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domingo, 16 de março de 2025

Alimentação vegana autofágica e canibal?

Raúl Escuín não ve caanibalismo em comer 'morcilla' feita com seu sangue
Raúl Escuín não ve canibalismo em comer 'morcilla' feita com seu sangue
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Demencial vídeo numa rede social divulgou um ativista vegano espanhol, mencionando seu nome que omitimos, tirando sangue do braço para fazer chouriço com ele.

Ele frita cebolas em óleo de coco, acrescenta especiarias e arroz cozido até encher um tubo de filme plástico com a mistura. Frita a ‘morcilla’, ‘morcela’ ou chouriço de sangue, e a come.

A provocação propagandística revela o fundo infernal da revolução alimentar ecologista e/ou vegana. Pois é assim que o autor apresenta o chouriço canibal e antropofágico.

Autofagia elogiada por veganos
Autofagia elogiada por veganos
Segundo José Miguel Soriano de Castilllo, pesquisador da Universidade de Valência é correto descrever o chouriço canibal como vegano.

Em sua elaboração, nenhum animal sofre qualquer tipo de maltrato, enquanto que a pessoa que resolveu tirar seu sangue sofre um ligeiro incômodo.

Para driblar normas éticas ou legais, no preparo desse sádico chouriço humano, cada pessoa só pode comer o embutido feito com o próprio sangue.

Não há lei que impeça uma pessoa de lamber a própria ferida ou ingerir seus fluidos corporais. O sadismo da proposta toca nas morbosidades da missa negra.


domingo, 9 de março de 2025

Petrolíferas se “reconvertem” e abandonam “energias verdes”

Procura por carros elétricos, após surto de novidade, está tendo forte qoeda
Procura por carros elétricos, após surto de novidade, está tendo forte queda
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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As empresas de petróleo e gás há quatro anos assumiram compromissos espalhafatosos rumo à energia renovável.

Na época, a pandemia se instalava e as petrolíferas sofriam uma hemorragia de dinheiro, segundo consultora em energia Wood Mackenzie, citada por reportagem de “O Estado de S.Paulo”.

A energia renovável parecia um negócio melhor do que petróleo e gás e as empresas se reconvertiam às energias alternativas em troca de favores governamentais, créditos e descontos.

Porém em pouco tempo as ações das empresas de petróleo e gás que adotaram as energias eólica, solar e outras, como o carregamento de veículos elétricos caíram cerca de 19% em Londres.

O mercado renovou sua demanda por combustíveis fósseis e não ligou para os cientistas que falavam em riscos de ondas de calor mortais, incêndios florestais, secas, tempestades e extinção de espécies que soavam a exageros midiáticos.

A eleição de Donald Trump, que descreveu o aquecimento global como uma farsa, aumentou o otimismo pelo petróleo e pelo gás como combustíveis. Na Argentina, o aplaudido presidente Javier Milei lhe fez coro.

“O mercado tem enviado um sinal muito claro de que deseja que as empresas de energia se concentrem em suas competências essenciais”, disse Mark Viviano, sócio-gerente da Kimmeridge, uma empresa de investimentos em energia com sede em Denver e Nova York.

Em 2020, a BP se comprometeu a reduzir sua produção de petróleo e gás em 40% até o final da década. Menos de três anos depois, ela voltou atrás e retornou aos combustíveis fósseis.

Ford saiu na frente, mas logo renunciou diante das perdas
Ford saiu na frente, mas logo renunciou diante das perdas
A empresa deu baixa de US$ 1,1 bilhão (R$ 6,33 bilhões) em investimentos eólicos e quer vender outros ativos alternativos negativos.

A Shell suavizou ou descartou algumas de suas metas de redução de emissões, e reduziu as expectativas de crescimento de seu negócio de energia renovável.

Disse recentemente Wael Sawan, executivo-chefe da Shell, a analistas: “por isso, estamos nos afastando.”

Nos EUA, os investidores deixaram de questionar regularmente os executivos do setor de petróleo e gás sobre seus planos de transição energética.

E passaram a se concentrar em projetos com maior probabilidade de elevar os resultados financeiros em breve, vendo que haviam optado pelo mau caminho.

“Algumas pessoas se precipitaram e seguiram caminhos que acabaram sendo, eu diria, devastadores em seus resultados”, disse Toby Rice, executivo-chefe de uma produtora de gás natural de Pittsburgh, a EQT, em uma entrevista.

“Agora eles voltaram ao centro.”

domingo, 2 de março de 2025

Dramas lancinantes dos pobres atingidos pelas eólicas

Desinteresse e abandono das terras no Ceará
Desinteresse e abandono das terras no Ceará
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A ofensiva ambientalista que diz trazer progresso aos produtores agrícolas familiares mais pobres, horrorizou até a CUT promotora de uma reforma agrária socialista e confiscatória. 

Comentamos parte dessa impressionante informação em post anterior: Até a CUT denuncia danos das eólicas

Os danos generalizados que o ecologismo causa às populações mais necessitadas e mais pobres, até com o pretexto de lhes fornecer “energias alternativas” melhores que a do odiado “capitalismo privado”, agronegócio, puseram aos ativistas vermelhos em alerta contra algo pior: o ecologismo “verde”.

Entre as malfeitorias da reforma verde que supostamente traria uma melhor adequação dos pobres produtores rurais com a natureza se verificou sob diversas formas, segundo a reportagem do órgão coirmão do PT.

Entre eles o fato de não ter sido dado o alerta sobre as reais condições em que viveriam os agricultores ao aceitarem as condições e os contratos prometidos pelas empresas também não foi dado a agricultora de Bodó, Rita de Cássia.

Um procedimento inumano face a uma população pobre e não instruída sobre a verdadeira revolução ecologista.

