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domingo, 25 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico cogita extinguir as missões católicas pretextando ecologia

A verdadeira missão: entre morrer mártires ou salvar batizando as almas dos índios.
Anchieta e Nóbrega pregam na cabana de Pindobuçu, Benedito Calixto (1853 — 1927)






Entre os dias 6 e 27 de outubro realizar-se-á em Roma a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para região Pan-Amazônia, englobando o Brasil e oito países vizinhos.

Apesar de ser uma assembleia voltada para a Amazônia, esse Sínodo tomou uma dimensão universal, sendo apresentado pelos seus organizadores como um modelo para outras regiões e até para o mundo inteiro.

Seu documento preparatório “Amazônia: novos caminhos para a Igreja para uma ecologia Integral” é eloquente nesse sentido.

Ele afirma seu caráter universal: “As reflexões do Sínodo Especial superam o âmbito estritamente eclesial amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro de todo o planeta”.

Os organizadores da reunião episcopal pretendem utilizá-la como plataforma para lançar uma Igreja-nova.

Uma “igreja” mistura de cristianismo com paganismo indígena, dedicada ao culto panteísta da mãe-terra, à preservação da mata virgem e à promoção do tribalismo comunitário.

Seria uma alternativa, aliás falsa, à nossa sociedade industrializada, consumista e predatória do meio ambiente.

A pregação do Evangelho nas selvas diminuiu o influxo dos demônios que as infestam.
Padre Anchieta, Benedito Calixto (1853 — 1927)
Os temas de tal Sínodo são vastos, e suas rupturas com a doutrina católica em pontos inegociáveis são numerosas.

Neste artigo, apenas tratarei das rupturas missionárias e da verdadeira doutrina católica sobre a evangelização da América.

Ruptura com a visão tradicional das missões

As novas missões põem de lado qualquer ideia de evangelização, limitando-se a dar apoio material aos indígenas e promover um “diálogo intercultural” com eles.

Isso equivale a enclausurar as populações indígenas em seus próprios costumes, uma atitude muito valorizada pelos antropólogos pós-modernos.

Acima de tudo, equivale a privar os nativos da fé católica, dos meios sobrenaturais de salvação, contrariando o que foi ordenado por Nosso Senhor Jesus Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a todas as criaturas” (Mc 16, 15-16).

Um exemplo disso vem do missionário italiano Pe. Corrado Dalmolego, responsável pela missão Catrimâni do Instituto de Missões Consolata em terras indígenas yanomamis.

Em entrevista ao portal espanhol Religión Digital, ele se gabou de dirigir “uma missão de presença de diálogo”, na qual “há 60 anos ninguém foi batizado”...

O Documento Preparatório do Sínodo elogia a espiritualidade e as crenças dos povos amazônicos como fonte do “bem viver” e de respeito pela natureza.

Também apresenta seus líderes religiosos como “os anciãos sábios, chamados segundo culturas as diferentes culturas pajé, curandeiro, mestre, ou xamã, porque eles promovem a harmonia das pessoas entre si e com o cosmos”.

O Pe. Corrado Dalmolego adota costumes selvagens e comemora que na missão “há 60 anos ninguém foi batizado”.
Comuno-tribalismo sinodal: o Pe. Corrado Dalmolego adota costumes selvagens
e comemora que na missão “há 60 anos ninguém foi batizado”.

A doutrina católica sobre a evangelização da América

Em face das novidades que esses neomissionários do Sínodo da Amazônia querem nos inculcar, cumpre conhecer a verdadeira doutrina católica a respeito.

Os Romanos Pontífices, de Alexandre I até João Paulo II, pronunciaram-se numa continuidade impressionante sobre o tema, à margem das controvérsias históricas, de modo a não deixar dúvidas.

A Livraria Editora Vaticana publicou, sob os cuidados do Pe. Josef Meztzler, diretor da Escola Vaticana de Paleontologia, uma coletânea de 837 documentos papais, intitulada Americae Pontificiae – Primi Saeculi Evangelizationis, englobando somente o período 1493-1591.

Ela reúne as Bulas de Alexandre VI até Gregório XVI sobre a evangelização das Américas e estão conservadas nos Arquivos Vaticanos.

Em sua célebre Bula Inter Caetera, de 3 de maio de 1493, Alexandre VI afirmava que “a Fé católica e a Religião Cristã sejam exaltadas sobretudo em nossos tempos e por onde quer se ampliem e delatem, e se preocupem com a salvação das almas, e as nações bárbaras sejam submetidas e reduzidas à Fé Cristã”.

Em 29 de maio de 1537, o Papa Paulo III, com sua Pastorale officium, condenava o comércio de escravos e afirmava que os indígenas deveriam ser considerados homens, e não animais.

Pouco depois, o mesmo Papa Paulo III, no documento Exponi nobis superfecisti, concedia aos sacerdotes que trabalhavam nas Américas a faculdade de denunciar às autoridades os colonos que escravizavam os silvícolas do novo Continente.

São Juan Diego, a quem apareceu Na. Sra. de Guadalupe. Cooperou decisivamente no batismo do povo mexicano.
Índio São Juan Diego, a quem apareceu Na. Sra. de Guadalupe.
Cooperou decisivamente no batismo das tribos mexicanas.
São Pio V, em carta de 10 de agosto de 1568, elogiava o zelo pela conversão dos índios manifestado pelo Rei da Espanha, Felipe II.

O Papa acompanhava com vigilante atenção a idoneidade das nomeações de vice-reis e autoridades menores responsáveis pela evangelização e proteção dos aborígenes americanos contra possíveis excessos cometidos pelos colonizadores.

Confirmando a doutrina corrente na época, os Pontífices ratificaram os direitos das nações ibéricas de colonizar a América e evangelizar seus habitantes.

