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domingo, 15 de setembro de 2019

Encíclica Laudato Si’ regozijou as esquerdas e preparou o Sínodo Pan-amazônico




No dia 16 de julho de 2015, por iniciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, no Club Homs da capital paulista o autor deste post pronunciou uma palestra sobre a Encíclica do Papa Francisco  Laudato Si' .

Naquela oportunidade estávamos longe de imaginar a atualidade que viria a ter, especialmente diante de um Sínodo pan-Amazônico que ruma a abalar a Igreja e a civilização.

Relembrando que é um documento de grande autoridade magisterial dirigido a todo o orbe católico, destaquei a minha surpresa vendo o entusiasmo com que ele foi acolhida pelo comunismo, não só o velho saudosista da URSS mas o "novo" verde, tribalista, anarquista, e extremistas afins no mundo todo.

Tal vez no momento atual seja ainda mais oportuno relermos essas inacreditáveis afirmações da esquerda vermelha, hoje tão tingida por fora de verde com ares eclesiásticos, num contexto "sinodal" e "amazônico"!


A Laudato Si'  não se dirige só aos católicos, mas, segundo explicou o Prof. Alberto Gambino, da Universidade Europeia de Roma, “a todos os que têm sensibilidade pela [...] deterioração do meio ambiente”, crentes ou não.

Esse caráter plurirreligioso e pluricultural ficou evidente na mesa que apresentou a Encíclica.

Ao lado do Cardeal Peter Turkson estavam o metropolita cismático John Zizioulas; o prof. Hans Joachim Schellnhuber, ativista que veicula teses malthusianas das mais radicais; e a professora chinesa Carolyn Woo, presidente do Catholic Relief Services, agência internacional que financia ONGs opostas ao ensinamento católico, promovem o aborto e recrutam ativistas LGBT.

A Encíclica reproduz também “ensinamentos” de fonte não católica, como os do sufi muçulmano Ali Al-Khawwas, apresentado como “mestre espiritual”.

E, como contabilizou o Prof. Evaristo Eduardo de Miranda, pesquisador da Embrapa e doutor em Ecologia, ela emprega 74 vezes a palavra “natureza”, 55 vezes “meio ambiente” e uma só vez “Jesus Cristo”.

O Papa recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo o dom da infalibilidade, dom cuja extensão ficou muito bem expressa em Pastoral coletiva dos bispos da Suíça de 10 de agosto de 1871 nos seguintes termos:
“O Papa não é infalível nem como homem, nem como sábio, nem como sacerdote, nem como bispo, nem como príncipe temporal, nem como juiz, nem como legislador.

“Não é infalível nem impecável na sua vida e procedimento, nas suas vistas políticas, nas suas relações com os príncipes, nem mesmo no governo da Igreja.

“É única e exclusivamente infalível quando, como Doutor supremo da Igreja, pronuncia em matéria de fé ou de costumes uma decisão que deve ser aceita e tida como obrigatória por todos os fiéis” (Mons. Joseph Fessler, La vraie et la fausse infaillibilité des papes, Plon, Paris, 1873).

Também observei que a Laudato Si' contém três partes principais apoiadas umas nas outras. Sobre a primeira, de natureza científica, falou o Prof. Molion com toda autoridade e suma competência.

Na segunda parte, a Encíclica correlaciona o estado do meio ambiente com reflexões de natureza econômica, social e política. É também um campo ao qual a infalibilidade do Papa não se estende.

Na terceira parte, a Encíclica faz longas reflexões morais, filosóficas e religiosas com base nas duas primeiras partes.

A segunda parte, econômica, social e política, suscitou inúmeras repercussões no mundo inteiro.

Para Miguel Angel Belloso, diretor da revista espanhola “Actualidad Económica”, de Madri, falando como católico, o documento é a expressão de “um Papa pessimista e injusto”.

Segundo ele, o Papa Francisco lança “ideias sem o acompanhamento de um único dado, como se fossem um dogma de fé, que não resistem à menor análise empírica e estão completamente erradas. [...]

“Francisco é um Papa decididamente político, um socialista convencido [...] Nesta desastrosa encíclica, Francisco [...] converteu-se num poderoso aliado das teses errôneas da esquerda” (“Diário de Noticias”, Lisboa, 26-6-2015).

No mesmo sentido o “Catholic Herald”, a mais antiga revista católica inglesa, estimou que “as análises de Francisco” ignoraram o “cenário de um incremento colossal da esperança de vida e da saúde como consequência do desenvolvimento econômico. E em muitas zonas do mundo, o ambiente está a melhorar espetacularmente” (“Diário de Noticias”, Lisboa, 26-6-2015).

O Prof. Denis Lerrer Rosenfield, da UFRGS, observou que sob a governança mundial propiciada pela  Laudato Si' , “o Brasil deveria abdicar de sua soberania. [...] As ONGs ambientalistas e indigenistas são erigidas em novo poder mundial.

“A decisão última seria transferida para elas, contando, internamente, com a participação ativa — e decisiva — da CNBB e de seus órgãos, como a CPT e o Cimi. Ou seja, um país como o Brasil poderia perder ‘religiosamente’, ‘moralmente’, ‘ecologicamente’ e ‘socialmente’ a Amazônia” (“O Estado de S. Paulo”, 29-06-2015).

O filósofo hebreu Guy Sormann concluiu seu artigo intitulado Vade retro perguntando:

“O homem tem que se submeter à Natureza ou o inverso? O homem é um pecador quando não se prosterna diante da deusa Terra? Esta encíclica, parece-me, não é um manifesto político, mas uma bomba teológica” (“ABC de Sevilla”, 29-6-2015).

Para o Prof. José Manuel Moreira, da Universidade de Aveiro, a “encíclica pró-verde” apresenta uma “preocupante mistura de slogans da esquerda radical”.

E o “Investors Business Daily” conclui que “o Vaticano está infiltrado por seguidores de um movimento radical verde que é, no seu âmago, contrário ao Cristianismo” (Sapo.pt, 02-07-2015).

Na Argentina, o Prof. Roberto Cachanosky explicou que “a mensagem de Francisco deixa aberta a porta para o conflito social. [...]

“mal assessorado, ou talvez por ter uma ideologia peronista, Francisco incrementa a pobreza, a indigência e o desemprego. [...]

“Grande favor faria se denunciasse com firmeza os governos corruptos e autoritários que pululam na América Latina” (URGENTE24, 13-07-2015).