Trabalhadores assentados da Baixa da Quixaba afetados pelas eólicas em São Bento do Norte (RN)
Trabalhadores assentados da Baixa da Quixaba
afetados pelas eólicas em São Bento do Norte (RN)
Todos nós, inocentes, sem conhecimento, caímos numa conversa bonita, que só tinha coisas boas para oferecer, desde a estrada, emprego, melhorias, tudo de melhorias.

Só que nada disso chegou para a gente, o que chegou foi muito prejuízo, diz Rita de Cássia Miranda dos Santos

A agricultora reclama que falta assistência aos moradores locais tanto por parte das empresas como dos órgãos governamentais.

“A gente gostaria que eles fizessem uma reunião, vissem a situação da gente, da nossa comunidade, e através de nossas queixas, do que a gente espera, fizessem algo de bom pra nós, algum benefício que recompensasse todos nós, já que a gente não pode fazer nada nesse parque, não pode sair daqui, a gente não tem o que fazer, mas eles poderiam nos ajudar em algo beneficente pra todo mundo”, diz Rita de Cássia.

“Não entendo porque vieram fazer os parques eólicos perto dos agricultores, que vivem da agricultura.

“Em tese deveriam pegar terras abandonadas, de gente que não vive da agricultura.

“O mais prejudicado é a gente; tem muita torre irregular, e eles ainda aproveitavam os acessos de estradas da gente.

“Para piorar a gente continua pagando caro pela energia, sem nenhuma contrapartida”, criticou Ernandes da Silva Ferreira para a reportagem da CUT.

Segundo ele, há anos os agricultores procuram ajuda, mas somente recentemente o Ministério Público começou a apurar as denúncias.

“Ninguém nos ouvia, era só falatório, perdemos renda e estamos em dificuldades financeiras. A gente precisa do sossego para produzir”, diz Ernandes.

Além dos prejuízos financeiros, a saúde das famílias também está prejudicada.

As eólicas devastam a saúde de comunidades e as esquerdas políticas pouco se interessam
As eólicas devastam a saúde de comunidades e as esquerdas políticas não se interessam
A esposa de Ernandes, grávida, teve pressão alta, problemas com a tiroide e não conseguia dormir.

O bebê nasceu e nos primeiros meses até dormia. Hoje com um ano e meio ele só dorme quando está muito cansado, mas acorda durante a noite devido ao barulho.

Por sua vez, Ernandes tem insônia, imunidade baixa e agravou seu problema de rim.

Rita de Cássia, diz que também não sabe o que é ter uma boa noite de sono há anos, prejudicando a sua saúde.

“A noite é muito zoada, durante o dia até que não incomoda muito não, mas à noite fica aquele barulho, aquela zoada. Desde esse parque foi instalado, eu não durmo a noite inteira, não consigo dormir que preste”, relata.

Francisca sofre do mesmo problema causado pelo barulho ensurdecedor e constante das torres de eólicas.

“Eu só durmo dopada, sofro com ansiedade.

“A gente fica perturbada mentalmente e eles não ligam para as pessoas.

"Quando misturam a comunidade com as eólicas acaba tudo em poeira, óleo soltando. Parece que querem acabar com as comunidades.

“Por isso estou trabalhando com grupos para buscarmos uma solução e evitar que se construam novos parques eólicas em assentamentos e comunidades”, conclui Francisca.


O impacto negativo é silenciado pelos 'salvadores do Planeta, políticos e esquerdas
O impacto negativo é silenciado pelos 'salvadores do Planeta,
políticos e esquerdas
Até para o extremo do espectro vermelho socialista a revolução ambientalista verde causa frémitos de horror pelos males provocados contra a população mais necessitada de apoio, e não de destruição de suas pobres produções, casas, famílias e sua saúde.


domingo, 23 de fevereiro de 2025

Até a CUT denuncia danos das eólicas

Eolicas arruinaram 90% da produção familiar em Rio Grande do Norte
Eólicas arruinaram 90% da produção familiar em Rio Grande do Norte
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Até a militante Central Única dos Trabalhadores (CUT) não teve outra opção que fosse denunciar os danos causados aos mais modestos trabalhadores por iniciativas do PT supostamente para benefício de pobres que hoje são vítimas desastradas. 

As eólicas destruíram, por exemplo, 90% da produção de alimentos de agricultores familiares no RN.

Numa série de reportagens sobre os impactos danosos dos parques eólicos junto à população vizinha, ao meio ambiente e à economia, o Portal CUT ouviu três agricultores familiares do Rio Grande do Norte, que tiveram suas vidas atingidas negativamente por esses equipamentos futuristas.

Todos foram categóricos em dizer que os parques eólicos só trouxeram prejuízos às suas economias, praticamente dizimando suas plantações e comprometeram a saúde deles e dos animais.

Os relatos desanimadores, escreve a CUT, mostram a tragédia que é a instalação das chamadas energias renováveis sem regulamentação nem explicações corretas às famílias enganadas com promessas de ganhos e desenvolvimento.

Na verdade, o rastro é de destruição de casas, do meio ambiente e da agricultura familiar.

Ernandes da Silva Ferreira, 38 anos, agricultor de Bodó (RN), cidade de 4.200 habitantes, produtor de caju, castanha, mandioca e pinha teve 90% da sua produção arrasada e sua criação de porcos, bois e galinhas deixou de dar crias, a partir da instalação dos parques eólicos.

O agricultor Alexandre da Silva (34), sofre problemas para dormir, de saúde e psicológicos
O agricultor Alexandre da Silva (34), sofre problemas para dormir, de saúde e psicológicos
Os animais precisam de sossego para terem uma boa gestação, mas com o barulho ensurdecedor das eólicas, a trepidação do solo provocada por elas e o tráfego de caminhões pesados em alta velocidade nas estradas de terras, isso se torna impossível.

