Para atualizações gratis via email: DIGITE SEU EMAIL:

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Paleontólogo americano (I) desmitifica o “retorno à natureza” sonhado pelo ambientalismo radical

O paleontólogo americano Peter Ward está nas antípodas do que se qualifica de “cético” em matéria de “mudança climática”.

Por isso mesmo seu depoimento esvaziando um dos mitos mais insidiosos do ambientalismo catastrofista é insuspeito.

Ward qualifica de muito perigoso para a humanidade a ilusão ambientalista que apresenta a natureza de modo idílico e como oposta à civilização.

Para ele, o apelo ambientalista de uma “reconciliação” do homem com a natureza, retornando ao estilo primitivo de vida ‒ como seria o caso dos índios no Brasil ‒ é irreal.

De fato, esse mito é uma utopia que já fascinou os espíritos “iluminados” que preparam as massacres do Terror na Revolução Francesa. Jean-Jacques Rousseau foi o grande bardo.

O mesmo mito foi atualizado com a teoria ambientalista de Gaia, não menos fantasiosa que as de Rousseau.

No Brasil é pregado e posto em prática até com violência por órgãos como o CIMI ou a Funai, por exemplo na Roraima.

Peter Ward, trabalha para a Nasa e para a Universidade de Washington. Ele concedeu elucidativa entrevista a “Veja” sobre a matéria.

Ward escreveu o livro The Medea Hypothesis (A Hipótese Medeia), onde contesta a “hipótese Gaia”, versão Nova Era do velho mito, criada pelo inglês James Lovelock.

Eis excertos da entrevista:

‒ Veja: o discurso ambientalista de o homem “retornar à natureza” faz sentido?

‒ Ward: A utopia do retorno a um mundo mais simples, mais primitivo, mais natural, aponta na direção errada, tanto por motivos práticos quanto por motivos teóricos.

Num mundo com 6 bilhões de habitantes, não poderemos abrir mão das conquistas de nossa civilização tecnológica se quisermos cuidar de doenças e produzir alimentos em larga escala, para ficar nas necessidades mais básicas.

A civilização pré-industrial dos sonhos ambientalistas resultaria, muito rapidamente, em fome global. A fome acarretaria guerras e há poucas coisas feitas pelo homem mais devastadoras para o ambiente do que a guerra.

Esse é um dos motivos por que os “verdes” deveriam deixar de lado sua aversão à tecnologia, e considerá-la uma aliada.

Mas há outra razão para abandonarmos a tese do retorno ao primitivismo. A história do planeta mostra o contrário: a vida está sempre conspirando contra si própria, está sempre no caminho da autodestruição.

Cabe a nós, humanos, refrear essa tendência, mais uma vez, por meio de nossa inteligência e da tecnologia.

‒ Veja: A natureza não é uma mãe bondosa?

Ward: Ao contrário do que propõe uma das teorias mais difundidas nos últimos quarenta anos, a famosa hipótese Gaia, a mãe natureza não cuidará de nós eternamente se apenas voltarmos ao seu seio.

Gaia é uma referência à deusa Terra na mitologia grega, cujo nome também pode ser traduzido como “boa mãe”. A hipótese tem duas versões. Uma diz que os seres vivos colaboram entre si para manter as condições ambientais dentro de parâmetros compatíveis com a manutenção da vida.

A outra, mais radical, afirma que os organismos não apenas estão programados para manter os padrões de “habitabilidade” da Terra, como ainda conseguiriam melhorar a química da atmosfera e dos oceanos.



Essas duas versões da hipótese Gaia estão totalmente erradas.

Tomados em conjunto, os organismos existentes na Terra interagem com o ambiente de tal maneira que, a longo prazo, a vida tende a desaparecer. A natureza se comporta como Medeia, a mãe impiedosa que, na mitologia grega, mata os próprios filhos.


Desejaria receber atualizações do blog "Verde: a cor nova do comunismo" gratis no meu Email

Um comentário:

Obrigado pelo comentário! Escreva sempre. Este blog se reserva o direito de moderação dos comentários de acordo com sua idoneidade e teor. Este blog não faz seus necessariamente os comentários e opiniões dos comentaristas. Não serão publicados comentários que contenham linguagem vulgar ou desrespeitosa.