Acrescentei que obviamente a Laudato Si' também colheu aplausos de outros pontos do horizonte mundial, notadamente do macrocapitalismo publicitário, dos ambientes científicos alarmistas e das esquerdas em geral.

A partir de Galileu, no século XVI, o ambiente científico repelia a opinião da Igreja sobre as ciências como sendo ingerência inquisitorial.

Mas agora, segundo o “Estado de S. Paulo”, cientistas engajados no ambientalismo alarmista radical estão “dando ‘graças a Deus’ por ter uma figura carismática e forte como papa Francisco falando sobre assuntos que para eles nem sempre são tão fáceis” (edição de 15-6-15).

O ex-frade Leonardo Boff elogiou a Encíclica porque “nem a ONU produziu um texto desta natureza” e por pregar uma “ecologia integral [...] que supõe uma visão evolucionista do universo” (UNISINOS, 18-06-2015).

Para Frei Betto, “o Papa faz eco à produção da Teologia da Libertação sobre a questão ambiental [...].

“Ao citar Teilhard de Chardin, censurado pela Igreja enquanto viveu, o Papa [...]

“enfatiza que, em definitivo, a Igreja Católica abraça a teoria evolucionista e a visão holística do Universo” (Adital, 16-07-2015)

“Sem ânimo de desmerecer o discurso e o esforço de Jorge Mario Bergoglio”, Ignacio Denis Del Rosario, venezuelano graduado no Instituto Latinoamericano de Agroecologia Paulo Freire (IALA), disse que a encíclica nada acrescenta aos ensinamentos do “comandante” Fidel Castro desde os anos 60 e notadamente na Eco-92, no Rio de Janeiro.

Ele auspiciou “uma complementariedade entre ambos, confiando plenamente na extraordinária coragem do Papa Francisco” (Aporrea, 01-07-2015).

Não espanta então que o líder do MST, João Pedro Stédile, tenha declarado à “Folha de S. Paulo”:

“Os trabalhadores têm quem? Chávez morreu, Fidel está doente.

O Francisco tem assumido esse papel de liderança, graças a Deus. Ele tem acertado todas”.

O lobo vermelho ficou verde

Para "Il Corriere della Sera" há uma relação profunda ente o presente de Evo a Francisco I e o marxismo do governo do Tsipras: os dois são filhos de um erro histórico: acreditar que o comunismo tinha morrido com a queda da URSS e do Muro de Berlim.
Para "Il Corriere della Sera" há uma relação profunda ente o presente de Evo a Francisco I
e o marxismo do governo do Tsipras: os dois são filhos de um erro histórico:
acreditar que o comunismo tinha morrido com a queda da URSS e do Muro de Berlim.
Em resumo, lembrei que o astuto lobo vermelho comunista, que andava sumido e foi considerado morto, na realidade tingiu seus pelos de verde e retornou.

Acolheram-no a “Teologia da Libertação”, a grande mídia e muitas ONGs, e ele infelizmente se infiltrou no Vaticano, onde tenta realizar seu tóxico sonho disfarçado de ambientalismo.

Em face desse problema, nada me parece mais apropriado do que as palavras dirigidas pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira ao Papa Paulo VI, engajado no século passado numa política de aproximação com o comunismo vermelho:

“De joelhos, fitando com veneração a figura de S.S. o Papa Paulo VI, nós lhe manifestamos toda a nossa fidelidade.

“Neste ato filial, dizemos ao Pastor dos Pastores:

“Nossa alma é Vossa, nossa vida é Vossa. Mandai-nos o que quiserdes.

“Só não nos mandeis que cruzemos os braços diante do lobo vermelho que investe.

“A isto nossa consciência se opõe” (“Folha de S. Paulo, 10-4-1974).

Esta é a posição mais respeitosa e equilibrada diante do lobo vermelho que avança travestido de verde.

Após os palestrantes responderem a numerosas perguntas, a sessão foi encerrada pelo Dr. Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Em seguida houve um animado coquetel, no qual os participantes tiveram ocasião de manifestar sua satisfação com as matérias expostas.


Video: Encíclica Laudato Si’ causou perplexidades entre os católicos e regozijo nos extremismos de esquerda




domingo, 8 de setembro de 2019

Religião verde enferma os parisienses, diz acadêmico

François d’Orcival na presidência da Academia Francesa de Ciências Morais e Políticas
François d’Orcival na presidência da Academia de Ciências Morais e Políticas da França
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







insensatos pânicos ambientalistas ecoados com tanta obstinação que fazem nosso cérebro rolar dentro do crânio. É a observação, que parafraseamos, de François d’Orcival diretor do comitê editorial do semanário “Valeurs Actuelles” e membro da Academia de Ciências Morais e Políticas da França.

Para ele nesse trabalho sobressaem a Prefeitura de Paris e os militantes “verdes” que enchem seus escritórios e parecem determinados a parar o trânsito da Cidade Luz.

Em nome da ecologia, nem mesmo a lógica ou o raciocínio interessam mais.

Já não sofismam nem fantasiam. Cansaram de perseguir os parisienses com circunlóquios enganadores.

Acabaram com os truques de “rodízios”, “fechamentos temporários”, “tráfego alternado ou diferenciado”, etc.

Agora é direto: se trata de proibir.

Coleção de “infamantes selos Crit'Air” na cidade de Lyon
Coleção de “infamantes selos Crit'Air” na cidade de Lyon
A polícia barrará o trânsito nos acessos da capital e nas periferias.

Os carros portadores de um sinal que para os franceses evoca a estrela de Davi amarela imposta aos judeus durante a ocupação nazista (agora é o “infamante Crit'Air”, certificado de qualidade do ar classificado de 1 a 5) são proibidos de circular durante as horas de trabalho.

O argumento é o acostumado: combater a poluição atmosférica.

Numa cruel ironia do céu, no dia 1º de julho de 2019 quando ficaram proibidos os portadores do “Crit'Air 5” e os interditados para sempre (mais de 20 anos), os 6 milhões de sensores da AIRPARIF (órgão que que mede a poluição do ar na capital), indicavam não só que essa era fraca, mas que só chegava a 25% do necessário para declarar uma alerta.

A mesma instituição, no 26 de junho, no meio de um pânico midiático pela passagem de uma onda de calor, observava que o pico o auge de poluição por ozônlo aconteceu em 12 de julho de 1994. Há um quarto de século!

Mas como que querendo sublinhar a irracionalidade cultivada pela militância verde, o órgão dizia que continuava aumentando.

