domingo, 25 de fevereiro de 2024

Ecologia que profetizava “idade de gelo” e trocou por “aquecimento global” faz rir

Alex Newman não precisou procurar demais para dar de frente com o universo de fraudes ambientalistas
Alex Newman não precisou procurar demais
para dar de frente com o universo de fraudes ambientalistas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Alex Newman, jornalista internacional, recolheu dados sobre a chamada crise climática e concluiu que se baseia numa fraude facilmente refutável.

Ele disse que basta olhar para os 50 anos de profecias dos ativistas climáticos que não deram certo.

“Cada uma de suas previsões superestimou enormemente o que aconteceria com as temperaturas”, mostrou na Deposit of Faith Coalition em Baltimore, num discurso intitulado “Fomentando o medo e as mentiras climáticas: uma receita para a tirania” citada por “Church Militant”.

Ele mencionou algumas das previsões apocalípticas dos alarmistas climáticos nos últimos 50 anos.

No nosso blog temos publicado extensas compilações desses boatos desavergonhados. Cfr: A “maior mentira já contada”

Mas Alex Newman nos fornece mais alguns exemplos patenteando como os fabricantes de medo são inesgotáveis na produção de falsos a serviço de ideologias de esquerda:

Em 1970, espalhavam que vinha uma “era do gelo”, como escrevemos. O professor de ecologia da Universidade da Califórnia, Kenneth Watt, assustava em 1970:

“Se as tendências atuais continuarem, o mundo será cerca de quatro graus mais frio em relação à temperatura média global em 1990, mas 11 graus mais frio no ano 2000. Isso é cerca de duas vezes o que seria necessário para nos colocar em uma era glacial”.

De início, blefes e terrores climáticos anunciavam congelamento da Terra
De início, blefes e terrores climáticos anunciavam congelamento da Terra
Em 1971, o inesgotável espalhador de boatos Paul Ehrlich, professor da Universidade de Stanford e autor do livro genocida “The Population Bomb”, emitiu a sentença de morte para o Reino Unido:

“No ano 2000, o Reino Unido será simplesmente um pequeno grupo de ilhas empobrecidas, habitadas por cerca de 70 milhões de pessoas famintas.

“Se eu fosse um jogador, apostaria dinheiro que a Inglaterra não existirá no ano 2000 e pagaria dez por um que a vida do britânico médio seria de qualidade nitidamente inferior à que é hoje”.


A revista Newsweek, hoje reduzida ao formato digital, em 1975 trombeteava um apavorante “resfriamento global”.

Newman observou que uma das “soluções mais espetaculares” propostas pelos teóricos do resfriamento ecoada por Newsweek era “derreter a calota polar ártica cobrindo-a com fuligem preta”.

Mas em 1991, salientou Newman, por não se sabe qual cartola de mago oculto a narrativa terrificante mudou da era glacial para o “aquecimento global”.

A virada começou com uma publicação do Clube de Roma, grupo de reflexão preocupado com a crise climática pago por milionários.

A fala do Clube, redigida por líderes de pensamento esquerdista, escreveu: “Para evitar os piores resultados, as emissões globais de carbono devem ser reduzidas para metade até 2030 e para zero até 2050 – uma tarefa sem precedentes que requer uma abordagem ousada e convincente”. Cfr.: Clube de Roma prognostica catástrofe planetária reeditando profecias falidas 

 

Em 2003, o Departamento de Defesa dos EUA imitando a cambalhota no relatório “Um Cenário Abrupto de Mudanças Climáticas e Suas Implicações para a Segurança Nacional dos Estados Unidos”, afirmou que a humanidade estava condenada.

Em 2015, a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA) financiou um estudo afirmando que metade dos glaciares estão a desaparecer com 1,5 graus de aquecimento.

Newman apontou a grande mídia como principal impulsionadora do alarmismo climático.

