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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Sínodo: ambientalismo anticristão pediu ao Vaticano alavancar a revolução do neocomunismo “verde”

Mons Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler das Pontifícias Academias de Ciências foi o anfitrião do workshop
Mons Marcelo Sánchez Sorondo,
chanceler das Pontifícias Academias de Ciências
foi o anfitrião do workshop
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O ambientalismo radical e suas teorias catastrofistas ressoaram como um angustiado pedido de auxílio no Vaticano em abril de 2015.

Foi durante o encontro promovido pelas Pontifícias Academias de Ciências e de Ciências Sociais.

Segundo o grande jornal de Turim La Stampa  o círculo de eclesiásticos que fecha fileiras em torno do Papa Francisco acolheu o apelo do secretário geral da ONU Ban-ki-moon e numerosos ativistas radicais com beneplácito.

Os ativistas e macro-capitalistas representados exigiram uma “revolução moral” em favor de suas metas, que por trás de uma fachada naturalista, são visceralmente anticristãs.

Todos os esforços tocados na base de projetos e propagandas milionárias não estão convencendo os homens. É preciso que a Igreja Católica com seu imenso prestígio passe a promover uma “revolução religiosa" rumo à ecologia integral neocomunista.

O relato do acontecido manifestou a séria crise que aflige o movimento “verde”: ele não está conseguindo convencer à opinião pública. Em desespero de causa acorreu ao Vaticano a pedir um novo impulso:

“As religiões institucionalizadas -- diz o documento -- podem e devem assumir a liderança e uma nova atitude em relação à criação”.

“A Igreja Católica, trabalhando com os líderes das outras religiões, poderá exercer um papel decisivo”, acrescentaram, noticia La Stampa .



Segundo La Stampa  ele quer o impulso de uma “revolução moral”, leia-se religiosa, que acabará implicando numa transformação visceral da Igreja.

O objetivo, é claro, vem revestido pelo véu de enfrentar as mudanças climáticas, respeitar o meio ambiente e reduzir a “ameaça potencialmente catastrófica” que pairaria sobre a humanidade, especialmente sobre os mais pobres e sobre as futuras gerações.

O catastrofismo se exibiu na hora de pedir o apoio do Papa. O documento conclusivo do workshop internacional na famosa Casina Pio IV professa o alarmismo. Ele se apoiou na presença do Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon, aceso arauto dos temores apocalípticos sem base científica.

O tema do encontro foi “Protect the Earth, Dignify Humanity. The Moral Dimensions of Climate Change and Sustainable Development” (“Proteger a terra, tornar digna a humanidade. A dimensão moral da mudança climática e o desenvolvimento sustentável”).

A ONU habitualmente oposta à Igreja e a seus ensinamentos morais familiares lançou um forte S.O.S.

Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, foi pedir o auxílio do Papa para a claudicante revolução ambientalista.
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU,
foi pedir o auxílio do Papa para a claudicante revolução ambientalista.
Os porta-vozes do alarmismo reconheceram que embora promovam reformas institucionais, políticas e tecnológicas, sentem “uma necessidade fundamental” de mudar as cabeças dos homens para que se relacionem com a natureza segundo a utopia verde.

Eles precisam inocular novas atitudes morais, “em definitiva – diz o documento final aprovado no workshop – uma revolução moral. As religiões institucionais podem e devem assumir a liderança de essa nova atitude em relação à criação”.

Para tirar vantagem, nessa hora os sinceros ambientalistas lembraram-se do que tripudiam, e, invocam conceitos como “criação”.

O Papa não arriscou se apresentar nem dirigir a palavra nem mesmo por meio de um porta-voz, mas já deu muitas sinais de sintonia com essa meta.

Francisco havia dispensado um tratamento muito mais largo aos movimentos subversivos mundiais do gênero MST também engajados de recente data na revolução ambientalista.

Os participantes do encontro também estavam aguardando a encíclica ecológica do Papa Francisco como uma tábua de salvação e quiçá gestos mais ousados. Quando consideramos, a posteriori, a convocação do Sínodo Pan-amazônico as expectativas se esclarecem.

Não estiveram ausentes os repetitivos chavões “verdes” que embutem as velhas reivindicações “vermelhas” socialistas ou comunistas contra a propriedade privada, o agronegócio, a mineração, etc. e tudo o que vai no sentido do progresso da civilização.

Mas, repetir esses chavões uma enésima vez não era o objetivo.

O catastrofismo quer o engajamento da Igreja Católica na imensa revolução que pretende fazer, mas que não está conseguindo executar tão rápido nem tão a fundo como pretendia.

Por isso o documento final auspiciou que “a Igreja Católica trabalhando junto com os líderes de outras religiões poderia desenvolver um papel decisivo para ajudar a resolver os problemas”.

Quais são os “problemas”?

Todos se resumem num problema essencial: os homens não querem saber da monstruosa revolução que o radicalismo neocomunista ambientalista planeja. A humanidade não quer retroceder à pré-história em nome de uma utopia tribalista.

Porém, segundo os arautos da extinção da civilização, “a Igreja poderia fazer isso mobilizando a opinião pública e os fundos públicos para (...) não contribuir ao aquecimento global e se preparar melhor para os desafios do inevitável mudança climática. Devemos reduzir a ameaça potencialmente catastrófica que paira sobre tantas pessoas”.

Índios, ONGs internacionais, sem-terra, quilombolas, teologia da liberação entre outros
seriam os agentes preferidos da "Igreja pan-amazônica" ecologicamente integrada na natureza.
O Brasil seria despedaçado e iria ficando de lado até cair no esquecimento.
Leia-se convencer os homens a aceitar um padrão de vida muito inferior numa sociedade igualitária que é a velha meta marxista.

Para fazer engolir o que o marxismo e a teologia da libertação não conseguiram, eles inflacionam o bicho papão de um crise emergente climática que não existe.

Insuflam eles o medo de uma “inevitável catástrofe climática” como se o clima não estivesse sempre mudando naturalmente e como se o homem pudesse determinar essas mudanças com leis ou reformas de estrutura planetárias, ou reformando a Igreja.

Em suma, o workshop pediu abaixar a resistência dos homens para que aceitem a utopia igualitária verde apavorados pelo terror de calamidades planetárias apavorantes descritas nas cartilhas da propaganda de seitas apocalípticas, filmes e literatura tipo science-fiction.

O brado pediu o engajamento do Papa Francisco.

Foi atendido?

Tudo o que está sendo dito e feito em torno do Sínodo Pan-amazônico parece conter uma resposta espantosamente positiva ao apelo anticientífico e visceralmente anti-civilização cristã.


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