O resultado são crias que não sobrevivem; outras nascem já mortas.

“As abelhas sumiram e com isso a produção de caju, que precisa da polinização, caiu.

“A mandioca que era mais resistente também é prejudicada. Ela recebe muita poeira de pó de brita e piçarra; a noite o orvalho cai em cima dessa poeira queimando as flores e folhas, e pela manhã o sol acaba de queimar.

“As vacas deixei de criar por causa do stress porque elas precisam de ambiente relaxante pra produzir leite.

“Tenho um amigo que te 10 vacas e nenhuma produz mais leite porque ficam inquietas com o barulho das eólicas.

“As crias de porco e galinha também não resistem até o final da gestação”, narrou o pobre agricultor.

“A produção de alimentos dos sítios próximos aos acessos das torres eólicas caiu em torno de 80%. Eu perdi de 80% a 90% da minha renda e para complementar tive de arrumar um emprego de vigia numa escola porque não dá mais para viver da agricultura”, acrescentou Ernandes da Silva Ferreira

Ver a plantação destruída, tomada pela poeira, e os animais estressados sem produzir também aconteceu com a agricultora familiar Rita de Cássia Miranda dos Santos, viúva, de 53 anos, remanescente quilombola, descendente de pequenos agricultores e, que nasceu e vive no sítio Cabeça dos Ferreira, também em Bodó.

“Eu produzia, em 2,4 hectares de terra, feijão, milho, fava, pinha e caju e crio galinhas, mas a produção de ovos praticamente zerou e o que era vendido mal dá hoje para o meu próprio consumo, desde que o parque eólico começou a ser implantado ao lado da minha casa, que está rachada e a cisterna desabou”, diz Rita de Cássia.

Segundo ela, todas as casas dos sítios vizinhos estão rachadas e algumas cisternas foram destruídas devido à trepidação do solo.

Alzira Maria da Conceição (81), desde a chegada das eólicas tem problemas de saúde emostra um saco com remédios receitados
Alzira Maria da Conceição (81), desde a chegada das eólicas tem problemas de saúde
e mostra um saco com remédios receitados
Além disso, as torres derramam um óleo prejudicial à saúde e, por falta de manutenção algumas podem cair a qualquer momento, e os acidentes começam a preocupar quem mora nas imediações.

A mesma situação vive a agricultora Francisca da Silva Barbosa, de 51 anos.

Solteira e com um filho, ela é assentada, junto com outras 23 famílias, em São Bento do Norte, também no Rio Grande do Norte, produzindo feijão e milho e criando ovelhas e galinhas.

Por ser assentada e não ter 100% de direito à terra, as empresas abriram estradas dentro da sua propriedade, inclusive, com a autorização do Ibama.

“Eu não arrendei o meu lote para as eólicas, mas sou vítima de uma torre vizinha.

“Sou eu quem sofre os malefícios. Este ano não deu nada de safra, mal deu um punhado de feijão e milho para gente comer”, conta Francisca.

Seus animais também sofrem, as galinhas e codornas deixaram de botar ovos e as ovelhas que antes davam duas crias, hoje no máximo chega a uma, e nem todas sobrevivem.

“O veterinário me disse que com muito barulho e constante elas não conseguem reproduzir”, diz.

Ernandes, segundo tesoureiro da Associação de Produtores Rurais de Porto de Linha e Pau d’olho, da região de Serra Santana, tem três torres de aerogeradores instalados muitos próximos à sua casa.

Ele conta que os problemas começaram já durante o processo de terraplanagem, em 2015, por causa do tráfego pesado e a velocidade dos caminhões que circulavam nas estradas vicinais dos próprios agricultores.

O trânsito pesado durou até 2017, que além de impactarem nas casas e cisternas destruiu as cercas dos agricultores.

No final do mês de agosto um acidente assustou a todos. Uma hélice se soltou, bateu, voou e caiu sobre uma linha de transmissão de 3 mil volts, a mais de 110 metros da base.

“Ao todo são 15 aerogeradores ao longo das terras dos agricultores e a gente já avisava há dois anos que havia um problema porque aumentou o barulho daquela hélice. A sorte é que não estava passando ninguém e era horário escolar. Ali embaixo das torres é caminho para sairmos do sítio e muita gente usa ainda carro de boi para trazer água”, conta Ernandes.

Segundo ele, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) do Rio Grande do Norte, identificou outro aerogerador a 80 metros de uma casa que está com problemas e a família foi obrigada a deixar a propriedade.

Rita de Cássia também sente medo e se preocupa com a falta de manutenção das torres.

“Aqui perto uma torre foi quebrada, uma hélice foi jogada no chão, pegou fogo, e ela está toda empenada, envergada, tombada no meio.

“O corpo dela não quebrou, mas está sujeito a cair a qualquer momento e, isso para nós é muito ruim, né?

“Porque a gente fica com medo, eu mesmo tenho medo do que poderá acontecer com essas outras que ficam perto das nossas casas”, diz Rita.


Afetados por parques eólicos relatam impactos na saúde e no meio ambiente
Afetados por parques eólicos relatam impactos na saúde e no meio ambiente
Quem arrendou suas terras foram os que têm em torno de 30 hectares e os de terreno menor e não arrendou não recebe nada de indenização, ficando apenas com os prejuízos”, diz Ernandes.

“As torres ficam em propriedades maiores e eles não sofrem as consequências porque não moram nessas terras”, conta.

A agricultora assentada, diz que as empresas prometeram indenizar as famílias que tiveram suas casas rachadas porque o assentamento não estava preparado para receber estruturas tão grandes, mas nada foi feito desde a pandemia.

“Estou toda ilhada, as torres só não estão no meu lote porque o Incra não liberou, mas queriam acordo e que o dinheiro fosse depositado no Incra e quando a gente precisasse para comprar uma ferramenta, a gente pegava lá”.

