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domingo, 8 de dezembro de 2013

“Verdes” não conseguem impor “paz de Varsóvia” na COP 19 e olham para o Vaticano

COP 19 prepara intentona verde num ambiente vazio
COP 19 prepara intentona verde num ambiente vazio
Encerrou-se em Varsóvia mais uma reunião sobre a mudança do clima global — a COP-19, ou 19ª conferência dos países signatários da Convenção do Clima da ONU (1992).

Os ministros de Meio Ambiente tentaram driblar as realidades. Estas atrapalhavam as negociações para reduzir o nível de vida e de consumo dos homens com o pretexto de diminuir a produção de gases do efeito estufa – leia-se CO2, embora este gás seja só 0,03% da atmosfera.

Com sensatez Japão e Austrália recuaram de compromissos anteriormente assumidos de cortar suas emissões de carbono.

O PT teria gostado exibir resultados diante dos colegas verdes e vermelhos.

domingo, 24 de novembro de 2013

Tribunal da França manda desmontar torres eólicas: prejudicam aos homens e à natureza

Prejudicam a saúde e à natureza, disse Tribunal
Os proprietários do castelo de Flers, na região francesa Nord-Pas-de-Calais, obtiveram ganho de causa no Tribunal de Grande Instância de Montpellier, o qual ordenou desmontar dez torres eólicas responsáveis por danos à saúde e ao horizonte visual do castelo e da aldeia vizinha.

A Compagnie du Vent, filial da grande empresa de eletricidade GDF-Suez, também foi condenada a pagar indenizações e vai recorrer.

A sentença causou rebuliço nas fileiras ambientalistas, e segundo o jornal “Le Monde”, poucas sentenças foram tão consultadas, copiadas e analisadas em toda a França.

Pois as queixas contra as torres eólicas estão se fazendo ouvir pelo país inteiro, enquanto cientistas e economistas criticam seu custo e real utilidade.

domingo, 17 de novembro de 2013

Totalitarismo tributário “verde” indigna a França

Portal da "ecotaxa": impostos ambientalistas acentuam totalitarismo tributário
Portal da "ecotaxa": impostos e controles ambientalistas praticam totalitarismo tributário
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Para milhares de agricultores franceses, a arremetida “verde” saiu da propaganda e virou hostil realidade.

O governo francês “vermelho-verde” foi baixando sucessivos impostos para “salvar o planeta”.

A gota que fez derramar o copo foi a chamada “ecotaxa” que incide sobre os caminhões, mas acaba sendo paga pelos produtores rurais.

Impressionantes portais carregados de sensores para flagrar caminhões, cargas, emissão de CO2, etc. foram sendo instalados em auto-estradas e simples estradas de França. A “ecotaxa” deve render ao governo vários bilhões de reais por ano.

Em Quimper, dezenas de milhares de produtores rurais
se dizem estrangulados pela tributação "verde"
Os produtores viam nesses enormes sistemas de controle símbolos de uma ditadura “verde-vermelha” que asfixiaria mortalmente as regiões agrícolas.

Na Bretanha, a indignação popular literalmente pegou fogo.

Na cidade de Quimper, 30.000 pessoas protestaram em manifestação pacífica que foi objeto de violenta, mas inútil, repressão policial.

Os manifestantes se identificavam levando a bandeira da Bretanha e usando bonés vermelhos.

Na região nunca existiu o pedágio, nem mesmo na Idade Média. Quando no século XVII o absolutismo real tentou impor um imposto semelhante, a região se insurgiu usando “bonés vermelhos” e o ministério real voltou atrás.

O protesto desta vez foi nacional, mas especialmente forte na Bretanha região de agricultores e pescadores. Perto de cinquenta dos imensos pórticos de controle excogitados pelo dirigismo “verde” foram derrubados e/ou danificados nesses protestos em todo o país.

O governo socialista no qual faz parte o Partido Verde, compreendeu logo que a partida estava quase perdida e anunciou a suspensão da totalitária “ecotaxa” que devia entrar em vigor no início de 2014.

Também ordenou a remoção dos pórticos de controle instalados ao preço de mais de três milhões de reais cada um.

Em Chartres, região Centro, os agricultores tiram sinalização em protesto
Segundo Christian Troadec, prefeito de Carhaix: “é melhor que o governo os desmonte ele próprio. Em qualquer caso, eles ai não vão ficar”, noticiou “Le Figaro”.

Porém, os agricultores não aceitaram a suspensão que julgam ser um ardil enganoso. Eles exigem a supressão completa do imposto que esmaga a atividade produtiva com pretextos ocos ou insinceros.

O primeiro-ministro socialista Jean-Marc Ayrault passou a imagem de um governo petulante, mas paralisado pelo furor dos manifestantes e pelo descontentamento da maioria dos franceses, segundo o jornal “Le Figaro”.

O diretor do gabinete do ministro do Interior Manuel Valls, que comanda a polícia, exclamou: “a situação é grave! Há mais de dez anos que não se via algo semelhante!”