Selva de proibições inferniza a circulação dos particulares
Selva de proibições inferniza a circulação dos particulares
O órgão atribuía o aumento – que nos números só diminui – não aos motores dos carros e outras fontes de energia, mas às “indústrias, solventes, tintas, tráfego rodoviário (principalmente veículos de duas rodas) e algumas plantas”.

Até a vegetação polui com ozônio!

Percebendo que os argumentos eram insuficientes o órgão oficial atacava “as importações [de poluição!] de outras regiões ou outros países”.

Quais são esses vilões exportadores de poluição? pergunta d’Orcival.

Na recente onda de calor que passou por Paris d’Orcival a massa de ar veio da Alemanha.

Então, a culpa devia ser dos germânicos que convenceram seu chanceler a fechar os reatores nucleares não poluentes e substituí-los por usinas de carvão que exportam suas nuvens de partículas poluidoras e aquecedoras ...

Solução genial achada pelos “verdes”: barrar os carros diesel franceses. Não vai cutucar ao partido “Die Grunen” alemão, patriarca dos partidos “verdes”!

O fanatismo tomou o lóbulo verde de nossos cérebros políticos e agora desafia toda racionalidade”, escreve o acadêmico.

O proprietário de um carro ou de uma van sinalizada com o infamante rótulo deve usá-lo para trabalhar. Será então proibido. Mas, proibi-lo é privá-lo de seu trabalho!

Queremos que ele viva em Paris? pergunta d’Orcival.

Se se trata de pôr os parisienses para fora de sua cidade, que pelo menos lhes concedam uma bolsa de migrante como fazem com os islâmicos que se instalam na capital.

Nada disso.

O passado da China de Mao Tsé Tung prefigura o transporte ambientalista futuro
O passado da China de Mao Tsé Tung prefigura o transporte ambientalista futuro
D’Orcival julga que Paris está construindo a toque de caixa uma metrópole para os “filhinhos de papai socialista” que sonham viver trancados num círculo idílico de vegetação.

Papai, ou o Estado todo-poderoso com seus impostos que paguem esse paraíso verde.

O membro da prestigiosa Academia conclui que a ofensiva visa estabelecer uma “nova religião que mude as pessoas”.

Essa tentativa, acrescenta, não é nova!

As proibições de andar de carro visam que todo o mundo pedale de bicicleta.

O método foi arduamente experimentado pelos chineses desde Mao Tsé Tung.

A grande diferença é que na Revolução Cultural marxista o que girava eram as rodas das bicis.

Hoje o que está sendo posto a rodar é o cérebro dos seres humanos.


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

A ‘humanofobia’ tem algo a ver com a ‘ecologia integral’ ou a ‘mística indígena’?

Máscara do deus mexicano Tezcatlipoca. Museu Britânico. A morte ritual voluntária era tida como uma salvação entre esses índios. A humanofobia retoma o demoníaco costume
Máscara do deus mexicano Tezcatlipoca. Museu Britânico.
A morte ritual voluntária era tida como uma salvação entre esses índios.
A humanofobia retoma o demoníaco costume
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







No post anterior (Sínodo age com base em mitos em que nem Boff acredita), comentamos o ódio filosófico-teológico contra o ser humano pregado pelo tal vez maior teólogo da “libertação da Terra”, o franciscano renegado Leonardo Boff.

O anti-humanismo do ex-frade não é exclusivo dele. No nosso blog temos reproduzido inúmeros outros exemplos nesse sentido provenientes da Europa e dos EUA.

Eis alguns outros dados mais ou menos próximos ou relacionados com o Sínodo Pan-amazônico de outubro de 2019.

No site Religión en Libertad, o escritor e ex-âncora de TV e rádio, Luis Antequera, afirma que se revela cada vez mais a existência de um lobby que ele define como humanófobo, ou que despreza o ser humano.

Esse professa uma ideologia humanofóbica porque é teológica e filosoficamente contra o homem, qualquer que seja sua condição, de selvagem ou de civilizado.

Esse lobby dispõe dos mais poderosos órgãos de comunicação e é abundantemente regado com dinheiro público, nacional e internacional, e de ONGs privadas.

Grupúsculo extremista ambientalista pede a extinção dos humanos
Grupúsculo extremista ambientalista pede a extinção dos humanos
A conduta desse lobby, segundo o escritor, é própria de una religião que cultua uma “nova deidade laica, a ‘pacha mama’, ‘a mãe terra’, voltada contra o ‘monstro’, o ‘parasita’ que a povoa e a transforma para o bem: o ser humano.

Tudo nessa religião visa extingui-lo: o aborto, o feminismo que leva as mulheres a odiarem os homens; a agenda LGBT que esteriliza as uniões; os ataques contra o matrimônio e a família, a eutanásia, etc.

A ‘mudança climática' é manipulada para apresentar o homem como o grande criminoso que causa um dano irreversível ao divinizado planeta.

Essa nova ideologia de fundo panteísta religioso, escreve Antequera, teve a astúcia de não se apresentar como um bloco ideológico.

Perverso cartaz apelando a matar um feto para oferece-lo a Jesus (sic!)
Perverso cartaz apelando a matar um feto para oferece-lo a Jesus (sic!)
Não incorreu no erro tático em que caíram o nacional-socialismo na Alemanha ou o comunismo na Rússia, embora não seja uma ideologia menos totalitária.

Velhacamente não apresenta um líder carismático como Hitler ou Lenin que personifique o movimento.

O lobby humanofóbico avança exigindo uma salada de reivindicações aparentemente desconexas: “salvem a baleia”, “não ao nuclear”, “acabem com o CO2”, “água doce”; “não à barragem”, “amo meu pet”, etc.

Só após certo tempo, após ter seduzido muitas pessoas, alguns observadores mais argutos começaram a ligar que todas essas bandeiras servem a um objetivo superior e premeditadamente oculto.

E esse objetivo que os orienta não mostra claramente seu rosto, mas inspira o cerne desse lobby humanófobo.

Uma amostra sugestiva. No último mês de julho, aconteceu um Seminário de Estudo do Documento de Trabalho do Sínodo para a Amazônia, em Brasília, com presença, entre outros, de diversos bispos.

Experiências de 'místicas indígenas' rumo ao Sínodo da Amazônia, Repam
Experiências de 'místicas indígenas'
rumo ao Sínodo da Amazônia, Repam
O seminário foi promovido pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil) e Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP), na sede do Centro Cultural Missionário, na capital, segundo noticiou ACIDigital.

O evento visou a promoção de uma “mística indígena”, aliás um dos objetivos anunciados pelos documentos preparatórios do Sínodo Pan-amazônico.

