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domingo, 20 de janeiro de 2013

A França poderia ser um Qatar do gás de xisto, mas socialistas e ecologistas a impedem

Jazidas de gás de xiso na Europa e reservas estimadas: a França e a Polônia têm mais

A França é para o “gás de xisto o que o Qatar é para o petróleo”, defendeu o ex-primeiro ministro socialista francês Michel Rocard.

E ainda disse para seus colegas do governo socialista que, por isso mesmo, “a França é abençoada pelos deuses”, noticiou o site da TV do governo FranceTV.info.


Porém, o fanatismo ambientalista que tomou conta desse partido estatista e anticapitalista pode fazer que a França não só não aproveite esse potencial, mas que pura e simplesmente proíba explorá-lo.

Rocard criticou a decisão do governo Hollande de desaprovar a retomada das pesquisas para a exploração desse gás, preconizada por relatório de peritos.

Delphine Batho, ministra socialista da Ecologia e Energia  mantém a proibição de explorar
Delphine Batho, ministra socialista da Ecologia e Energia
mantém a proibição de explorar
O problema é estratégico.

A França tem muito pouco petróleo e gás, sendo obrigada a importar ingentes volumes, ou do mundo árabe ou da Rússia.

Além disso, recorre maciçamente a usinas nucleares para atender a 70% de suas necessidades de eletricidade.

Mas o ecologismo radical enquistado no Partido Verde, um aliado do governo Hollande, e nas próprias fileiras socialistas preconiza o fim das usinas nucleares, pondo o país entre a espada e a parede.

Além do mais, sobre o gás e o petróleo russo e árabe pendem espadas de Dâmocles, que independem da nação francesa e que podem levá-la a um estrangulamento energético num momento inesperado, por razões que nada têm a ver com ela.

O gás de xisto daria à França a independência energética indispensável a um país soberano e a uma grande economia.


Além de socialista histórico, Rocard é também ecologista. “Muito ecologista” – corrige – mas não fanático. Sobretudo quer conservar a sensatez. Por isso, seu testemunho é respeitado.

Verdes manifestam em Figeac contra o gás de xisto
Verdes manifestam em Figeac contra o gás de xisto

“Sobre esta questão, eu me abstive de falar durante muito tempo, pois sou muito ecologista. Porém, nada li que seja completamente convincente” contra as jazidas de xisto, explicou em entrevista ao diário “Le Monde” de Paris.

Rocard deplorou a existência de um “fantasma”, que age como um recalque similar às reações histéricas contra as sementes geneticamente modificadas.

Fanatismo verde deixa a França de joelhos face à Rússia e aos árabes
Fanatismo verde deixa a França de joelhos face à Rússia e aos árabes
“Quando se sabe que o gás de Lacq é extraído por ffraturamento hidráulico, sem danos ao local, a gente fica se interrogando. (...) Na Europa, a França seria para o gás de xisto o que o Qatar é para o petróleo. Podemos recusar? Eu acho que não”, explicou.

Bastou que o ministro de Recuperação produtiva, Arnaud Montebourg, afirmasse ter “refletido” sobre a exploração do gás de xisto, que Jean-Vincent Placé, presidente do grupo ecologista no Senado, denunciasse que “uma virada do governo seria uma violação absoluta do acordo passado entre o os partidos Socialista e Europe Ecologie-Les Verts”.

Proibido pensar!

Placé ameaçou, dizendo que se o primeiro-ministro continuar se abrindo ao gás de xisto “acontecerá uma grande ruptura na aliança de governo com os ecologistas”.

De momento, atendendo às exigências dos fanáticos verdes, seus aliados, o presidente Hollande recusa a exploração de jazidas de xisto.



Um comentário:

  1. No Brasil temos um caso semelhante a este. Trata-se das enormes reservas de carvão mineral existentes em Santa Catarina e, principalmente, no Rio Grande do Sul. O carvão do RS, por estar na superfície do solo, é extraido com simples retro-escavadeiras ou tratores com pás mecânicas, dispensando a escavação de minas profundas. Entretanto, apoiada pela ideologia ambientalista, gente de má vontade frequentemente vem divulgando campanhas contra o uso desta fonte de energia que, com as técnicas modernas, facilmente cobriria a velha deficiência do sistema elétrico nacional. Nunca é tarde para lembrar que o carvão, apesar da papagaiada promovida pelo ambientalismo sobre "danos" causados ao ambiente (o petróleo não causa o mesmo efeito?), continua sendo uma das maiores, senão a maior fonte de energia em uso no mundo. Menos no Brasil, é claro, que sendo um país rico pode dispensá-lo.

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