Para isso, delegavam responsabilidades e faculdades aos reis de Portugal e Espanha, cuja reconhecida vocação apostólica exaltavam.

Quem percorrer os documentos papais do primeiro século de colonização constatará o elogio feito à magna obra civilizadora.

E também o minucioso cuidado da Igreja na correção dos abusos cometidos, pelo respeito aos direitos naturais dos índios e seu modo de vida no que este tivesse de legítimo ou resgatável.

O Papa Gregório XIII publicou nada menos que 155 documentos e Sisto XV, 102, quase todos destinados a fixar normas para favorecer a conversão dos índios.

O IV Centenário do Descobrimento da América mereceu ser consignado pelo Papa Leão XIII na Encíclica Quarto abunte saeculo, de 16 de julho de 1892.

Pio XII, em mensagem de 8 de janeiro de 1948, chamou o processo de evangelização da América de“epopeia missionária”.

Por fim, João Paulo II, ao encerrar em 14 de março de 1992 no Vaticano o Simpósio Internacional sobre a História da Evangelização da América, reafirmou os ensinamentos de seus predecessores e recapitulou “os fundamentos de uma colonização cristã” desenvolvidos por Frei Francisco Vitória (1480-1546), dominicano espanhol da famosa Escola de Salamanca.

São Francisco Solano, modelo de missionário.
Hoje seria condenado pelos documentos preparatórios do Sínodo.
(Anônimo, século XVIII, Convento de San Francisco, Lima)
O Papa lembra que o mestre dominicano explanou os diretos naturais dos índios como “seres racionais e livres criados à imagem e semelhança de Deus, com um destino pessoal e transcendente pelo qual podiam salvar-se ou condenar-se”.

Destaca ainda que, “conforme a doutrina exposta por Vitória, em virtude do direito de sociedade e de comunicação natural, os homens melhor adotados tinham o dever de ajudar os mais atrasados e subdesenvolvidos”.

Assim justificava Vitória a intervenção da Espanha na América.

Nada mais contrário, pois, à posição dos neomissionários do Sínodo da Amazônia, dos que o firme e ininterrupto ensinamento dos Papas a respeito da evangelização na América.

____________________

Bibliografia:

Plinio Corrêa de Oliveira – Tribalismo indígena,ideal comuno-missionário para o Brasilno século XXI, Editora Vera Cruz, São Paulo, 1979

Alberto Caturelli, El Nuevo Mundo – Descubrimiento, Conquista y Evangelización de América – Centro Cultural Edamex, Cidade do México,1991

Revista Catolicismo, “Há 500 anos as nausde Colombo aportaram na América”, setembro/1992

Revista Catolicismo, “O Sínodo das grandes rupturas” – José Antonio Ureta, agosto/2019.


terça-feira, 20 de agosto de 2019

Sínodo: ambientalismo anticristão pediu ao Vaticano alavancar a revolução do neocomunismo “verde”

Mons Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler das Pontifícias Academias de Ciências foi o anfitrião do workshop
Mons Marcelo Sánchez Sorondo,
chanceler das Pontifícias Academias de Ciências
foi o anfitrião do workshop
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O ambientalismo radical e suas teorias catastrofistas ressoaram como um angustiado pedido de auxílio no Vaticano em abril de 2015.

Foi durante o encontro promovido pelas Pontifícias Academias de Ciências e de Ciências Sociais.

Segundo o grande jornal de Turim La Stampa  o círculo de eclesiásticos que fecha fileiras em torno do Papa Francisco acolheu o apelo do secretário geral da ONU Ban-ki-moon e numerosos ativistas radicais com beneplácito.

Os ativistas e macro-capitalistas representados exigiram uma “revolução moral” em favor de suas metas, que por trás de uma fachada naturalista, são visceralmente anticristãs.

Todos os esforços tocados na base de projetos e propagandas milionárias não estão convencendo os homens. É preciso que a Igreja Católica com seu imenso prestígio passe a promover uma “revolução religiosa" rumo à ecologia integral neocomunista.

O relato do acontecido manifestou a séria crise que aflige o movimento “verde”: ele não está conseguindo convencer à opinião pública. Em desespero de causa acorreu ao Vaticano a pedir um novo impulso:

“As religiões institucionalizadas -- diz o documento -- podem e devem assumir a liderança e uma nova atitude em relação à criação”.

“A Igreja Católica, trabalhando com os líderes das outras religiões, poderá exercer um papel decisivo”, acrescentaram, noticia La Stampa .

Segundo La Stampa  ele quer o impulso de uma “revolução moral”, leia-se religiosa, que acabará implicando numa transformação visceral da Igreja.

O objetivo, é claro, vem revestido pelo véu de enfrentar as mudanças climáticas, respeitar o meio ambiente e reduzir a “ameaça potencialmente catastrófica” que pairaria sobre a humanidade, especialmente sobre os mais pobres e sobre as futuras gerações.

O catastrofismo se exibiu na hora de pedir o apoio do Papa. O documento conclusivo do workshop internacional na famosa Casina Pio IV professa o alarmismo. Ele se apoiou na presença do Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon, aceso arauto dos temores apocalípticos sem base científica.

O tema do encontro foi “Protect the Earth, Dignify Humanity. The Moral Dimensions of Climate Change and Sustainable Development” (“Proteger a terra, tornar digna a humanidade. A dimensão moral da mudança climática e o desenvolvimento sustentável”).

A ONU habitualmente oposta à Igreja e a seus ensinamentos morais familiares lançou um forte S.O.S.

Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, foi pedir o auxílio do Papa para a claudicante revolução ambientalista.
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU,
foi pedir o auxílio do Papa para a claudicante revolução ambientalista.
Os porta-vozes do alarmismo reconheceram que embora promovam reformas institucionais, políticas e tecnológicas, sentem “uma necessidade fundamental” de mudar as cabeças dos homens para que se relacionem com a natureza segundo a utopia verde.

Eles precisam inocular novas atitudes morais, “em definitiva – diz o documento final aprovado no workshop – uma revolução moral. As religiões institucionais podem e devem assumir a liderança de essa nova atitude em relação à criação”.

Para tirar vantagem, nessa hora os sinceros ambientalistas lembraram-se do que tripudiam, e, invocam conceitos como “criação”.

O Papa não arriscou se apresentar nem dirigir a palavra nem mesmo por meio de um porta-voz, mas já deu muitas sinais de sintonia com essa meta.

Francisco havia dispensado um tratamento muito mais largo aos movimentos subversivos mundiais do gênero MST também engajados de recente data na revolução ambientalista.

Os participantes do encontro também estavam aguardando a encíclica ecológica do Papa Francisco como uma tábua de salvação e quiçá gestos mais ousados. Quando consideramos, a posteriori, a convocação do Sínodo Pan-amazônico as expectativas se esclarecem.

Não estiveram ausentes os repetitivos chavões “verdes” que embutem as velhas reivindicações “vermelhas” socialistas ou comunistas contra a propriedade privada, o agronegócio, a mineração, etc. e tudo o que vai no sentido do progresso da civilização.

Mas, repetir esses chavões uma enésima vez não era o objetivo.

O catastrofismo quer o engajamento da Igreja Católica na imensa revolução que pretende fazer, mas que não está conseguindo executar tão rápido nem tão a fundo como pretendia.

Por isso o documento final auspiciou que “a Igreja Católica trabalhando junto com os líderes de outras religiões poderia desenvolver um papel decisivo para ajudar a resolver os problemas”.

Quais são os “problemas”?

Todos se resumem num problema essencial: os homens não querem saber da monstruosa revolução que o radicalismo neocomunista ambientalista planeja. A humanidade não quer retroceder à pré-história em nome de uma utopia tribalista.

Porém, segundo os arautos da extinção da civilização, “a Igreja poderia fazer isso mobilizando a opinião pública e os fundos públicos para (...) não contribuir ao aquecimento global e se preparar melhor para os desafios do inevitável mudança climática. Devemos reduzir a ameaça potencialmente catastrófica que paira sobre tantas pessoas”.

Índios, ONGs internacionais, sem-terra, quilombolas, teologia da liberação entre outros
seriam os agentes preferidos da "Igreja pan-amazônica" ecologicamente integrada na natureza.
O Brasil seria despedaçado e iria ficando de lado até cair no esquecimento.
Leia-se convencer os homens a aceitar um padrão de vida muito inferior numa sociedade igualitária que é a velha meta marxista.

Para fazer engolir o que o marxismo e a teologia da libertação não conseguiram, eles inflacionam o bicho papão de um crise emergente climática que não existe.

Insuflam eles o medo de uma “inevitável catástrofe climática” como se o clima não estivesse sempre mudando naturalmente e como se o homem pudesse determinar essas mudanças com leis ou reformas de estrutura planetárias, ou reformando a Igreja.

Em suma, o workshop pediu abaixar a resistência dos homens para que aceitem a utopia igualitária verde apavorados pelo terror de calamidades planetárias apavorantes descritas nas cartilhas da propaganda de seitas apocalípticas, filmes e literatura tipo science-fiction.

O brado pediu o engajamento do Papa Francisco.

Foi atendido?

Tudo o que está sendo dito e feito em torno do Sínodo Pan-amazônico parece conter uma resposta espantosamente positiva ao apelo anticientífico e visceralmente anti-civilização cristã.


domingo, 18 de agosto de 2019

Molion fez crítica científica da encíclica que antecipa as conclusões do Sínodo Pan-amazônico

Molion: a encíclica acolhe mistificações sem base na ciência
Molion: a encíclica acolhe mistificações sem base na ciência
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





No dia 16 de julho de 2015, por iniciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, palestraram no Club Homs da capital paulista o Prof. Luiz Carlos Molion e o autor deste post.

O Prof. Molion é meteorologista, pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas. Ele assestou o foco nos aspectos científicos da Encíclica Laudato Si'.

Suas observações continuam mais atuais do que nunca. Não somente os fenômenos climáticos e ecológicos em pauta continuam os mesmos pois se estendem com grande durabilidade no tempo.

Mas a agitação ideológica "verde" cresceu em insuspeitadas proporções.

Criou-se também um coro de vozes, aliás muitas anticristãs, que sintoniza com o Sínodo Pan-amazônico que se desenvolverá em Roma no próximo mês de outubro (2019).

E o cerne das conclusões desse Sínodo já está inscrito com antecedência na referida encíclica.

O professor Molion observou múltiplas impropriedades, do ponto de vista da ciência, contidas nessa Encíclica, pois adota hipóteses controvertidas ou falsas como se fossem resultantes de um consenso entre os especialistas.

Também sublinhou que o termo “consenso” jamais pode ser usado na ciência. Ele é aplicável na política e em seus conchavos. A ciência é questionadora por natureza.

Molion explicou que a análise dos dados dos últimos 420 mil anos registra sucessivas eras glaciais com cerca de 100 mil anos de duração cada uma, interrompidas por períodos quentes, ou interglaciários, de 10 a 12 mil anos de duração.

A última glaciação ocorreu há 130 mil anos. Nesse período, pode-se constatar que o CO2 nunca causou alteração da temperatura. Pelo contrário, ele acompanhou as mudanças da temperatura com um atraso de 800 a mil anos, ou até 5 mil.

