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domingo, 20 de outubro de 2019

Da caverna de Marx à taba ecolo-missionária

Militantes da ONG Earth First! tentam atingir o ideal tribal-animal "integrado na natureza"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Karl Marx – como vimos no post anterior – montou uma fantasia dos homens vivendo como cavernícolas em tempos pré-históricos.

Essa deveria ter sido, segundo seu gosto, o ponto de partida idílico da atual fase da evolução humana rumo ao comunismo utópico.

A imagem coincide de cheio com o que deliram os ambientalistas mais radicais.

No fim das contas muitos deles procedem do próprio ambiente comunista reorganizados revolucionariamente sob a bandeira verde após a queda da URSS.

Marx adotou os devaneios de místicos ateus ou pagãos que encontraram guarida em documentos como a encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco.

Ele foi também ecoado por teólogos ‘católicos’ evolucionistas como Teilhard de Chardin SJ. E, nem é preciso dize-lo, por teólogos da libertação das mais variadas tendências.

A fantasia de Marx nos faz ver o grau de primitivismo e degradação em que seus seguidores – vermelhos ou verdes – quer jogar a humanidade.

Marx acha que elogia a tribo pré-histórica descrevendo-a assim:

“Aqueles antigos organismos sociais eram (...) baseados, seja no desenvolvimento imaturo do homem individualmente que ainda não cortou o cordão umbilical que o liga a seus semelhantes em uma comunidade tribal primitiva, seja em relações de submissão”.

Santão indiano procura "místicamente" se confundir com a natureza, em Biogue, Allahabad.
A encíclica ecolo-libertária 'Laudato si' acenou exemplos 'místicos' do gênero.
Os homens então não passavam de primatas que não tendo se diferenciado do funcionamento de bando animal das outras espécies, seguiam os impulsos instintivos, primários.

Eram ao pé da letra animais, pois não tinham razão ou não a usavam e faziam o que as necessidades impulsivas lhes impunham.

Marx, porém, ficava atrás dos novos teólogos da “libertação da Terra”.

O ex-frei Boff, por exemplo, execra a crença mítica no “indígena como selvagem genuinamente natural e por isso em perfeita sintonia com a natureza”. Cfr. Sínodo Pan-amazônico se baseia em mitos em que nem Boff acredita

A doutrina ecologista mais desenvolvida foi bem rotulada de “humanofóbica” pois teológica e filosoficamente odeia o homem seja ele selvagem ou civilizado. Cr. A ‘humanofobia’ tem algo a ver com a ‘ecologia integral’ ou a ‘mística indígena’?

Por isso, entre muitos outros citados neste blog, Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, acusa que o Homo Sapiens é o culpado da extinção das espécies vegetais e animais e dos outros homens.

Para ele é falso achar que pode haver um “bom selvagem” ou a quimera comuno-progressista de índios que viveriam “em plena harmonia com a natureza”. Todos os homens são malignos, e aquele que raciocina é o pior deles. Cfr. Ideólogo ‘verde’ condena homem como 'assassino serial' da Criação (sic!)

Ideal de Marx e do comuno-tribalismo: adorar-se a si próprio pragmaticamente sem Deus ou deuses
Ideal de Marx e do comuno-tribalismo:
adorar-se a si próprio pragmaticamente sem Deus ou deuses
Na ideologia marxista, a vida tribal não resultava de vontade ou inteligência pessoal alguma. O grupo reage como o bando dos macacos ou a manada de bois que vai para aqui ou para lá sem saber por quê nem para onde. Cada homem é massacrado por outros bandos, devorado pela doença, envenenado por animal peçonhento e ele agoniza sem entender e sem auxílio.

Mas o ódio de Marx contra as desigualdades atinge profundezas insondáveis. Ele descobre nesses bandos de sofridos primatas imaginários “relações de submissão”, como citado acima.

Trata-se de acabar até com essas “relações de submissão”: esse e o sentido da evolução comunista que ele prega. E explica:

“Elas só podem surgir e existir onde o desenvolvimento do poder produtivo do trabalho não tenha saído de um estágio baixo e quando as relações sociais entre os homens e entre o homem e a natureza sejam mesquinhas”.

As relações sociais entre aqueles macacoides entre si e com a natureza não são todo o igualitárias que ele aspira e por isso “seguem sendo mesquinhas”. Não importa quão torpes e degradadas sejam: Marx quer pior.

No que é que consiste essa mesquinhez? Em adorar a Deus ou qualquer outro ser superior!

Marx vibra de ódio contra esse resquício de Deus ou dos deuses na mais primitiva caverna e na mais degradada tribo! Eis falando o profeta do comuno tribalismo:

“Esta mesquinhez reflete-se na antiga adoração da Natureza e nos outros elementos das religiões populares”, aponta.

Hippismo anárquico em Woodstock: etapa rumo ao anarquismo tribal perfeitamente ateu
Hippismo anárquico em Woodstock:
etapa rumo ao anarquismo tribal perfeitamente ateu
Então, o ideal comuno-tribal de Marx tem um objetivo específico: eliminar o resquício de religião que ele fantasia existir na caverna pré-histórica.

Para o que? Para substituí-lo por um ateísmo sem mácula:

“O reflexo religioso do mundo real só pode desaparecer quando as relações práticas da vida cotidiana não oferecem senão relações perfeitamente inteligíveis”.

Para isso propõe o pragmatismo absoluto autogestionário que há também em teologias como da Libertação: “o processo vital não rompe seu véu místico até ser tratado por homens livremente associados e conscientemente regulado de acordo com um plano assentado” (“O Capital”, t.I, pág. 91-92, in pág. 25).

