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domingo, 11 de setembro de 2011

A cada três dias aparece uma nova espécie na Amazônia: razão de alegria ou pretexto de dirigismo invasor?

Drosera amazonica, encontrada em 2009
A organização ambientalista internacional WWF (World Wide Fund for Nature) elaborou extensa compilação das mais de 1.200 novas espécies de animais e vegetais descobertas na Amazônia na última década.

A divulgação do relatório foi noticiada pela BBC Brasil.

Segundo o estudo intitulado “Amazon Alive!”, entre 1999 e 2009, uma nova espécie foi achada a cada três dias na região.


Falcão críptico, descoberto em 2002 no Estado do Pará.
Acredita-se que haja um grande número deles.
Os números comprovam que a Amazônia é um dos lugares de maior biodiversidade da Terra: foram catalogados não período 637 novas plantas, 257 peixes, 216 anfíbios, 55 répteis, 39 mamíferos e 16 pássaros.

“O volume de descobertas de novas espécies é incrível – e isso sem incluir o grupo dos insetos, onde as descobertas também são muitas”, disse a coordenadora da WWF no Brasil, Sarah Hutchison.

A grande mídia costuma despejar uma constante chuva de pessimismo gerada em ambientes verdes a respeito das espécies que estariam em perigo de extinção.

Apistogramma baensch uma das 257 espécies de peixes
descobertas nos últimos 10 anos
Ela insiste nos riscos e carrega os sublinhados ao falar de sua iminência e de seus assustadores efeitos futuros.

No fim dessa insistência aparece uma resultante estatizadora: para salvar o bichinho, criar uma formidável máquina de controle legal e burocrático, mais impostos e mais agências a serviço de um dirigismo ambientalista que invade a vida dos homens e obstaculiza o progresso.

Dessa mentalidade não escapa o citado relatório da WWF: “esse relatório mostra a incrível diversidade da vida na Amazônia e por isso precisamos de ações urgentes para que essas espécies sobrevivam”, reafirmou a coordenadora da WWF.

Pyrilia aurantiocephala habita
regiões próximas aos rios Madeira e Tapajós
Algumas reflexões vêm naturalmente ao espírito diante dessa boa notícia.

A primeira é que, de fato, ainda há muitas espécies a serem descobertas e o homem nem sabe direito quantas há. Algum dia saberá.

Porém, a propaganda “verde” insinua que tudo é conhecido e que os homens estão sempre diminuindo de modo perigoso o “escasso” número existente.

Em segundo lugar, o registro de novas espécies – ou o reencontro de espécies julgadas extintas – deveria ser um fator de alegria para os amantes da natureza.

Mas não é bem essa a reação “verde”. Pelo contrário, os achados lhes servem o mais das vezes de pretexto para exigir mais dirigismo, controle, etc.
Ranitomeya benedicta, habita em várzeas perto de Iquitos

O pessimismo “verde” só será bem compreendido caso se atente para seu fundo de predisposição: primeiro contra o homem e o predomínio deste pelo fator inteligência, e segundo contra a ordem estabelecida.

Neste blog há numerosos testemunhos nesse sentido nas colunas ao lado.


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