Em 2021, quase 500 importantes meios de comunicação social prometeram falar sempre em “emergência climática” em vez da mais neutra e menos assustadora “mudança climática”. Um golpe de fakes em massa.

Newman diz que os americanos, em geral, não acreditam na propaganda do pânico.

Segundo sondagem recente menos de metade dos americanos acreditam na fantasia das alterações climáticas provocadas pelo homem, apesar dos políticos todos hoje acreditam nela. Amanha mudando a onda, voltarão a mudar de ideia.

Pelas sondagens, os alarmistas estão perdendo o controle de seus blefes e recorreram a Google, por exemplo, para suprimir as informações objetivas e mandar suas informações apanicadoras para o topo das pesquisas.

Newman também notou que o alarmismo climático age como “uma nova religião”.

Na conferência COP27 das Nações Unidas de 2022 no Egipto, líderes de várias religiões se reuniram no Sinai, Londres e Jerusalém para “se arrependerem” dos seus pecados climáticos e revelarem um adendo aos Dez Mandamentos.

Newman afirma que o acréscimo é “contrário ao cristianismo, à doutrina católica [e] à Bíblia”.

Newman apontou para a imoralidade dos alarmistas que usam o medo para manipular a liberdade individual.

“Aterrorizar as pessoas sobre as suas emissões de carbono é perverso e precisa parar”, diz ele.




domingo, 18 de fevereiro de 2024

Clube de Roma prognostica catástrofe planetária reeditando profecias falidas

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Clube de Roma ganhou notoriedade apresentando há 40 anos o panfleto intitulado “Os limites do crescimento” que previa um efeito catastrófico terminal da poluição sobre o meio ambiente, como lembrou a “Deutsche Welle”.

Mas, como não se efetivavam os apocalipses que prenunciava publicou atualizações, que foram também espantosamente frustras.

Suas previsões todas se revelaram calamitosamente erradas, mas alimentaram o catastrofismo anti-civilizatorio universal.

Fundado em 1968, o Clube de Roma ficou composto por mais de 100 pessoas ilustres de 30 países, entre os que estavam o falecido ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, o empresário norte-americano George Mitchell, a rainha Beatriz da Holanda e o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso.

Esta coorte de augures de desgraças não perdeu a cara e agora reinicia o ataque de pânicos ambientalistas.

E profetiza uma atualização também catastrofista segundo a qual as mudanças climáticas se intensificarão na segunda metade do século XXI, provocando muito sofrimento no planeta.

Para isso pagou um conjunto de pesquisadores com a missão previamente concertada de produzir o relatório “2052: Uma previsão global para os próximos 40 anos”, apresentado em Roterdã.

“A humanidade exauriu os recursos da Terra e nós vamos vivenciar colapsos locais em alguns casos, mesmo antes de 2052”, afirmou o coordenador do estudo, o norueguês Jorgen Randers.

“Todos os anos, produzimos duas vezes mais gases de efeito estufa do que aquilo que florestas e mares conseguem absorver”, advertiu para espalhar o pânico desejado.

As regiões com maior risco de secas são as áreas centrais dos EUA, o leste Europeu, o norte da África e a Amazônia, disse com evidente desconhecimento no que se refere à Amazônia. Veja-se o artigo do renomeado Dr. Evaristo de Miranda em .

Mas o bem-pago “Hitchcock” do Clube de Roma foi mais longe na catarata de terrores.

“O nível do mar deverá subir meio metro, o gelo do Ártico deve desaparecer no verão e as novas condições do clima atingirão a agricultura e o turismo”, disse Randers.

Furacões mais intensos e o aumento de doenças transmitidas por água contaminada também fizeram parte das previsões.

A emissão de gases estufa deve atingir seu ápice em 2030 – muito tarde para limitar o aumento da temperatura terrestre em até 2ºC, algo ainda considerado aceitável.