Com a "ecotaxa", ambientalismo revelou seu fundo prepotente a antinatural
Com a "ecotaxa", ambientalismo revelou seu fundo prepotente a antinatural
Deputados e ministros “verdes” receberam a suspensão como uma ducha de água fria. “É mais do que um golpe duro contra a ecologia, é um golpe que mata”, disse exaltado o deputado do Partido Verde Noël Mamère.

Porém, a maioria dos deputados ecologistas percebeu o ambiente nacional voltado contra eles e eles escolheram se refugiar no silêncio.

Embora hostilizados pela tropa de choque, os agricultores, homens de trabalho, se declaravam desconsolados pela “irresponsabilidade total dos políticos” incluídos os da oposição.

“Os políticos de Paris não ouvem nada”, disse Eric Pocreau conselheiro da comuna de Huelgoat. Yvon e Marie-Jo, um casal de produtores rurais de Morlaix explicou: “viemos a pedir a supressão da ecotaxa, mas também que o Estado afrouxe a camisa de força burocrática que nos asfixia”.

Nathalie, seu marido caminhoneiro e as duas filhas protestavam pela demissão do pai por causa dos impostos “verdes” sobre o transporte, registrou “Le Figaro”.

No dia 11 de novembro, durante a comemoração do armistício que pôs fim a I Guerra Mundial, o presidente Hollande foi vaiado no Arco do Triunfo e na avenida dos Champs Elysées, em Paris, a capital francesa.

Os manifestantes levavam o “boné vermelho” símbolo dos protestos contra a “ecotaxa” e cantavam “Hollande, tua lei não passará”.



domingo, 11 de agosto de 2013

No Canadá, cobra “pet” mata duas crianças enquanto dormiam

Píton de Seba, africana, como o "bicho de estimação" da tragédia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Há ‘pets’ e ‘pets’. Há bons e ruins. Até muito bons. Mas também muito ruins. A natureza não é de uma bondade imaculada como faz crer a mesma propaganda ambientalista que apresenta o homem como o maior predador do planeta.

Jean-Claude Savoie, dono de um ‘pet shop’ na cidade de Campbellton, no estado canadense de Nouveau-Brunswick, saiu de modo sinistro do sonho idílico verde.

Seu ‘pet shop’ fica no andar térreo de seu sobrado, residindo ele com a família no andar superior. Só que nesta havia um estranho membro, que era seu ‘pet’ preferido: uma serpente píton de Seba africana de 4 a 6 anos, pesando 45 quilos e com 4,30 metros, informou o jornal “La Presse”, de Montreal.

domingo, 24 de março de 2013

Tecnologias verdes “amigáveis” que pegam fogo no carro e envenenam o lar

Bombeiros da Alemanha também deram sinal de alerta. Na foto, Peugeot 307.

Se o leitor for um entusiasta da tese do aquecimento global de origem humana, então deve comemorar o momento em que o ar condicionado de seu carro alemão novo pega fogo inesperadamente.

Pois estará assim colaborando com um humilde tributo à luta extrema contra o CO2 – este gás benéfico que o ambientalismo radical qualificou de demônio planetário.

E, se acontecer uma intoxicação coletiva de sua família porque uma pequena lâmpada fluorescente estourou, esse leitor deveria agradecer aos inigualados profetas do apocalipse verde.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Absurdos com energias renováveis da Alemanha alarmam Europa

Ontem energia do carvão não, hoje sim
Ontem energia do carvão não, hoje sim
Uma das publicações mais lidas na Polônia, a revista “Wprost”, de Varsóvia, denunciou relatório da Fundação arqui-verde alemã Heinrich Böll, defendendo que a Alemanha já reduziu suficientemente as suas emissões de CO2 e agora teria o direito de utilizar o poluente carvão como fonte de energia.

O artigo de “Wprost” foi traduzido ao português pela agência Presseurop.

A Fundação Heinrich Böll é de fato um think-thank do Partido Verde alemão.

Os ecologistas são apoiados pelo ministro do Ambiente, Peter Altmaier, que desempenhou um papel importante no regresso do país ao carvão.

Os ecologistas alemães terão perdido a razão? – pergunta a revista polonesa.

Nenhum outro país está construindo atualmente tantas centrais alimentadas a carvão como a Alemanha, que já conta com 23 instalações.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Alemanha: venderiam “eletricidade ecológica” gerada anti-ecologicamente

Sempre engajado nas causas “verdes”, o jornal alemão Tageszeitung denunciou uma negociata que desmoraliza o ambientalismo.

“Fornecedor de eletricidade ecológica quer fazer carvão” foi o título de primeira página do jornal, jogando com o duplo sentido da palavra “carvão”, que em alemão significa também dinheiro.

O Tageszeitung revelou que os três maiores distribuidores de eletricidade de origem renovável na Alemanha – as empresas Lichtblick, Greenpeace Energy e Naturstrom – poderiam adotar dentro em breve o poluidor carvão, enquanto continuam dizendo que produzem energia 100% limpa.

Com efeito, as referidas empresas abastecem-se junto à austríaca Verbund AG, que desde 2011 está construindo na Turquia uma central movida a carvão – informou a agência Presseurop.