Marx e a caverna, a ecologia e a extinção do ser humano

Marx também vê no relacionamento na caverna um lado elogiável. E aí encontramos o ambientalista radical antes mesmo de Ernst Haeckel fundar a ecologia e da Teologia do Índio ter pulado no Sínodo Pan-amazônico:

“O selvagem em sua caverna (um elemento natural que lhe é livremente oferecido para uso e proteção) não se sente um estranho, pelo contrário, sente-se tão em casa quanto um peixe na água”, louva o pai do comunismo.

Mas nessa tribo ou caverna ainda habitava o mal. Quer dizer, havia um chefe, a desigualdade, a subordinação contra a qual Lúcifer se revoltou no Céu.

Acampamento Terra Livre contra barragem Belo Monte: passo 'profético' rumo ao Sínodo e à miséria tribal
Acampamento Terra Livre contra barragem Belo Monte:
passo 'profético' rumo ao Sínodo e à miséria tribal
A caverna, a maloca, é “a casa de um estranho que está a sua espera diariamente e o despeja se não pagar o aluguel”.

“Ele também percebe o contraste entre sua própria morada e uma residência humana, como as que existem naquele outro mundo, o paraíso dos ricos" (p. 135).

E pensando na casa dos ricos, sonha com o Céu dos bem-aventurados, com a Corte celestial de Deus e seus anjos.

Eis por que Marx quer descer mais. Não vê até onde. Mas os inefáveis verdes já o excogitaram: extinguir o ser humano que se obstina em ser desigual.

Ali onde Marx não enxerga o fundo do abismo, sim o faz o ex-frei Boff, que participou na redação da encíclica Laudato si’.

No Congresso Continental de Teologia, auspiciado pela UNISINOS, em São Leopoldo, em outubro de 2012 ele explicou que entramos de cheio numa nova luta de classes tocada pela “religião verde”.

Nela, “esse organismo que chamamos Terra e da qual fazemos parte” pode, a qualquer hora, “nos expulsar como se fôssemos células cancerígenas”. Seria o fim da humanidade.

Nessa perspectiva, a “Mãe Terra” estaria preparando um novo ser capaz de “receber o espírito”.

Lula gigante habitada pelo "espírito" substituiria a humanidade
que seria expelida da Terra: devaneios panteístas
da "ecoteologia", ou nova "religião verde"
Esse novo ser dotado de espírito poderia ser, por exemplo, uma lula gigante. Cfr.: Teólogos da Libertação desvendam segredos da nova “religião” verde

Poucos sofismas seriam mais apropriados para nos preparar para a visão face-a-face do rei dos abismos infernais?

Da vontade de segurar o riso. Porém, pode haver algo mal contado.

Aguardemos as sugestões, entrelinhas e notas ao pé de página da Exortação Sinodal Pan-amazônica.


(As citações de Marx foram tiradas de: Erich Fromm, “Conceito marxista do homem - Manuscritos Econômicos e Filosóficos de 1844 de Karl Marx”, Zahar Editores, Rio, 1975, 222 págs., 6ª ed.)


terça-feira, 15 de outubro de 2019

Karl Marx: o profeta anticristão da vida tribal,
e o Sínodo Pan-amazônico

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Voltar à vida tribal – e por que não na caverna? – é o objetivo da evolução sonhada por Karl Marx como desfecho da luta de classes.

Como ?

A explicação foi fornecida pelo psicanalista marxista Erich Fromm (1900-1980), célebre entre os comunistas mais iniciados.

Fromm dirigiu a Escola de Frankfurt desde 1930 (o Frankfurter Institut für Sozialforschung).

Também foi um dos homens chaves na criação do marxismo freudiano, doutrina enquistada na Revolução Cultural que está demolindo nossa civilização.

A afinidade do pensamento do fundador do comunismo – e, de Fromm é claro – com o ecologismo mais extremado e com o comuno-progressismo que está tirando a máscara no Sínodo Pan-amazônico não poderia ser mais plena.

Fromm acrescenta uma grossa e apimentada dose de liberalismo sexual tirada de Sigmund Freud, para destruir a moral e a família.

Com essa fedorenta mistura ele formula teses que hoje saem das bocas dos propugnadores da revolução ambientalista e do progressismo instalado nas mais altas cátedras da Igreja Católica.

Se Fromm tem algum mérito é o da clareza anticristã. Por isso mesmo é facilmente glosado pelos fautores do comunismo tribalista.

Cerimônia evoca divindades primitivas no jardim vaticano em prévia do Sínodo Pan-amazônico
Cerimônia evoca divindades primitivas no jardim vaticano
em prévia do Sínodo Pan-amazônico
Embora escritos há meio século, lendo os textos de Fromm por vezes temos a impressão de estar diante dos mais autorizados arautos da revolução eclesiástica e do ecologismo mais descabelado.

Assim, não estamos citando os místicos mencionados na encíclica ‘Laudato si’ quando reproduzimos a Fromm que escreveu:

“A luta de Marx contra Deus é contra o ídolo que chamam de Deus.

“O ateísmo de Marx é a forma mais adiantada de misticismo racional, mais próximo de Meister Eckhart ou do Budismo Zen”.

E eis ainda o freudo-marxista nos descrevendo o idílico, mas falso, estado “do homem originário”, isto é, o indígena sonhado pelo comuno-tribalismo (ou pelo homem das cavernas de Marx):

O homem, antes de ter consciência de si próprio vive em união com a natureza (...).

“O processo da História é aquele graças ao qual o homem desenvolve suas qualidades (...), e uma vez haja atingido a plenitude da humanidade, pode regressar à perdida união com o mundo”.

Em poucas palavras, a revolução freudo-marxista pensa em cair no estado mais primitivo que imaginar se possa.