Segundo ele, há especialistas que preveem que até 2080 a temperatura global suba 2,8 graus centígrados, o que poderá desencadear graves problemas climáticos.


O secretário-geral do Clube de Roma, Ian Johnson, alerta que os ganhos econômicos não mais justificam os danos causados ao meio ambiente. “Continuar fazendo ‘business as usual’ não é a opção correta se quisermos que nossos netos vivam em um planeta sustentável e justo”.

O estudo de 374 páginas afirma que os EUA irão lentamente “deslizar para um papel secundário” no cenário global porque seus governantes não fazem o que o Clube de Roma profetiza.

Paul Shrivastava, co-presidente do Clube de Roma A Terra não acabou em 1980, mas sim em 2052
Paul Shrivastava, co-presidente do Clube de Roma:
A Terra não acabou em 1980, mas sim em 2052. Mas outra profecia pifia?
Como é de praxe no ecologismo todas as esperanças foram depositadas na China marxista que, embora não respeite em nada o “Das Kapital” verde é saudada como futura principal força motriz do planeta.

O Clube de Roma comemora através de seu porta-voz o fato do comunismo pequinês ser “autoritário” é algo positivo para tomar as decisões sem ser eventualmente impedido por um processo democrático (sic!!!).

Assim, a ditadura maoista é uma esperança que “ajudará a China a se movimentar mais rapidamente” do que os países livres.

Mais um horror incluído nestas previsões de morte foi a comemoração da diminuição da humanidade.

Segundo Randers, a população da Terra após atingir um pico de 8,1 bilhões em 2040 deve começar a cair, mas a população de pobres no planeta em 2052 seria de 3 bilhões de pessoas.

Na maioria dos países, a expectativa de vida deve ultrapassar os 75 anos de idade, graças especialmente a melhores sistemas públicos de saúde.

O relatório torce para por um freio no crescimento do PIB mundial embora a economia mundial deve duplicar em volume até 2050.

Após a recitação do mantra de previsões sinistras, Randers sugeriu se mudar para um lugar com menor exposição a variações climáticas, como a Europa Central, procurar um emprego na área de energia eficiente e incentivar seus filhos a aprender mandarim.

Faltou acrescentar o estudo do Livro Vermelho de Mao Tsé Tung (tal vez acrescido do “Livro Vermelho” do IPCC em mandarim), afixando tal vez no quarto uma grande foto de Xi Jinping, enquanto não vier outro ditador pior.



domingo, 11 de fevereiro de 2024

Na COP 28 a pecuária foi proclamada heroina contra o CO2! E 'verdes' tamparam os ouvidos

Se se quer diminuir o CO2. a pecuária deveria ser apresentada como heroína
Se se quer diminuir o CO2. a pecuária deveria ser apresentada como heroína
Luis Dufaur
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É errôneo tratar da pecuária como fator de aquecimento global e acelerador das alterações climáticas, segundo documento apresentado na COP 28, realizada no Dubai, por um instituto que representa o continente americano, publicou “La Nación”.

O trabalho, elaborado pelo acadêmico argentino Ernesto Viglizzo, foi apresentado pelo Instituto Interamericano de Cooperação Agrícola (IICA), na cidade dos Emirados Árabes Unidos, perante ministros da região e outras personalidades.

Basicamente, aponta ser errôneo acumular a emissão de gases da pecuária com a do transporte, indústria e comércio de carne.

O documento contraria as distorções ambientalistas afirmando que: “um pecuarista não pode arcar com emissões que não dependem estritamente de suas atividades, mas de outros setores”.

Participaram da apresentação do documento na COP-28 o Ministro da Pecuária do Uruguai, Fernando Mattos; a Secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativas do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, Renata Miranda, e o Diretor Geral do IICA, Manuel Otero, entre outros.