Ainda bem que não aceitaram porque a gente ia viver de quê?, questiona Francisca.

A agricultora entrou na Justiça, mas ela que tem de pagar o perito para mediar a velocidade das hélices e a distância do aerogerador da sua casa.

“Eu não tenho condições de pagar os R$ 2 mil do serviço. Vou tirar de onde? Não ganho salário, o pouco que tenho é da minha produção, do meu trabalho”, diz.


Edna Pereira mostra as caixas dos remédios que usa continuamente
Edna Pereira mostra as caixas dos remédios que usa continuamente
Eles querem dar dinheiro, mas ali tá toda a sua vida, é de pai pra filho, pra netos. É toda uma tradição que deve ser respeitada, mas está sendo atropelada.

A gente trabalhou para construir pros filhos e acham que com dinheiro e indenização pagam tudo? A gente se revolta porque o que vamos deixar pros nossos filhos?, indaga a sofrida Francisca da Silva Barbosa.

A danificada pensa em construir uma propriedade para legar para sua família e filhos, dentro de uma continuidade que é a tradição.

Até a esquerdista CUT reconhece que esses valores merecem ser respeitados e informa espantada dos males ambientalistas que superam até o futuro socialista em que essa associação quer afundar o Brasil.

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Fanatismo “verde” jogou economia alemã em crise que assusta o mundo

Angela Merkel aprovou a extinção das usinas nucleares
Governo aprovou o fim das usinas nucleares para cortar o 'aquecimento global' ...
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Empresas alemãs que são gigantes mundiais como Bosch e Mercedes Benz naufragam numa Alemanha onde o movimento ecologista desencadeou crise energética que faz temer uma desindustrialização.

O país enfrenta uma penúria energética que se infligiu a si próprio, enquanto China explora a depressão da indústria alemã que outrora dava o tom no mundo.

O modelo de negócios da Alemanha, diz Danyal Bayaz, ministro das Finanças do Estado de Baden-Württemberg, está “entrando em colapso”.

Especialmente as pequenas e médias empresas ficaram despreparadas. Conglomerados imensos como Volkswagen e Bosch vêm promovendo demissões em massa. Os sindicatos falam de “catástrofe”.

Ferozes regras fiscais levam a pontes enferrujadas, escolas decadentes e trens atrasados. Thyssenkrupp AG vai desligar 11 mil funcionários reduzindo sua força de trabalho no setor de aço de 27 mil para 16 mil pessoas.

Sem fornecimento estável de energia a Thyssenkrupp demitirá 11.000 operários
Sem fornecimento estável de energia a Thyssenkrupp demitirá 11.000 operários
A Thyssenkrupp Steel Europe (TKSE), sediada em Duisburg, reclama “medidas urgentes necessárias” enquanto recita a ladainha dos milhares de demissões, redução da produção, venda de partes do capital e fechamento de fábricas escaladas na própria Alemanha e até no Brasil.

A Volkswagen, a maior montadora de automóveis da Europa, anunciou fechar pelo menos três fábricas na Alemanha, demitir 31.000 funcionários e reduzir as unidades fabris restantes no país. Poderia vender uma para a China, numa venta humilhante.

É o primer fechamento de uma de sus fábricas em 87 anos de história, nem mesmo as guerras mundiais fizeram tanto estrago. A Bosch planeja cortar 5,5 mil empregos, informa a “Deutsche Welle”.

A Alemanha que no ano passado era a terceira maior economia do mundo, está colhendo os frutos de uma política demencial para “salvar o planeta”. É inacreditável mas já vinha sendo anunciada a irracionalidade “verde” que tomou conta há anos do governo alemão.

Esse resolveu aplicar a exigência da “Agenda 2030” da ONU contra o aquecimento global e mandou arrasar as centrais nucleares.

A falta de energia decorrente deveria ser substituída pelas “energias alternativas” notadamente a eólica e a solar.

Mas essas são caras, inestáveis e criam cortes insustentáveis para a indústria. Acresce que os cidadãos não suportam a multiplicação das contas de luz na ordem de 400%.

Anúncio da demissões em massa na Volkswagen gerou terremoto social
Anúncio da demissões em massa na Volkswagen gerou terremoto social
A ilusão de “salvar o planeta” para diminuir o “aquecimento global” sonhou de olhos abertos com o gás russo. Mas, após a invasão da Ucrânia por Vladimir Putin em 2022 rasgou a fantasia.

A energia custa quase o dobro da França e desde 2018 vem caindo mais rapidamente do que em outras partes da UE, especialmente nos setores que requerem energia intensiva, como a siderurgia.

Os investimentos foram adiados ou transferidos para o exterior. O diretor-presidente da Thyssenkrupp disse que a Alemanha está “em plena desindustrialização”.

Até mesmo os varejistas foram atingidos, especialmente com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Acresce que faltam trabalhadores qualificados enquanto engrossam as camadas de burocracia comunitária em Bruxelas.

A China, então, ataca o gigante em decomposição. Nas décadas anteriores a Alemanha satisfazia o apetite chinês por seus carros, produtos químicos e widgets de engenharia de precisão.

Mas hoje as contas mudaram: as empresas chinesas viraram concorrentes piranha que devoram a indústria automobilística alemã, e das pequenas e médias indústria.

Maior farmaceutica do mundo desafia o apagar de luzes, mas se prepara para cortes históricos
Maior farmacêutica mundial desafia o apagar de luzes, mas prepara cortes históricos
Exemplos paradigmáticos desta carnificina industrial acontecem entre as montadoras e nas fábricas de produtos químicos.

A China joga uma produção excessiva de produtos subsidiados pelo governo comunista contra os quais as empresas alemãs que agem na legalidade.

