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domingo, 30 de junho de 2013

Afogado em preconceitos “verdes”, o Brasil não aproveita o gás de xisto

Não faltam jazidas no Brasil
Não faltam jazidas no Brasil
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









No fim do século XX se iniciou nos EUA uma grande revolução energética.

Essa explora em grande escala os recursos do xisto e afetou o equilíbrio mundial dos grandes produtores e exportadores de petróleo e gás, os investimentos industriais e transfere recursos do mercado brasileiro ao americano, interpelando os formuladores da política brasileira – observou “O Estado de S.Paulo”.

O gás de xisto custa nos EUA um quinto do gás encontrado no Brasil, cujas indústrias – de cerâmica, vidro e petroquímica, por exemplo – dependem muito do gás, perdendo competitividade, adiando sua expansão ou apontando investimentos para fora do País. 

 
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) decidiu sair da estagnação e incluir a exploração do xisto no próximo leilão de blocos de gás, previsto para os dias 30 e 31 de outubro.

Verdes brasileiros mal conhecem o tema. Mas americanos vão fornecer os sofismas
Verdes brasileiros mal conhecem o tema. Mas americanos vão fornecer os sofismas
A licitação deverá incluir as Bacias do Parecis (MT), do Parnaíba (entre Maranhão e Piauí), do Recôncavo (BA), do Paraná (entre PR e MS) e do São Francisco (entre MG e BA).

A ideia é usar a técnica americana de fraturação das rochas de xisto, uma blasfêmia para o ambientalismo tupiniquim, bem instalado em cargos públicos, ONGs e sacristias.

Os EUA poderão vir a se tornar independentes, ou quase tanto, do petróleo importado, além de grandes produtores e exportadores, para manifesto desconforto da Rússia.

As reservas brasileiras conhecidas, estimadas em 6,4 trilhões de metros cúbicos, estão em décimo lugar na classificação internacional. Não está tão mal para começar.

A China detém as maiores reservas (36,1 trilhões de metros cúbicos), seguida pelos Estados Unidos (24,4 trilhões) e pela Argentina (21,9 trilhões).

As atividades em terra podem deixar em segundo plano os dispendiosos e propagandísticos projetos de procurar a independência energética abaixo do fundo do mar.

Diferenças de custos causam estragos econômicos para o Brasil
Diferenças de custos causam estragos econômicos para o Brasil
A exploração do pré-sal é promissora, mas tem custos faraônicos e não há segurança nos prazos. Em poucas palavras, muito ruído e perspectivas remotas.

Se a propaganda política em torno do pré-sal rendeu para o PT, ela não foi suficiente para evitar o soçobro da Petrobrás, hoje grande importadora de combustíveis.

O custo para o País do golpe marqueteiro lulista poderá significar a perda ou o adiamento de bilhões de dólares em investimentos.

“Uma fatia importante do setor está com o forno desligado. Estamos perdendo competitividade. O risco é a produção nacional ser substituída pela importada”, declarou ao mesmo jornal Antonio Carlos Kieling, osuperintendente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos (Anfacer).

Segundo Kieling, as importações do setor estouraram 9.000% em sete anos, para US$ 220 milhões ao ano, já que 25% dos custos vêm do gás. A perda de competitividade é a mesma em vários setores, mas atinge com maior peso a indústria química e petroquímica. Empresas como Braskem, Unigel e Dow Chemical paralisaram investimentos de bilhões de dólares.

Técnicas de limpeza afastam críticas bem-intencionadas
Técnicas de limpeza afastam críticas bem-intencionadas
A multinacional de vidros AGC investiu numa fábrica de R$ 800 milhões, a ser inaugurada neste ano em Guaratinguetá (SP) para a produção de vidro plano, espelhos e vidro automotivo. “De lá para cá, o preço do gás dobrou, mudou totalmente o cenário e a rentabilidade”, disse o CEO da AGC Vidros do Brasil, Davide Cappellino.

A decisão de dobrar a capacidade, com mais R$ 800 milhões, foi suspensa por tempo indeterminado. Unidades da multinacional nos Estados Unidos, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Egito, onde o preço do gás é 20% do cobrado no Brasil, ganharam preferência para a aplicação desses recursos.

A multinacional Cebrace planejou até R$ 1 bilhão para fazer do Brasil uma plataforma de exportação de vidros para a América Latina. Mas estancou novos investimentos e olha para países como Argentina e Colômbia. Hoje, o setor importa 35% do vidro plano, ante 10% de 2007.

O preço do gás americano fica entre US$ 2,5 e US$ 3 por milhão/BTUs. No Brasil o preço vai para entre US$ 12 e US$ 16, 500% mais caro. Na Europa, ronda entre US$ 8 e US$ 10.

“Todo mundo que tem produção no Brasil está reclamando conosco”, diz uma fonte do governo, segundo o jornal paulista.



domingo, 23 de junho de 2013

Gás de xisto pode liberar Europa das cordas com que a Rússia poderia enforcá-la

Gasodutos russos construídos com tecnologia europeia

A Polônia e outros países europeus estão prestes a decidir o futuro das suas reservas de gás de xisto.