O ministro uruguaio destacou a injustiça que está sendo cometida: “nas últimas décadas temos sido vítimas de ataques muito prejudiciais à imagem do setor agrícola, tentando nos responsabilizar como um dos maiores causadores das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

“Mas é o único sector produtivo da economia que é essencial para a segurança alimentar e deve ser interpretado pelo que é: um sector que captura carbono”.

Portanto, a pecuária deveria ser elogiada por diminui a percentagem de CO2 na atmosfera.

Pastando, o boi ajuda a 'descarbonizar' a atmosfera, mas os ecologistas odeiam a carne
Pastando, o boi ajuda a 'descarbonizar' a atmosfera, mas os ecologistas odeiam a carne
Se for verdadeira, a lógica ambientalista deveria tratar o boi como um herói pelo beneficio que produz o consumo incessante de pasto que por sua vez absorve o carbono.

Mas acontece o contrário se evidenciando o facciosismo ideológico ecologista.

Mattos acrescentou que “somos essenciais para a segurança alimentar mundial e devemos continuar a insistir que devem estar disponíveis fundos para ajudar a adaptação dos rebanhos nos países que sofrem os maiores efeitos da variabilidade climática”.

Em termos simples a propaganda ambientalista contra a pecuária multiplicará a fome entre os humanos.

Otero lembrou que a pecuária representa metade do PIB agrícola da América Latina e do Caribe e que gera divisas de 23 bilhões de dólares com a carne, além de outros 3 bilhões com laticínios.

“A pecuária na região tem feito progressos importantes para desenvolver sistemas sustentáveis, com estratégias para reduzir os impactos na água, no solo e nas emissões, incluindo o desenvolvimento tecnológico e a adoção de boas práticas”, afirmou.

No trabalho, Viglizzo explica que se estudando seriamente as emissões produzidas pelo gado, “seria fácil verificar que seu impacto no clima global é muito inferior ao estimado”.

“Atualmente este valor não ultrapassa 5% das emissões globais e tende a diminuir percentualmente quando comparado com as emissões de carbono de todos os setores da economia e da sociedade”.

Viglizzo se referia a trabalhos anteriores que atribuíam 14% das emissões de CO2 à pecuária.

Gado na Argentina. Ecologistas deveriam se regozijar vendo fotos como esta
Gado na Argentina. Ecologistas deveriam se regozijar vendo fotos como esta
O impacto global é ainda nas Américas, “porque predominam os sistemas pastoris, que compensam, no todo ou em parte, as emissões de carbono da pecuária através da fotossíntese” que o pasto faz naturalmente para crescer continuadamente sendo consumido constantemente pelo gado.

Os países americanos iniciaram processos de transição para “modelos de desenvolvimento pecuário de baixo carbono”.

“Neste contexto, o carbono capturado deve ser creditado como uma mercadoria transacionável, como carne, leite, grãos”, merecendo “créditos por estes resultados”.

Outro ponto que esvazia a agitação ecologista “a emissão de metano, gás com efeito de estufa predominante na pecuária, tem um tempo médio de residência na atmosfera de cerca de 11,8 anos, muito inferior ao tempo de residência do CO2, que se estima ser cerca de mil anos.”

O estudo analisou as tecnologias novas que já estão sendo aplicados na pecuária e, que permitem capturar dezenas de milhares de milhões de carbono anualmente e gerar saldos positivos que beneficiariam todas as cadeias agroalimentares”, acrescentou o IICA.



domingo, 28 de janeiro de 2024

O gelo da Antártica cresceu entre 2009 e 2019

Aumentou em 5.000 km2 o gelo antártico em 10 anos
Aumentou em 5.000 km2 o gelo antártico em 10 anos
Luis Dufaur
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A grande mídia espalha gratuitos temores apocalípticos, ou quase tanto, de um derretimento dos polos em andamento que aumentaria o nível do mar com consequências devastadoras para a humanidade sobre a Terra, observou “El Debate”.

Para isso argui estudos científicos que apontariam grandes massas de gelo desmanchando de modo alarmante por causa das mudanças climáticas provocadas pelo homem.

