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domingo, 1 de maio de 2016

Graças ao CO2 nos últimos 33 anos
a Terra ficou mais verde!

Mapa mostra o aumento da superfície foliar nos últimos 33 anos. Fonte CREAF.
Mapa mostra o aumento da superfície foliar nos últimos 33 anos. Fonte CREAF.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Os vegetais são os mais diretamente beneficiados pela presença do CO2 (ou gás carbônico) na atmosfera, embora constitua apenas entre 0,03% e 0,04% dela.

Mas dizer “beneficiado” é muito pouco: sem o CO2 toda a vegetação do planeta morreria como nós pereceríamos se desaparecesse ou diminuísse dramaticamente o oxigênio do ar.

E falar em extinção dos vegetais implica em falar do fim das espécies animais que se alimentam deles. E obviamente do fim da humanidade que se nutrem com todos eles.

O combate ao CO2 apresenta-se como uma ideia irracional sob numerosos pontos de vista. Mas se trata de uma irracionalidade congruente com muitos outros dislates que a filosofia “verde” arquitetou em sua guerra contra o homem e a civilização.



E a grande mídia e organizações políticas de diversas tonalidades “vermelhas” lhe fornecem amplio eco e financiamentos.

Mas, os cientistas que põem a objetividade por cima continuamente mostrando a incongruência desse postulado ideológico: que o CO2 faz mal à Terra a diversos títulos.

Pelo contrário, ele é o gás da vida!

Recentemente um estudo publicado na revista Nature Climate Change, constatou que a Terra ganhou 36 milhões de quilômetros quadrados de superfície verde, o equivalente a três vezes a área da Europa ou duas vezes, aproximadamente, a dos EUA, graças ao aumento do CO2, embora tenha tido um crescimento minúsculo!

O estudo teve a participação do CREAF, centro de pesquisas vinculado à Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), e se concentrou nos dados dos últimos 33 anos, que teriam sido os mais atingidos pelo CO2 gerado pela civilização que consome combustíveis fósseis, fato vituperado pelos “verdes”.

Nesse período, diz o estudo, a biomassa terrestre cresceu em 40% da superfície da Terra, tendo diminuído em apenas 4% dela. Os cientistas atribuem esse crescimento às altas concentrações de CO2, um poderoso fertilizante cuja ação, em nível mundial, se desconhecia até o momento, segundo reconheceu o jornal espanhol “El País”.

Aumento da superfície foliar na Europa desde 1982 a 2015. Autor: Ranga B. Myneni, Universidade de Boston.
Aumento da superfície foliar na Europa de 1982 a 2015.
Autor: Ranga B. Myneni, Universidade de Boston.
“Com essa pesquisa, pudemos atribuir o enverdecimento do planeta ao aumento dos níveis de CO2 atmosféricos provocado pelo consumo de combustíveis fósseis.

“Com mais dióxido de carbono, as plantas puderam gerar mais folhas capturando-o da atmosfera durante a fotossíntese. Graças a isso, o aumento da concentração desse gás de efeito-estufa foi contido”, explicou o cientista do CREAF Josep Pañuelas.

De acordo com o estudo, prossegue “El País”, o dióxido de carbono, outro nome do CO2, é responsável em cerca de 70% pelo enverdecimento da Terra.

Os cientistas evocam também outras razões para explicar o aumento da biomassa: a mudança climática (8%), o nitrogênio atmosférico (9%) e as mudanças no uso do solo (4%).

A constatação foi decepcionante para os cientistas que dependem de verbas de governos “vermelhos” que exigem resultados anti-CO2 e também para os militantes verdes

Os cientistas do CREAF tiveram que torcer os raciocínios para por no papel que o CO2 segue sendo ruim malgrado essas constatações.

Em verdade, não encontraram argumentos para a tese preconcebida em laboratórios ideológicos anarco-tribalistas.

E como reproduz o jornal espanhol, não hesitaram em apelar a surrados slogans do Corão ambientalista: mudanças climáticas mal explicadas, o aumento da temperatura global não demonstrado, a inexistente subida do nível do mar, o exagerado degelo [supomos que dos polos e das geleiras, pois assim está profetizado na Bíblia alarmista] e a radicalização das tempestades tropicais que obedece a outros fatores.

Assim, saindo da seriedade dos dados científicos, e surfando alegremente nas ondas da propaganda anti-civilizatória, o citado Pañuelas concluiu que esses aterrorizantes catástrofes planetárias ‘não recuarão se não deixarmos de usar combustíveis fósseis’.