O que é muito embaraçoso para as três empresas alemãs – salienta o Tageszeitung – é que há estudos segundo os quais “as emissões da central turca ultrapassarão os valores máximos definidos pela UE e pela Organização Mundial de Saúde”.

As energias de fontes renováveis existentes na Alemanha vêm gerando preocupação também nos países vizinhos.

“A República Checa vai impedir a derrocada da sua rede elétrica e proteger-se contra o excedente de energia verde devido à produção descontínua dos parques eólicos no Norte da Alemanha”, escreveu o diário de Praga, Lidové noviny.

Manifestação verde contra o carvão, Alemanha
Na hora de implementar suas sedutoras fórmulas, esses ativistas verdes especialistas em marxismo mas desconhecedores da realidade ambiental, tentam golpes canhestros porque suas promessas não podem ser cumpridas, ou são inaplicáveis.

Inaplicáveis?

Para golpear a economia ocidental, derrubá-la e deixar o campo aberto à hegemonia da China e da Rússia, não há melhor do que fazer o que vem fazendo o ambientalismo de conteúdo vermelho e casca verde.

Na Alemanha, no mundo, e no Brasil!


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sirenes ecologistas esganiçadas e fomes inexistentes

Paul Ehrlich anunciou que o planeta  não conseguiria alimentar toda a humanidade
Paul Ehrlich anunciou que o planeta
não conseguiria alimentar toda a humanidade
Ah! a fome no mundo! Desde a Revolução Francesa, multidões gritando “pão” derrubam tronos e desencadeiam as revoluções. E, hoje em dia, outro não é o grito da esquerda. Por exemplo:



● Em 1968, Paul R. Ehrlich alarmou o mundo com seu livro “The Population Bomb”, cuja tese principal era a de que os recursos do planeta não seriam suficientes para atender a uma população em crescimento.

Seu livro e suas previsões tornaram-se célebres. Uma delas: “Até o ano 2000, o Reino Unido será simplesmente um pequeno grupo de ilhas empobrecidas, habitadas por cerca de 80 milhões de famintos”.

Eis um gênero de terrorismo: o catastrofismo apocalíptico. Seu livro previa que centenas de milhões de pessoas morreriam de fome nas décadas seguintes, em consequência da superpopulação. Deu no que deu.

domingo, 4 de novembro de 2012

Silêncios que falam, berram e denunciam mitos anticientíficos ou socialistas

Sobre tudo, não falemos do "assunto" que queima!

Há silêncios que falam. Desta vez houve um que berrou.

Foi constatado nos três debates entre os candidatos à presidência dos EUA, e no único acontecido entre os pretendentes a vice-presidente.

Candidato algum teve ânimo para falar em “mudanças climáticas”, “aquecimento global” ou conexos.

É a primeira vez que se dá essa omissão, desde que o “aquecimento global” entrou nos debates em 1988. Há quase um quarto de século!

Os ativistas do aquecimentismo se julgaram desconsiderados ou até humilhados. Mas engoliram com farofa.

domingo, 14 de outubro de 2012

Cineasta recusa oferta de Al Gore por temor de fraude mal-intencionada

Terror de catástrofes: instrumento
para impor a "religião" ditatorial ambientalista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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O senador Al Gore, destacado líder do alarmismo climático, tentou comprar da empresa Alice Springs direitos de publicação de um filme do cineasta Chris Tangey sobre tornados de fogo (ver vídeo abaixo) no Monte Conner, Austrália, para usar em suas apresentações.

Tangey respondeu ao senador alarmista que usar sua filmagem num contexto de “mudança climática” seria um ato “deliberadamente enganoso”, recusando assim o dinheiro oferecido, informou o jornal “The Australian”.

As manipulações de dados naturais de alto impacto para justificar teorias catastrofistas viraram marca de fábrica das apresentações de Al Gore.

Sua mais famosa produção, “Uma verdade inconveniente”, acabou sendo condenada pela justiça inglesa e proibida de ser recomendada em escolas após se constatarem mais de 35 graves erros que poderiam danificar a formação dos escolares.
“Há uma decisão da Corte Suprema da Inglaterra e Gales, número 2007/EWHC 2288 Adm. CO/3615/2007 - Caso Stuart Dimmock versus Ministério da Educação - que proibiu a exibição do filme nas escolas, até corrigirem 11 erros graves nele existentes. Na realidade, há 35 erros”, explicou o Prof. José Carlos Almeida de Azevedo, ex-reitor da Universidade Nacional de Brasília - Unb, e que deixou grande reputação de cientista e professor universitário. VEJA A ENTREVISTA

O tornado de fogo é um fenômeno natural que acontece em circunstâncias muito especiais como, por exemplo, durante grandes incêndios florestais.

Chris Tangey registrou imagens impressionantes de um desses tornados no Monte Conner, Austrália.

Ele pode também acontecer em decorrência da ação do homem, como durante bombardeios de cidades nas guerras ou incêndios em fábricas.

Chris Tangey: usar a filmagem
num contexto de “mudança climática”
seria ato “deliberadamente enganoso”
“Eu percebo que o senhor poderia não informar sobre o caráter muito localizado do tornado de fogo” – escreveu Tangey em e-mail ao senador apóstolo do catastrofismo.

