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domingo, 3 de maio de 2020

Tentam impor um comunismo ecumênico-panteísta que o Brasil e o mundo não querem

“Arautos do apocalipse querem levar à miséria povos e nações”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







continuação do post anterior: A Amazônia não desertificou, o Polo não derreteu, o mundo não acabou, mas querem tiranizar o Brasil




Em 2008, o Prof. José Carlos de Almeida Azevedo, ex-reitor da UnB, alertava:

“Os pseudo-ambientalistas arautos do apocalipse querem levar à miséria povos e nações [...].

A irracionalidade dos alarmistas é tanta que desconhecem os estudos científicos recentes sobre o clima, publicados nas mais importantes revistas de geociências, física e geofísica [...].

“Os adeptos da versão irracional do ‘CO2 antropogênico’ [...] agem como os ‘Hitlerjugend’ [juventude hitlerista]”. (Folha de S. Paulo, 1/9/2008)



“Cientistas senhores da razão e ateus, adotam uma linguagem religiosa”
No mesmo ano, o Dr. Evaristo Eduardo de Miranda, chefe-geral de monitoramento por satélite da Embrapa, recusava que o Brasil fosse tido como um vilão do planeta:

“Acho tendência perigosa tratar o assunto de maneira apocalíptica [...]. É preciso lançar um pouco de racionalidade à questão, sobretudo quando se trata de hipótese inverificável.

É curioso como cientistas, senhores da razão e ateus, adotam nessa hora uma linguagem totalmente religiosa.

“Eles falam de toda a teologia do fim dos tempos, das catástrofes, do homem vitimado e castigado com o dilúvio, como Noé”. 

Quando ele escreveu, ainda não tinha sido publicada a encíclica Laudato sì, nem se realizara o Sínodo Pan-amazônico, ambos agindo para tornar assunto religioso essas bandeiras ‘apocalípticas’ do ateísmo e da irracionalidade.

Comunismo reciclado, ecológico e tribalista


O Dr. Patrick Moore, cofundador da ONG Greenpeace, desligou-se dela porque foi “sequestrada” por militantes da esquerda. (A grande farsa)

Explicou que “o comunismo mundial havia fracassado, e que numerosos ativistas se reciclaram no ambientalismo, trazendo consigo o neomarxismo, e aprenderam a linguagem verde para promover um programa que tinha mais a ver com antiglobalização e anticapitalismo do que com a ecologia ou a ciência.

Eles usavam o sensacionalismo, a desinformação, a tática do medo, [...] em lugar de apelar para o nível intelectual”.

Comunistas reciclados usam a linguagem verde para passar suas ideias
Moore denunciou a associação irracional das usinas nucleares com os arsenais atômicos, porque a maioria das mortes em combate nos últimos 20 anos não foi causada por armas nucleares ou convencionais, mas pelo facão.

“Entretanto, o facão é a ferramenta mais importante para os agricultores. Centenas de milhões de pessoas o utilizam para limpar suas terras, cortar a lenha e fazer a colheita. Proibir o facão não é uma opção”.

A influência de Marx descrita por um discípulo


O psicanalista marxista Erich Fromm, que dirigiu a Escola de Frankfurt e foi um dos homens-chave na gênese da revolução cultural, mostrou que voltar à vida tribal na caverna é o objetivo da luta de classes sonhada por Karl Marx.

Acrescentamos que também não poderia ser mais plena a afinidade do pensamento do pai do comunismo com o ecologismo e o comuno-progressismo do Sínodo Pan-amazônico, aliás enunciada com décadas de precedência.

Erich Fromm acrescenta uma grossa e apimentada dose de liberalismo sexual extraída de Sigmund Freud, para destruir a moral, a família e a pureza do clero.

Ponto final do ambientalismo converge em utopia de Marx
Com essa mistura, formula teses adotadas pelos propugnadores da revolução ambientalista.

Fromm descreve “o homem originário” idílico, mas falso, sonhado por Marx e pelo comuno-tribalismo:

“O homem, antes de ter consciência de si próprio, vive em união com a natureza [...]. O processo da História é aquele graças ao qual o homem [...] pode regressar à perdida união com o mundo”.

Não é um erro tão novo, pois já germinava nas seitas protestantes e “no pensamento dos filósofos das revoluções francesa e inglesa.

“Encontrou sua última e mais completa expressão na conceituação do socialismo feita por Marx”, conclui o arauto do comunismo freudiano (Erich Fromm, “Conceito marxista do homem - Manuscritos Econômicos e Filosóficos de 1844 de Karl Marx”, Zahar Editores, Rio, 1975, 222 págs., 6ª ed.).

A Truth Society, associação católica de Londres, publicou um estudo de 64 páginas mostrando que o movimento verde é perigoso como o comunismo.

Exatamente como o marxismo exigia o comunismo como única solução para os males do mundo, os ‘verdes radicais’ acenam com grandes catástrofes se o mundo não atende seus apelos por um ‘câmbio radical’”, disse o responsável Rusell Sparkes.