O auditório encheu para ouvir as explicações do prof. Molion sobre a Laudato Si'
O auditório encheu para ouvir as explicações do prof. Molion sobre a Laudato Si'
O CO2 é um seguidor e não um condutor. O grande controlador do CO2 na atmosfera são os oceanos, que ocupam 71% da superfície da Terra. Dos 510 milhões de quilômetros quadrados do Planeta, 361 milhões são cobertos pelos oceanos.

Segundo o abalizado especialista, vivemos hoje num período interglacial iniciado há cerca de 15 mil anos. Nos interglaciários anteriores, a temperatura atingiu de 6º a 10º acima da atual.

Qual era a atividade humana que aqueceu o planeta? perguntou o palestrante. Nessas épocas nem existia o Homo Sapiens!

Esse aquecimento apenas se explica por processos físicos naturais, independentes de qualquer presença ou atividade humana.

A história da civilização humana transcorreu nos últimos 10 mil anos, tendo havido quatro períodos muito mais quentes que o atual:
  • o ótimo do Holoceno, há 8 mil anos; 
  • o Minuano quente, ocorreu 3.500 anos atrás e correspondeu à civilização de Minos; 
  • o Romano quente — entre 400 a.C. a 300 d.C. — que inclui a época da vida de Cristo; 
  • e o Medieval quente, entre 900 e 1250 ou 1300 d.C.
Entre 1350 e 1850, quiçá até inicio do século XX, houve um período frio em que a temperatura média da Europa ficou 2ºC abaixo da atual.

O interglacial em que vivemos tende ao resfriamento. Já passamos pelo máximo de calor 6 mil anos atrás e estamos rumando bem devagar para uma nova era glacial.

Ninguém precisa se preocupar, pois para se chegar a 8º ou 10º abaixo do que está hoje levará cem mil anos.

De acordo com o Prof. Molion, fica assim claro que o Papa Francisco foi muito mal assessorado na redação da Encíclica.

Vídeo: Mitos e fraudes falsamente científicos continuam sendo os mesmos. A prova? Veja esta entrevista-aula de 2010 !!!



O documento papal também recolhe a ideia de um aumento catastrófico do nível dos mares.

Em 2007, o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, previa um aumento de 59 cm até 2100. Em 2013 sua previsão saltou para 98 cm.

E o líder aquecimentista Al Gore afirma em um laureado trabalho que o aumento será de 6 metros! Só que, apesar desse salto vertiginoso, ele comprou uma mansão em Montecito, na Califórnia, pelo valor de 9 milhões de dólares, bem junto à praia...!

O palestrante mostrou que é impossível medir o nível do mar, pois ele não é um sólido contínuo e está exposto a mudanças determinadas por fenômenos astronômicos!

A Encíclica trata também de “eventos extremos" de natureza climática. O que é isso?

 Um evento extremo é um estado atmosférico momentâneo, não é clima! No clima, o que se considera é a média de tudo, e não apenas um momento extremo.

“Eventos extremos” sempre ocorreram. A pior seca do Nordeste foi em 1877-1879. Na região metropolitana de São Paulo, segundo os pluviômetros, a década com maiores tempestades foi de 1941 a 1950. E a pior enchente que São Paulo já teve foi em janeiro de 1929!

Não tem nada a ver com o aquecimento global!

O professor Molion ilustrou os pontos falhos da Laudato Si' do ponto de vista científico.
O professor Molion ilustrou os pontos falhos da Laudato Si'
do ponto de vista científico.
O Prof. Molion também desmitificou outras frases soltas no documento que não se sabe de onde saíram, tais como o medo de descongelamento do permafrost (terra congelada no Ártico) e a liberação de quantidades catastróficas de gás metano por essa e outras vias.

Também neste ponto, a Encíclica acolhe uma mistificação sem base na ciência.

Segundo o expositor, em matéria de efeito estufa o documento papal está totalmente equivocado e deve ser completamente repensado em função dos conhecimentos básicos da física.

Outra questão afirmada sem fundamento é a acidificação dos oceanos. Quanto ácido seria preciso para acidificar os oceanos? É inimaginável.


Resumidamente, o professor Molion voltou a sublinhar verdades básicas na matéria: 
  • o clima varia por causas naturais; 
  • “eventos extremos” sempre ocorreram; 
  • o CO2 não controla o clima global e é o gás da vida; sem CO2 acabariam as plantas, os animais e os homens; 
  • sem energia, inclusive a nuclear, os países pobres não sairão da pobreza.

O renomeado professor concluiu que é muito preocupante o Papa defender na Encíclica uma governança mundial para se controlar as emissões de gás.



Vídeo: No IPCO, Molion faz crítica científica da Laudato Si’




segunda-feira, 12 de agosto de 2019

São Gabriel da Cachoeira e Sínodo Pan-amazônico: jogar uma terra de promessas nas trevas da vida tribal?

Missão salesiana de Taracuá, rio Uaupés, São Gabriel da Cachoeira
Missão salesiana de Taracuá, rio Uaupés, São Gabriel da Cachoeira
Luis Dufaur
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São Gabriel da Cachoeira é um simpático município brasileiro do estado de Amazonas, Região Norte do país, segundo a básica descrição da Wikipedia.

Malgrado sua remota e selvática situação, ele encarna todo ao contrário a luta de classes comuno-tribalista que anda sendo pregada com pretexto do próximo Sínodo Pan-amazônico.

A benemérita ação dos missionários salesianos desde o início do século XX foi muito bem acolhida pela população indígena que não se envergonha de exibir sua adesão à Igreja Católica e se orgulha de ser brasileira.

Localizado na fronteira com a Colômbia e Venezuela, no extremo noroeste do Brasil, o município é conhecido como “Cabeça do Cachorro”, por seu território ter forma semelhante à da cabeça desse animal.

domingo, 4 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo?

Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo
Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo?
Luis Dufaur
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Certas propostas do ambientalismo radical – contra as quais temos alertado no nosso blog –soam tão estapafúrdias que compreendemos que muitas pessoas razoáveis, as julguem coisas de doidos sem futuro.

Muitas propostas – teológicas ou não – que estão sendo baralhadas a propósito do próximo Sínodo Pan-amazônico caem nessa categoria.

Desfazer o Brasil e mais oito países vizinhos com uma área de oito milhões de quilômetros quadrados para ali estabelecer, como postulam os documentos oficiais pré-sinodais, uma área ecológica, cultural e religiosa inspirada no primitivismo das últimas, minúsculas e mais decadentes tribos que ainda subsistem, soa a sonho doentio.

Em qualquer caso, não é uma novidade.

Esse sonho alucinado já estava contido nos utopistas do comunismo e do socialismo anárquico.

Segundo eles o homem deveria viver como o “bon sauvage” de Jean-Jacques Rousseau pulando nu na natureza.

Malgrado o fracasso repetido das “experiências”, essa fantasia essencialmente anticristã nunca abandonou os antros mais recônditos do comunismo.

domingo, 28 de julho de 2019

Ideólogo ‘verde’ condena homem como 'assassino serial' da Criação (sic!)

Yuval Noah Harari e seu livro contra o homem
Yuval Noah Harari e seu livro contra o homem
Luis Dufaur
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Do ponto de vista da ecologia, o ser humano é um assassino serial se se acreditar em Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém.

As teses furibundas do ambientalista o encheram de louvores das grandes tubas do macrocapitalismo publicitário. Ele foi citado mais recentemente pelo colunista e militante verde João Lara Mesquita.

“A Revolução Agrícola foi a maior fraude da história”, “as plantas domaram o Homo Sapiens e não o contrário”, “se a culpa é do Homo sapiens ou não, o fato é que, tão logo eles chegavam a um novo local, a população nativa era extinta”, são alguns dos pensamentos desse arauto contra o ser humano.

Yuval nem adota a fantasia de Jean-Jacques Rousseau do “bom selvagem” ou a quimera comuno-progressista de índios que viveriam “em plena harmonia com a natureza”.

Todos os homens são malignos, mas aquele que raciocina é o pior deles.

domingo, 21 de julho de 2019

Xavantes querem trator e agronegócio
para sair da miséria e da fome

Índios Xavante se reúnem para aprender a dirigir tratores. Foto Pedro Silvestre
Índios Xavante se reúnem para aprender a dirigir tratores. Foto Pedro Silvestre
Luis Dufaur
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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) capacitou 15 índios da etnia Xavante para operar tratores.

Buscar conhecimento para trabalhar na agricultura foi o primeiro passo dos indígenas para mudar o cenário de miséria e fome, que tem castigado aldeias no sudeste de Mato Grosso, noticiou o Canal Rural da UOL.

O jovem Mauro Jacinto, de 19 anos, gostou da experiência.

Ele concluiu o ensino médio e sonha em fazer agronomia, para ajudar toda a reserva Sangradouro.

“Para mim, é um grande caminho esse em que estou entrando. Vai agregar renda a minha comunidade”, disse ao Canal Rural.

Clever Cunico, instrutor de Operação de Máquinas do Senar-MT, está trabalhando pela primeira vez com o povo indígena e está bastante surpreso.

Eles fazem perguntas e estão realmente interessados em aprender”, afirma.

A entidade já tem mapeados outros cursos, segundo a mobilizadora Márcia Gonçalves.

domingo, 14 de julho de 2019

O Sínodo a serviço da agenda neopagã

Ex-frei Leonardo Boff colaborou na redação da Laudato si'. Sínodo Amazônico traz a Teologia de Libertação com cores de índio
Ex-frei Leonardo Boff colaborou na redação da Laudato si'.
Sínodo Amazônico traz a Teologia de Libertação com cores de índio
José Antonio Ureta
Membro fundador da “Fundación Roma”,Chile;
membro da “Société Française pour la Défense
de la Tradition, Famille et Propriété”;
colaborador do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
e autor do livro: “A mudança de paradigma
do Papa Francisco: continuidade ou ruptura
na missão da Igreja?
Relatório de cinco anos do seu pontificado”.







O jornalista Edward Pentin, do National Catholic Register, solicitou amavelmente minhas primeiras impressões sobre o Instrumentum laboris para a próxima Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, divulgado ontem. Eu o faço com muito gosto, como editorial para este observatório.

Em minha opinião, o Instrumentum laboris representa a abertura de par em par das portas do Magistério à Teologia Indígena e à Ecoteologia, dois derivados latino-americanos da Teologia da Libertação, cujos corifeus, após o desmantelamento da URSS e do fracasso do “socialismo real”, atribuíram aos povos indígenas e à natureza o papel histórico de força revolucionária, em clave marxista.

Tal como a Teologia da Libertação, o Instrumentum laboris toma como base de suas elucubrações não a Revelação de Deus contida na Bíblia e na Tradição, mas a realidade da suposta “opressão” a que estaria sujeita a Amazônia, que de simples área geográfica e cultural passa a ser “interlocutor privilegiado”, “lugar teológico”, “lugar epifânico” e “fonte de revelação de Deus” (números 12, 18 e 19).

Do ponto de vista teológico, o Instrumentum laboris não só recomenda o ensino da Teologia Indígena “em todas as instituições educativas” com vistas a “uma melhor e maior compreensão da espiritualidade indígena” e para que “sejam tomados em consideração os mitos, tradições, símbolos, ritos e celebrações originais” (nº 98), como repete ao longo do documento todos os seus postulados.

