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domingo, 31 de janeiro de 2016

Criança nasce verde-vermelha e berra:
2015 foi o ano mais quente!
Quem é o pai do mostrengo?

Manipulação de dados para fazer acreditar que 2015 foi o ano mais quente da história
Manipulação de dados para fazer acreditar que 2015 foi o ano mais quente da história
Luis Dufaur





Como virou costumeiro na passagem do ano, a mídia espalhou relatórios anunciando que o ano que findou foi o mais quente “desde que existem registros”. Assim, 2015 teria batido os recordes históricos de calor global.

Para se justificar, a ideologicamente incansável confraria alarmista apela para estudos que ela trombeteia ruidosamente, mostrando dados parciais e ocultando outros verdadeiramente cruciais.

Como o simples leigo não tem tempo nem condições de compulsar os complicados relatórios e análises dos cientistas, acaba sendo enganado por uma informação enviesada.



Um exemplo de manipulação entre muitos outros. Segundo o jornal “El Mundo”, de Madri, “o ano 2015 foi de longe o ano mais quente de todo o registro histórico”.

O jornal menciona que “o dado” foi publicado pelas mundialmente famosas NASA e NOAA (Administração para o Oceano e a Atmosfera dos EUA). Para maior impacto, o jornal sublinha que o novo recorde “acrescenta-se ao anterior recorde de 2014, que já ficou como o ano mais quente na escala global desde que começaram os registros globais em 1880”.

E a lista dos recordes continua: nove dos 10 anos mais quentes da série histórica aconteceram desde o início do século XXI e os primeiros 15 anos do milênio estão entre os 16 mais calorosos da lista, etc., etc.

Após os assustadores recordes, o jornal espanhol cita comentários espalhafatosos, propaladores de calamidades universais, pedindo medidas utópicas drásticas e irrealizáveis.

Entre elas “a descarbonização total no ano 2050”, reclamada pelo diretor do Instituto de Potsdam para a Investigação do Impacto Climático, Hans Joachim Shellnhuber, um militante anti-humanidade posto em relevo durante o lançamento da encíclica “Laudato Si’”.

O “golpe” é, entretanto, assaz velho. Os “registros históricos” que vêm desde 1880, mencionados no artigo para basear o alarmismo, foram colhidos por uma velha rede de termômetros de mercúrio.

As medições satelitais posicionam a temperatura de 2015 na média dos últimos 20 anos. 1998 e 2010 foram mais quentes que  2015. Imagem cortesia de drroyspencer.com.
As medições satelitais posicionam a temperatura de 2015 na média dos últimos 20 anos.
1998 e 2010 foram mais quentes que  2015. Imagem cortesia de drroyspencer.com.
Essa rede, ainda parcialmente em funcionamento, contribuiu muito nos inícios da climatologia. Mas ficou difícil de manter-se e por isso está dessueta, antiquada, imprecisa, fornecendo dados parciais e sendo cada vez menos usada.

Ela vem sendo abandonada após os satélites se revelarem muito mais precisos, abarcadores, confiáveis, modernos e continuamente renovados.

Há 25 anos que a própria NASA defende que “a análise satelital da atmosfera superior é a mais precisa e deveria ser adotada como a via padrão para monitorar as mudanças da temperatura”.

A rede de satélites vem funcionando apenas desde a década de 70 e é aquela que fornece os dados considerados mais objetivos pelos cientistas sérios.

As medidas da temperatura da atmosfera terrestre feitas pelos satélites apontam que 2015 não só não foi o ano mais quente do registro histórico (dos satélites é claro), mas esteve longe de sê-lo.

Os dados estatelais do último ano concluem que a temperatura da atmosfera inferior da Terra – na qual vivemos e respiramos – de 2015 ocupou o terceiro lugar entre os anos mais quentes, num período em que não houve oscilações de temperatura relevantes.

Em outras palavras, a temperatura global está estável. Mas a estabilidade admite subtis oscilações que não indicam tendência para cima ou para abaixo, mas para a continuidade no mesmo patamar, e 2015 foi muito pouco maior.

Os climatologistas da Universidade de Alabama, Huntsville, informaram que a temperatura média global de 2015 ficou 0,44 graus Celsius acima dos recordes dos anos recorde de 1981 e de 2010 por causa da anomalia atribuída a um “El Niño” excepcionalmente intenso, fenômeno que não é relacionado nos exageros alarmistas.

A NASA tem uma frota de satélites em órbita estudando todos os aspectos do sistema terrestre. Mas o alarmismo não quer saber de seus dados quando não servem a seus objetivos ideológicos.
A NASA tem uma frota de satélites em órbita estudando todos os aspectos do sistema terrestre.
Mas o alarmismo não quer saber de seus dados quando não servem a seus objetivos ideológicos.
O Dr. Roy Spencer calculou que o aumento foi de 0,27ºC, o terceiro maior no registro histórico dos satélites, iniciado em 1979.

1998 continua o ano mais quente desde o início das medições satelitais. E a estabilidade é a nota dominante.

A grande interrogação que ficou de pé foi por que os cientistas alarmistas foram puxar seus dados de uma rede desclassificada e que não atende às exigências da ciência moderna.

Por que não usaram os dados satelitais à sua disposição, os quais atendem as necessidades do conhecimento científico atualizado?

Esse estranho seletivo que prefere o impreciso contra o mais preciso é contrário ao método e à filosofia da ciência.

A conduta estranha e contraditória só se explica pelo fato de que o sistema não confiável serve ao alarmismo, e o mais confiável, não!

Então que a ciência vá às favas! Viva o dado inexato e a rede vetusta!

Acresce-se que os registros da rede antiga permitem aos seus atuais incondicionais ir até o século XIX em suas comparações.

Mas existem outros sistemas cientificamente aceitos que permitem estabelecer a temperatura global durante a maioria dos dez mil últimos anos. A medição por meio de amostras de gelo tiradas da Groenlândia, da Antártica ou outras geleiras milenares é um exemplo.

Esses procedimentos mostram que nos últimos milênios houve anos e períodos muito mais quentes que os dois últimos séculos.

Vade retro Satana! Esses tampouco servem para semear pânico ideológico!

As medidas registradas pelos satélites também foram confirmadas de modo independente pelas medições da temperatura feitas com balões.

Resultado: até os balões foram desclassificados como heréticos “céticos” pelos inquisidores que defendem o dogmático aquecimento global.

Então, perguntou James M. Taylor, do Heartland Institute, em Forbes, como é que os ativistas do aquecimento global deram à luz essa criança do alarmismo constante e espalham afirmações escandalosamente falhas como essa de que 2015 foi o ano mais caloroso jamais registrado?

A única resposta, conclui Taylor, é que nós estamos diante de enganosas falsificações cerebrinas, de registros de temperatura manipulados e de uma mídia obsequiosa que só pensa em impulsionar a agenda do ativismo radical verde.


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