O Estado na China fornece níveis irracionais de financiamento que afunda a solvência de grande parte da indústria alemã, enforcada pelo estatismo da União Europeia e o delírio da “Agenda 2030”.

Trump ameaça piorar o quadro com novas tarifas sobre os produtos europeus.

Grandes da indústria alemã como a Volkswagen e a BMW acham que a solução é dobrar a aposta e investir mais na China. Mas há lobbies alemães que querem punir a China com restrições comerciais porque apoia o esforço bélico da Rússia.

O fato é que a produtividade da Alemanha já está em queda. Alguns como o Deutsche Bank pretendem fazer prevalecer a “qualidade acima da quantidade”.

Protestos sindicais contra fechamento de fábricas da Volks
Protestos sindicais contra fechamento de fábricas da Volks

Isso será válido em alguns setores, mas no geral dificilmente poderá compensar as perdas. As indústrias intensivas em energia não crescem há duas décadas. 

O setor automotivo segue perdendo empregos, e uma reversão parece improvável.

A globalização estagnou, e voltar para o velho modelo que fez a grandeza industrial alemã não funciona mais.

O setor público da Alemanha virou um dinossauro inassimilável. Além disso, novos fundos terão de ser aplicados na indústria bélica que já atingiram o 2% do PIB. Reformas do modelo devem passar pelo Legislativo, mas este se recusa a aprova-las.

Intensa propaganda 'verde' fez banir a energia nuclear e pos em crise a Alemanha
Intensa propaganda 'verde' fez banir a energia nuclear e pôs em crise a Alemanha
Thorsten Benner, diretor do Instituto de Política Pública Global de Berlim, diz que a Alemanha passou do “otimismo fácil” para uma “armadilha de melancolia” em que políticas erradas, o super-crescimento da burocracia e a desconfiança pública se reforçam mutuamente.

O clima se tornou desanimador conduzido ao precipício por mitologias utópicas de “políticas verdes”, a sombra da guerra europeia, o controle da natalidade e o monstruoso poder burocrático da UE sedeado em Bruxelas.


domingo, 9 de fevereiro de 2025

Panettone com farinha de insetos?
Não! Progresso ambientalista!

PanCricri ou o genio 'verde' para tornar repugnante o agradável panetone
PanCricri ou o gênio 'verde' para tornar repugnante o agradável panetone
Luis Dufaur
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Para os piemonteses, a cidade de Pinerolo é sinônimo de panetone. Pois defendem ser o lar do mesmo. Porém foi escolhida para lançar um produto repugnante que degrada o panetone.

É o PanCricri, nome irônico para um novo seudo-panetone preparado com farinha de grilo e grilos caramelizados.

O autor é Davide Muro, chef mestre da Antica Pasticceria Castino de Pinerolo, instituição sob as arcadas da Piazza Duomo.

Ele já colecionou vários prémios e agora apresentou o panetone salgado PanCricri no setor Inovação e Polenta.

O PanCricri pretende olhar para o futuro que vem sendo preparado pelo movimento ambientalista, pois a farinha de grilo, embora repulsiva à civilização, paz parte da paleta de alimentos alternativos ecológicos.

Também é propaganda verde diz que tem impacto ambiental reduzido e alta digestibilidade.

Mas é, segundo “Il Corriere della Sera” uma verdadeira revolução para a mesa de Natal.

E de fato é um avanço rumo ao primitivismo anticristão que introduz o nojento – ainda que com astúcia – nas festas pelo nascimento do Menino Deus que veio a trazer, além da preciosíssima Redenção, o início da Civilização Cristã, até então inexistente com todos seus requintes, inclusive na mesa dos povos batizados.

Quem comeria esse panetone com grilo. Ecologistas dizem adorar, mas não muitos deles provam
Quem comeria esse panetone com o grilo?
Ecologistas dizem adorar, mas não muitos deles provam
O autor sofismou com a ideia de que um panetone com farinha de grilo responderia às necessidades das pessoas que procuram saúde e bem-estar.

Os grilos caramelizados e a farinha são elaborados pela Italian Cricket Farm, empresa de Viotto, perto de Pinerolo.

Os insetos chegam secos da Alemanha e são elaborados pelo autor.

O autor reconhece que os clientes diziam não querer, mas um público nicho já trabalhado pela propaganda e práticas alheias à tradição e o bom gosto aceitou a nauseante novidade.

No total, houve apenas cerca de cinquenta encomendas para o Natal!



domingo, 26 de janeiro de 2025

Deter o “aquecimento global” é fantasia cada vez mais inatingível, reconhecem alarmistas

China não fez nada digno de menção para limitar suas fabulosas emissões
China não fez nada digno de menção para limitar suas fabulosas emissões
Luis Dufaur
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Como era de se prever, os governos fizeram poucos ou nulos progressos na redução das suas emissões de gases com efeito de estufa durante o ano passado (2023). De fato, não foi difícil, pois são utópicos e inatingíveis.

O fracasso era inevitável. Porém, o ambientalismo alarmista, alimenta ainda mais a mídia que forja dramas alarmantes em função do aquecimento.

O grupo de investigação Climate Action Tracker estimou que as políticas climáticas e energéticas dos governos do mundo farão subir as temperaturas globais cerca de 2,7 graus Celsius, ou 4,9 graus Fahrenheit, acima dos níveis pré-industriais no ano 2100, escreveu “The New York Times” em ampla reportagem.

O fato é que essa estimativa do aquecimento futuro quase não mudou nos últimos três anos, disse o grupo. Todas as medidas inclusive as mais abusivas não adiantaram de nada.

“Não estamos claramente a conseguir dobrar a curva”, confessou Sofia Gonzales-Zuñiga, especialista climática da Climate Analytics, principal autora do relatório.