Porém, para muitos categorizados cientistas e organismos internacionais criados para acompanhar os referidos fenômenos, nesses temores não há mais do que sensacionalismo publicitário e manipulação ideológica de fundo socialista-comunista.

Porém estas categorizadas vozes são banidas dos espaços midiáticos que dedicam seus espaços sem cessar ao realejo dos pânicos aterrorizadores.

Um dos tantos estudos recentes elaborados pela ciência objetiva de alto nível corre análogo risco de ser sabotado.

Trata-se de um trabalho publicado pela União Europeia de Geociências (EGU) e assinado por três investigadores das universidades de Leeds (Reino Unido) e Minnesota (EUA).

Ele documenta que a plataforma de gelo da Antártida cresceu 5.304 quilômetros quadrados no período que vai de 2009 a 2019.

Desmente assim os temores de um derretimento da máxima concentração de gelo da Terra, a Antártica, que faria desparecer a terra habitável junto aos oceanos.

Isso, aliás, só acontece, além da mídia sensacionalista, em muitos vídeos de qualidade barata que proliferam em Youtube e redes sociais

Os autores do trabalho da União Europeia de Geociências (EGU) denunciam que, nos últimos 50 anos, as observações por satélite mostram que as plataformas de gelo colapsam, estreitam-se e recuam cicclicamente cada ano por efeito a mudança das estações.

Só essa evidência, conhecida há séculos pelos marinheiros e acompanhada pela ciência desde que há equipamentos de medição apropriados, é suficiente para fazer refletir os fabricantes de terrores ambientalistas.

Acresce que, diz a EGU, até o momento “há poucas medições da mudança na área da plataforma de gelo em toda a Antártica”, fato suficiente para evitar o espalhafato e falar com cautela. Mas essa não serve para o sensacionalismo.

Os dados de satélite MODIS (Espectrorradiômetro de Imagem de Resolução Moderada) para medir as mudanças na área de 34 plataformas de gelo na Antártica revelaram desde 2009 até 2019 resultados diametralmente contrários aos relatórios alarmistas, ou meros blefes jornalísticos.

Mudanças na superfície do gelo na Antártica oriental e ocidental
Mudanças na superfície do gelo na Antártica oriental e ocidental
Os satélites registraram que na última década, a redução da área de gelo da Península Antártica foi de 6.693 quilômetros quadrados e na Antártida Ocidental atingiu 5.563 km².

Porém essa perda foi compensada pelo crescimento de 3.532 quilômetros quadrados da área de gelo na Antártica Oriental, e o aumento de 14.028 km² das grandes plataformas de gelo de Ross e Ronne-Filchner.

O maior recuo foi observado na plataforma de gelo Larsen C, onde 5.917 km² de gelo foram perdidos durante um único evento de desprendimento em 2017.

Por sua vez, o maior aumento foi observado na plataforma de gelo Ronne, na Antártida Oriental, onde um avanço gradual em comparação com a última década ganhou 5.889 km² de 2009 a 2019.

Somando e restando, a área da plataforma de gelo da Antártica cresceu 5.305 km² desde 2009, com a área de 18 plataformas de gelo recuando e 16 plataformas de gelo crescendo.

Este é um fato conhecido e relatado pelos primeiros exploradores do continente branco que, obviamente, não possuíam a tecnologia atual, mas constatavam a oscilação da superfície gelada com seus próprios olhos.

Os investigadores do EGU sublinham que os dados da medição cientifica demonstram “a importância de usar observações que variam no tempo para medir a mudança”.

O seu trabalho mostrou que as plataformas de gelo da Antártida ganharam 661 gigatoneladas de massa durante a última década, concluem.

O que não se pode fazer, mas fazem os alarmistas ideologicamente orientados contra a civilização moderna, é escolher apenas um momento de perda substancial de gelo para justificar seus exageros verdes por fora e vermelhos por dentro.

