Para atualizações gratis via email: DIGITE SEU EMAIL:

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Chefe-geral do monitoramento por satélite da Embrapa: “a agricultura é a salvação” para a Amazônia

Evaristo Eduardo de Miranda

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Uma confissão: no nosso blog estamos habituados ao realejo ecologista obsessivo contra o progresso e contra o Brasil, especialmente quando falam da Amazônia.

E o realejo comuno-tribalista e progressista "católico" girou até ensurdecer a propósito do Sínodo Pan-Amazônico de Roma, outubro 2019.

Mas qual foi nosso pasmo ao ver que já em 16 de setembro 2008 tínhamos publicado a excelente refutação a esses ideologizados e malevolentes sofismas ecologistas e "progressistas católicos".

Refutados, e a verdade do Brasil defendida, por um cientista com o domínio e conhecimento da matéria como é o Prof. Evaristo de Miranda.

Decidimos republicá-la como há 12 anos. 


Leiam, não tem desperdiço! 

Não há nada a mudar passados esses anos, e só há a cumprimentar ao Dr Evaristo pelo grande serviço prestado ao Brasil ameaçado pela ofensiva "verde" (por fora, porque por dentro é tão vermelha como nos tempos de Marx e Stalin, ou de Teilhard de Chardin e da Teologia da Libertação)


Evaristo Eduardo de Miranda, chefe-geral da unidade de monitoramento por satélite da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), defendeu a tecnologia (inclusive os transgênicos) para garantir o abastecimento mundial de alimentos e evoluir na produção de biocombustíveis, em entrevista para National Geographic Brasil. A matéria se encontra no site EvaristodeMiranda.com.br.

Miranda não aceita que a mídia – e até certos pesquisadores – tratem o Brasil como o grande vilão do planeta com o pretexto do desmatamento na Amazônia.

“Somos o país que mais preserva florestas nativas, com a matriz energética mais limpa, o que menos emite CO2 por quilômetro quadrado e por habitante”, disse.



“Se a agricultura ainda emite gases de efeito estufa, sobretudo em regiões primitivas e pouco tecnificadas, nas terras do agronegócio ela é solução para o aquecimento global. Sobretudo no caso do Brasil” explicou ele.

Sobre a cana afirmou: “a cana é uma planta extraordinária. O açúcar e o álcool são feitos basicamente de carbono, hidrogênio e oxigênio com a energia solar.

“A cana retira esses produtos do ar, e é um cultivo que não esgota a terra, como muita gente pensa. É uma cultura que fica no campo por seis anos.

“Isso é sinônimo de proteção ao solo, por causa de sua grande massa verde e suas raízes profundas. (...)

“Não fosse a alternativa do álcool, a qualidade do ar dos grandes centros urbanos brasileiros estaria insuportável, muito pior do que hoje. E não é só. Em parte das usinas de cana do país, o bagaço é usado para gerar energia elétrica – uma fonte que já representa 4% dessa energia no Brasil”.



Amazônia legalNational Geographic Brasil: Não há risco de se fazer da Amazônia um imenso canavial, como muitos temem?

Não acredito nisso. Acho que a cana-de-açúcar tem potencial na região, sem nenhum risco para a floresta.  

“Outra lenda é a de que o solo da Amazônia está sendo degradado pelo plantio de soja, algodão e outros víveres. Para ter uma ideia, só neste ano 39% da produção de soja do Brasil veio da Amazônia, além de 47% da de algodão e 20% da de grãos.

“A maior produtividade de soja do mundo está na Amazônia.”

National Geographic Brasil: Tudo isso o deixa entusiasmado?

Muito. Com tecnologia a agricultura brasileira não precisa crescer espacialmente nem desmatar, ao menos nos próximos 50 anos.

“Claro que isso não se aplica ao país inteiro. Em alguns lugares é preciso desmatar neste ano, como em certas regiões da Amazônia onde há famílias de agricultores instalados há 40 ou 50 anos.  

“Deve-se pensar que essas famílias crescem e têm direito a expandir seus negócios.