“Em qualquer caso, eu fico me perguntando por que é que o senhor pede comprar uma licença do filme quando não fez o mais mínimo estudo que possa apontar alguma relação deste fenômeno com o aquecimento global ou com a mudança climática”.

A respeitabilidade do aquecimentismo está cada vez mais baixa. A ponto de o cineasta ter recusado uma oferta por certo interessante.

Para essa queda de respeitabilidade do aquecimentismo contribuíram possantemente comprovadas fraudes e manipulações.

Mas a “religião” verde se move segundo um estranho fanatismo interno. E prossegue em seus esforços para levar o mundo ao miserabilismo, ainda que tendo de passar por situações desencorajadoras e vergonhosas como esta de Al Gore.


terça-feira, 3 de julho de 2012

Cúpula dos Povos: Frente Ampla do retorno ao primitivismo

Rio+20: "Cúpula dos Povos". Foto Marcello Casal Jr-ABR
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Até o presente vínhamos acompanhando neste blog o fenômeno de velhos militantes ou antigos movimentos da esquerda, mais ou menos eivados de marxismo, que se reciclavam e adotavam uma linguagem “verde” ou “ambientalista”.

E o faziam de um modo peculiar: distorciam o significado dos termos e manipulavam problemas gerados pela civilização industrial que pediam correções sensatas mais ou menos importantes, segundo os diversos casos.

Essas distorções e manipulações não visavam à melhoria do nível de vida da humanidade e a sábia gestão da natureza.

Pelo contrário, explorando pontos fracos da civilização industrial, em nome da natureza, da saúde e do bem do planeta, apresentavam propostas que levariam a consequências danosas.

Mas, analisando o rumo geral desses neo-ambientalistas, começava a se delinear como alma do movimento o velho comunismo disfarçado de verde e aliado com outros movimentos igualmente voltados contra os fundamentos do modo de vida civilizado.

Como uma nuvem desconexa de vespas atacando uma só pessoa, essas diversas tendências militantes não expressamente socialistas ou marxistas apresentavam reivindicações que conduziriam em ultima análise ao colapso da civilização. Por exemplo, os movimentos pela droga, pela revolução sexual, favorecedores de conflitos raciais, contrários à família, à vida, etc.

Na “Cúpula dos Povos” da Rio+20 essas tendências dessemelhantes lançaram um manifesto comum. Manifesto ambientalista sem dúvida, mas em pé de guerra.

Nova “vanguarda do proletariado” da Terra genuinamente vermelha
e profundamente verde ntra a ordem ainda subsistente
Nele, os signatários se apresentam como uma frente ampla, unida em luta contra o regime de propriedade privada, contra a família, contra a harmonia das raças, das etnias, das culturas e das religiões, impulsionados por um visceral espírito de luta de classes.

Uma luta de classes não apenas materialista, como na velha vulgata marxista-leninista, mas total e em todas as frentes existentes: econômica, social, étnica, cultural e religiosa.

É assim que o documento final da Cúpula dos Povos sintetiza “os principais eixos de luta para o próximo período”.

Esta Frente Ampla oficializada na Rio+20 dá corpo à nova “vanguarda do proletariado” da terra genuinamente vermelha e profundamente verde contra a ordem ainda subsistente.

E isso para “salvar o planeta”!

Reproduzimos a seguir a íntegra de sua “Declaração final”, que é um equivalente do desatualizado “Manifesto comunista” de Marx e Engels de 1848, só que ainda mais ousado e radical.

Este post pode bem ser incluído na série que publicamos sobre a história da ecologia e do ambientalismo, porém como o presente palpitante e talvez como a história futura...

P.S.: Preservamos no texto “português” os termos em espanhol, inglês e outros estrangeirismos.

Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental – Em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida

Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos, organizações da sociedade civil e ambientalistas de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade.

A puída Teologia da Libertação tenta se remoçar.  Foto: ex-frei Boff, agora teólogo da Mãe Terra, na Cúpula dos Povos
A puída Teologia da Libertação tenta se remoçar.
Ex-frei Boff, agora teólogo da Mãe Terra, na Cúpula dos Povos
A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadore/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembleias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.

As instituições financeiras multilaterais, as coalizações a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferencia oficial.

Em constraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro.

Há vinte anos o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo.

Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global.

À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os bens comuns da humanidade para salvar o sistema econômico-financeiro.

A propriedade privada, livre iniciativa fontes do legítimo lucro: demonizadas
A propriedade privada, livre iniciativa fontes do legítimo lucro: demonizadas
As múltiplas vozes e forças que convergem em torno da Cúpula dos Povos denunciam a verdadeira causa estrutural da crise global: o sistema capitalista patriarcal, racista e homofóbico.

As corporações transnacionais continuam cometendo seus crimes com a sistemática violação dos direitos dos povos e da natureza com total impunidade. Da mesma forma, avançam seus interesses através da militarização, da criminalização dos modos de vida dos povos e dos movimentos sociais promovendo a desterritorialização no campo e na cidade.