Mas a recaída no primitivismo irracional dos “povos originários” terá um novo componente, segundo elucubra Marx gratuitamente.

Por vezes o ouvimos mencionar nas homilias progressistas mas em termos enigmáticos: “a reconciliação do homem consigo mesmo, com a natureza e com seu semelhante, baseada no fato de o homem ter gerado a si próprio no decurso da História”.

Essa esotérica formulação é esclarecida pelo próprio Fromm. Ele põe como exemplos as revoluções que o prof. Plinio Corrêa de Oliveira de um ponto de vista oposto mostra serem um único processo.

Isto é, o processo revolucionário para a implantação do igualitarismo filho do orgulho e da imoralidade mais extremados, que é soprado desde antros revolucionários como sendo um imperativo de uma doutrina “messiânica”. De um messianismo infernal, é claro.

Erich Fromm
Erich Fromm
Não é um erro tão novo. Já germinava nas explosões das seitas heréticas mais perversas da História, como reconhece o autor que citamos.

“A ideia messiânica – desenvolve Fromm – foi expressa em formas ainda mais radicais nas seitas cristãs anteriores à Reforma.

“Sem embargo, o curso principal do pensamento messiânico após a Reforma (...) exprimiu-se nas grandes utopias do Renascimento, (...).

Foi manifestado no pensamento dos filósofos do iluminismo e das revoluções francesa e inglesa.

“Encontrou sua última e mais completa expressão na conceituação do socialismo feita por Marx”.

Três Revoluções: a Protestante, a Francesa e a Comunista, cada uma engendrando a outra, para implantar uma utopia orgulhosa e sensual. Faltou acrescentar a última evolução do comunismo: a revolução ecologista.

Quiçá Fromm tivesse falecido ou ainda não era a hora de revelar seus segredo ao público.

Este processo conduzido hoje pelo ecologismo comuno-tribalista rumo à utopia de Marx e de Freud é o bem, para ele.

Então, onde está o mal?

Fromm ecoa Marx e não deixa dúvidas: o mal atingiu sua plenitude na autoridade espiritual que tinha a Igreja Católica na Idade Média.

Fromm, embora ateu, não teme se assemelhar a certos discursos do Papa Francisco.

Papa Leão XIII
Papa Leão XIII
E então se volta contra o caráter sacral e hierárquico da Igreja naquela época feliz que o Papa Leão XIII definiu com toda justiça e propriedade:

“Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados.

“Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil.

“Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados”.

(Encíclica “Immortale Dei”, 1º-XI-1885, Bonne Presse, Paris, vol. II, p. 39)

Fromm não cessa de sublinhar a importância da concatenação das Revoluções Protestante, Francesa e Comunista para combater toda autoridade, estabelecer o liberalismo moral mais absoluto.

Essa é a via de Marx para fazer desaparecer o Estado e estabelecer uma autogestão de indivíduos cooperando voluntariamente como na tribo primigênia por eles inventada.

Para o que?

Para fazer o que Marx formulou rombudamente: que o homem “gire em torno de si mesmo e, portanto, de seu verdadeiro sol. O extremo do orgulho e da revolta.

Exaltação do primitivismo na prévia do Sínodo Pan-amazônico
Exaltação do primitivismo na prévia do Sínodo Pan-amazônico
A religião é apenas um sol fictício que se desloca em torno do homem enquanto este não se move em torno de si mesmo (...)

A crítica da religião termina com a ideia do homem como ser supremo para si próprio”. (“Introdução à crítica da ‘Filosofia do Direito’ de Hegel. Crítica da Religião”, pág.189).

Em soma, a utopia místico tribalista que hoje se fala em volta do Sínodo Pan-amazônico.

Não é uma mera glosa verde de Karl Marx, mas um eco coletivo do “Não servirei” que se ouviu no Céu, logo antes de seu fautor ser precipitado nos abismos dos quais não saiu mais...

O espaço não permite estender-nos tudo o que desejaríamos.

Por isso, nos posts seguintes continuaremos com o Elogio da Tribo Primitiva nos escritos do pai do comunismo, comentados pelo seu autorizado discípulo.


(Citações de: Erich Fromm, “Conceito marxista do homem - Manuscritos Económicos e Filosóficos de 1844 de Karl Marx”, Zahar Editores, Rio, 1975, 222 págs., 6ª ed.)


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Segure o riso: a ONU pediu comer menos carne para conter o aquecimento global

Não é a vaca que ficou loca, foi o IPCC!.
Não é a vaca que ficou louca, foi o IPCC!.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em 2015, os países membros da ONU assinaram o Acordo de Paris para “manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais e de envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais”, entre outras metas.

Esse objetivo logo se verificou inviável. Os EUA saíram do Acordo e vários outros países que bancavam de arautos de sua aplicação trapaceavam fingindo uma execução que não faziam, por interesses nacionais e também porque impossível.

Em nome desse quimérico Acordo uma comissão da ONU produziu agora um relatório-sofisma para dar visos de objetividade a essa exigência ambientalista, noticiou “Clarín” de Buenos Aires.

Segundo ele, a humanidade só poderá atingir a meta de conter o aquecimento global se muda o uso da terra e transforma seus hábitos alimentares.

Uma das principais recomendações com essa finalidade é que os homens comam menos carne e mais vegetais.

Essa conclusão precisou de cinco dias de reuniões de especialistas escolhidos para a 50ª sessão do Grupo Intergovernamental de Especialistas de Mudança Climática das Nações Unidas (IPCC pela sua sigla em inglês).

O IPCC tal vez seja hoje um dos mais famigerados grupos políticos de pressão da terra, embora se apresente enganosamente como um cenáculo de cientistas.

