domingo, 23 de abril de 2023

Eólicas tiram o sono e danificam a saúde

Ditatorialismo ambientalista pouco liga para o bem-estar da população
Ditatorialismo ambientalista pouco liga para o bem-estar da população
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Um argumento habitualmente usado pelo ambientalismo para frear projetos consiste em exigir um estudo provando a priori que ele não causará danos ambientais ou relevantes. Trata-se das tão abusadas "análises de impacto ambiental".

Porém, quando se trata do capricho ideológico verde esse argumento não vale. E assim as turbinas eólicas, decretadas fonte de energias “limpas” e “boas”, invadiram a paisagem europeia.

E o bem-estar dos cidadãos? A pergunta soa como uma blasfêmia. Se os verdes dizem que são “limpas” e “boas”, os cidadãos que engulam!

Agora, após instalarem milhares dessas turbinas, a saúde dos sofridos vizinhos desses engenhos dá sinais de graves prejuízos.

Os parques de energia eólica causam danos “claros e significativos” à saúde mental e ao sono dos vizinhos, como ficou constatado pelo primeiro estudo científico “full peer-reviewed” sobre o problema, vinha informando o jornal inglês “The Daily Telegraph”.

Cientistas americanos e britânicos compararam a saúde de dois grupos de residentes no estado americano de Maine, um dos quais morava no raio de uma milha de um parque de energia eólica, enquanto o outro não.

Embora os dois grupos fossem socialmente semelhantes, os pesquisadores descobriram importantes diferenças na qualidade do sono dos dois.

Os pesquisadores usaram duas escalas de medição científica: 1) o Pittsburgh Sleep Quality Index, que mede a qualidade do sono; 2) o Epworth Sleepiness Scale, que mede a sonolência das pessoas acordadas.

“As pessoas que vivem perto de parques eólicos industriais têm pior sono”, segundo os dois critérios, observou o trabalho dos pesquisadores Michael Nissenbaum, Jeffery Aramini e Chris Hanning.

“Houve clara e significativa relação, com a diminuição dos efeitos na medida em que aumenta a distância das turbinas”, acrescenta.

Os pesquisadores também acharam “significativa” relação com uma saúde mental empobrecida, provavelmente por causa do mau sono.

Mais de 25% das pessoas disseram que foram diagnosticadas com depressão e ansiedade desde que as eólicas começaram a funcionar perto de suas casas. Também 25% passaram a tomar comprimidos para dormir.

No outro grupo não houve nenhum caso registrado.

O estudo “Effects of industrial wind turbine noise on sleep and health” foi publicado na revista “Noise and Health”.

Diferentemente de outros fatores perturbadores do sono, o ruído das turbinas eólicas varia muito em função da direção e da velocidade do vento, durante períodos muito longos de tempo.

A lei inglesa fixa o barulho máximo dessas turbinas em 42 decibéis, o que equivale a dizer que não podem ser instaladas a menos de 320-502 metros das residências, segundo os moradores locais.

Agora a Comissão Nacional de Infraestrutura (NIC) recomendou para persuadir as comunidades que se opõem às eólicas e seus maus efeitos que sejam tranquilizadas com compensações do gênero playgrounds e instalações esportivas, informou o mesmo “The Daily Telegraph”.


Vizinhos das turbinas têm que frequentar psiquiatra e tomar psicotrópicos para dormir
Vizinhos das turbinas têm que frequentar psiquiatra e tomar psicotrópicos para dormir
Porém, as queixas da população estão crescendo e os municípios pedem um maior afastamento. Wiltshire, por exemplo, adotou distâncias mínimas entre 1.300 e 2.900 metros, dependendo do tamanho das turbinas.

O Dr. Lee Moroney, diretor da Renewable Energy Foundation, declarou que “esta situação obviamente é inaceitável e está criando um monte de vizinhos zangados, mas a indústria e o governo respondem de modo lerdo e com muita relutância”.

O então ministro de Energia britânico, John Hayes, denunciou que as turbinas eólicas “pipocaram em todo o país sem prestar atenção nos interesses das comunidades locais ou nos seus desejos”.

Dizendo “demais é demais” Hayes pareceu defender uma moratória de novas instalações, mas essas continuaram atropelando a paz dos moradores do interior.

Na ocasião, também o ministro da Justiça em cargo, George Osborne, manifestou-se cada vez mais cético quanto à eficácia dessas turbinas, que são pesadamente subsidiadas pelo Estado, peso econômico que não cessa de aumentar.

Na realidade, os parques de energia eólica só geram a quarta parte de sua capacidade teórica, devido à mutação dos ventos. Em 2013, 100 deputados conservadores pediram ao primeiro ministro para deter a expansão dessa insensatez.

Porém, o governo parece importar-se pouco com o que pensam e sofrem os cidadãos. E a União Europeia, não para de preparar novas diretivas para impor mais dessas instalações insalubres à Grã-Bretanha e à Europa.