Para eles “a humanidade é uma espécie entre muitas outras, alegando por vezes que tem menos direitos que os outros animais por causa do suposto dano que causaria ao planeta”.

Esta ideologia ambientalista é incompatível com o Cristianismo e os bispos e padres que falam numa Igreja verde andam transviados, adverte o livro.

“A ecologia profunda vai contra o ensino da Igreja. A Teologia da Libertação foi um precedente: nos anos 60 e 70.

“Ela trabalhou para que a Igreja adotasse o marxismo para responder às injustiças na América Latina. Obviamente a Igreja recusou levando em conta o ateísmo brutal que está no cerne do marxismo”.

Eles pregam que o mundo deve ser tratado com mais respeito e não querem respeitar os valores e os sentimentos espirituais da humanidade. Até os ateus reconhecem a superioridade dos homens porque têm inteligência e consciência.

“Porém, para muitos pensadores verdes estas importantes qualidades devem ser postas de lado em aras do desejo do selvagem e do primitivo”, concluiu Sparkes.

Imagens da NASA revelaram que os países onde vigoram as liberdades econômicas e sociais têm uma extraordinária capacidade de combater a poluição.

Os países socialistas ou comunistas, pelo contrário, aumentam a intoxicação de seus habitantes.

A China liderou a macabra corrida, vencendo por imensa margem. (Folha de S. Paulo)

A “Igreja da ONU do Planeta que Aquece”


A semelhança do ecologismo radical com uma falsa religião foi percebida em vários países.

Em 2013, o Prof. Larry Bell, da Universidade de Houston, em Forbes, rotulou o catastrofismo ambientalista de “Igreja da ONU do planeta que aquece”.

O jornalista Justin Gillis apontou o lado místico dessa religião, dizendo que ela fala de um “aquecimento global” que “tem algo de mistério para os cientistas climáticos”. Engula-se o mistério. E a ciência? A ciência para quê, se existe a “fé verde”?

Também Richard Lindzen, professor do MIT, acusou os aiatolás da “religião alarmista”, exigindo que a realidade se ajuste a seus preceitos teológicos, fazendo a sociedade pagar preços mirabolantes por dogmas incertos e improváveis.

O aquecimento global (ou seu sinônimo “mudança climática”) é um “mantra religioso”, um apelo a uma cruzada com a cruz invertida.

O geólogo australiano Ian Plimer constatou: “Foi inventada uma nova religião: o ambientalismo, que ocupa o espaço aberto pela crise do catolicismo e do socialismo [...].

“É uma religião fundamentalista que professa o temor da natureza [...].

“A lógica, os dados que contradizem ou provocam dúvidas são silenciados. E os heréticos são destruídos com métodos inquisitoriais”.

Inebriado pelo grande banquete da filosofia sensual e igualitária haurida da Revolução Francesa, o mundo foi ficando ateu, blasfemo.

Mas na curva do milênio foi surpreendido pela revolução mística ecológico-tribal, e alguns resolveram olhar para trás.

O absurdo é tão grande, que Michael Crichton, autor de novelas de ficção científica como Jurassic Park, redigiu o “Credo” e o “Confiteor” dessa “religião” em termos como estes:

“Nós pecamos contra a energia e estamos condenados a perecer, a menos que procuremos a salvação, que agora se chama ‘sustentabilidade’.

“A sustentabilidade é a salvação na Igreja do Meio Ambiente, da mesma maneira que o alimento orgânico é sua comunhão sem Cristo, e a água livre de pesticidas é a água benta para o pessoal de fé reta” (Forbes, 9/10/2013).

Só faltava ao IPCC escolher seu Pontífice Supremo e revelar o Quinto Evangelho. A partir daí a humanidade poderia ser convocada diante do tribunal da Inquisição “verde”. Aguardemos suas próximas “encíclicas”, como escrevíamos em 2013.

Hoje nós as temos na Laudato sì e na Querida Amazônia, com as quais o Papa Francisco assume assim um segundo “pontificado”...

O Vaticano adota atualmente a religião verde?


Desde Galileu Galilei, no século XVI, o ambiente científico repelia como ingerência inquisitorial a opinião da Igreja sobre ciência.

Mas agora os ambientalistas radicais estão “dando ‘graças a Deus’ por ter uma figura carismática e forte como o Papa Francisco”, (O Estado de S. Paulo) que se revelou na encíclica Laudato sì.

E o ex-frade Leonardo Boff elogiou a encíclica, porque “nem a ONU produziu um texto desta natureza”, pregando uma “ecologia integral [...] que supõe uma visão evolucionista do universo”. (Unisinos)

Para Frei Betto, nessa encíclica “o Papa faz eco à produção da Teologia da Libertação sobre a questão ambiental [...].