Da mesma forma denunciamos a divida ambiental histórica que afeta majoritariamente os povos oprimidos do mundo, e que deve ser assumida pelos países altamente industrializados, que ao fim e ao cabo, foram os que provocaram as múltiplas crises que vivemos hoje.

O capitalismo também leva à perda do controle social, democrático e comunitario sobre los recursos naturais e serviços estratégicos, que continuam sendo privatizados, convertendo direitos em mercadorias e limitando o acesso dos povos aos bens e serviços necessários à sobrevivência.

A dita “economia verde” é uma das expressões da atual fase financeira do capitalismo que também se utiliza de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento publico-privado, o super-estímulo ao consumo, a apropriação e concentração das novas tecnologias, os mercados de carbono e biodiversidade, a grilagem e estrangeirização de terras e as parcerias público-privadas, entre outros.

Conflitos indígenas: ingredientes da ofensiva neomarxista-ambientalista
Conflitos indígenas: parte da ofensiva neomarxista-ambientalista
As alternativas estão em nossos povos, nossa historia, nossos costumes, conhecimentos, práticas e sistemas produtivos, que devemos manter, revalorizar e ganhar escala como projeto contra-hegemonico e transformador.

A defesa dos espaços públicos nas cidades, com gestão democrática e participação popular, a economia cooperativa e solidaria, a soberania alimentar, um novo paradigma de produção, distribuição e consumo, a mudança da matriz energética, são exemplos de alternativas reais frente ao atual sistema agro-urbano-industrial.

A defesa dos bens comuns passa pela garantia de uma série de direitos humanos e da natureza, pela solidariedade e respeito às cosmovisões e crenças dos diferentes povos, como, por exemplo, a defesa do “Bem Viver” como forma de existir em harmonia com a natureza, o que pressupõe uma transição justa a ser construída com os trabalhadores/as e povos.

Exigimos uma transição justa que supõe a ampliação do conceito de trabalho, o reconhecimento do trabalho das mulheres e um equilíbrio entre a produção e reprodução, para que esta não seja uma atribuição exclusiva das mulheres. Passa ainda pela liberdade de organização e o direito a contratação coletiva, assim como pelo estabelecimento de uma ampla rede de seguridade e proteção social, entendida como um direito humano, bem como de políticas públicas que garantam formas de trabalho decentes.

Afirmamos o feminismo como instrumento da construção da igualdade, a autonomia das mulheres sobre seus corpos e sexualidade e o direito a uma vida livre de violência. Da mesma forma reafirmamos a urgência da distribuição de riqueza e da renda, do combate ao racismo e ao etnocídio, da garantia do direito a terra e território, do direito à cidade, ao meio ambiente e à água, à educação, a cultura, a liberdade de expressão e democratização dos meios de comunicação.

Feminismo: ingrediente do "cocktail Molotov" anticapitalista
O fortalecimento de diversas economias locais e dos direitos territoriais garantem a construção comunitária de economias mais vibrantes. Estas economias locais proporcionam meios de vida sustentáveis locais, a solidariedade comunitária, componentes vitais da resiliência dos ecossistemas. A diversidade da natureza e sua diversidade cultural associada é fundamento para um novo paradigma de sociedade.

Os povos querem determinar para que e para quem se destinam os bens comuns e energéticos, além de assumir o controle popular e democrático de sua produção. Um novo modelo enérgico está baseado em energias renováveis descentralizadas e que garanta energia para a população e não para as corporações.

A transformação social exige convergências de ações, articulações e agendas a partir das resistências e alternativas contra hegemônicas ao sistema capitalista que estão em curso em todos os cantos do planeta. Os processos sociais acumulados pelas organizações e movimentos sociais que convergiram na Cúpula dos Povos apontaram para os seguintes eixos de luta:

Contra a militarização dos Estados e territórios;

Contra a criminalização das organizações e movimentos sociais;

Contra a violência contra as mulheres;

Contra a violência as lesbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgeneros;

Contra as grandes corporações;

Contra a imposição do pagamento de dívidas econômicas injustas e por auditorias populares das mesmas;

Pela garantia do direito dos povos à terra e território urbano e rural;

Pela consulta e consentimento livre, prévio e informado, baseado nos princípios da boa fé e do efeito vinculante, conforme a Convenção 169 da OIT;

Pela soberania alimentar e alimentos sadios, contra agrotóxicos e transgênicos;

Pela garantia e conquista de direitos;

Pela solidariedade aos povos e países, principalmente os ameaçados por golpes militares ou institucionais, como está ocorrendo agora no Paraguai;

Pela soberania dos povos no controle dos bens comuns, contra as tentativas de mercantilização;

Pela mudança da matriz e modelo energético vigente;

Pela democratização dos meios de comunicação;

Pelo reconhecimento da dívida histórica social e ecológica;

Pela construção do DIA MUNDIAL DE GREVE GERAL.

Voltemos aos nossos territórios, regiões e países animados para construirmos as convergências necessárias para seguirmos em luta, resistindo e avançando contra o sistema capitalista e suas velhas e renovadas formas de reprodução.

Em pé continuamos em luta!