A tecnologia de fraturação hidráulica ou fracking forneceu uma inestimável oportunidade de salvar o continente do desastre e proteger seus legítimos interesses políticos e econômicos, escreveu a revista polonesa “Polityka”, de Varsóvia.

domingo, 16 de junho de 2013

Desaceleração do aquecimento global intriga cientistas, e a conduta destes intriga a opinião pública

2009: neve em Milão. Não aqueceu mas esfriou: agora como explicar?

Não poucos cientistas estão em dificuldades para explicar a desaceleração do aquecimento global, informou a agência Reuters.  De fato, o pressuposto do aquecimentismo nem se realizou e a catástrofe anunciada ficou adiada possivelmente para nunca.

E eles ainda se perguntam se o erro foi induzido por lacunas no conhecimento, quando os cientistas jamais dispuseram de equipamentos tão sofisticados para conhecer a realidade!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ardis cinematográficos para impedir exploração de gás de xisto

O ativista Josh Fox criou "Gasland", um "documentário" caricatual
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A polêmica sobre o gás de xisto tomou dimensões cinematográficas nos EUA quando Hollywood estreou “Promised Land” (“Terra Prometida”).

No filme, o ator Matt Damon interpreta um executivo de uma produtora do gás questionado.

Ele "engana" aos produtores rurais para que aceitem a exploração do xisto.

Mas, depois acontecem coisas estranhas e o rebanho de uma cidade começa a morrer bebendo água possivelmente contaminada.

"Terra Prometida" apresenta um cenário intimidador
O filme segue a linha do documentário ativista e caricatural “Gasland”, criado pelo ativista Josh Fox em 2011.

O "documentário" mostra entre outras cenas de efeito, um morador “incendiando” a água da torneira com um fósforo.

O estilo alarmista continua pela trilha aberta por Al Gore e sua “A Verdade Inconveniente” condenada pela Justiça britânica.

A Independent Petroleum Association of America criou uma pagina web para hospedar a lista de fatos distorcidos em “Gasland”. Leia em PDF

O Dr. Michael Economides, professor de Engenharia na Universidade de Houston, escreveu na revista Forbes que “Gasland” é errôneo e irresponsável por muitos lados.

"Gasland" forjou cenas para impressionar desprevenidos
Em janeiro de 2013, o jornalista e cineasta independente Phelim McAleer publicou o documentário “FrackNation – A verdade sobre o fracking”.

Esta resposta, analisa os métodos usados por "Gasland" para montar o "documentário".

E é muito revelador do viés ideológico esquerdista e a carência de verdade no filme ambientalista.


Veja embaixo excertos de FrackNation:



No Brasil, segundo a ANP, o leilão de jazidas de gás não convencional seguirá o mesmo trâmite dos demais, e para o presidente do conselho de administração da consultoria Gas Energy, Marco Tavares, os riscos ambientais do gás não convencional já foram equacionados.

No leilão de outubro serão oferecidos blocos nas bacias do Paraná, Parecis, Parnaíba, Recôncavo, Acre e São Francisco.


Para o ex-deputado federal verde Fabio Feldmann (PV), a falta de debate é o maior problema. “Não existe nada específico sendo estudado pelo Ibama, Ministério do Meio Ambiente ou ANA (Agência Nacional de Água).”

Ou há muita falta de ânimo na militância verde brasileira ou realmente não está achando nada de concreto para objetar.


domingo, 9 de junho de 2013

Brasil terá leilão de gás de xisto e já vem polêmica

A hostilidade militante contra a exploração do gás de xisto – o tipo mais procurado de gás não convencional – quer ser atiçada pela internacional ambientalista no Brasil.

Para isso tenta imitar as estratagemas de seus colegas ideológicos dos EUA, França e Bulgária, pois esta imensa fonte de energia está prestes a ser explorada no país em grande escala.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) marcou para os dias 30 e 31 de outubro o primeiro leilão de blocos de gás não convencional.

Durante leiloes de maio de jazidas convencionais e pré-sal, movimentos sociais realizaram protestos em diferentes capitais do país com diversos pretextos.

As desordens serviram também de treino da militância das esquerdas para a polêmica do xisto.

Em Brasília, 800 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) barraram o acesso de servidores ao Ministério de Minas e Energia.

Os emessetistas viraram “sem petróleo” rápido demais.

O Correio Braziliense conversou com algums deles acampados na Esplanada dos Ministérios.

Poucos sabiam o real motivo de estarem ali.

Para muitos o governo distribuiria ali mesmo novas terras.

“Não estou sabendo dessa história de petróleo, não”, disse uma mulher, sem se identificar.

Ela veio de Trevo, interior do Goiás, porque pelo transbordamento de um rio “perdemos a nossa casa. Agora, estamos esperando ganhar nosso pedaço de chão para voltar a plantar”.

O ambientalismo não tem verdadeira militância e precissa recorrer a “golpes” deste nível.

Voltanto ao gás não convencional, segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, as reservas desse gás podem ultrapassar as do pré-sal.

Projeções da ANP indicam potencial de reservas de 500 TFC (trilhões de pés cúbicos), o dobro dos 226 TFCs conhecidos até hoje.

Entre as áreas oferecidas há algumas com potencial para a extração que não estão livres nos reservatórios subterrâneos, como o gás comum.

Para extraí-lo é preciso fragmentar (a técnica do fracking, ou fragmentação) as rochas, injetando no subsolo água, areia e produtos químicos.