O tema declarado do relatório é convocar os países signatários a “uma melhor gestão do solo que pode contribuir a conter a mudança climática”.

E acrescenta cautelosamente “embora não seja a única solução”.

O relatório foi concebido para influenciar a cúpula anual da ONU que acompanha as medidas contra as mudanças climáticas marcada para dezembro em Santiago do Chile.

Ninguém provou que poupando o gado, o clima esfriou na Índia.
Ninguém provou que poupando o gado, o clima esfriou na Índia.
A reunião também é conhecida como COP 25, ou 25ª sessão da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (CQNUMC, ou UNFCCC em inglês).

Este quilométrico nome se aplica a uma Babel burocrática inaugurada na ECO-92 no Rio de Janeiro que todo ano é agigantada com fabulosa concentração de políticos, e é muito criticada pelas faraônicas despesas dos funcionários para satisfazer exigências ambientalistas crescentes em extremismo e fantasia.

O famigerado Acordo de Paris é um desses subprodutos que passou na COP 21 reunida entre 30 de novembro a 12 de dezembro de 2015. A administração do presidente Bolsonaro acenou com tirar o Brasil desse acordo, mas ficou no aceno.

O Acordo de Paris hoje fornece a maior plataforma de ataques ecologistas contra o Brasil.

O relatório do IPCC para a COP 25 recomenda aos governos políticas florestais e agrícolas, e políticas modificar as preferências e gostos alimentares de seus cidadãos.

A ingerência nos costumes cotidianos das pessoas será feita promovendo dietas menos carnívoras que reduzam a população obesa ou com excesso de peso, que órgão da ONU fixa em próxima aos 2 bilhões de pessoas pelo mundo todo.

A preocupação ‘verde’ não é mais a mesma dos ‘vermelhos’ com a fome. O mal máximo é a abundância de alimentos que se verifica a todos os níveis, inclusive do descarte.

O relatório calcula que 25 a 30% dos alimentos produzidos no planeta são desperdiçados, dado que costumam explorar demagogicamente os ativistas da Teologia da Libertação.

O objetivo explícito é impedir o desmatamento e insistir obsessivamente na redução das emissões de CO2, suposto principal causador da “catástrofe climática”.

A pirueta explora um fato de bom senso – não desperdiçar alimento válido – mas visa chegar a um objetivo ideológico dissimulado.

Quem pagará a conta somos nós pois nos será dificultado o consumo de churrascos e pratos feitos com carne

Durante milênios, bilhões de homens comendo carne deveriam ter transformado a Terra num inferno hiper-aquecido
Durante milênios, bilhões de homens comendo carne
deveriam ter transformado a Terra num inferno hiper-aquecido
A relatório da ONU elogia uma dieta mais vegetariana, ou vegana, voltando a acusar o gado de emitir gases de efeito estufa e prejudicar o bom uso da terra e da água.

Acrescenta ainda que vários milhões de quilômetros quadrados de terra poderão ser liberados da praga do gado até 2050.

A imensa extensão visada mostra a radicalidade do objetivo, dissimulado detrás de um linguajar burocrático e pseudocientífico.

Propõe-se também mais uma vez, retomar as práticas agrícolas, pecuárias e florestais das populações indígenas tradicionais. É obvio que essas práticas primitivas provocariam uma carência generalizada de carne.

Considere-se que no Brasil por exemplo não existiam bovinos, suínos, ovinos, caprinos e equinos antes da chegada dos portugueses, animais que as “populações indígenas tradicionais” desconheciam completamente.

Mas o documento elogia “sua experiência” inexistente, porque “pode contribuir para os desafios das mudanças climáticas, segurança alimentar, conservação da biodiversidade e combate à desertificação”.

O sofisma poderá calhar muito bem num Sínodo Pan-amazônico dominado pelas tendências ecologistas e tribalo-comunistas que estão se manifestando escarrapachadamente.

Leia-se: que os governos combatam o consumo de carne, tal vez até a extinção, em países como o Brasil.

Por vez primeira na história, o IPCC da ONU estabelece uma relação direta entre mudança climática e conservação da terra, como se incontáveis gerações de homens produtores nunca tivessem percebido durante milênios.

Tal vez percebendo a fraqueza de seus sofismas, o IPCC acrescenta um medo colateral para tornar engolível a proposta: o aumento de secas em regiões diversas atribuídas, mais uma vez, ao aquecimentismo obsessivo.


domingo, 22 de setembro de 2019

Pedido aos Padres Sinodais: que a Igreja na Amazônia espelhe a Santa Face de Cristo!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Prezados leitores de “Verde: cor nova do comunismo”:

Não é costume deste blog veicular petições ou abaixo assinados, ainda que muito bem-intencionados.

Porém, desta vez, o Brasil e a América do Sul sofrem uma ameaça até agora nunca imaginada.

Corremos o risco de cair numa das piores formas de comunismo e de Teologia da Libertação, travestidas de verde e “ecologia integral”.

Por isso convidamos a quem deseje, a assinar a petição promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Para isso basta clicar nos links e proceder a assinatura.

domingo, 15 de setembro de 2019

Encíclica Laudato Si’ regozijou as esquerdas e preparou o Sínodo Pan-amazônico




No dia 16 de julho de 2015, por iniciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, no Club Homs da capital paulista o autor deste post pronunciou uma palestra sobre a Encíclica do Papa Francisco  Laudato Si' .

Naquela oportunidade estávamos longe de imaginar a atualidade que viria a ter, especialmente diante de um Sínodo pan-Amazônico que ruma a abalar a Igreja e a civilização.