Rio de Janeiro, 15 a 22 de junho de 2012.
Cúpula dos Povos por Justiça Social e ambiental em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Objetividade dos fatos é início de conversa (menos para o ambientalismo extremista)

Recebemos de sao53823 da Paz no Campo valiosas informações relativas a nosso post "Mapeados imensos aquíferos de água doce no Saara e em toda África".

Considerando a relevância da matéria, reproduzimos a informção assim como chegou até nós com os respectivos mapas da British Geology Society.

Reproduzimos no Sem Medo da  Verdade a  noticia sobre os Aquiferos da Africa. Veja a repercussão que recebemos:

Senhores,

para uma informação mais precisa, anexo tres mapas da África com informações bastante precisas dos diferentes aquíferos lá existentes.


Apesar de defensor de medidas que visam preservar o meio ambiente como evitar metais (isolados de seus minérios) pois esses realmente desequilibram o meio ambiente, sou totalmente contra os extremismos dos falsos ambientalistas que pregam o que não fazem.

domingo, 29 de janeiro de 2012

IV Internacional anarco-marxista adota bandeiras verdes ambientalistas para 2012

Fórum Social (ex-Mundial): no início prevalecia o vermelho, foto Valter Campanato-ABr

Intelectuais de esquerda e agitadores engajados no passado ano de 2011 no movimento anticapitalista voltaram a se reunir no Fórum Social Temático (ex-Mundial) de Porto Alegre para reavaliar suas táticas.

Num ambiente bastante desanimado e que só se tornou possível pela polpuda verba do governo petista de Rio Grande do Sul, os representantes da extrema-esquerda mundial passaram a reafivelar a máscara “verde” para o ano 2012.

O teólogo da libertação Frei Betto apresentou como alvo futuro a “Rio+20” que acontecerá em junho.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O infanticídio é "cultura"? Ambigüidades na interpretação do "desenvolvimento sustentável"

Infanticidio. Esta é a "cultura ecológica" por excelência?
 Quando bem analisada, a religião “verde” não é tão contraditória quanto à primeira vista pode parecer

Para ela, o homem civilizado – e com maior razão cristão – é um ser malfazejo. Um comentário contrário ao nosso blog "Verde: a cor nova do comunismo" defende que “depredar e destruir não faz parte da natureza nem dos lobos nem de nenhum outro animal. O homem é o único ser que destrói o que o sustenta; a verdade é que a raça humana se tornou uma praga”.

A tese não é original. É até um chavão do ecologismo radical.

domingo, 17 de julho de 2011

Malabarismos para provar que o mundo aqueceu não aquecendo

Poluição chinesa "salvou o planeta" do "aquecimento global"?
Foto: fábrica em Caijing
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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diversos blogs








Não há aquecimento global desde 1998. 

Não é só a ciência empírica que o afirma, está nos próprios e-mails dos arautos do próprio “aquecimento global” de origem humana, pegos de surpresa pelo escândalo do Climagate.

Kevin Trenberth, chefe da Climate Analysis Section no USA National Center for Atmospheric Research escreveu em 2009 a Michael Mann, da Pennsylvania State University:
“O fato é que nós não podemos explicar a falta de aquecimento neste momento e a única coisa que fica para nós é travestir os dados”.
Phil Jones, o apologeta do “aquecimento global” e contestado diretor da Climate Research Unity da University of East Anglia durante o escândalo do Climagate admitiu em entrevista à BBC que não houve aquecimento “estatisticamente significativo” desde 1995.

James Delingpole, de “The Telegraph”, relembrou esses fatos após a recente publicação do trabalho Reconciling Anthropogenic Climate Change with Observed Temperature 1998-2008, produzido por uma equipe liderada por Robert Kaufmann, do Departamento de Geografia da Universidade de Boston.

China salva o planeta do aquecimento global?
Cientistas sérios não acreditam
Este trabalho – que já está entrando na história como uma das maiores piruetas para justificar o injustificável – começa pela constatação de uma evidência científica que emana dos instrumentos de medição da realidade: desde 1998 não se verifica nenhum “aquecimento global.

Mas, numa segunda etapa, que se parece mais a um passe de mágica do que ciência, a equipe conclui o contrário. Quer dizer, que sim houve “aquecimento global de origem humano”.

– Como?

“Sim, houve”, respondem os autores. E tentam explicar: aconteceu que a fabulosa poluição jogada na atmosfera pela China incluiu enormes emissões de sulfuros com efeitos arrefecedores. Sem contar uma certa e verificada diminuição da atividade solar no período, a mudança de El Niño para La Niña...

E eis a solução da charada: a sociedade industrial capitalista teria aquecido a temperatura planetária, mas a poluição chinesa, aliada a esses outros fatores, impediu que o “aquecimento global” aparecesse nas medições.

Para Judith Curry, da School of Earth and Atmospheric Sciences do Georgia Institute of Technology, o argumento do ponto de vista científico “é totalmente inconvincente”.

Seu único lado é político, diz Curry, pois equivale a dizer: deixem a China seguir queimando carvão, e poluindo à vontade, coisa que, aliás, continuará a fazer de qualquer jeito.