Mas essa “mística indígena”, achincalhante para um católico, deixou desconcertados aos fiéis que tomaram conhecimento dela pela página Facebook da REPAM.

Entre as fotos se lê a seguinte descrição: “com uma mística indígena, pedindo proteção e bênçãos sobre a caminhada sinodal, seguiu-se os trabalhos no Seminário em Brasília”.

Para o blogger católico de Minas Gerais, Bruno Braga, se tratou de um “ritual escabroso” próprio do “paganismo indigenista”.

O Pe. Renato Gonçalves, da diocese de Santo Amaro (SP), também compartilhou a publicação da REPAM e questionou:

“A Igreja Católica não tem a Mística dela? Será que é preciso tomar este tipo de atitude, Repam? Veja a maioria dos comentários dos nossos leigos! Com toda a razão, estão escandalizados!”

Mas, nos antros remotos que conduzem o movimento humanofóbico, a reação deve ter sido de regozijo.


domingo, 1 de setembro de 2019

Pânico induzido das queimadas
esconde plano anticristão

A área em verde escuro é a floresta amazônia Destaca-se a escasez aguda de fogos, com exceção das áreas de fronteira. Fonte: FIRMS ou Fire Information for Resource Management System
A área em verde escuro é a floresta amazônica
Destaca-se a escasez aguda de fogos, com exceção das áreas de fronteira.
Fonte: FIRMS ou Fire Information for Resource Management System
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Segundo explica a NASA, estamos na ‘estação do fogo’ na floresta amazônica. Segundo o mais acatado órgão do mundo que acompanha os fenômenos da atmosfera e do espaço não há razão alguma para o alarme.

O estrondo mundial pelas queimadas na região amazônica é um fato estritamente midiático.

O ‘pânico dos incêndios amazônicos’ é tal vez a maior manobra de ‘fake news’ de que a história tem lembrança.

E, como veremos, incuba sorrateiramente um objetivo ideológico há tempos que pode causar gigantesco dano ao Brasil.

Vamos por partes.

O que diz a NASA

Na página “Fires in Brazil”, o Earth Observatory da NASA (National Aeronautics and Space Administration, ou Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, agência do Governo Federal dos EUA) explica tranquila, sisuda, breve, técnica e documentada online o seguinte:

Fires in Brazil,
NASA Earth Observatory,
captura 27-08-2019.
CLIQUE PARA AMPLIAR
“O Espectrorradiômetro de Imagens de Resolução Moderada (MODIS) do satélite Aqua da NASA capturou as imagens de vários incêndios ocorridos nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará e Mato Grosso em 11 de agosto e 13 de agosto de 2019.

“Na região amazônica, os incêndios são raros na maior parte do ano porque o clima úmido impede que eles comecem e se espalhem.

“No entanto, em julho e agosto, a atividade normalmente aumenta devido à chegada da estação seca.

“Muitas pessoas usam o fogo para manter terras cultiváveis e pastagens ou para limpar a terra para outros fins.

“Normalmente, o pico de atividade no início de setembro e principalmente pára até novembro.

“A partir de 16 de agosto de 2019, uma análise dos dados de satélite da NASA indicou que a atividade total de incêndios na bacia amazônica neste ano esteve próxima da média em comparação com os últimos 15 anos.

“(A Amazônia se espalha por todo o Brasil, Peru, Colômbia e partes de outros países.)

“Embora a atividade pareça estar acima da média nos estados do Amazonas e Rondônia, até agora ela ficou abaixo da média em Mato Grosso e Pará, segundo estimativas da Global Fire Emissions Database, um projeto de pesquisa que compila e analisa dados da NASA.”

Em poucas palavras, não há nada de novo nos fogos da região amazônica nem mesmo no resto do continente sul-americano.

Os fogos existentes controlados pelo homem (queimadas) ou não (incêndios) acontecem como sempre nesta época.

O bafafá político-midiático não obedece a nenhuma razão científica, geográfica, atmosférica, ecológica ou assimilável.

O que diz o FIRMS

O FIRMS ou Fire Information for Resource Management System é uma dependência da NASA que fornece uma visualização online de todos os fogos sobre a superfície da Terra detectados pelos satélites da própria NASA.

Fogos na América do Sul, agosto 2019. O maior número é na Bacia do Prata, no cerrado e sistemas minores Fonte: FIRMS
Fogos na América do Sul, agosto 2019.
O maior número é na Bacia do Prata, no cerrado e sistemas minores
Fontes: FIRMS (sem fronteiras) e ESA (com fronteiras)
PASSE O MOUSE PARA CONFERIR
As imagens são atualizadas constantemente e o internauta pode explorá-las com altíssima resolução, como faz no Google Maps, ou Earth, por exemplo.


Itamaraty confirma

O ministro de Relações Exteriores brasileiro Ernesto Araújo apresentou documentação que concorda com os números e as explicações da NASA.

Incêndios e queimadas de origem natural ou humana, disse o ministro, acontecem todo ano nesta época na região.

Os fogos de 2019 em número e extensão estão ligeiramente abaixo da média dos últimos 22 anos. Cfr. Le Figaro 27-08-2019. 

A fábrica de pânico

Em maio deste ano (2019) o jornal britânico “The Guardian”, um dos mais visualizados do mundo, instruiu seus jornalistas para dramatizar os termos quando falam de ecologia.

Não deveriam usar mais “mudança climática”, mas “emergência, crise ou colapso climático” para descrever a mesma realidade, alegando precisão científica.

“Mudança climática” explicou o diretor de meio ambiente Damian Carrington não produzia o impacto que o jornal queria, então deveria se passar a impressão de “catástrofe para a humanidade.”

Obviamente, o exagero metódico não é mera invenção do jornal. Órgãos da ONU, da União Europeia, de governos, de ONGs ativistas passaram a explorar os mesmos exageros.

As rotineiras queimadas anuais na América do Sul então passaram a ser rotuladas de “incêndios incontroláveis”.

Eles eram apresentados como devorando a floresta amazônica, não importando se nos mapas ilustrativos os fogos apareciam na Bacia do Prata ou no imenso cerrado brasileiro. Vale tudo.

Compare a intensidade dos fogos da África. A mídia anti-brasileira silencia.
Compare a intensidade dos fogos na África. A mídia anti-brasileira silencia.
Fonte: FIRMS (sem fronteiras e ESA (com fronteiras)
PASSE O MOUSE PARA CONFERIR
O mesmo abalizadíssimo mapa do  FIRMS nos apresenta uma difusão muito mais intensa e extensa das queimadas na África subsahariana. Mas os mesmos jornais que falam assustadoramente sobre o Brasil, nada dizem a respeito.