Relembrando que é um documento de grande autoridade magisterial dirigido a todo o orbe católico, destaquei a minha surpresa vendo o entusiasmo com que ele foi acolhida pelo comunismo, não só o velho saudosista da URSS mas o "novo" verde, tribalista, anarquista, e extremistas afins no mundo todo.

Tal vez no momento atual seja ainda mais oportuno relermos essas inacreditáveis afirmações da esquerda vermelha, hoje tão tingida por fora de verde com ares eclesiásticos, num contexto "sinodal" e "amazônico"!


A Laudato Si'  não se dirige só aos católicos, mas, segundo explicou o Prof. Alberto Gambino, da Universidade Europeia de Roma, “a todos os que têm sensibilidade pela [...] deterioração do meio ambiente”, crentes ou não.

domingo, 8 de setembro de 2019

Religião verde enferma os parisienses, diz acadêmico

François d’Orcival na presidência da Academia Francesa de Ciências Morais e Políticas
François d’Orcival na presidência da Academia de Ciências Morais e Políticas da França
Luis Dufaur
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insensatos pânicos ambientalistas ecoados com tanta obstinação que fazem nosso cérebro rolar dentro do crânio. É a observação, que parafraseamos, de François d’Orcival diretor do comitê editorial do semanário “Valeurs Actuelles” e membro da Academia de Ciências Morais e Políticas da França.

Para ele nesse trabalho sobressaem a Prefeitura de Paris e os militantes “verdes” que enchem seus escritórios e parecem determinados a parar o trânsito da Cidade Luz.

Em nome da ecologia, nem mesmo a lógica ou o raciocínio interessam mais.

Já não sofismam nem fantasiam. Cansaram de perseguir os parisienses com circunlóquios enganadores.

Acabaram com os truques de “rodízios”, “fechamentos temporários”, “tráfego alternado ou diferenciado”, etc.

Agora é direto: se trata de proibir.

Coleção de “infamantes selos Crit'Air” na cidade de Lyon
Coleção de “infamantes selos Crit'Air” na cidade de Lyon
A polícia barrará o trânsito nos acessos da capital e nas periferias.

Os carros portadores de um sinal que para os franceses evoca a estrela de Davi amarela imposta aos judeus durante a ocupação nazista (agora é o “infamante Crit'Air”, certificado de qualidade do ar classificado de 1 a 5) são proibidos de circular durante as horas de trabalho.

O argumento é o acostumado: combater a poluição atmosférica.

Numa cruel ironia do céu, no dia 1º de julho de 2019 quando ficaram proibidos os portadores do “Crit'Air 5” e os interditados para sempre (mais de 20 anos), os 6 milhões de sensores da AIRPARIF (órgão que que mede a poluição do ar na capital), indicavam não só que essa era fraca, mas que só chegava a 25% do necessário para declarar uma alerta.

A mesma instituição, no 26 de junho, no meio de um pânico midiático pela passagem de uma onda de calor, observava que o pico o auge de poluição por ozônlo aconteceu em 12 de julho de 1994. Há um quarto de século!

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

A ‘humanofobia’ tem algo a ver com a ‘ecologia integral’ ou a ‘mística indígena’?

Máscara do deus mexicano Tezcatlipoca. Museu Britânico. A morte ritual voluntária era tida como uma salvação entre esses índios. A humanofobia retoma o demoníaco costume
Máscara do deus mexicano Tezcatlipoca. Museu Britânico.
A morte ritual voluntária era tida como uma salvação entre esses índios.
A humanofobia retoma o demoníaco costume
Luis Dufaur
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No post anterior (Sínodo age com base em mitos em que nem Boff acredita), comentamos o ódio filosófico-teológico contra o ser humano pregado pelo tal vez maior teólogo da “libertação da Terra”, o franciscano renegado Leonardo Boff.

O anti-humanismo do ex-frade não é exclusivo dele. No nosso blog temos reproduzido inúmeros outros exemplos nesse sentido provenientes da Europa e dos EUA.

Eis alguns outros dados mais ou menos próximos ou relacionados com o Sínodo Pan-amazônico de outubro de 2019.

No site Religión en Libertad, o escritor e ex-âncora de TV e rádio, Luis Antequera, afirma que se revela cada vez mais a existência de um lobby que ele define como humanófobo, ou que despreza o ser humano.

Esse professa uma ideologia humanofóbica porque é teológica e filosoficamente contra o homem, qualquer que seja sua condição, de selvagem ou de civilizado.

domingo, 1 de setembro de 2019

Pânico induzido das queimadas
esconde plano anticristão

A área em verde escuro é a floresta amazônia Destaca-se a escasez aguda de fogos, com exceção das áreas de fronteira. Fonte: FIRMS ou Fire Information for Resource Management System
A área em verde escuro é a floresta amazônica
Destaca-se a escasez aguda de fogos, com exceção das áreas de fronteira.
Fonte: FIRMS ou Fire Information for Resource Management System
Luis Dufaur
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Segundo explica a NASA, estamos na ‘estação do fogo’ na floresta amazônica. Segundo o mais acatado órgão do mundo que acompanha os fenômenos da atmosfera e do espaço não há razão alguma para o alarme.

O estrondo mundial pelas queimadas na região amazônica é um fato estritamente midiático.

O ‘pânico dos incêndios amazônicos’ é tal vez a maior manobra de ‘fake news’ de que a história tem lembrança.

E, como veremos, incuba sorrateiramente um objetivo ideológico há tempos que pode causar gigantesco dano ao Brasil.

Vamos por partes.