Pequim fica sob esta nuvem habitual de poluição
Para David Whitehouse da Global Warming Policy Foundation ‒ GWPF  brincar com modelos computacionais não prova coisa alguma.

O fato decisivo é o que acontece no mundo real. E o que aconteceu é que a temperatura global não cresceu na última década.

O colunista do “The Telegraph” James Delingpole conclui pedindo de volta o dinheiro dos impostos recolhidos pelos governos para combater o “aquecimento global”.

É uma questão de justiça. Mas, a “religião verde” pouco se importa com esses escrúpulos capitalistas...



domingo, 3 de julho de 2011

Ecoterrorismo: extravagância e violência para que radicais pareçam “moderados”

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Daniel Andreas San Diego, líder ambientalista radical, responsável por atentados com bomba às sedes da multinacional farmacêutica Chiron e da indústria de suplementos nutricionais Shaklee, na Califórnia, é um dos dez terroristas mais procurados pelo FBI.

É o que escrevem, em notícia reproduzida pela revista “Veja” (1º.06-11), o neurocientista Michael Conn, da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon, e o escritor James Parker, autores de um livro sobre ecoterrorismo, segundo os quais San Diego não é um fanático isolado.

O pretexto para os atentados deveu-se ao fato de as duas companhias terem adotado os serviços da firma inglesa Huntingdon Life Sciences, que utiliza animais na pesquisa de produtos farmacêuticos, agrícolas, químicos e alimentícios.

San Diego – que se encontra foragido e é procurado pelo FBI em catorze países – integra a Brigada pela Liberação dos Animais, grupo ambientalista que pratica crimes violentos com o pretexto de impedir o uso de cobaias e de toda atitude que, segundo ele, possa prejudicar a natureza.

Essa organização e suas congêneres incendeiam carros de cientistas, incutem medo em suas famílias e vandalizam suas residências, pichando e quebrando janelas.

“Sofri uma tentativa de seqüestro, seguida de intimidações por carta e ameaças de agressão física”, disse Conn a “Veja”.

Conn usa cobaias para testar tratamentos contra doenças graves, como diabetes e Alzheimer.

Cerca de 12 milhões de americanos sobreviveram ao câncer graças às terapias testadas em animais. 75 dos 101 prêmios Nobel já conferidos em medicina resultaram de estudos feitos com animais.

O ecoterrorismo americano tem seus êmulos brasileiros.

Em 1997, a Frente pela Libertação dos Animais invadiu um laboratório em Santa Catarina e soltou oitenta macacos. Há três anos, o mesmo grupo destruiu uma sala do Instituto de Biociências da USP e jogou tinta numa professora que participava de um fórum em Campinas.

“Seus integrantes divulgam bobagens como a de que somos inimigos dos animais”, afirma a professora atacada, que pede para se manter no anonimato por receio de sofrer represálias. “Nossas pesquisas salvam muitas vidas”.

Embora não modifiquem o rumo geral das coisas, esses atentados fazem um jogo valiosíssimo para a ofensiva ambientalista. 

Com sua loucura extremada, eles permitem que outros grupos ambientalistas radicais possam se apresentar como moderados, para negociar favorecimentos e concessões dos poderes públicos.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mais outro relatório de “aquecimento global” é desclassificado

American Association for the Advancement of Science:
primeiro aprovou, depois desclassificou
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Está se tornando um exercício enjoativo acompanhar a sucessiva revelação de fraudes em relatórios 'científicos' que justificariam o “aquecimento global” supostamente causado pelo homem.

Agora, o relatório do EurekAlert, grupo independente apoiado pela American Association for the Advancement of Science ‒ AAAS, que previa um aumento de 2,4º C na temperatura do planeta e que provocaria dramática escassez de alimentos está seriamente deformado, denunciaram cientistas.

O relatório alarmista foi espalhado por numerosas agências internacionais inclusive a AFP que se penitenciou pela divulgaçao.

A própria AAAS desclassificou o estudo apontando numerosos erros. Ginger Pinholster, portavoz da prestigiosa associação, disse que a entidade foi alertada pelas observações de um jornalista do “The Guardian” e apelou a um especialista em mudança climática que confirmou as perplexidades suscitadas pelo relatório.

Por certo, as causas das perplexidades não foram pequenas, porque a AAAS imediatamente tirou o relatório do seu website.

Um dos responsáveis do relatório desautorizado é o cientista Osvaldo Canziani, que fazia parte da equipe do IPCC galardoada com o Premio Nobel em 2007. Quando a revelação da fraude foi feita ele ficou desaparecido para a imprensa.

Alarmismo climâtico e science-fiction: fronteiras interpenetrantes
O climatólogo Ray Weymann disse à agência AFP que o “estudo contém erros significativos” e que a redatora ‒ Liliana Hisas da Ong Fundo Ecológico Universal (UEF) ‒ fora alertada dos erros antes da publicação “várias vezes”, mas ela se negou a corrigi-los.

O cientista Scott Mandia escreveu em e-mail à AFP que ainda que se aceite como verossímil a maior taxa de aquecimento proposta “a temperatura da Terra só aumentaria em 0,2 Cº até 2020”, enquanto o relatório apontava um crescimento inverossímil de 2,4 C, quer dizer, quase dez vezes mais que a hipótese mais extremada.”

