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domingo, 31 de julho de 2016

O Sol anuncia: vem aí uma mini era de gelo

Explosões solares nas últimos três ciclos (1985-2015 em diante) estão diminuindo. Foto cortesia Dr. David Hathaway, NASA-MSFC.
Explosões solares nas últimos três ciclos (1985-2015 em diante) estão diminuindo.
Foto cortesia Dr. David Hathaway, NASA-MSFC.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No dia 7 de julho (2016) o Sol ficou completamente ‘em branco’, o que quer dizer que não se observou nele mancha alguma de explosão solar.

O fenômeno não durou muito, mas foi suficiente para caracterizar a baixa atividade solar que os cientistas vêm observando nos últimos anos. O atual ciclo solar, o mais fraco do último século, corresponde ao 24º, desde que começaram os registros em 1755.

A diminuição não implica tragédia alguma, pois se inscreve no atual ciclo solar normal. Mas é um sinal de que o “mínimo solar”, ou período de baixa atividade do astro-rei, está se aproximando.



Por causa disso, os especialistas sugerem que uma nova “mini era do gelo” pode estar a caminho.

Paul Dorian, especialista em meteorologia do site Vencore Weather, explicou:

“Pela segunda vez neste mês, o sol ficou completamente em branco”.

“O sol sem manchas é um sinal de que o mínimo solar está se aproximando e de que haverá um número crescente de dias sem manchas ao longo dos próximos anos.

“No início, a ausência das manchas vai se estender por apenas alguns dias de cada vez, depois por semanas e finalmente meses, período em que o ciclo de manchas solares chegará ao seu ponto mais baixo.

“A próxima fase do mínimo solar está prevista para 2019 ou 2020”.

No "Mínimo de Maunder" iniciado em 1645, quando o Tamisa congelava fazia frio mas era uma festa
No "Mínimo de Maunder" iniciado em 1645,
quando o Tamisa congelava fazia frio mas era uma festa
A evolução do ciclo leva os especialistas a achar que poderemos entrar em breve em outra fase do “Mínimo de Maunder” — uma mini Era Glacial similar à que começou em 1645.

Durante o “Mínimo de Maunder”, as temperaturas caíram a ponto de o rio Tâmisa congelar no inverno, para festa das crianças e negócio dos feirantes!

O memorialista duque de Saint-Simon conta que as taças de água congelavam e estouravam na mesa do rei Luís XIV, no Palácio de Versailles! Mas ninguém dos presentes morreu, ou coisa que o dera.

A professora Valentina Zharkova, da Universidade de Northumbria, Grã-Bretanha, prevê um declínio acentuado da atividade solar entre 2020 e 2050.

No ano passado, ela declarou:

“Estou absolutamente confiante em nossa pesquisa. Ela tem bom suporte matemático e dados confiáveis, que foram manipulados corretamente.

“De fato, os nossos resultados podem ser repetidos por qualquer investigador, usando dados similares disponíveis em muitos observatórios solares, para que ele possa chegar à sua própria evidência de um iminente ‘Mínimo de Maunder’ no campo magnético solar e sua atividade.

O sol é o grande determinante do calor e do frio na Terra, mas não há nenhuma razão para temer nada de parecido com um apocalipse. Verificar-se-á uma diminuição da temperatura média global para a qual o homem e suas atividades poderão se adatar.

A evolução detectada esvazia as pretensões do terrorismo propagandístico sobre um aquecimento susceptível de convulsionar a vida da Humanidade ou induzir a dramáticas tragédias planetárias.

A Tamisa congelada era ocasião boa para feiras. Se por acaso a cena vier a se repetir nossos catastrofistas verdes profetizarão a morte do planeta por 'frio antropogênico'?
A Tamisa congelada era ocasião boa para feiras. Se por acaso a cena vier a se repetir
nossos catastrofistas verdes profetizarão a morte do planeta por 'frio antropogênico'?
Mas os pânicos soprados a partir de gabinetes ambientalistas radicais obedecem a interesses ideológicos. Eles pouco se importam com a verdade da ciência ou com o comportamento da natureza.

Os mesmos ambientalistas tentaram impor outrora suas teorias anticivilização e antipropriedade privada, espalhando o pânico de uma era do gelo iminente e devastadora.

Como não deu certo, passaram a pregar com o mesmo fim ideológico neocomunista um aquecimento global que justifique uma governança planetária pela aplicação de medidas drásticas e ditatoriais.

Se amanhã eles perceberem que o pânico aquecimentista não atende aos seus interesses extracientíficos, não hesitarão em virar a casaca mais uma vez.

Este blog terá então de divulgar os estudos futuros dos científicos sérios desmontando os exageros ideológicos ambientalistas sobre o “resfriamento global”!

Em qualquer hipótese, o dogma socialista de um dirigismo planetário ficará sempre intensamente vermelho sob uma casca enganosamente verde.


2 comentários:

  1. Não sou nenhum especialista, mas acompanho o assunto dos ciclos solares há quase duas décadas. Creio que não será tão simples assim. Os ciclos estão diretamente relacionados com a economia. Quanto mais frio, menor será a quantidade de chuvas e menor a produtividade agropecuária. As regiões mais ao sul serão as que mais sofrerão, favorecendo uma migração para o norte. No Brasil, vamos precisar rever as leis de proteção à Amazônia para poder usar parte dela. É o Nordeste experimentará uma maior ocupação e desenvolvimento. A região do Matopiba e arredores será um verdadeiro Eldorado, o novo polo de desenvolvimento do país. E a Europa passará novamente por grande declínio e a África será alvo de disputas por ocupação. Eis aí uma razão nunca visualizada pelos críticos do ambientalismo para o engessamento causado por tantos interesses internacionais em áreas tropicais como a Amazônia; reservas para produzir comida.

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  2. Por acaso há algum registro sobre os efeitos dessa mini-glaciação de 1645 no Brasil?

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