Infelizmente tememos que mais uma vez a subversão ecologista não dará a devida importância a este estudo e continuará fechando os olhos à ciência objetiva que desmente boatos aterrorizadores contrários, a priori, à ordem civilizada.


domingo, 14 de janeiro de 2024

A “maior mentira já contada”

Luis Dufaur
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Pânicos ambientalistas


















































































































































domingo, 10 de dezembro de 2023

Blefes ambientalistas com seca cíclica na Amazônia

Dr. Evaristo de Miranda
Dr. Evaristo de Miranda
Luis Dufaur
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A seca de 2023 na região amazônica foi explorada pela mídia alarmista como sinal do aquecimento global e outros pânicos... até que choveu.

A grande seca havida é atribuível ao fenômeno denominado El Niño, que ainda vai trazer outros efeitos nestes anos, explica o Dr. Evaristo de Miranda. 

Mas isto não tem nada de novo e é exagero palmar liga-lo aos corriqueiros pânicos artificiais tão do gosto do ambientalismo.

O Dr. Evaristo de Miranda, de grande trajetória no ambiente científico nacional no Brasil, particularmente na cúpula da EMBRAPA, desfez esses blefes ecologistas em extenso artigo para a “Revista Oeste” da qual extraímos parágrafos.

Em 1926, explica, aconteceu seca análoga pelas mesmas causas e a ninguém ocorreu que fosse culpa dos homens, do agronegócio ou do desmatamento, ou qualquer outro pretexto ideológico, pois nada disso nem mesmo existia.

A seca na bacia amazônica só teve uma responsabilidade: o fenômeno climático El Niño que não depende dos homens.

“Cem anos ou quase passaram. Em 1926, rios, igarapés e lagos amazônicos baixaram e secaram.

“Ribeirinhos caminhavam por rios e lagos onde antes navegavam e pescavam com pirogas.

“Barcos e casas flutuantes ficaram encalhados nas margens a mais de um quilômetro da água corrente dos Rios Negro, Solimões e Amazonas.

“O nível do Rio Amazonas baixou ao menor valor já registrado em Manaus até hoje!

“Em 1926, a onipotência humana ainda não tinha dimensões amazônicas.

“Ninguém se sentia capaz de secar o Amazonas, destruir o planeta ou muito menos realizar sua salvação.

Ninguém culpou o desmatamento da Amazônia. A seca de 1926 na bacia amazônica tinha um “responsável”, o fenômeno climático El Niño.

“Sem chuvas, as matas dos igapós pareciam de terra firme. A mortandade de peixes foi grande, para alegria de muitas aves.

“Em Rondônia, na Cachoeira de Santo Antônio, podia-se quase atravessar o Rio Madeira sobre as rochas.

“Em Manaus, casas sobre palafitas ficaram em terra seca. Imensas ilhas e praias de areia surgiram nos rios.

Navio encalhado no Rio Solimões
Navio encalhado no leito seco do Rio Solimões
“Há séculos é assim, a cada três ou quatro anos, com maior ou menor intensidade. Não se assuste com imagens midiáticas.

“El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico de ocorrência no Pacífico Equatorial, há milhares de anos.

“As águas ficam com temperaturas superiores à condição média histórica.

“Essa mudança acarreta efeitos globais nos padrões de circulação atmosférica, transporte de umidade, temperatura e precipitação, diferenciados em várias partes do planeta.

“A concentração de águas oceânicas mais quentes nas costas do Peru reduz os cardumes e prejudica a pesca.

“Por ocorrer no tempo do Advento do Natal, os pescadores, há séculos, deram ao fenômeno um nome associado ao do Menino Jesus.

“Era um sinal. Um direito trabalhista: El Niño desejava vê-los descansar e passar mais tempo com suas famílias no Advento do Senhor.