A RTBF, agência de informação do governo belga explica que essas queimadaas "no conjunto de países como Angola, a Zâmbia ou a Tanzânia, e muito generalizados no Congo ... não são objeto de menção alguma na imprensa interfnacional, e nem mesmo na nacional africana, porque pura e simplesmente se trata de fenômenos habituais e periódicos."   

Exatamente o que acontece no Brasil e países vizinhos!

Paraguai, centro e norte de Argentina, grandes partes do sudeste da Bolívia, sul do Brasil, cerrado, serra do mar, tudo virou Amazônia ou floresta amazônica por obra e graça das fábricas de pânico trabalhando a toda na grande mídia.

Acresce que essa mídia, organismos internacionais e ONGs confundiam seus leitores e ouvintes com o uso do nome de Amazônia.

Ora falando da bacia amazónica (7 milhões de km2 aprox.) onde há queimadas controladas pelo homem; ora pulando para a floresta tropical amazônica (5,5milhoes de km2) onde não há fogos e não pode haver como explica a NASA; ora falando da Amazônia Legal (área brasileira definida por critérios administrativos que inclui partes da bacia do Prata); ora a América do Sul quase inteira.

As mesmas fábricas de fake news não cansam de anunciar a morte do planeta e de seus habitantes se a comunidade internacional não assume logo o controle do pavoroso incêndio por elas imaginado.

Se isso se efetivar, os países sul-americanos concernidos, em primeiro lugar o Brasil, perderiam a soberania sobre imensas partes de seus territórios.

O que está por trás


Acordo de Paris, em 2015, excogitou uma governança planetária mundial. Na foto:
Christiana Figueres, secreária-executiva; Ban-ki-moon, então secretário geral da ONU;
Laurent Fabius presidente da COP21 (Acordo de Paris);
François Hollande; presidente socalista da França
Há segredo, mas não tanto. Neste blog tivemos muitas ocasiões de nos estender sobre o que está em jogo: o estabelecimento de um governo verde mundial que no máximo toleraria as nações hoje existentes como relíquias do passado.

A Amazônia seria a primeira região vítima dessa manobra.

A isso serve o estrondo publicitário com imenso recurso a fraudes e exageros sobre nossa geografia e nossas práticas agropecuárias pouco conhecidas no exterior.

No polêmico Acordo de Paris de 2015 ficou auspiciada uma espécie de governança mundial ambientalista.

Seria um governo verde com poder e recursos por cima dos países soberanos. A ideia volta uma e outra vez nos arautos do ambientalismo. Confira: “Menti, menti, menti… que afinal sairá a governança verde mundial!”

Também nas novas esquerdas que hoje não se dizem vermelhas soviéticas, mas verdes ambientalistas há tempos proliferam projetos vários de uma “Governança Global da Amazônia”.

Esses glosam sempre o slogan de que “a Amazônia deixou de ser apenas uma questão regional e nacional, tornando decisivamente uma questão global”. Cfr., por exemplo “Governança Global na Amazônia: o Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil”

O atual estrondo midiático já serviu de pretexto para o presidente francês Emmanuel Macron declarar na reunião do G7 que o “debate sobre internacionalização jurídica da Amazônia está 'em aberto'”, segundo noticiou “O Globo”, tomando cautelas sobre o tema da soberania.

“Associações, ONGs e também certos atores jurídicos internacionais levantaram a questão de saber se é possível definir um status internacional da Amazônia” disse o presidente do país.

Ele até divulgou foto de incêndio florestal do século passado para provar suas posições, atribuindo o fenômeno a um fogo em curso na Amazônia

Se prosperar a manobra para fazer abaixar a cabeça ao Brasil e demais países renunciando ainda que parcialmente a suas respectivas soberanias sobre a bacia amazônica, ficará aberta a estrada para novas governanças verdes nas diversas áreas geográficas do planeta.

Em todas elas, a demagogia ambientalista discerne catástrofes nacionalmente incontroláveis. Os oceanos, os polos, outras florestas tropicais ou não, etc.

Estaríamos caminhando assim para a República Universal laica e igualitária, velho sonho dos inimigos da Cristandade agora disfarçado de “ecologia integral”!

O Sínodo Pan-amazônico e a governança global da Amazônia


Plano de governança ecológica planetária pediu auxílio ao Papa Francisco
Dita República Universal construída com o pretexto da ecologia terá um grande impulso caso o Sínodo Pan-amazônico adote as posições ecológico-religiosas anunciadas na encíclica “Laudato si’” e em seus documentos preparatórios, além de declarações radicais de altos prelados que participarão no evento de outubro.

A reciclagem da Teologia da Libertação em clave ambientalista diversas vezes enunciada e que temos reproduzido em abundância no nosso blog terá sua revanche.

Formidável impulso receberá o sonho que outrora parecia irrealizável de Karl Marx no “O Capital” imaginando que a humanidade se revoltaria contra o capitalismo que iria destruindo o planeta.

Por sua vez, o estrondo midiático acima mencionado cria um cenário artificialmente falso de calamidade universal como fizeram outros pânicos irracionais que precederam as grandes e mais trágicas Revoluções da História.

As reformas as mais contrárias aos dogmas da Igreja Católica poderão passar num clima de psicose ambientalista explorando artifícios estonteantes para o homem de bom senso.

Então, o plano de uma Igreja comuno tribalista poderá passar sob os efeitos desse pânico de uma crise ecológica inexistente.

As analogias entre a vida sonhada para a ‘Igreja amazônica' em regime de ‘ecologia integral’ e a vida utópica da sociedade comunista as torna quase idênticas.

Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho, presidente do CIMI
em Assembleia Geral da CNBB, Aparecida..Foto: Augusta Eulália Ferreira
A comunidade de bens e mulheres, a ausência de lucro, de capital, de salários, de patrões, de empregados e de instituições de qualquer espécie, são apresentadas como ideais pelas duas utopias.

Inevitavelmente afundará os homens na vida tribal, ou dos homens das cavernas elogiada por Marx e Engels.

A taba absorverá as liberdades individuais de grupos humanos fracamente produtivos, não competitivos, que compensarão sua desindividualização com os eflúvios de uma escura “mística indígena” que os possuirá.

Será esse sonho anticristão, denunciado há décadas pelo prof. Plinio Corrêa de Oliveira, um mundo categoricamente pré-histórico.