O que diz a NASA

Na página “Fires in Brazil”, o Earth Observatory da NASA (National Aeronautics and Space Administration, ou Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, agência do Governo Federal dos EUA) explica tranquila, sisuda, breve, técnica e documentada online o seguinte:

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico se baseia em mitos
em que nem Boff acredita

Casamento de Martín García de Loyola (descendente indireto de Santo Inácio) e Beatriz Clara Coya (da famía real dos Incas). Igreja da Compañía, Cuzco, século XVII
Casamento de Martín García de Loyola (descendente indireto de Santo Inácio)
e Beatriz Clara Coya (da família real dos Incas).
Igreja da Companhia de Jesus, Cusco, Peru, século XVII.
Luis Dufaur
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Em seu blog pessoal, o ex-frade Leonardo Boff, incensado “teólogo da libertação da Mãe Terra” e redator entre outros da encíclica ‘Laudato si’’ do Papa Francisco, increpou o próximo Sínodo Pan-amazônico por desconhecer o ecossistema amazônico.

E se propôs desfazer mitos que deturpariam as noções e os objetivos dos padres sinodais que entretanto o Papa quer ver concretizados.

Quando comentei o artigo com meus amigos, esses não conseguiam acreditar. O Boff falando contra esses mitos?

A surpresa – como a minha também – foi maiúscula ouvindo os sofismas do guru da mística verde alucinada. Mas, logo apareceram incubados abismos ideológicos inimagináveis. Vejamos.

1. Boff: índio não é um ser consubstanciado com a natureza


Segundo ele, o “primeiro mito” é acreditar no “indígena como selvagem genuinamente natural e por isso em perfeita sintonia com a natureza”.

domingo, 25 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico debate extinguir as missões católicas pretextando ecologia

A verdadeira missão: entre morrer mártires ou salvar batizando as almas dos índios.
Anchieta e Nóbrega pregam na cabana de Pindobuçu, Benedito Calixto (1853 — 1927)






Entre os dias 6 e 27 de outubro realizar-se-á em Roma a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para região Pan-Amazônia, englobando o Brasil e oito países vizinhos.

Apesar de ser uma assembleia voltada para a Amazônia, esse Sínodo tomou uma dimensão universal, sendo apresentado pelos seus organizadores como um modelo para outras regiões e até para o mundo inteiro.

Seu documento preparatório “Amazônia: novos caminhos para a Igreja para uma ecologia Integral” é eloquente nesse sentido.

Ele afirma seu caráter universal: “As reflexões do Sínodo Especial superam o âmbito estritamente eclesial amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro de todo o planeta”.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Sínodo: ambientalismo anticristão pediu ao Vaticano alavancar a revolução do neocomunismo “verde”

Mons Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler das Pontifícias Academias de Ciências foi o anfitrião do workshop
Mons Marcelo Sánchez Sorondo,
chanceler das Pontifícias Academias de Ciências
foi o anfitrião do workshop
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O ambientalismo radical e suas teorias catastrofistas ressoaram como um angustiado pedido de auxílio no Vaticano em abril de 2015.

Foi durante o encontro promovido pelas Pontifícias Academias de Ciências e de Ciências Sociais.

Segundo o grande jornal de Turim La Stampa  o círculo de eclesiásticos que fecha fileiras em torno do Papa Francisco acolheu o apelo do secretário geral da ONU Ban-ki-moon e numerosos ativistas radicais com beneplácito.

Os ativistas e macro-capitalistas representados exigiram uma “revolução moral” em favor de suas metas, que por trás de uma fachada naturalista, são visceralmente anticristãs.

Todos os esforços tocados na base de projetos e propagandas milionárias não estão convencendo os homens. É preciso que a Igreja Católica com seu imenso prestígio passe a promover uma “revolução religiosa" rumo à ecologia integral neocomunista.

O relato do acontecido manifestou a séria crise que aflige o movimento “verde”: ele não está conseguindo convencer à opinião pública. Em desespero de causa acorreu ao Vaticano a pedir um novo impulso:

“As religiões institucionalizadas -- diz o documento -- podem e devem assumir a liderança e uma nova atitude em relação à criação”.

“A Igreja Católica, trabalhando com os líderes das outras religiões, poderá exercer um papel decisivo”, acrescentaram, noticia La Stampa .

domingo, 18 de agosto de 2019

Molion fez crítica científica da encíclica que antecipa as conclusões do Sínodo Pan-amazônico

Molion: a encíclica acolhe mistificações sem base na ciência
Molion: a encíclica acolhe mistificações sem base na ciência
Luis Dufaur
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No dia 16 de julho de 2015, por iniciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, palestraram no Club Homs da capital paulista o Prof. Luiz Carlos Molion e o autor deste post.

O Prof. Molion é meteorologista, pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas. Ele assestou o foco nos aspectos científicos da Encíclica Laudato Si'.

Suas observações continuam mais atuais do que nunca. Não somente os fenômenos climáticos e ecológicos em pauta continuam os mesmos pois se estendem com grande durabilidade no tempo.

Mas a agitação ideológica "verde" cresceu em insuspeitadas proporções.

Criou-se também um coro de vozes, aliás muitas anticristãs, que sintoniza com o Sínodo Pan-amazônico que se desenvolverá em Roma no próximo mês de outubro (2019).

E o cerne das conclusões desse Sínodo já está inscrito com antecedência na referida encíclica.

O professor Molion observou múltiplas impropriedades, do ponto de vista da ciência, contidas nessa Encíclica, pois adota hipóteses controvertidas ou falsas como se fossem resultantes de um consenso entre os especialistas.

Também sublinhou que o termo “consenso” jamais pode ser usado na ciência. Ele é aplicável na política e em seus conchavos. A ciência é questionadora por natureza.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

São Gabriel da Cachoeira e Sínodo Pan-amazônico: jogar uma terra de promessas nas trevas da vida tribal?