“Em muitas questões climáticas, como no El Niño, as narrativas do perene consórcio da mídia e seus “especialistas” apresentam como excepcionais eventos absolutamente normais. E tentam impor comportamentos e teses anormais à sociedade, como se normais fossem.

“Ano chuvoso ou seco, quente ou mais frio, sempre favorece algumas culturas e prejudica outras. Não existe clima ideal simultaneamente para todas as atividades agropecuárias

“O leitor não se assuste com narrativas climáticas catastrofistas. Nos últimos cem anos, foram contabilizados 27 episódios de El Niño de intensidades variadas.

“O fenômeno pode durar um ano, dois e até três. Foram 54 anos sob influência do El Niño, em um século, desde 1923!

“Nada de excepcional neste advento do El Niño, ao contrário do assinalado por parte da mídia apocalíptica e seus habituais “especialistas”, em tom de terrorismo climático.

“Os registros temporais do El Niño alcançam um século e meio, com vários tipos e consequências. Quem tiver paciência pode ler e constatar as durações e intensidades: 2018-2019, fraca; 2014-2016, forte; 2009-2010, moderada; 2006-2007, forte; 2004-2005, fraca; 2002-2003, moderada; 1997-1998, forte; 1994-1995, moderada; 1990-1993, forte; 1986-1988, moderada; 1982-1983, forte; 1979-1980, fraca; 1977-1978, fraca; 1976-1977, fraca; 1972-1973, forte; 1968-1970, moderada; 1965-1966, moderada; 1963, fraca; 1957-1959, forte; 1953, fraca; 1951, fraca; 1946-1947, moderada; 1939-1941, forte; 1932, moderada; 1925-1926, forte; 1923, moderada; 1918-1919, forte; 1913-1914, moderada; 1911-1912, forte; 1905-1906, forte; 1902-1903, forte; 1899, forte; 1896-1897, forte; 1888-1889, moderada; e 1877-1878, forte.


“Qual será a intensidade e a duração do El Niño 2023-2024? Ninguém sabe. Houve uma dezena de eventos de forte intensidade em cem anos.

Seca do Rio Negro, em Manaus, atingiu nível mais baixo da história
Seca do Rio Negro, em Manaus, atingiu nível mais baixo da história
“O último ocorreu entre 2014 e 2016. Na Amazônia, o nível do Rio Negro baixou mais de 7 metros, apenas em outubro de 2015.

“Dada a dificuldade de locomoção, as aulas foram suspensas para mais de três mil alunos de 29 escolas de Manaus. A capital enfrentou por mais de 20 dias a fumaça de mais de 11 mil focos de queimadas na Amazônia.

“Com a queda na vazão dos principais rios amazônicos, as usinas hidrelétricas paralisaram turbinas e operaram em níveis de geração muito baixos. Prefeituras distribuíram água com caminhões-pipa, como em Paraopeba, dada a seca nos reservatórios.

“Como neste ano [2023], em 2015 uma onda de calor, bem maior, atingiu o Centro-Oeste, o Sudeste, parte do Norte e do Nordeste entre setembro e outubro.

“Mais de 30 cidades com estações do INMET registraram temperaturas acima de 40 °C em 16 de outubro. Palmas registrou 42,1 °C nesse dia. E Manaus teve a sua maior temperatura em 90 anos: 38,9 °C, em 21 de setembro de 2015.

“Agora, a presença do enfant terrible do clima assanha jornais e editoriais: “El Niño ameaça a inflação e já preocupa o Banco Central”, anuncia o Valor Econômico.

“Mais um ponto na atribulada pauta de Roberto Campos Neto, o presidente do Banco Central. “El Niño deve virar Super El Niño e intensificar efeitos no clima no fim do ano”, vaticinam na CNN.

E o catastrofismo não se limita ao Brasil: “El Niño representa a maior ameaça em décadas para espécies vulneráveis em Galápagos”, avisa a agência AFP. Haja travessura.