Acre, seringal Ribeirinho
Acre, seringal Ribeirinho
National Geographic Brasil: Isso é polêmico. Essas pessoas não poderiam viver do extrativismo de produtos regionais, como o açaí e o cupuaçu?

Elas não conseguem viver do extrativismo. Desafio alguém a provar o contrário. Quem vive do extrativismo, hoje, vive mal, com níveis de renda baixíssimos, sem assistência médica, além de isolado na floresta. (...) no geral, não é alternativa viável.”

National Geographic Brasil: O que é que o senhor pensa a respeito dos transgênicos?

Sou a favor da pesquisa e do avanço nessa área. Pouca gente sabe, mas toda a insulina encontrada hoje no Brasil é produzida por bactérias transgênicas, além de uma série de outros remédios. Muitos alimentos também estão sendo modificados para melhorar a sua qualidade nutricional.

“Com relação ao meio ambiente, se pegarmos o caso do Rio Grande do Sul e do Paraná, onde se planta soja transgênica há mais de dez anos, houve uma melhoria impressionante das condições ambientais. (...)

“Não só: a diminuição da emissão de CO2 também foi imensa. Quando se pulveriza o campo com pesticidas, é preciso passar várias vezes com o trator pelas plantações, queimando muito combustível. Sem contar que os defensivos agrícolas são produzidos com petróleo.”

National Geographic Brasil: Com relação à expansão da pecuária na Amazônia, o senhor também não vê problemas?

“Não. Assim como você e eu, os moradores da Amazônia também querem qualidade de vida. Por isso, em regiões como a da Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, o desmatamento chega a quase 40%.

“Os seringueiros sabem qual é o retorno de uma hora de trabalho no seringal e perceberam as vantagens de trabalhar com a pecuária. Esse fato faz com que em várias cidades do Acre os nativos e seus filhos possam tomar iogurte e comer queijo.

“O que para nós é um hábito trivial para eles é algo novo e bom, porque eles nunca tiveram essa possibilidade.  

“Que direito temos nós – que vivemos aqui no Sul, gostamos de consumir leite e picanha e somos altamente poluidores – de afirmar que um seringueiro no Acre não pode ter essas mesmas oportunidades de consumo ou melhorar sua renda? Há uma questão ética nisso tudo muito séria.

“Nós não estamos ouvindo o que o homem amazônico realmente quer para a vida dele e ditamos regras das quais ele talvez não queira aceitar seguir.”

Amazonia cobertura vegetalNational Geographic Brasil: Como o senhor vê o ambientalismo no Brasil hoje?

O ambientalismo não entendeu o conceito de desenvolvimento sustentável . (...)

“Acho também que  outra tendência perigosa é tratar o assunto de maneira apocalíptica. Só se preveem coisas ruins com as mudanças climáticas.

“É preciso trazer outros pontos de vista. Por exemplo, o desaparecimento da calota polar vai gerar uma economia de combustível inacreditável, porque vai encurtar caminhos na navegação. 

“É preciso lançar um pouco de racionalidade à questão, sobretudo quando se trata de hipótese inverificável. É curioso como os cientistas, senhores da razão e ateus, adotam nessa hora uma linguagem totalmente religiosa. 

“Eles falam de toda a teologia do fim dos tempos, das catástrofes, do homem vitimado e castigado com o dilúvio, como Noé”.


2 comentários:

  1. Me admiro ver alguém falar em aquecimento global, ou mudança climática depois de tantas evidências de que são uma invenção e esquerdopatas.

    ResponderExcluir
  2. Falando em aquecimento global, aqui no RS, agora em fevereiro/20, estamos com noites de 11º C. Está muito quente mesmo.

    ResponderExcluir

Obrigado pelo comentário! Escreva sempre. Este blog se reserva o direito de moderação dos comentários de acordo com sua idoneidade e teor. Este blog não faz seus necessariamente os comentários e opiniões dos comentaristas. Não serão publicados comentários que contenham linguagem vulgar ou desrespeitosa.