“Ao citar Teilhard de Chardin, censurado pela Igreja enquanto viveu, o Papa [...] enfatiza que, em definitivo, a Igreja Católica abraça a teoria evolucionista e a visão holística do Universo”. (Associação Rumos)

O líder do MST, João Pedro Stédile, indagou: “Os trabalhadores têm quem? Chávez morreu, Fidel está doente. O Francisco tem assumido esse papel de liderança, graças a Deus. Ele tem acertado todas”. (Folha de S. Paulo)

Para o venezuelano Ignacio Denis del Rosario, do Instituto Latino-americano de Agroecologia Paulo Freire, a Laudato sì glosa as máximas pregadas pelo “comandante” Fidel Castro desde os anos 60 e da Eco-92, no Rio de Janeiro. (Aporrea)

Segundo o Vatican Insider, como o ambientalismo radical precisava de uma “revolução moral” e não conseguia convencer a opinião pública, apelou então para o Vaticano e foi acolhido por ele com benevolência.

E o Papa Francisco ganhou um novo admirador na pessoa do líder ambientalista Al Gore, de sectária militância, que declarou que se tornaria católico caso o Pontífice continuasse contra o “aquecimento global”.

E perguntou, em tom de maldosa brincadeira: “O Papa é católico?”. (Pewsitter)

Cardeais: a Igreja não tem mandato divino para a ecologia


O Cardeal Gerhard Müller (The Australian) que foi guardião da ortodoxia católica até o Papa Francisco não lhe renovar o encargo, reafirmou que os católicos não são obrigados a seguir a agenda eco-esquerdista do pontífice de se opor a combustíveis fósseis e de favorecer acordos acerca de assuntos ambientais.

Pois não é matéria religiosa mas de assunto climático sobre o qual o sucessor de Pedro não tem autoridade.

Por sua vez, o cardeal George Pell, falando da encíclica “Laudato si'”, esclareceu que “a Igreja não tem mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas.

"Nós acreditamos na autonomia da ciência” (Vatican Insider).

O ambientalismo radical foi e é acolhido com beneplácito no Vaticano como no encontro promovido pelas Pontifícias Academias de Ciências e de Ciências Sociais em 2015.

O movimento “verde” não conseguia convencer à opinião pública e no desespero apelou ao Vaticano porque, diz o Vatican Insider, ele precisa de uma “revolução moral”.

A Santa Sé também emprestou a basílica de São Pedro para o ultrajante show “Fiat Lux” (Corrispondenza Romana) ecumênico-ecológico.

Michael E. Mann cientista inescrupuloso forjou um quadro estatístico falseado da evolução das temperaturas globais na Terra e perdeu seus cargos no ‘Climategate’.

Falando sobre o futuro das esquerdas e da ecologia disse: “o Papa Francisco é um verdadeiro herói, é maravilhoso que use o imenso capital político e social à sua disposição para conscientizar o planeta da ameaça das mudanças climáticas causadas pelos homens” (Corriere della Sera).

A Associação Ecumênica de Teólogos e Teólogas do Terceiro Mundo teceu o elogio da ‘ecosofia’ do norueguês Arne Naess.

Essa ensina que homem e natureza seriam uma só coisa: Gaia, o ser único dentro do qual o homem não é mais do que uma bactéria no sistema intestinal.

Thomas Berry, considerado o ecoteólogo máximo teria apontado a via certa: convencer os homens de que eles não são seres individuados, mas pingos sem personalidade num magma panteísta, onde no máximo lhes é concedido um “nicho ecológico” análogo ao de uma formiga na terra.

Para esses ecoteólogos que se dizem cristãos, Jesus Cristo teria sido mais um iluminado que pregou o suicídio do homem dissolvido na natureza (ADISTA).

Propaganda dos “povos originários” é ficção subversiva
O presidente do México Andrés Manuel López Obrador, alinhado os regimes socialo-comunistas exigiu da Espanha perdão pela evangelização e civilização do seu país.

Alegou um sofisma da Teologia da Libertação remoçado pelo missionarismo comuno tribalista e pelo ambientalismo radical.

Esse diz que a Cruz de Cristo e a Civilização Cristã arrancaram dos “povos originários” sua mística integração na natureza e extirparam suas crenças – idolátricas, sanguinárias e até canibais – produzindo um desgarramento na Mãe Terra, chamada Pachamama ou Gaia. Mas López Obrador passou vergonha nas respostas que recebeu da Espanha (ABC).

O premiado escritor Juan Manuel del Prada evidenciou que a mitificada vida tribal integrada no meio ambiente é uma ficção forjada pelo “ódio teológico” contra o cristianismo e a civilização.

“Ódio teológico” é o furor e a ira religiosos gerados por controvérsias teológicas que apela à violência e até passa à agressão física, incluindo o extermínio e a perseguição judicial, com destaque para seu caráter rancoroso e para a utilização de recursos de baixa política (Wikipédia “Odium theologicum”).


continua no próximo post: Os ecoprofetas erram? Então exageram mais!


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