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domingo, 5 de junho de 2016

Chef vegano recusado
pelos pobres das ruas de Bolonha!

Chef vegano Simone Salvini endeusado pelos 'famosos' foi rejeitado pelos pobres.
Chef vegano Simone Salvini endeusado pelos 'famosos' foi rejeitado pelos pobres.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Os pobres moradores de rua que se reúnem diante do Instituto Antoniano de Bolonha, Itália, regido pelos frades franciscanos, mostraram seu descontentamento com a qualidade dos pratos que lhes foram oferecidos recentemente.

Já somos muito pobres, diziam, comemos pouco e mal, antes nos davam frango assado e churrasco para podermos suportar as noites de frio. Mas, agora, o que estão nos dando: umas saladinhas bem condimentadas?

No centro da polêmica está o chef vegano (vegetariano) Simone Salvini, que foi cozinhar para os miseráveis da cidade, sendo coberto de críticas por eles.

O vegetarianismo, ou veganismo, é uma espécie de religião para o jet-set e os adoradores das modas, sobretudo das mais caras.

No atual pontificado, sob o pretexto de pobreza e de abertura para situações moralmente anômalas, eclesiásticos na moda encontraram a estrada livre para se aprofundar em mundos até agora desaconselhados pelos costumes tradicionais e até pela moral católica.



Mas quem sentiu a desordem na pele foram os poveracci e os indigentes de Bolonha, que nada têm a ver com essa revolução religiosa e cultural.

Os frades franciscanos chamaram o guru dos restaurantes veganos de alto custo para introduzir os necessitados na nova tendência do pontificado do Papa Francisco formulada na encíclica “Laudato Si’”.

Segundo o blog a “Nuova Bussola Quotidiana”, os frades de novo estilo parecem ter raciocinado assim: “Posto que eles não têm nada, por certo não vão recusar.

“Além do mais, com todas as celebridades da música, do esporte e do escândalo que aparecem lado a lado com o Papa Francisco, esses miseráveis com certeza se darão por bem alimentados, e terão até a tão procurada cobertura midiática”.

Pobres e sem-teto das ruas de Bolonha reprovaram a comida ecologicamente correta.
Pobres e sem-teto das ruas de Bolonha reprovaram a comida ecologicamente correta.
Mas as crônicas dos grandes jornais, como o “Corriere della Sera”, saíram cheias de comentários de pobres radicalmente opostos aos do jet-set midiático-eclesiástico.

Eles se queixavam “daquele senhor” que na noite anterior só lhes tinha dado pimentões e salada para comer.

Por sua vez, o chef Salvini falou de sua proeza para o próprio “Corriere della Sera”, vangloriando-se da entusiástica aprovação que teriam dado, segundo ele, os pobres da rua, salvo exceções.

Mas o jornal só ouviu lamentações: “Queremos carne. Estamos voltando para a rua, dormimos no relento e precisamos de carne”.

Repolho e rabanetes poderão ser muito bem apresentados e comemorados como obras de arte por ricos, snobs, modelos, esportistas e cultuadores da linha, além dos eclesiásticos miserabilistas e politicamente corretos que engrossaram as fileiras da “última palavra”.

Mas quem frequenta a mesa dos pobres pode ouvir contar dramas e abismos de solidão e desespero que uma folha de espinafre com molho de cenoura não os farão esquecer.

O pobre também tem bom senso. E talvez muito mais que os “famosos” de roupa de grife ou do new look eclesiástico.

Na prática, os midiáticos franciscanos estavam promovendo uma iniciativa de “marketing” para promover o cozinheiro e sua firma, diz o site. E os pobres estavam sendo usados como cobaias de laboratório para uma revolução cultural verde e miserabilista.

Os marqueteiros dos produtos veganos ou crus aguardavam um sucesso de mercado e um retorno garantido, tudo regado com bastante água benta (sem sal) do novo franciscanismo linha “Laudato Si’”.

Não deu certo. A bem dizer, foi um procedimento que indigna as almas que conservam senso moral.

Nada, escreve a “Nuova Bussola Quotidiana”, consola tanto o caído na desgraça quanto o bifinho feito como o fazia sua mãe em casa, não uma vagem de nome exótico, mas aquele prato de nome caseiro que se comia em família.

Terão refletido nisto os frades jogados na onda “a la Francisco” do Instituo Antoniano?

Terão se recusado a prestar-se ao inexcusável jogo de business mascarado de sentimentos bons afins com o novo pontificado?

Os religiosos “pelos pobres” não parecem tão sensibilizados com a desgraça. Já anunciaram outro chef: Massimo Bottura, também ele um astro do jet-set gastronômico, mas esclarecem como consolação que “provavelmente vai pôr um pouco mais de carne”.

O objetivo, porém – observa a “Nuova Bussola Quotidiana” – parece ser o mesmo. A seita miserabilista disfarçada de verde procura a miséria para todos, até para os mais miseráveis.


4 comentários:

  1. Parabenizo o editor do blog pelo conteúdo! É possível disponibilizar e-mail para contato?

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    1. Tente: L.Dufaur@gmail.com

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  2. Não respeito nem comida Japonêsa, a qual acredito fazer parte da cultura daquele Povo, que dirá esses pimentões, alfaces, bla, bla, bla e etc,. como um modelo superior de alimentação.

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  3. Papa Francisco ta mais pra comunista...precisamos uma reforma moral na igreja católica.

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