Os homens ficarão reduzidos a seres sofridos, sem personalidade, sem voos do espírito que não sejam as alucinações da droga, sem ideais definidos.

Sua existência escoará no ritmo cadenciado dos dias iguais, invariáveis e monótonos, entre músicas tristes ou excitadas, e rituais niveladores até chegar ao desespero final.


quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico se baseia em mitos
em que nem Boff acredita

Casamento de Martín García de Loyola (descendente indireto de Santo Inácio) e Beatriz Clara Coya (da famía real dos Incas). Igreja da Compañía, Cuzco, século XVII
Casamento de Martín García de Loyola (descendente indireto de Santo Inácio)
e Beatriz Clara Coya (da família real dos Incas).
Igreja da Companhia de Jesus, Cusco, Peru, século XVII.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Em seu blog pessoal, o ex-frade Leonardo Boff, incensado “teólogo da libertação da Mãe Terra” e redator entre outros da encíclica ‘Laudato si’’ do Papa Francisco, increpou o próximo Sínodo Pan-amazônico por desconhecer o ecossistema amazônico.

E se propôs desfazer mitos que deturpariam as noções e os objetivos dos padres sinodais que entretanto o Papa quer ver concretizados.

Quando comentei o artigo com meus amigos, esses não conseguiam acreditar. O Boff falando contra esses mitos?

A surpresa – como a minha também – foi maiúscula ouvindo os sofismas do guru da mística verde alucinada. Mas, logo apareceram incubados abismos ideológicos inimagináveis. Vejamos.

1. Boff: índio não é um ser consubstanciado com a natureza


Segundo ele, o “primeiro mito” é acreditar no “indígena como selvagem genuinamente natural e por isso em perfeita sintonia com a natureza”.

Espantou-me o ulemá da ecologia dizer isso. Mas não a tese em si mesma.

Aprendi de Plínio Corrêa de Oliveira, professor de História Moderna e Contemporânea na PUC, grande conhecedor do Brasil, que o índio não é o “homem da selva puro de toda influência da civilização” como diz Boff, ou da religião cristã.

Segundo o Dr. Plínio o selvagem das selvas é um infeliz decadente moral e cultural que tocou o fundo do poço.

Reconstituição artística de cidades amuralhadas na região amazônica descobertas por arqueólogos e descritas por missionários. A decadência moral e cultural jogou as tribos a miseráveis malocas.
Reconstituição artística de cidades amuralhadas na região amazônica
descobertas por arqueólogos e descritas por missionários.
A decadência moral e cultural jogou as tribos a miseráveis malocas.
Mas, heroicos missionários e desbravadores, militares incluídos, foram resgatando-os do abismo de perdição e reconduzindo-os para a maravilha da igreja, da civilização e da brasilidade.

O guru “verde” diz algo parecido, mas logo depois envereda para o pior oposto possível.

Esse primeiro mito que inspiraria o Sínodo Pan-amazônico, segundo Boff, seria achar que enquanto ‘selvagem genuinamente natural em sintonia perfeita com a natureza’ o índio “regular-se-ia por critérios não-culturais, mas naturais”.

Segundo este mito “ele estaria numa espécie de sesta biológica face à natureza, numa perfeita adaptação passiva aos ritmos e à lógica da natureza”.

Portanto, andaria no meio da selva numa espécie de inconsciência deliciosa sem aplicar a inteligência e a vontade. Algo que faz sentido no mundo da hipnose e da droga, e notadamente de uma mística incompatível com a natureza humana.

Mas essa visão não corresponde à realidade. Boff explica: “esta ecologização dos indígenas é fruto do imaginário urbano, fatigado pelo excesso da tecnificação e da artificialização da vida”.

Quer dizer, essa visualização é falsa.

E se compreende, porque provém de filosofias e teologias panteístas condenadas repetidamente pela Igreja, mas que refloram periodicamente nas heresias da história na própria Europa.

A luxuriante vegetação da floresta amazônica não engana os entendidos: a Amazônia não é o pulmão do mundo
A luxuriante vegetação da floresta amazônica
não engana nem ao alucinado teólogo verde:
a Amazônia não é o pulmão do mundo, confessa ele
O insuspeito Boff defende, porém, uma posição que Dr. Plínio adotou desde um ponto de vista totalmente oposto: “os indígenas amazônicos são humanos como quaisquer outros humanos”.

“A pesquisa, diz Boff, comprova o jogo de interação entre os indígenas e a natureza. As relações não são ‘naturais’, mas culturais, como nós, numa teia intrincada de reciprocidades”.

O indígena como todos os homens, foi criado por Deus para dominar a natureza e pô-la sabiamente a seu serviço, ensinou sempre a Igreja.

E nesse sentido Deus lhe ordenou submete-la. É um domínio de origem religiosa que gera culturas.

Mas, Boff adota contraditoriamente a tese panteísta do missionarismo tribal-comunista: o índio é um mero prolongamento pessoal e social da natureza.

2. Até Boff diz: “a Amazônia não é o pulmão do mundo”


O segundo mito que o ex-frade recusa está sendo repetido ao cansaço a propósito das queimadas que acontecem todos os anos: “a Amazônia é o pulmão do mundo”.

O teólogo libertador da Mãe Terra pede a seus colegas que parem com essa mentira, lhes lembrando: “o oxigênio liberado de dia pela fotossíntese das folhas é consumido pelas próprias plantas de noite e pelos demais organismos vivos. Por isso a Amazônia não é o pulmão do mundo”.

Ele então desestima o mito de que a floresta absorve CO2 “principal causador do efeito estufa”, falso primário refutado pelos científicos objetivos.

3. A floresta amazônica jamais poderá ser o celeiro do mundo


O terceiro mito, prossegue o teólogo subversivo, é o da “Amazônia como o celeiro do mundo. (...) Não é. (...) é luxuriante, mas num solo pobre em húmus. (...)

“O humus não atinge, comumente, mais que 30-40 centímetros de espessura”, prossegue. “Com as chuvas torrenciais é carregado embora. Em pouco tempo aflora a areia. a Amazônia jamais poderá ser o celeiro do mundo”.

Eventual desertificação da Amazônia pelo desmatamento só seria possível se não fosse a mão sábia dos proprietários rurais que recuperaram até solos mais ingratos. Mas isto Boff não diz porque é uma verdade odiada pelo comunismo tribalista.

Índios paresi querem tecnologias do agronegócio para sobreviver.
Os produtores rurais vão substituindo a floresta velha por novos bosques, plantando pastos, criando gado e favorecem o aumento do humus, a absorção primaria do CO2 e liberando oxigênio; canalizam e irrigam segundo a necessidade.