Ou seja, que as “sementes do Verbo” não apenas estão presentes nas crenças ancestrais dos povos aborígenes, mas que já “cresceram e deram frutos” (nº 120), pelo que a Igreja, em lugar da evangelização tradicional que procura convertê-los, deve se limitar a “dialogar” com eles, uma vez que “o sujeito ativo da inculturação são os mesmos povos indígenas” (nº 122).

Nesse diálogo intercultural, a Igreja deve também enriquecer-se com elementos claramente pagãos e/ou panteístas de tais crenças, como “a fé em Deus-Pai-Mãe Criador”, as “relações com os antepassados”, a “comunhão e harmonia com a terra” (nº 121) e a conectividade com “as diferentes forças espirituais” (nº 13).

domingo, 7 de julho de 2019

Professor da Califórnia:
comer carne ajuda à Humanidade

O prof. Frank M. Mitloehner ficou espantado com os exageros contra o consumo de carne
O prof. Frank M. Mitloehner ficou espantado com os exageros contra o consumo de carne
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Frank M. Mitloehner é professor especializado em Qualidade do Ar, no Departamento de Ciência Animal na Universidade da Califórnia – Davis.

Ele ficou espantado pela frequência com que a grande mídia pressiona para comer menos carne a pretexto de salvar o clima.

Alguns ativistas chegam a propor um imposto à carne para reduzir o consumo, comentou “El País” de Madri.

O sofisma é que essa produção gera mais gases estufa que todo o setor do transporte.

Porém, diz o professor, isso é falso.

Trata-se de propaganda veiculada por uma mídia que se diz séria e que leva a suposições inexatas sobre a relação do consumo de carne e a mudança climática.

domingo, 30 de junho de 2019

Índios ampliam lavoura, desafiam controles asfixiantes e desmentem utopias comuno-missionárias

Índios paresis querem ampliar lavoura e dominam atualizada tecnologia.
Índios paresis querem ampliar lavoura e dominam atualizada tecnologia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O povo paresi da terra indígena Utiariti saiu este ano para a colheita de perto de 4.000 hectares de milho que ele mesmo semeou com atualizada tecnologia.

Em fevereiro, suas modernas máquinas haviam colhido 9.000 hectares de soja, informou reportagem da “Folha de S.Paulo”, rica em informações.

Nove carretas estavam a postos em Campo Novo do Parecis (410 km ao noroeste de Cuiabá), cidade mais próxima, para transportar a produção de soja e vendê-la.

O exemplo é característico de uma feliz integração dos paresis na grande família brasileira.

Trata-se de mais uma amostra que contradiz as ideologias comuno-ecologistas que pretendem mantê-los presos à vida “selvagem” e miserável sonhada pelos teorizadores do missionarismo comunista.

domingo, 23 de junho de 2019

Dalai Lama na ECO-92: um 'papa' do deus imanente da anti-ordem 'verde'?

Em torno do Dalai Lama dizia-se que ele era o Papa 'da outra metade do mundo'. A bem dizer da metade inferior, ou abismos infernais. Assim representou melhor o deus da nova religião comum da Terra.
Em torno do Dalai Lama dizia-se que ele era o Papa 'da outra metade do mundo'.
A bem dizer da metade inferior, ou abismos infernais.
Assim representou melhor o deus da nova religião comum da Terra.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







continuação do post anterior: ECO-92: o materialismo panteísta para o mundo ecológico




Mas ainda haveria de chegar uma espécie de pontífice supremo dessa confusão. Deu-se com a chegada do Dalai Lama, às 6.h45.

O Dalai Lama, foi hóspede do Cardeal-arcebispo de Rio de Janeiro, Dom Eugênio Sales.

Por sua parte, Dom Eugênio tinha celebrado uma “High Ecological Mass”, na plataforma do Cristo Redentor, pelo sucesso da Rio-92, na presença do governador e do prefeito da cidade.

Na ocasião, o arcebispo relembrou que “Deus confiou este mundo ao homem não para explorá-lo” crítica velada à agropecuária explorada também na encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco (“High Ecological Mass at the Christ statue”, Jornal do Brasil, english edition, 1/6/92).

A chegada do Dalai Lama teve conotações de entronização de uma espécie de pontífice da grande força cultuada por tais religiões: a Mãe Terra, ou Gaia, ou Pachamama.

A Enciclopédia Espasa-Calpe, vol XXIX, no verbete lamaísmo, define essa prática como uma

“forma muito corrompida do budismo indiano (...) e grande número de práticas e superstições essencialmente mágicas, que conservaram sempre uma influência predominante. (…) Segundo Goden: “é quiçá a religião mais supersticiosa e sacerdotal do mundo” (in Studies in the religion of the east, Londres, 1913).”

domingo, 16 de junho de 2019

Potentados do mundo impulsionaram a utopia pan-amazônica na ECO-92

O senador Al Gore, líder da delegação oficial,
'por baixo' promovia a assembleia das ONGS mais radicais.
A seu lado John Kerry, futuro Secretário de Estado de Obama
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: ECO-92 revelou o materialismo panteísta para o mundo ecológico



A heteróclita e caótica vigília ecumênica na noite de 5 para 6 de junho no aterro do Flamengo na ECO-92 soava para além de confusa e anti-religiosa para quem leva a religião a sério.

Mas, como comentou o Jornal do Brasil, lá era “tudo muito ecológico dentro do espírito de Rio-92” (“Religiões celebram a paz e fraternidade”, id. ibid.).

Com efeito, essa visão místico caótica regada a cantoria, droga, dança e ecumenismo religioso estava muito de acordo com o que prega a Ecologia.

O ecologismo nega o papel da razão, embora se apresente sob uma aparência científico-racional para nós “viciados” no raciocínio.