Missão salesiana de Taracuá, rio Uaupés, São Gabriel da Cachoeira
Missão salesiana de Taracuá, rio Uaupés, São Gabriel da Cachoeira
Luis Dufaur
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São Gabriel da Cachoeira é um simpático município brasileiro do estado de Amazonas, Região Norte do país, segundo a básica descrição da Wikipedia.

Malgrado sua remota e selvática situação, ele encarna todo ao contrário a luta de classes comuno-tribalista que anda sendo pregada com pretexto do próximo Sínodo Pan-amazônico.

A benemérita ação dos missionários salesianos desde o início do século XX foi muito bem acolhida pela população indígena que não se envergonha de exibir sua adesão à Igreja Católica e se orgulha de ser brasileira.

Localizado na fronteira com a Colômbia e Venezuela, no extremo noroeste do Brasil, o município é conhecido como “Cabeça do Cachorro”, por seu território ter forma semelhante à da cabeça desse animal.

domingo, 4 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo?

Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo
Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo?
Luis Dufaur
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Certas propostas do ambientalismo radical – contra as quais temos alertado no nosso blog –soam tão estapafúrdias que compreendemos que muitas pessoas razoáveis, as julguem coisas de doidos sem futuro.

Muitas propostas – teológicas ou não – que estão sendo baralhadas a propósito do próximo Sínodo Pan-amazônico caem nessa categoria.

Desfazer o Brasil e mais oito países vizinhos com uma área de oito milhões de quilômetros quadrados para ali estabelecer, como postulam os documentos oficiais pré-sinodais, uma área ecológica, cultural e religiosa inspirada no primitivismo das últimas, minúsculas e mais decadentes tribos que ainda subsistem, soa a sonho doentio.

Em qualquer caso, não é uma novidade.

Esse sonho alucinado já estava contido nos utopistas do comunismo e do socialismo anárquico.

Segundo eles o homem deveria viver como o “bon sauvage” de Jean-Jacques Rousseau pulando nu na natureza.

Malgrado o fracasso repetido das “experiências”, essa fantasia essencialmente anticristã nunca abandonou os antros mais recônditos do comunismo.

domingo, 28 de julho de 2019

Ideólogo ‘verde’ condena homem como 'assassino serial' da Criação (sic!)

Yuval Noah Harari e seu livro contra o homem
Yuval Noah Harari e seu livro contra o homem
Luis Dufaur
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Do ponto de vista da ecologia, o ser humano é um assassino serial se se acreditar em Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém.

As teses furibundas do ambientalista o encheram de louvores das grandes tubas do macrocapitalismo publicitário. Ele foi citado mais recentemente pelo colunista e militante verde João Lara Mesquita.

“A Revolução Agrícola foi a maior fraude da história”, “as plantas domaram o Homo Sapiens e não o contrário”, “se a culpa é do Homo sapiens ou não, o fato é que, tão logo eles chegavam a um novo local, a população nativa era extinta”, são alguns dos pensamentos desse arauto contra o ser humano.

Yuval nem adota a fantasia de Jean-Jacques Rousseau do “bom selvagem” ou a quimera comuno-progressista de índios que viveriam “em plena harmonia com a natureza”.

Todos os homens são malignos, mas aquele que raciocina é o pior deles.

domingo, 21 de julho de 2019

Xavantes querem trator e agronegócio
para sair da miséria e da fome

Índios Xavante se reúnem para aprender a dirigir tratores. Foto Pedro Silvestre
Índios Xavante se reúnem para aprender a dirigir tratores. Foto Pedro Silvestre
Luis Dufaur
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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) capacitou 15 índios da etnia Xavante para operar tratores.

Buscar conhecimento para trabalhar na agricultura foi o primeiro passo dos indígenas para mudar o cenário de miséria e fome, que tem castigado aldeias no sudeste de Mato Grosso, noticiou o Canal Rural da UOL.

O jovem Mauro Jacinto, de 19 anos, gostou da experiência.

Ele concluiu o ensino médio e sonha em fazer agronomia, para ajudar toda a reserva Sangradouro.

“Para mim, é um grande caminho esse em que estou entrando. Vai agregar renda a minha comunidade”, disse ao Canal Rural.

Clever Cunico, instrutor de Operação de Máquinas do Senar-MT, está trabalhando pela primeira vez com o povo indígena e está bastante surpreso.

Eles fazem perguntas e estão realmente interessados em aprender”, afirma.

A entidade já tem mapeados outros cursos, segundo a mobilizadora Márcia Gonçalves.

domingo, 14 de julho de 2019

O Sínodo a serviço da agenda neopagã

Ex-frei Leonardo Boff colaborou na redação da Laudato si'. Sínodo Amazônico traz a Teologia de Libertação com cores de índio
Ex-frei Leonardo Boff colaborou na redação da Laudato si'.
Sínodo Amazônico traz a Teologia de Libertação com cores de índio
José Antonio Ureta
Membro fundador da “Fundación Roma”,Chile;
membro da “Société Française pour la Défense
de la Tradition, Famille et Propriété”;
colaborador do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
e autor do livro: “A mudança de paradigma
do Papa Francisco: continuidade ou ruptura
na missão da Igreja?
Relatório de cinco anos do seu pontificado”.







O jornalista Edward Pentin, do National Catholic Register, solicitou amavelmente minhas primeiras impressões sobre o Instrumentum laboris para a próxima Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, divulgado ontem. Eu o faço com muito gosto, como editorial para este observatório.

Em minha opinião, o Instrumentum laboris representa a abertura de par em par das portas do Magistério à Teologia Indígena e à Ecoteologia, dois derivados latino-americanos da Teologia da Libertação, cujos corifeus, após o desmantelamento da URSS e do fracasso do “socialismo real”, atribuíram aos povos indígenas e à natureza o papel histórico de força revolucionária, em clave marxista.