Dessa maneira estimulam a vida e melhoram a terra. Assim a Europa foi sendo civilizada pelas abadias medievais, para citar apenas um exemplo dos omitidos pelo ‘teólogo’ niilista.

Boff, porém, adota a tese anticivilizadora: “com a introdução dos grandes projetos de hidrelétricas e do agronegócio e hoje sob o anti-ecologismo do governo Bolsonaro, continua a brutalização e devastação da Amazônia”.

Em poucas palavras, o ex-frade outrora ultra vermelho e hoje super verde, desqualifica os exageros, pânicos e mentiradas de seus desatualizados colegas do Sínodo Pan-amazônico como sendo uns ‘moderados’.

O que visa ele?

Uma ideia muito simples: o homem, inclusive o índio, é incompatível com a ecologia.

Nem o aborígene atinge o ideal sonhado pelos filósofos verdes. Não há ser humano que preste, segundo ele.

O fundo anti-humano do ecologismo radical evoca o atribuído por santos ao Anticristo. Luca Signorelli (1445 - 1523), basílica de Orvieto, Itália.
O fundo anti-humano do ecologismo radical
evoca o atribuído por santos ao Anticristo.
Luca Signorelli (1445 - 1523), basílica de Orvieto, Itália.
O site espanhol “La voz libre”, reproduz aquilo que pensa em última análise o teólogo de referência na redação e interpretação do Instrumentum Laboris, documento básico do Sínodo Pan-amazônico.

Seu pensamento ficou registrado em livro que escreveu em 1995 Cry of the Earth, Cry of the Poor. (Grito da Terra, grito dos pobres).

Ali, Boff chega à conclusão de que o ser humano não tem conserto. Portanto, é um empecilho para a evolução!

Segundo suas palavras, o homem é “um verdadeiro Satanás da Terra”. Portanto, a tintura mãe do mal.

Confira: Ideólogo ‘verde’ condena homem como 'assassino serial' da Criação

A conclusão está de acordo com a lógica anarco-tribal porque o homem é filho de Deus criado a Sua imagem e semelhança, portanto do Deus que ele renegou.

Para a visão de Boff, a ecologia integral que deve pregar o Sínodo ensina que todos os seres, humanos e não humanos, são entes iguais.  Portanto, o homem é igual à serpente, o padre ao pajé, e Deus ao diabo.

O universo seria uma massa material em perpetua evolução que só pode ser regida por um governo global inspirado numa nova religião ecumênica, igualitária, gnóstica e universal.

É uma visão muito parecida àquela que o bem-aventurado pregador espanhol Francisco Palau via ir tomando conta do mundo por obra de forças ocultas no século XIX: o reinado do Anticristo!

Mas isso já não tem nada a ver com a ecologia, é uma manipulação da ciência para pô-la a serviço de uma seita religiosa radical.



domingo, 25 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico debate extinguir as missões católicas pretextando ecologia

A verdadeira missão: entre morrer mártires ou salvar batizando as almas dos índios.
Anchieta e Nóbrega pregam na cabana de Pindobuçu, Benedito Calixto (1853 — 1927)






Entre os dias 6 e 27 de outubro realizar-se-á em Roma a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para região Pan-Amazônia, englobando o Brasil e oito países vizinhos.

Apesar de ser uma assembleia voltada para a Amazônia, esse Sínodo tomou uma dimensão universal, sendo apresentado pelos seus organizadores como um modelo para outras regiões e até para o mundo inteiro.

Seu documento preparatório “Amazônia: novos caminhos para a Igreja para uma ecologia Integral” é eloquente nesse sentido.

Ele afirma seu caráter universal: “As reflexões do Sínodo Especial superam o âmbito estritamente eclesial amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro de todo o planeta”.

Os organizadores da reunião episcopal pretendem utilizá-la como plataforma para lançar uma Igreja-nova.

Uma “igreja” mistura de cristianismo com paganismo indígena, dedicada ao culto panteísta da mãe-terra, à preservação da mata virgem e à promoção do tribalismo comunitário.

Seria uma alternativa, aliás falsa, à nossa sociedade industrializada, consumista e predatória do meio ambiente.

A pregação do Evangelho nas selvas diminuiu o influxo dos demônios que as infestam.
Padre Anchieta, Benedito Calixto (1853 — 1927)
Os temas de tal Sínodo são vastos, e suas rupturas com a doutrina católica em pontos inegociáveis são numerosas.

Neste artigo, apenas tratarei das rupturas missionárias e da verdadeira doutrina católica sobre a evangelização da América.

Ruptura com a visão tradicional das missões

As novas missões põem de lado qualquer ideia de evangelização, limitando-se a dar apoio material aos indígenas e promover um “diálogo intercultural” com eles.

Isso equivale a enclausurar as populações indígenas em seus próprios costumes, uma atitude muito valorizada pelos antropólogos pós-modernos.

Acima de tudo, equivale a privar os nativos da fé católica, dos meios sobrenaturais de salvação, contrariando o que foi ordenado por Nosso Senhor Jesus Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a todas as criaturas” (Mc 16, 15-16).

Um exemplo disso vem do missionário italiano Pe. Corrado Dalmolego, responsável pela missão Catrimâni do Instituto de Missões Consolata em terras indígenas yanomamis.

Em entrevista ao portal espanhol Religión Digital, ele se gabou de dirigir “uma missão de presença de diálogo”, na qual “há 60 anos ninguém foi batizado”...

O Documento Preparatório do Sínodo elogia a espiritualidade e as crenças dos povos amazônicos como fonte do “bem viver” e de respeito pela natureza.

Também apresenta seus líderes religiosos como “os anciãos sábios, chamados segundo culturas as diferentes culturas pajé, curandeiro, mestre, ou xamã, porque eles promovem a harmonia das pessoas entre si e com o cosmos”.

O Pe. Corrado Dalmolego adota costumes selvagens e comemora que na missão “há 60 anos ninguém foi batizado”.
Comuno-tribalismo sinodal: o Pe. Corrado Dalmolego adota costumes selvagens
e comemora que na missão “há 60 anos ninguém foi batizado”.

A doutrina católica sobre a evangelização da América

Em face das novidades que esses neomissionários do Sínodo da Amazônia querem nos inculcar, cumpre conhecer a verdadeira doutrina católica a respeito.

Os Romanos Pontífices, de Alexandre I até João Paulo II, pronunciaram-se numa continuidade impressionante sobre o tema, à margem das controvérsias históricas, de modo a não deixar dúvidas.