O estudo foi divulgado na COP29 em Baku, Azerbaijão, onde os líderes mundiais procuraram biliões de dólares contra o aumento das temperaturas globais. À toa em verdade, mas cobiçando sempre mais bilhões.

O compromisso do Acordo de Paris de 2015 de manter o aquecimento global “bem abaixo” dos 2 graus Celsius, não foi cumprido, malgrado não faltassem bilhões de dólares para os cientistas alarmistas e seus projetos inúteis.

Os cientistas catadores de bilhões acentuaram o terrorismo de maiores riscos de ondas de calor mortais, incêndios florestais, secas, tempestades e extinção de espécies.

Mas o objetivo que eles dizem que se pode atingir com draconianas medidas e leis nacionais e internacionais parece cada vez mais inatingível.

Chuva de dólares para estimular o ativismo alarmista
Chuva de dólares para estimular o ativismo alarmista não adiantou
Segundo o Climate Action Tracker, que examina todas as políticas climáticas planetárias e calcula o aumento de temperatura que se pode esperar, em três anos, nem os EUA com sua Lei de Redução da Inflação, que consume centenas de bilhões de dólares em tecnologias verdes, nem a China vendendo quantidades recordes de veículos elétricos; nem a União Europeia com suas metas repudiadas em massa nas ruas europeias, conseguiram um desaquecimento significativo.

“Nos últimos anos, os combustíveis fósseis venceram a corrida contra as energias renováveis”, pranteou Niklas Höhne, cientista do NewClimate Institute.

Ainda que os governos seguirem em frente, o aquecimento poderá ser limitado a cerca de 2,1 graus Celsius, afirma o relatório, um fracasso rotundo em relação à meta estabelecida.

O problema é que muitos países não apoiaram suas promessas grandiosas com ações concretas.

Acresce que Donald Trump retornou à Casa Branca prometendo desmantelar as regulamentações ambientalistas e poderá levar outros países a enfraquecer ou a abandonar as inviáveis promessas climáticas jamais cumpridas.

Uma de suas primeiras medidas foi denunciar o Acordo de Paris assinado em 2015 numa das incessantes COPs da ONU.

Nas conversações sobre o clima em Baku, muitos líderes mundiais relutaram em reconhecer ser esmagadoramente improvável cumprir as metas.

“É hora de admitir que o mundo ultrapassará 1,5°C.”, escreveu Glen Peters, investigador senior do Centro CICERO para Investigação Climática Internacional em Oslo, Noruega.

Concentrar-se num limite de temperatura irrealista “não é mais útil”, acrescentou. Mas o fanatismo ecologista é cego, ou tem uma meta oculta que não quer revelar.



domingo, 15 de dezembro de 2024

Ruínas da coroa portuguesa e gravuras rupestres milenares afloraram na seca da Amazônia

Artefatos de guerra do antigo forte português de São Francisco
Artefatos de guerra do antigo forte português de São Francisco
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A histórica seca de 2024 na Amazônia trouxe à tona aspectos históricos brasileiros abafados pela grande mídia. Cabe destacar a labor ignorada de esforçados cientistas que agora viram confortada parte de seus trabalhos.

Com a diminuição do nível das águas, emergiram gravuras rupestres no sítio Caretas confirmando que a Amazônia albergou outrora civilizações que moravam em grandes aldeias em frente ao Encontro das Águas, como explicou o arqueólogo Filippo Stampanoni Bassi, segundo “Amazonia Real”.

É errôneo supor que os pobres e decadentes tribos indígenas que hoje apenas sobrevivem na extrema penúria sejam o modelo de organização social, política, econômica e cultural acorde com a floresta úmida amazônica.

Perto de Manaus foram encontradas grandes quantidades de fragmentos de cerâmica e gravuras rupestres, terras negras resultantes de um trabalho sistemático de adubação e agricultura inteligente.

Os petróglifos do afloramento rochoso em Lajes apresentam fortes semelhanças estilísticas com figuras em formato de cabeça que se encontram gravadas ao longo de numerosos pedrais ribeirinhos da Amazônia central.

Eles ocupam paredes extensas debaixo da água, o que torna complexos os estudos, mas ao mesmo tempo revelam uma mística até agora desconhecida.

Elas também desmentem os exageros ecologistas de uma Terra que aquece e seca. Pois ditos petróglifos não permitem negar que quando foram feitos há mais de mil anos, o nível dos rios atingia um nível mais baixo do que o atual.

Gravuras com o mesmo padrão do sítio Caretas, em Itacoatiara
Gravuras com o mesmo padrão do sítio Caretas, em Itacoatiara
“Ou eles foram feitos numa época de grande seca ou houve alguns episódios de seca no passado”, disse o arqueólogo Eduardo Goes Neves, patenteando que a pronunciada seca de 2024, atribuída ao CO2 de procedência humana, bem pode ter acontecido durante milênios em que não havia a atual atividade industrial.

“A gente achava que devia ter uma época que era mais seca na Amazônia. Marta Cavallini encontrou coisas parecidas no rio Urubu e conseguiu fazer umas datações e a idade era de pouco mais de mil anos ou dois”, conta. Novas procuras científicas estão em andamento.

No bairro Colônia Antônio Aleixo de Manaus, na área Onze de Maio, em 2012 foi identificada uma urna funerária resgatada pelo arqueólogo Carlos Augusto Silva e levada para o laboratório de arqueologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Uma das imagens mais impressionantes do pedral foi identificada em 2020. Trata-se do desenho de um rebojo (palavra local para “redemoinho”) de rio, desenhado em um fragmento cerâmico.

Por sua vez, a mesma seca severa revelou outro tesouro histórico na região: as ruínas do Forte São Francisco Xavier de Tabatinga. Construído no século XVIII, foi uma peça-chave para garantir o domínio de Portugal, e, portanto, do futuro Brasil, numa região disputada pela Espanha, registrou “G1”. 