Navegação do Rio Amazonas
Navegação do Rio Amazonas
“Para os Velhinhos do Restelo, apesar de todo o investimento em tecnologias, desta vez o agro não escapará das travessuras do “El Niño Travieso”.

“A safra brasileira será uma das mais prejudicadas do mundo pelo fenômeno climático El Niño, profetizam na mídia.

“Ano chuvoso ou seco, quente ou mais frio, sempre favorece algumas culturas e prejudica outras.

“Não existe clima ideal simultaneamente para todas as atividades agropecuárias.

“No Nordeste, irregularidade e falta de chuvas podem trazer prejuízos às culturas intensivas na região do Matopiba. Para tanto, o fenômeno deveria ser muito intenso desde já. E isso ainda não ocorre.

“Frustrações de safra de milho e feijão no semiárido trarão dificuldades aos pequenos agricultores do sertão. Ações estão previstas pelas autoridades?

“A mesma falta de chuvas favorece a irrigação no Vale do São Francisco e no semiárido. O excesso de chuvas entre 2021 e início de 2022 comprometeu 80% das safras de uva e de manga do primeiro semestre, com prejuízos estimados em R$ 60 milhões.

“Com as chuvas, as uvas incham e estouram. Na irrigação é dada a água em quantidade necessária para a parreira se desenvolver bem e produzir frutos de qualidade.

Rede de rios na Amazônia
Rede de rios na Amazônia
“El Niño é sinônimo de boas perspectivas para os grãos. Seus padrões de chuva e temperatura favorecem as regiões produtoras de soja e milho no Sul, Sudeste parte do Centro-Oeste.

“Sobretudo para o milho de segunda safra, produzido no inverno, com o aumento da umidade e a maior regularização das chuvas no Sul e no Sudeste. Algumas pragas, doenças e plantas daninhas terão o desenvolvimento favorecido pelo aumento da pluviosidade.

“Os produtores têm tecnologias para enfrentá-las, mesmo com mais gastos com defensivos. Mais chuvas no Sul e no Sudeste favorecem a produção e a permanência das pastagens, mesmo no inverno, com benefício à pecuária.

“Muita chuva, pode causar encharcamentos, prejudicar a cana-de-açúcar, o café e a operação de máquinas no campo. Muita umidade derruba a concentração de açúcar na cana, diminui a extração do caldo (etanol e açúcar) e dificulta colheita e transporte para moagem.

“Para comprometer a safra, o fenômeno precisaria ser muito intenso em 2023 e no início de 2024. Difícil.

“A menor das luzes sempre vence as trevas. Nestas noites, olhe para os céus e poderá enxergar uma chuva especial.

“Não de água, e sim de meteoros: as Oriônidas. Elas estendem-se entre quatro de outubro e 14 de novembro. O máximo é no 21 de outubro: a taxa zenital chega a 23 meteoros por hora.

“Não tem relação com mudanças climáticas. São apenas detritos deixados pelo cometa Halley, quando de sua passagem nestes pagos cósmicos.

“Torça por céu limpo e olhe em direção às Três Marias, o Cinturão de Órion, a partir das 22h45. Lindo de ver em áreas rurais, distantes de luzes urbanas, apagadoras de estrelas.

“Meteoros escrevem direito por linhas elípticas. Fenômeno mais regular e menos conhecido, comparado ao El Niño. E menos polêmico.

“Às trevas da criatura, responde a Noite da Transcendência (São João da Cruz). Atenção à crase (krâsis)”.

Assim fala a ciência, o bom senso, a experiência e a autêntica brasilidade. O Dr. Evaristo de Miranda está de parabéns. Veja a matéria em “Revista Oeste”

Infelizmente, nada disso está presente na agitada mídia alarmista ambientalista. Ela continuará a nos bombardear com seus blefes, como os bombardeios de Putin sobre a Ucrânia vitimada.