Ele professa uma espécie de filosofia anti-filosófica que lhe serve de suporte. Encontra-se em diversas escolas, desde o estruturalismo de Lévi-Strauss até na assim chamada deep-ecology.

domingo, 9 de junho de 2019

ECO-92 revelou o materialismo panteísta da utopia ecológica

Num cenário caótico, os potentados do planeta deram o empurrão de partida rumo a um mundo anárquico e panteísta agora proposto pelo Sínodo Amazônico
Num cenário caótico, os potentados do planeta deram o empurrão de partida
rumo a um mundo anárquico e panteísta agora proposto pelo Sínodo Amazônico
Luis Dufaur
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Os velhos papéis por vezes armazenam segredos que folhados muito depois nos surpreendem. Tal vez isso inspirou ao famoso historiador francês G.Lenotre a escrever uma obra referencial sobre a Revolução Francesa: “Velhas casas, velhos papeis” (“Vieilles maisons, vieux papiers”, Tallandier, Paris, 2013).

Hoje temos a Internet e seus bancos de dados. E foi assim que para surpresa minha e, creio, para a do leitor, achei documentos surpreendentes para compreender o fundo do que se está falando do Sínodo Pan-Amazônico.

Esse Sínodo ostenta a intenção de gerar uma igreja nova adaptada à cultura ecológica, que na sua integridade seria praticada pelos “povos originários”, nativos ou indígenas das selvas amazônicas.

Notadamente, adotaria e consagraria o ideário religioso que eles praticariam de forma modelar para nós, homens desnaturados pela civilização e pela Igreja hierárquica bem ordenada segundo os ensinamentos de Jesus Cristo.

Olhando com atenção, nesse ideário dos “povos originários” só há um muito pobre amontoado de superstições que nem os coitados dos indígenas sabem explicar direito.

O “ensinamento ancestral” da religião ecológica com suas elucubrações complicadas é uma criação de ideólogos escolados em grandes universidades e seminários dos países colonizadores.

Como e onde apalpar esse ideário?

domingo, 2 de junho de 2019

Da revolta contra a dor animal
à extinção do ser humano

O culto igualitário dos animais até peçonhentos prepara a extinção da humanidade
O culto igualitário dos animais até peçonhentos prepara a extinção da humanidade
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: “Direitos dos animais”: paroxismo verde da “cultura da morte”



A sociologia marxista inoculou no cerne do espírito moderno a inconformidade, o horror e a revolta contra a dor. E em primeiro lugar, uma revolta contra a dor humana.

É claro que é bom diminuir a dor tanto quando possível por meio da medicina ou outro recurso cabível.

Num segundo grau, com o pretexto de combater a dor, apareceram materialistas que para evitar a dor postularam o pecado, até nas suas formas mais cruéis. Algo típico é a limitação da natalidade para evitar a dor.

Pelo pecado de Eva a mulher gera na dor. Deus disse “darás à luz teus filhos com dor”. Toda atenuação é boa obtida moralmente pela medicina, mas sempre fica um fundo de dor.

Os mesmos materialistas não ficam por ali. Dando mais um passo, eles avançam até o ponto de se revoltar contra a dor animal pelo que ela tem de parecido com a dor humana.

De exagero em exagero, eles acabam aplicando no animal o slogan da revolução anarquista de Maio de 1968: “é proibido proibir”.

domingo, 26 de maio de 2019

“Ódio teológico” na apologia ambientalista dos “povos originários” de América

O presidente eco-comunista do México Andrés López Obrador quis ser investido em cerimônia de “povos mexicanos originários”.
O presidente eco-comunista do México Andrés López Obrador
quis ser investido em cerimônia de “povos mexicanos originários”.
Luis Dufaur
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O novo presidente do México Andrés Manuel López Obrador, alinhado os regimes socialo-comunistas da família Castro, de Maduro e de Ortega exigiu que a Espanha pedisse perdão pela evangelização e civilização do seu país, alegando crimes contra os “povos mexicanos originários”.

O ponto de partida da exigência é um velho sofisma desenvolvido pela Teologia da Libertação e que mais recentemente foi remoçado pelo missionarismo comuno tribal e seu sócio o ambientalismo radical.

Em síntese, o sofisma diz que a Cruz de Cristo e a Civilização Cristã arrancaram os indígenas, ou “povos originários”, de sua mística integração na natureza e extirparam suas crenças – idolátricas, sanguinárias e até canibais – produzindo um desgarramento na Mãe Terra, também chamada Pachamama ou Gaia.

Mas López Obrador não imaginou a vergonha que iria passar e o desnudamento de seus erros nas respostas que recebeu da Espanha.

No quotidiano “ABC” de Madri, o premiado escritor Juan Manuel del Prada pôs em evidência que a atual propaganda de uma mitificada vida tribal integrada no meio ambiente resulta apenas de um “ódio teológico”, voltado contra o cristianismo e a civilização.

A expressão “ódio teológico” é o nome dado ao furor e à ira gerados por controvérsias envolvendo teologia. A expressão também descreve disputas não-teológicas de natureza rancorosa. Cfr. Wikipédia, “Odium theologicum”.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

“Direitos dos animais”: paroxismo verde da “cultura da morte”

O punho fechado comunista e a pata de cachorro artificiosamente reunidos para uma revolução nunca antes sonhada
O punho fechado comunista e a pata de cachorro artificiosamente reunidos
para uma revolução nunca antes sonhada
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Como os “direitos dos animais” foram atropelando os verdadeiros direitos do homem



Na sede da UNESCO, celebrando o trigésimo aniversário de fundação da ONU, foi apresentado em 15 de outubro de 1978 um manifesto pela igualdade entre os animais e os homens, a caminho de uma igualdade entre as plantas, os animais e os homens.