O forte que teve um papel estratégico desanimando expedições espanholas estava no fundo do rio, mas com o baixo nível atual das águas, as ruínas reapareceram.

O historiador Luiz Ataíde que dedicou 20 anos a estudar a região do Alto Solimões achou peças de louça e munições usadas pelos militares quando o forte ainda funcionava.

A conquista da área de fronteira entre o Brasil, Colômbia e o Peru foi marcada pelo Tratado de Madri, em 1750, que garantiu a soberania da região ao governo português; e o Tratado de Santo Idelfonso, em 1777, onde a coroa espanhola pede de volta à Portugal da área territorial onde hoje se encontra a região do Alto Solimões.

Ruínas do Forte São Francisco Xavier de Tabatinga
Ruínas do Forte São Francisco Xavier de Tabatinga
Os acordos diplomáticos não tinham efeito real se não havia uma efetiva ocupação do território. E o forte português cumpriu essa meritória tarefa.

Para honrar a coragem dos militares, o Exército Brasileiro construiu um memorial que reproduz parte da estrutura do forte. Esse inclui canhões e outras peças da época, e pode ser visitado no Museu do Comando de Fronteira Solimões, em Tabatinga.

A seca também permitiu recuperar dois canhões de bronze e uma bala de formato esférico, do forte que vigiava a atual tríplice fronteira com Santa Rosa, do Peru, e Letícia, da Colômbia.

A descoberta dos artefatos bélicos “foi por acaso, contou o cabo militar Alex Pontes, 29 anos. (...) Quando cheguei em uma ponta da praia, me deparei com o canhão”, contou.

Em novas buscas no terreno apareceu um segundo canhão parcialmente submerso e uma bala de canhão com formato esférico, também enterrada, noticiou “O Estado de S.Paulo”.

E põe-se a questão: o Forte São Francisco Xavier pode ter sido erigido embaixo da água ou foi inundado pelas águas do Solimões?

Da segunda hipótese, aliás que teria acontecido em 1932, se tira a conclusão de que historicamente existiram oscilações climáticas e geográficas pronunciadas, não havendo razão para o alarmismo ambientalista com as mudanças atuais.


domingo, 1 de dezembro de 2024

“Exéquias religiosas” para animais: auge do ecologismo e do ateísmo

Altar na igreja de São Paulo onde serão velados animais mortos
Altar na igreja de São Paulo onde serão velados animais mortos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O setor de enterros de animais de estimação está crescendo: cada vez mais donos desejam uma despedida igualitária de seus animais de estimação. Os teólogos aggiornati também lidam com essa crença ecológica panteísta.

No estado alemão de Baden-Württenberg surgiu a primeira igreja na Alemanha para sepultamentos de animais, noticia Katholiche.de.

Onde até recentemente as pessoas cantavam e rezavam todos os domingos, a partir de agora Minka e Waldi serão sepultados com uma parodia de bênção do Altíssimo, ou melhor um sacrílego rito.

A primeira igreja funerária de animais da Alemanha surgiu na pequena igreja de São Paulo em Albstadt-Pfeffingen, Baden-Württemberg, Suábia.

Ellen Weinmann e Florian Düsterwald são os gerentes do cemitério de animais de Schönhalde e vinham observando uma mudança social na forma como se lida com os animais de estimação.

“Minka não é mais apenas o gato de casa que caça ratos”, diz Düsterwald. “Ela é um membro de pleno direito da família que, quando morre, é lamentada de forma semelhante a alguém próximo a ela.”

Enquanto a despedida dos parentes falecidos vai ficando um negócio ou um despacho da atrapalhação de um ‘velho’.

Cruz para um cachorro em Ferkinghof
Cruz para um cachorro em Ferkinghof
Uma igreja para enterros de animais, como a que surge em Albstadt-Pfeffingen, não era concebida na Alemanha, nem mesmo entre os ateus.

A pressão para enterrar animais de maneira cristã não é um despropósito nov. O teólogo protestante Thomas Klie, de Rostock, por exemplo, defende que os enterros de animais sejam um novo ato oficial da igreja bem de acordo com o ecologismo do pontificado de Francisco I.

Ele estaria interessado em desenvolver um rito reconfortante para o enterro de animais de estimação, explicou Klie em 2021 em evento sobre novos rituais fúnebres.

A cruz e o altar da Paulskirche darão lugar à fatia de árvore de um abeto prateado de 150 anos, sobre a qual os amigos de quatro patas falecidos serão futuramente dispostos para se despedirem.

O seu colega católico na teologia moral “verde” Michael Rosenberger, da Baixa Francónia, disse em entrevista que enterraria um animal de estimação a qualquer momento, se lhe fosse pedido. Os padres progressistas não estão assim tão dispostos para o enterro de um fiel.

Ellen Weinmann e Florian Düsterwald também querem isso e montam um cenário da cerimônia de despedida que depende da vontade dos clientes, explica Weinmann.

“Algumas pessoas simplesmente querem entregar o animal o mais rápido possível em meio ao luto, outras celebram um ritual de quatro horas com o Pai Nosso em aramaico, a língua de Jesus”.

Após o funeral, o animal é levado ao crematório do Schwäbisch Hall. As cinzas são então devolvidas aos proprietários em uma urna.

Só este ano, Weinmann e Düsterwald enterraram 600 animais – incluindo um cabrito e Charly e o papagaio balbuciante de Stuttgart.

O teólogo moral católico Michael Rosenberger, respondeu muito ecumenicamente que a Igreja não é nada contrária a esse igualitarismo fanático que acaba ensinando pelo rito que o animal também tem alma, ou que os humanos não a têm como os animais.