Além de imposições ditatoriais baixadas por Bruxelas, o Parlamento Europeu aprovou aumentos obrigatórios na produção dessas energias renováveis até 2030.

O dirigismo ambientalista não pensa sequer nos humanos, como que um velho imperador romano que não pensava muito em seus escravos e no máximo oferece em troca o vil "pão e circo".



domingo, 16 de abril de 2023

Trabalhadores espanhóis contra fechar as usinas nucleares

Usina nuclear de Almaraz, Extremadura
Usina nuclear de Almaraz, Extremadura
Luis Dufaur
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Em defesa das usinas atômicas os profissionais da Sociedade Nuclear Espanhola (SNE) publicaram um manifesto. Eles são favoráveis a essa fonte energética que consideram essencial para a soberania do país, noticiou “El Mundo”

O governo socialista, dizem, está equivocado com seu plano de fechar os sete reatores do país, processo que começará em 2027, mas que, alertam, será irreversível desde 2024.

“Ficamos sozinhos na nossa estratégia de fechar o parque nuclear”, afirmou o presidente do SNE, Héctor Dominguis, na apresentação do manifesto.

Atualmente, salientou, “existem 11 países europeus, liderados pela França, que querem promover a energia nuclear”.

Entretanto, Espanha propõe o encerramento de sua fonte de produção de eletricidade mais constante e que contribui com cerca de 20% do total, funcionando 90% do tempo e com quase 100% de sua capacidade.

Se se deve realizar paradas técnicas ou houver picos de demanda, as usinas de gás entram para completar o fornecimento de energia.

Os 26 GW de gás que a Espanha possui representam a segunda tecnologia por potência, atrás da eólica (perto de 30 GW) e com a energia fotovoltaica à espreita (19,9 GW).

Enquanto isso, a Endesa (Empresa Nacional de Electricidad, S. A., transportadora e distribuidora de energia) já se mostrou a favor do prolongamento da vida útil das usinas nucleares. Eles poderiam continuar operando entre 20 e 40 anos a mais, mas uma decisão deve ser tomada agora.

“Se depois de 2024 não se tomar uma decisão firme pela continuidade das centrais nucleares, não haverá mais volta e o encerramento da primeira central, Almaraz I, será inevitável”, explicou Dominguis.

Almaraz, ilustrou o presidente do SNE, gera anualmente “mais eletricidade do que consomem as cidades de Sevilha e Valência juntas”.

“Exigimos que a energia nuclear seja considerada uma fonte energética estratégica para Espanha e solicitamos que sejam criadas a continuidade das centrais nucleares por pelo menos 20 anos”, acrescentou Dominguis.


domingo, 9 de abril de 2023

Ecologia, Putin e socialismo fizeram passar frio a pobres, idosos e crianças na Espanha

Voluntários da Cruz Vermelha lacram janela contra o frío
Voluntários da Cruz Vermelha lacram janela contra o frío
Luis Dufaur
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O governo socialista espanhol está conseguindo fazer convergir dois fatores de demolição que se dizem opostos: a chantagem energética de Vladimir Putin e a vontade ecologista de demolir a civilização.

E isto atacando o fornecimento de energia para os cidadãos.

Putin corta o gás, ecologistas e socialistas param as usinas nucleares grandes fornecedoras de energia e o governo faz subir as taxas para os cidadãos. E os que mais sofrem são os espanhóis mais pobres e os idosos, como ilustrou longa reportagem do “El Mundo” de Madri.

“Estou com frio, não ligo nada porque não posso pagar” foi frase comum entre os populares num inverno que foi o mais quente dos últimos anos.

Loli, uma vizinha de Vicálvaro, explica: “não posso convidar ninguém. Se vem alguém, a gente sai na rua”.

Um banho rápido com água quente é um luxo. A pobreza energética induzida pela política socialista em nome da ecologia está avançando.

O frio é mais padecido pelos trabalhadores com salários modestos, cujas noites parecem transcorrer dentro de um freezer no inverno madrilenho.

O frio é mais torturante para os aposentados com menores benefícios. Alejandro conta que só liga “o aquecimento, uma hora por dia e o resto a gente aguenta com cobertores”. Outros aposentados só se concedem “algumas horas” de calor em casa.

Luisa é viúva tem uma prestação de cerca de 1.000 euros, só liga o aquecimento quando a filha e os netos vêm visitá-la. Aquece os quartos quando chegam e desliga quando saem.

O gerente da Centrotex, loja de roupas, conta que o que mais se vende são mantas, roupões, pijamas gordos, t-shirts e meias térmicas.

María de Laiglesia, responsável pelo Ambiente na Cruz Vermelha da Comunidade de Madrid, traça o retrato completo. “A pessoa que não pode pagar luz, água, gás, etc... é a mais visível".

Idosos foram dos mais castigados
Idosos foram dos mais castigados
“Mas tem outros que são extremamente apertados, pagam a luz para não ter que cortar”. Quanto menor a renda per capita, as casas estão em pior estado e geralmente mal isoladas do exterior, então se sofre mais.

