gás de xisto por aqui. Ainda mais com a vizinha Argentina oferecendo mais vantagens, com campos mais promissores.

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