Ele acrescentou que o crescimento da biomassa vegetal decorrente do fertilizante carbônico tem um limite, aliás, como tudo nesta Terra.

Da cartola da mitologia verde tirou que “o efeito do dióxido de carbono vai diminuindo à medida que as plantas se habituam a aumento”.

E ainda acrescentou o que qualquer camponês conhece melhor há milênios: que os vegetais também necessitam de outros recursos para crescer.

A fórmula, disse o cientista, é simples: quanto mais biomassa houver, mais as plantas necessitarão de água e de outros nutrientes – em especial o fósforo –, que são recursos limitados e vitais para o planeta.

O mundo está cada vez mais verde, graças ao CO2!
O mundo está cada vez mais verde, graças ao CO2!
Um lugar comum de escola primária que não implica em tragédia alguma. No Eoceno (entre 56 milhões e 33 milhões de anos atrás) a temperatura média da Terra chegou a 10ºC acima da atual e as concentrações de CO2 foram elevadíssimas (0,2% ou mais da atmosfera).

E o planeta não sucumbiu em convulsões apocalípticas!

Pelo contrário, houve um extraordinário desenvolvimento de bosques tropicais que se espalharam por todo o globo, inclusive na Antártica e nas áreas que tem terra firme no círculo polar ártico.

Os mamíferos (dinossauros e baleias notadamente) se multiplicaram fantasticamente. E o aumento da temperatura induziu maior evaporação dos mares e grandes chuvas que sustentou esse fabuloso desenvolvimento da vida vegetal e animal.

Se a vida natural na Terra mirrou foi quando acabou essa era de mudança climática, de aumento CO2 e demais fatores que o terrorismo verde apresenta como males que justificam suas propostas repressoras da atividade humana.

Deixemos de lado o realejo do extremismo ambientalista. Fiquemos na objetividade dos dados científicos apresentados.

Comemoremos o fato alvissareiro: a superfície do mundo coberta pela vegetação aumentou ganhou 36 milhões de quilômetros quadrados!

E tudo isso, graças a um aumento relativo do nível de CO2 na atmosfera!

Em time lapse: efeito no crescimento de um grão de feijão-de-corda
triplicando o CO2 em laboratório




10 comentários:

  1. Pelo seu prisma, então devemos agradecer o ar poluído que respiramos, dando como exemplo extremo algumas cidades asiáticas, e além disso quanto mais poluição se fizer melhor.
    Interessante esse seu raciocínio.
    Só mais uma coisa, a terra que já tem alguns anos, teria melhor qualidade de vida antes ou depois da revolução industrial, sobretudo depois da década de 70 com o aumento da emissão de gases?

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    1. O gás CO² nem de longe é um poluente. Este é um erro crasso e primário. O artigo não resvala este problema e a qualidade de vida depende primordialmente da abundância de alimentos. O dióxido de carbono contribui obviamente para o desenvolvimento da vegetação o que contribui para a melhoria da vida.

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    2. O que ele disse é verdade, na era carbonífera, as samambaias tinha 15 metros de alturas,não a terra esta trabalhando mais com a maior quantidade de co2 ,esse pessoal terrorista sempre vendeu gato por lebre, não devemos acreditar em tudo que dizem,as estepes estão liberando co2,em muita quantidade, o homem não é nada, em comparação, tudo é para frear vo crescimento do homem, não sei quem certo.

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  2. As políticas ecoterroristas dos ambientalistas sempre dirão o contrário, mesmo diante de todas as evidências científicas.

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  3. muito obrigado pelo seu magnifico trebalho de informaçao

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  4. O primeiro mapa parece igual da Terra plana, o senhor acredita nesta teoria?

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    1. Parecer não é certeza, portanto é um comentário irrelevante. O assunto não tem nada a ver com a qualidade do mapa.

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    2. Parecendo ou tendo certeza, eu puxei o assunto sim, que envolve o ambientalismo sim, e perguntei para o senhor Dufaur e não você, um encrenqueiro virtual.

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    3. Fazer perguntas impertinentes é que é típico de encrenqueiros virtuais. Além do que, que queira ou não, nada me impede de responder a qualquer questionamento neste espaço. Se não gostou, abstenha de perguntar à toa ou formule algo mais inteligente.

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    4. Se a pergunta fosse pertinente ela teria sido respondida. Então não me venha dizer quem é "encrenqueiro virtual"!

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