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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Americanos não acreditam na encíclica “Laudato Si”

Americanos não acreditaram na encíclica verde “Laudato Si”. Lançamento da encíclica no Vaticano.
Americanos não acreditaram na encíclica verde “Laudato Si”.
Lançamento da encíclica no Vaticano.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Caiu na insensibilidade e desinteresse geral, a encíclica “Laudato Si’” do Papa Francisco I. Com ela o Pontífice tenta amarrar o mundo católico no comboio de suposições apocalípticas do radicalismo ambientalista a respeito de um eventual colapso material do planeta.

Quem registra essa constatação é um vaticanista bem informado nos ambientes próximos do Pontífice: Marco Tosatti em seu blog “Stilum Curiae”.

Tal vez sentindo isso, a mal acolhida encíclica acrescentou uma segunda parte cuja inspiração provém da Teologia da Libertação, e uma parte final com considerações místicas engajando augures do panteísmo e do paganismo.

Tudo isso é matéria muito contestada nos ambientes católicos, e os seguidores da ‘Laudato Si’ insistiram mais em seus conteúdos supostamente científicos ou mais de acordo com o catastrofismo de moda entre os “verdes”.



Projeção 'Fiat Lux' sobre a basílica de São Pedro de sabor esotérico pareceu saldar o engajamento com o ambientalismo radical.
Projeção 'Fiat Lux' sobre a basílica de São Pedro de sabor esotérico
pareceu saldar o engajamento com o ambientalismo radical.
Tosatti cita uma sondagem feita nos EUA, segundo a qual o soado apelo do Pontífice não produziu até o presente um impacto eficaz na maioria do público americano.

Foi o que declarou ao jornal britânico “The Guardian”, o professor Nan Li, responsável da área de pesquisas da Texas Tech University.

“Os católicos conservadores que ficaram submetidos a uma pressão cruzada na dificuldade de conciliar seus pontos de vista e os de sua autoridade religiosa tendem a desvalorizar a credibilidade do Papa a respeito deste argumento”, disse Nan Li.

Não é de se espantar, pois as questões ambientais não pertencem à missão da Igreja e não é matéria para pronunciamentos da autoridade moral e religiosa do catolicismo.

O fiel não está obrigado a concordar com a autoridade religiosa em matérias extra-religiosas.

Ativos militantes de esquerda hoje reciclados ao ambientalismo, como Christiana Figueroa, que na época era a responsável da ONU nestes temas, comemorou como uma vitória porque o “Papa Francisco se engajou pessoalmente no tema como nenhum papa antes fizera”.

Hoje esse engajamento aparece vazio de consequências.

A pesquisa citada pelo vaticanista foi publicada na revista especializada Climatic Change. E aponta como disse a que o impacto do pronunciamento foi muito menor do que se previa.

Foram consultadas 2.755 pessoas, entre as quais 700 católicos num espectro que abarcava todos os EUA.

Apenas 22,5% dos entrevistados tinha ouvido falar da então trombeteada e agora esquecida encíclica.

Segundo os pesquisadores não se pode afirmar que a encíclica esteja relacionada com algum aumento de preocupação com a “mudança climática”.

Espetáculo Fiat Lux na basílica do Vaticano 8-12-2015. Católicos se afastaram do posicionamento da Encíclica sobre assunto não religioso
Espetáculo Fiat Lux na basílica do Vaticano 8-12-2015.
Católicos se afastaram do posicionamento da Encíclica sobre assunto não religioso
Quanto mais se avança à direita no espectro político americano, mais cai a credibilidade do Pontífice sobe o tema.

Como conclusão, o estudo afirma que tal vez “o apelo ecologista do Papa possa ter aumentado as preocupações de alguém sobre a mudança climática, mas atraiu contra si o público conservador, católico e não católico.

“Esses não só fizeram resistência à mensagem, mas defenderam suas opiniões prévias desvalorizando a credibilidade do papa sobre a mudança climática”.

Os pesquisadores americanos e o vaticanista Tosatti teriam encontrado alguns raros espécimenes de simpatizantes da “Laudato Si” no recente III Encontro dos Movimentos Populares” promovido pelo Papa Francisco no Vaticano.

Ali teriam encontrado a João Pedro Stédile e alguns punhados de agitadores do MST, e alguns subversivos antiprogresso e prosélitos do culto pagão da Mãe Terra.

Confira: Stédile se une ao Papa Francisco na luta de classes da Mãe Terra contra a liberdade e a propriedade privada


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