A Livraria Editora Vaticana publicou, sob os cuidados do Pe. Josef Meztzler, diretor da Escola Vaticana de Paleontologia, uma coletânea de 837 documentos papais, intitulada Americae Pontificiae – Primi Saeculi Evangelizationis, englobando somente o período 1493-1591.

Ela reúne as Bulas de Alexandre VI até Gregório XVI sobre a evangelização das Américas e estão conservadas nos Arquivos Vaticanos.

Em sua célebre Bula Inter Caetera, de 3 de maio de 1493, Alexandre VI afirmava que “a Fé católica e a Religião Cristã sejam exaltadas sobretudo em nossos tempos e por onde quer se ampliem e delatem, e se preocupem com a salvação das almas, e as nações bárbaras sejam submetidas e reduzidas à Fé Cristã”.

Em 29 de maio de 1537, o Papa Paulo III, com sua Pastorale officium, condenava o comércio de escravos e afirmava que os indígenas deveriam ser considerados homens, e não animais.

Pouco depois, o mesmo Papa Paulo III, no documento Exponi nobis superfecisti, concedia aos sacerdotes que trabalhavam nas Américas a faculdade de denunciar às autoridades os colonos que escravizavam os silvícolas do novo Continente.

São Juan Diego, a quem apareceu Na. Sra. de Guadalupe. Cooperou decisivamente no batismo do povo mexicano.
Índio São Juan Diego, a quem apareceu Na. Sra. de Guadalupe.
Cooperou decisivamente no batismo das tribos mexicanas.
São Pio V, em carta de 10 de agosto de 1568, elogiava o zelo pela conversão dos índios manifestado pelo Rei da Espanha, Felipe II.

O Papa acompanhava com vigilante atenção a idoneidade das nomeações de vice-reis e autoridades menores responsáveis pela evangelização e proteção dos aborígenes americanos contra possíveis excessos cometidos pelos colonizadores.

Confirmando a doutrina corrente na época, os Pontífices ratificaram os direitos das nações ibéricas de colonizar a América e evangelizar seus habitantes.

Para isso, delegavam responsabilidades e faculdades aos reis de Portugal e Espanha, cuja reconhecida vocação apostólica exaltavam.

Quem percorrer os documentos papais do primeiro século de colonização constatará o elogio feito à magna obra civilizadora.

E também o minucioso cuidado da Igreja na correção dos abusos cometidos, pelo respeito aos direitos naturais dos índios e seu modo de vida no que este tivesse de legítimo ou resgatável.

O Papa Gregório XIII publicou nada menos que 155 documentos e Sisto XV, 102, quase todos destinados a fixar normas para favorecer a conversão dos índios.

O IV Centenário do Descobrimento da América mereceu ser consignado pelo Papa Leão XIII na Encíclica Quarto abunte saeculo, de 16 de julho de 1892.

Pio XII, em mensagem de 8 de janeiro de 1948, chamou o processo de evangelização da América de“epopeia missionária”.

Por fim, João Paulo II, ao encerrar em 14 de março de 1992 no Vaticano o Simpósio Internacional sobre a História da Evangelização da América, reafirmou os ensinamentos de seus predecessores e recapitulou “os fundamentos de uma colonização cristã” desenvolvidos por Frei Francisco Vitória (1480-1546), dominicano espanhol da famosa Escola de Salamanca.

São Francisco Solano, modelo de missionário.
Hoje seria condenado pelos documentos preparatórios do Sínodo.
(Anônimo, século XVIII, Convento de San Francisco, Lima)
O Papa lembra que o mestre dominicano explanou os diretos naturais dos índios como “seres racionais e livres criados à imagem e semelhança de Deus, com um destino pessoal e transcendente pelo qual podiam salvar-se ou condenar-se”.

Destaca ainda que, “conforme a doutrina exposta por Vitória, em virtude do direito de sociedade e de comunicação natural, os homens melhor adotados tinham o dever de ajudar os mais atrasados e subdesenvolvidos”.

Assim justificava Vitória a intervenção da Espanha na América.

Nada mais contrário, pois, à posição dos neomissionários do Sínodo da Amazônia, dos que o firme e ininterrupto ensinamento dos Papas a respeito da evangelização na América.

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Bibliografia:

Plinio Corrêa de Oliveira – Tribalismo indígena,ideal comuno-missionário para o Brasilno século XXI, Editora Vera Cruz, São Paulo, 1979

Alberto Caturelli, El Nuevo Mundo – Descubrimiento, Conquista y Evangelización de América – Centro Cultural Edamex, Cidade do México,1991

Revista Catolicismo, “Há 500 anos as nausde Colombo aportaram na América”, setembro/1992

Revista Catolicismo, “O Sínodo das grandes rupturas” – José Antonio Ureta, agosto/2019.


terça-feira, 20 de agosto de 2019

Sínodo: ambientalismo anticristão pediu ao Vaticano alavancar a revolução do neocomunismo “verde”

Mons Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler das Pontifícias Academias de Ciências foi o anfitrião do workshop
Mons Marcelo Sánchez Sorondo,
chanceler das Pontifícias Academias de Ciências
foi o anfitrião do workshop
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O ambientalismo radical e suas teorias catastrofistas ressoaram como um angustiado pedido de auxílio no Vaticano em abril de 2015.

Foi durante o encontro promovido pelas Pontifícias Academias de Ciências e de Ciências Sociais.

Segundo o grande jornal de Turim La Stampa  o círculo de eclesiásticos que fecha fileiras em torno do Papa Francisco acolheu o apelo do secretário geral da ONU Ban-ki-moon e numerosos ativistas radicais com beneplácito.

Os ativistas e macro-capitalistas representados exigiram uma “revolução moral” em favor de suas metas, que por trás de uma fachada naturalista, são visceralmente anticristãs.

Todos os esforços tocados na base de projetos e propagandas milionárias não estão convencendo os homens. É preciso que a Igreja Católica com seu imenso prestígio passe a promover uma “revolução religiosa" rumo à ecologia integral neocomunista.

O relato do acontecido manifestou a séria crise que aflige o movimento “verde”: ele não está conseguindo convencer à opinião pública. Em desespero de causa acorreu ao Vaticano a pedir um novo impulso:

“As religiões institucionalizadas -- diz o documento -- podem e devem assumir a liderança e uma nova atitude em relação à criação”.

“A Igreja Católica, trabalhando com os líderes das outras religiões, poderá exercer um papel decisivo”, acrescentaram, noticia La Stampa .