Tal como a Teologia da Libertação, o Instrumentum laboris toma como base de suas elucubrações não a Revelação de Deus contida na Bíblia e na Tradição, mas a realidade da suposta “opressão” a que estaria sujeita a Amazônia, que de simples área geográfica e cultural passa a ser “interlocutor privilegiado”, “lugar teológico”, “lugar epifânico” e “fonte de revelação de Deus” (números 12, 18 e 19).

Do ponto de vista teológico, o Instrumentum laboris não só recomenda o ensino da Teologia Indígena “em todas as instituições educativas” com vistas a “uma melhor e maior compreensão da espiritualidade indígena” e para que “sejam tomados em consideração os mitos, tradições, símbolos, ritos e celebrações originais” (nº 98), como repete ao longo do documento todos os seus postulados.

Ou seja, que as “sementes do Verbo” não apenas estão presentes nas crenças ancestrais dos povos aborígenes, mas que já “cresceram e deram frutos” (nº 120), pelo que a Igreja, em lugar da evangelização tradicional que procura convertê-los, deve se limitar a “dialogar” com eles, uma vez que “o sujeito ativo da inculturação são os mesmos povos indígenas” (nº 122).

Nesse diálogo intercultural, a Igreja deve também enriquecer-se com elementos claramente pagãos e/ou panteístas de tais crenças, como “a fé em Deus-Pai-Mãe Criador”, as “relações com os antepassados”, a “comunhão e harmonia com a terra” (nº 121) e a conectividade com “as diferentes forças espirituais” (nº 13).

domingo, 7 de julho de 2019

Professor da Califórnia:
comer carne ajuda à Humanidade

O prof. Frank M. Mitloehner ficou espantado com os exageros contra o consumo de carne
O prof. Frank M. Mitloehner ficou espantado com os exageros contra o consumo de carne
Luis Dufaur
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Frank M. Mitloehner é professor especializado em Qualidade do Ar, no Departamento de Ciência Animal na Universidade da Califórnia – Davis.

Ele ficou espantado pela frequência com que a grande mídia pressiona para comer menos carne a pretexto de salvar o clima.

Alguns ativistas chegam a propor um imposto à carne para reduzir o consumo, comentou “El País” de Madri.

O sofisma é que essa produção gera mais gases estufa que todo o setor do transporte.

Porém, diz o professor, isso é falso.

Trata-se de propaganda veiculada por uma mídia que se diz séria e que leva a suposições inexatas sobre a relação do consumo de carne e a mudança climática.

domingo, 30 de junho de 2019

Índios ampliam lavoura, desafiam controles asfixiantes e desmentem utopias comuno-missionárias

Índios paresis querem ampliar lavoura e dominam atualizada tecnologia.
Índios paresis querem ampliar lavoura e dominam atualizada tecnologia.
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O povo paresi da terra indígena Utiariti saiu este ano para a colheita de perto de 4.000 hectares de milho que ele mesmo semeou com atualizada tecnologia.

Em fevereiro, suas modernas máquinas haviam colhido 9.000 hectares de soja, informou reportagem da “Folha de S.Paulo”, rica em informações.

Nove carretas estavam a postos em Campo Novo do Parecis (410 km ao noroeste de Cuiabá), cidade mais próxima, para transportar a produção de soja e vendê-la.

O exemplo é característico de uma feliz integração dos paresis na grande família brasileira.

Trata-se de mais uma amostra que contradiz as ideologias comuno-ecologistas que pretendem mantê-los presos à vida “selvagem” e miserável sonhada pelos teorizadores do missionarismo comunista.

domingo, 23 de junho de 2019

Dalai Lama na ECO-92: um 'papa' do deus imanente da anti-ordem 'verde'?

Em torno do Dalai Lama dizia-se que ele era o Papa 'da outra metade do mundo'. A bem dizer da metade inferior, ou abismos infernais. Assim representou melhor o deus da nova religião comum da Terra.
Em torno do Dalai Lama dizia-se que ele era o Papa 'da outra metade do mundo'.
A bem dizer da metade inferior, ou abismos infernais.
Assim representou melhor o deus da nova religião comum da Terra.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: ECO-92: o materialismo panteísta para o mundo ecológico




Mas ainda haveria de chegar uma espécie de pontífice supremo dessa confusão. Deu-se com a chegada do Dalai Lama, às 6.h45.

O Dalai Lama, foi hóspede do Cardeal-arcebispo de Rio de Janeiro, Dom Eugênio Sales.

Por sua parte, Dom Eugênio tinha celebrado uma “High Ecological Mass”, na plataforma do Cristo Redentor, pelo sucesso da Rio-92, na presença do governador e do prefeito da cidade.

Na ocasião, o arcebispo relembrou que “Deus confiou este mundo ao homem não para explorá-lo” crítica velada à agropecuária explorada também na encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco (“High Ecological Mass at the Christ statue”, Jornal do Brasil, english edition, 1/6/92).

A chegada do Dalai Lama teve conotações de entronização de uma espécie de pontífice da grande força cultuada por tais religiões: a Mãe Terra, ou Gaia, ou Pachamama.

A Enciclopédia Espasa-Calpe, vol XXIX, no verbete lamaísmo, define essa prática como uma

“forma muito corrompida do budismo indiano (...) e grande número de práticas e superstições essencialmente mágicas, que conservaram sempre uma influência predominante. (…) Segundo Goden: “é quiçá a religião mais supersticiosa e sacerdotal do mundo” (in Studies in the religion of the east, Londres, 1913).”