Marshall Hoffman da empresa de relações públicas que publicou o relatório em nome da UEF disse que, ainda assim, o grupo defende o estudo.

Não é de espantar, religião cega é assim. Hoffman ainda tentou esboçar alguns argumentos em favor da tese descabelada.

Solicitado a comentar a resposta de Hoffman, Mandia disse à AFP: “Ele ainda está confuso.”


domingo, 5 de dezembro de 2010

“Religião ambientalista”, circo bolivariano e benesses: destaques da COP16

Não pensar na realidade: alarmistas não desistem
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A conferência de Cancún – COP16 parecia ter enfiado a cabeça na areia para seguir acreditando no “aquecimento global antropogénico” enquanto no Hemisfério Norte, onde se localizariam as economias mais aquecedoras, emissoras de CO2 e capitalistas registrava recordes de frio.

Sem presenças de alto nível e com a certeza de que nenhum grande governo aceitaria qualquer decisão prejudicial, a Conferência pareceu se concentrar em atividades mais específicas da religião ambientalista.

Ela foi inaugurada com uma oração à deusa maia Ixchel, pronunciada por Christiana Figueres, secretário-executivo da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (U.N. Framework Convention on Climate Change) ‒ COP16. Ela é nativa da Costa Rica, e de lá trouxe a superstição não se sabe bem a que pretexto. Porém, todo mundo, a mídia brasileira inclusive, achou muito normal nesse ambiente.

“Que a deusa da razão, - invocou - da criatividade e da tecelagem vos inspire, porque hoje vocês estão reunidos em Cancún para tecer os elementos de uma resposta sólida à mudança do clima, utilizando a razão e a criatividade como ferramentas.”

Neem Ixchel ligou
De acordo com Figueres, Ixchel também é a deusa maia da lua. Na Wikipedia Ixchel é também a deusa de “fazer filhos” e “deusa da medicina”. O de "fazer filhos" nem foi mencionado pela secretária-geral – é algo ecologicamente incorreto – a deusa que fane.

Segundo o “Washington Post” – nestas horas também adepto religioso ‒ Figueres iniciou a saudação dizendo:

“Excelências, a deusa Ixchel provavelmente vos dirá que um tapete é o resultado do entrelaçamento hábil de muitos fios ... Estou convencida de que daqui a 20 anos, vamos admirar a tapeçaria de política que vocês teceram e olharemos para trás com carinho para Cancún e para a inspiração da Ixchel”.

Pouco antes, um ativista do aquecimento global garantira que com um regime de racionamento – nisto a URSS e Cuba são profetas ‒ e 20 anos de crescimento econômico zero seriam necessários para conter os efeitos da mudança climática antrópica.

Ken Pastor de NewsBusters  lembrou a catadupa de desprezo que a imprensa despejou sobre o congressista americano John Shimkus (R-IL) que citou o Gênese dizendo: “A terra vai acabar só quando Deus declarar que chegou sua hora. O homem não vai destruir a terra. Esta terra não será destruída por uma enchente”.

Conferência ôca e demagógica nada resolve
De fato há um Deus, e um só Deus, o da Bíblia, que a religião ambientalista não tolera. Os outros, sejam Ixchel ou Luzbel, valem todos.

Na quarta-feira, o Japão anunciou que não renovará o Tratado de Kyoto. O grupo de países “bolivarianos” reunidos na ALBA exigiram a cabeça da presidência mexicana por preparar um texto de negociação que incluía um compromisso favorável aos países "ricos".

Protesto à toa, sem peso nem eco.

A enviada venezuelana Claudia Salerno tripudiou no vazio contra os EUA: “Nós não vamos apoiar qualquer situação em que esses países se safem dessa e não aceitem compromissos. Queremos compromissos concretos. O novo texto deve incluir o segundo período de Kyoto”.

Países do "norte rico" aquecem o planeta: Auchterarder na Escócia
A Fox News informou que o negociador da UE Arthur Rung-Metzger lembrou a esses países latino-americanos algo muito primário: que é preciso chegar a um consenso e isso “está pendurado como uma espada de Dâmocles sobre esta conferência”.

Venezuela e Bolívia acentuaram o ridículo culpando o capitalismo pela suposta mudança climática. Seus representantes argüiram que a industrialização liberou CO2 e outros gases estufa na atmosfera, sem se incomodar com a China comunista amiga, ali presente, poluidora número um do mundo.

Nesse ambiente, não espantou que um jornal americano observasse ironicamente que a deusa Ixchel procurada não estava disponível para comentários.

Ovelha inglesa nem entende o que está acontecendo
Mas, a natureza que obedece a outras leis que não são as da Ixchel e do catastrofismo ambientalista, votou na magna Conferência, enviado recordes de frio sobre Europa e EUA.

Os representantes humanos pouco se importaram dessa voz vinda do fundo da realidade e aproveitaram as benesses largamente pagas pelos organizadores nas belas ‒ e globalmente bem aquecidas ‒ praias mexicanas.