Pastores rezam em enterros de animais em Schönhalde Tierbestattungen
Pastores rezam em enterros de animais em Schönhalde Tierbestattungen
Onde há uma “relação pessoal séria” entre famílias e seus animais a prática do funeral conjunto de humanos e animais no túmulo da família é óbvia, sofisma o professor

E não hesita na blasfêmia de achar que Cristo também morreu por eles. As igrejas devem, portanto, superar sua atitude multissecular.

Na Alemanha, cerca de 120 cemitérios de animais foram criados nas últimas duas décadas. As igrejas devem reconhecer esse “sinal dos tempos” e afinar com ela como já fizeram com o socialismo e com a sociedade materialista.

Do ponto de vista do teólogo da Baixa Francônia escreve, as igrejas cristãs poderiam explorar elementos centrais, como o funeral tradicional, em tais celebrações, como a vela de Páscoa, a cruz, o rito da terra e a água benta.

No entanto, uma missa fúnebre na igreja deveria ser evitada, ao menos pelo momento, registrou KNA.

domingo, 24 de novembro de 2024

Supressão ambientalista de defesas contra enchentes causou centenas de mortes

Ordens ambientalistas na raíz das centenas de mortes
Ordens ambientalistas na raíz das centenas de mortes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A então ministra da Transição Ecológica, Teresa Ribera (foto) promoveu a demolição de 109 barragens e barreiras fluviais que teriam impedido a catastrófica enchente em Valência que levou a vida de entre mais de 200 ou até mais de 400 vidas.

Agiu contra o parecer unânime das comunidades agrícolas, da mídia e das redes sociais.

Desde 2005, foram eliminadas 559 estruturas, entre açudes, degraus e travessias, de uma vasta e custosa rede de desvios para impedir a catástrofe registrada, informou o jornal espanhol “La Gaceta”.

O ministério para a Transição Ecológica pensa gastar ainda 2,5 bilhões de euros até 2030 para demolir mais defesas até 2030 executando ordens da UE que aplicam a Agenda 2030 da ONU para combater as “mudanças climáticas”

Em 2021, Espanha liderou a remoção de barreiras fluviais na Europa alegando que impedem o fluxo natural dos rios e assim contribuem para o aquecimento do planeta.

Pela agenda 2030, España demoliu mais de 550 barragens, açudes e moinhos
Pela agenda 2030, España demoliu mais de 550 barragens, açudes e moinhos
Nesse ano foram removidas 108 estruturas, quase metade das 239 suprimidas em todo o continente. 

O projeto de Remoção de Barragens é da organização Mundial de Migração de Peixes, para supostamente “promover a conectividade dos ecossistemas aquáticos e restaurar habitats naturais”.

O Ministério, a União Europeia e a Agenda 2030 da ONU defendem que a demolição de obstáculos fluviais é essencial para a restauração ecológica dos rios espanhóis segundo um compromisso ambiental consensuado.

A Comunidade Valenciana sofreu a tempestade mais catastrófica da sua história: centenas de mortos e milhares de desaparecidos, cidades inteiras inundadas e danos materiais incalculáveis.

A população lembrou que só não foi pior em virtude de uma obra de engenharia anti-enchente de dimensões faraônicas construída há mais de 50 anos, e que os líderes ambientalistas no governo não tinham completado a demolição, registrou o jornal espanhol “El Debate”.

Se tivessem completado a destruição, a cidade de Valência quase não existiria hoje pelo projeto “verde” de liberar a água do rio Turia para correr atravessando livremente o núcleo urbano.

Valência foi construída em torno do rio Turia que lhe fornecia a água e atravessava o centro urbano pelo meio. 

Temporal DANA em Valência, outubro 2024
Temporal DANA em Valência, outubro 2024
O fenômeno chamado DANA (acrônimo de Depressão Isolada em Níveis Altos) se repete anualmente desde 1312, com intensidades diversas e é bem conhecido. Mas a cidade cresceu muito e em 1957 a ‘Grande Inundação’ atingiu 3 metros de altura causando 84 mortes.

O governo nacional de então ordenou construir o Plano Sur, uma megainfraestrutura que erradicou o perigo de inundações, desviando as águas do Turia para que as maiores chuvas não escoassem pela cidade.

Este ‘salva-vidas’ protegeu Valência das enchentes durante mais de 50 anos até que veio o projeto ecológico de fazer do leito do rio um grande corredor verde, que “renaturalizaria” seu fluxo.

Uma vez completado o “plano verde” não haveria o que segurasse o fenômeno DANA.

Em 2019, o arquiteto Rafael Rivera, responsável da demolição assassina, declarou que não se deveria temer grandes cheias, porque “elas só ocorrem a cada 200 anos, por isso não faz sentido deixar o resto do canal sem aproveitamento”.

A leviana e muito ecológica ação não se importou com o que todos os valencianos sabem: que o fenômeno atmosférico DANA é impossível de prever com precisão, muito menos seus possíveis danos ou consequências.

Cinco anos após os sofismas do arquiteto executor da ambientalista Agenda 2030 da ONU, Valência foi atingida pela maior inundação da sua história.

Protestos indignados em Valência pelas normas ecologistas genocidas
Protestos indignados em Valência pelas normas ecologistas genocidas
A catástrofe teria sido pelo menos grandemente evitada se não se tivesse preferido “combater a mudança climática” e optado pela “restauração do leito natural dos rios e a preservação do ecossistema fluvial”, aplainando centenas de infraestruturas para conter e desviar as enchentes, criadas pelos odiados capitalistas, franquistas, fascistas, etc., etc.

Os responsáveis ambientalistas nos governos se dizem comprometidos pela Agenda 2030 a continuar com seu péssimo operar.

A população indignada cobriu de lama e sujeiras ao rei e à rainha que foram se solidarizar com os danificados, humilhando o benéfico papel moderador que a monarquia tem na Espanha.

O primeiro ministro socialista se deu à fuga antes de ser atingido.