Ele é mais conhecido como “Declaração Universal dos Direitos Animais”, embora não tenha nível jurídico para se apresentar com essa pompa. Cfr. Wikipedia, verbete “Declaração Universal dos Direitos Animais”.

Matreiramente foi introduzida como “proposta para diploma legal internacional, levado por ativistas da causa pela defesa dos direitos animais”.

Mas para os efeitos da agitação ambientalista é apresentada como documento oficial. Assim a opinião pública é sistematicamente enganada e o malicioso texto projeta seus deletérios efeitos sem que as autoridades mundiais os nacionais denunciem.

A declaração dos Direitos do Homem da Revolução Francesa ainda punha o homem no centro e começava dizendo “todos os homens nascem e permanecem livres e iguais”.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Como os “direitos dos animais” foram atropelando os verdadeiros direitos do homem

O Tribunal das Águas de Valência julga as disputas sobre irrigação. A alma espiritual e inteligente do homem fundamenta que ele julgue a natureza.
O Tribunal das Águas de Valência julga as disputas sobre irrigação.
A alma espiritual e inteligente do homem fundamenta que ele julgue a natureza.
Luis Dufaur
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A Igreja ensina que em cada ser vivo há um agente que põe em movimento esse ser.

No homem é a alma humana; nos animais é a alma animal e nos vegetais é a alma vegetal.

A Igreja entende por “alma” precisamente o principium vitae, o princípio misterioso do qual não se pode dizer outra coisa senão que confere a vida.

Então, há três graus de almas, como há três graus de seres:

A alma do homem que é uma alma intelectiva, que compreende as coisas e que se conhece a si mesma.

O homem conhece as coisas não como um boi conhece. Se o boi olhar para uma árvore e eu olhar também, vemos a mesma coisa.

E como o boi não usa óculos e eu uso, provavelmente o boi vê melhor a árvore do que eu.

Mas ele não entende a árvore. Ele não sabe qual é o fim, nem diferencia os objetos, ele apenas recebe nos olhos a imagem da árvore que entra como numa máquina fotográfica, não é idêntico, mas é parecido com da máquina fotográfica.

Sobretudo o boi não se conhece a si próprio. Nós adquirimos na primeiríssima infância, a noção de que somos um circuito fechado.

É a primeira ideia por onde nos vem a noção do “eu” é quando notamos que uma coisa nos agrada e eu toco, eu sinto, e ninguém sente a não ser eu. Se dói, eu gemo e ninguém geme a não ser eu.

Se eu sou um circuito fechado, e os outros são circuitos fechados, nasce aí uma ideia de que eu sou outro. E de que eu tenho direitos, interesses, bons e maus movimentos, inteiramente diferentes dos outros.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Sínodo amazônico: plano há muito acalentado em secreto pelo comuno-progressismo

Mons Franz-Josef Overbeck: depois do Sínodo Panamazônico na Igreja “nada voltará a ser igual ao que foi”
Mons Franz-Josef Overbeck: depois do Sínodo Panamazônico
na Igreja “nada voltará a ser igual ao que foi”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O bispo alemão Mons. Franz-Josef Overbeck, diocesano de Essen, militante ativo das causas LGBT, comemorou uma planejada ruptura da Igreja Católica com seus dois mil anos de história.

O pretexto seria elaborar uma pastoral amazônica no próximo Sínodo Pan-amazônico que se reunirá no Vaticano no mês de outubro.

O bispo prevê capitulações “positivas” – em verdade desgarramentos assustadores – a respeito de moral sexual, celibato sacerdotal e aproximações a um “sacerdócio feminino”, segundo informou o site oficial da Conferência Episcopal dos Bispos Alemães Katholische.de, citado por Lifesitenews.

Segundo essa fonte oficial, o bispo de Essen declarou à imprensa que o Sínodo provocará uma “quebra” na história da Igreja em virtude da qual “nada voltará a ser igual ao que foi”.

Mons. Overbeck arremeteu contra a estrutura hierárquica da Igreja, sua moral sexual, e abriu caminho para uma “reconsideração” de funções sacerdotais para mulheres.

Isto parece ter pouco ou nada a ver com a motivação ecológica alegada para reunir tal Sínodo.

domingo, 28 de abril de 2019

Alarmista “verde” prega contra o nascimento
de novas gerações de seres humanos

David Attenborough, arauto da diminuição drástica dos humanos
Luis Dufaur
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David Attenborough, um dos mais ativos arautos ingleses da diminuição drástica da humanidade.

Suas pregações mídiáticas continuam a receber escandalosa cobertura pelo fato de qualificar o gênero humano de praga que depreda o planeta.

Ele acenou ainda com um aterrorizador desastre, que aconteceria nos próximos 50 anos.

E esse desastre adviria se algo não for feito para interromper a multiplicação dos seres humanos, como noticiou há tempos a agência LifeSiteNews.

O método de espalhar pânico é bem conhecido e David Attenborough utiliza-o com desenvoltura.

Ao mesmo tempo, ele oculta numa nuvem de imprecisões que a causa de seus temores é de fundo ideológico anticristão.

Com efeito, já declarou ele à britânica Radio Times:

“Eles [as novas gerações de crianças e jovens] estão vindo para se instalar em nossas casas nos próximos 50 anos aproximadamente.

“Temos necessidade de superfície para cultivar alimentos para essa horda imensa.

“Ou nós limitamos nosso crescimento populacional, ou a natureza o fará por nós, e o mundo natural já está fazendo isso por nós agora exatamente”.
O disparate verbal, de si confuso, a respeito de hordas desconhecidas que viriam nos invadir, tal vez as crianças que podem nascer, não é mera besteira, mas faz parte de um método atemorizador para impor objetivos preconcebidos.