Neste ano, a Cruz Vermelha da Comunidade de Madrid pagou 416 contas de serviços públicos a 289 pessoas. “Essa economia é a diferença para que uma família possa comer proteína fresca, frango ou peixe, uma vez por semana”, diz Maria.

Barbara e Diana voluntárias na Assembleia Local de Aranjuez reconhecem: “Sim, houve um aumento da inadimplência. Notou-se muito as pessoas que deixaram de pagar a eletricidade porque as contas dispararam de cerca de 60 euros para 300 euros por mês”, detalha o primeiro.

Teresa – nome assumido para proteger sua privacidade – pediu auxílio à Cruz Vermelha porque aluga uma casa velha e a conta de energia de 130 euros por mês, excede as suas possibilidades e mal cobre as suas necessidades.

Voltou o aquecimento com lenha tão criticado pela ecologia que jogou os pobres no frio. “Vou para a cama com cinco cobertores e o edredom e acordo com muita raiva, até tremendo.”

Víctor Rodríguez, do Observatório da Realidade da Cáritas Diocesana de Madrid, traçou a geografia do frio na orgulhosa capital espanhola. “O custo da energia aumentou e as famílias precisam de mais auxílios”, confirma Víctor.

A pobreza energética castiga “com mais intensidade as famílias com crianças, os migrantes e os idosos com pensões muito baixas”.

Protestos contra a pobreza energética se viraram contra a ecologia e o governo socialista
Protestos contra a pobreza energética se viraram contra a ecologia e o governo socialista
“Afeta a saúde das crianças, influencia como dormem ou como se vestem na escola, se tiverem que reduzir as máquinas de lavar, afeta a imagem.”


Carmen – nome fictício – residente em Majadahonda conta que “não uso o aquecimento porque tenho medo de que venham mais contas como uma que quase morri”.

“A gasolina também ficou muito cara, a água um pouco menos, não tenho como pagar por esses serviços.”

A angústia das contas em vermelho prejudica a autoestima. “Não conto, teria vergonha, não posso dar aos meus filhos o carinho que tenho para dar a eles”.

As energias alternativas tão promovidas pelo ecologismo e pelo socialismo, são muito mais caras e não cobrem os cortes das centrais que até agora atendiam a demanda de modo acessível.

E este é apenas um primeiro passo rumo à utopia verde-vermelha, de veras miserabilista.


domingo, 2 de abril de 2023

Mídia engana: a Amazônia não está se desertificando

Aumentaram as chuvas na floresta Amazônica até por causa do aquecimento
Aumentaram as chuvas na floresta Amazônica até por causa do aquecimento
Luis Dufaur
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Há um bombardeio informativo com o objetivo mal velado de enfiar nos leitores a ideia de que uma não demonstrada “mudança climática” catastrófica atribuível à civilização e ao ser humano que entre outras desgraças incomensuráveis estaria secando a floresta amazônica.

Mais ainda a estaria levando-a a um “ponto de inflexão”, após o qual se tornará irreversivelmente uma savana de pastagem se perdendo definitivamente suas riquezas naturais únicas.

Mas isso não está acontecendo, observa “Climate Realism”.

Entre os mais recentes – na realidade esse pânico enganador é renovado dia após dia pela grande mídia – está um artigo do “The Guardian” do Reino Unido.

A CNN Brasil ecoou o mesmo trabalho. E ainda poderíamos citar muitos outros exemplos arroupados em demonstrações científicas ou pretensas tais.

Aumenta a chuva e não a seca na floresta amazônica
Aumenta a chuva e não a seca na floresta amazônica
O artigo do “The Guardian”, intitulado “Amazônia perto do ponto crítico de mudança de floresta tropical para savana – estudo”, afirma:

Grande parte da Amazônia pode estar prestes a perder sua natureza distinta e mudar de uma floresta tropical fechada para uma savana aberta com muito menos árvores como resultado da crise climática, alertaram os pesquisadores.

Qualquer mudança de floresta tropical para savana ainda levaria décadas para ter efeito total, mas, uma vez em andamento, o processo é difícil de reverter.

As florestas tropicais suportam uma variedade muito maior de espécies do que a savana e desempenham um papel muito maior na absorção de dióxido de carbono da atmosfera.

Partes da Amazônia estão recebendo muito menos chuva do que antes por causa da mudança climática.

A precipitação em cerca de 40% da floresta está agora em um nível em que se poderia esperar que a floresta tropical existisse como savana, de acordo com o estudo, liderado pelo Centro de Resiliência de Estocolmo, com base em modelos de computador e análise de dados.

O trabalho de “The Guardian” se remete a um dos tantos outros no mesmo sentido que afirmam que até 40% da floresta amazônica existente está agora em um ponto onde poderia existir como uma savana em vez de uma floresta tropical, de acordo com um estudo publicado na revista Nature Communications.

Escolhemos, então, o artigo tendencioso do “The Guardian” como exemplo pois foi analisado e criticado por James Taylor, presidente do Instituto Heartland, especializado na refutação desses boatos ideológicos. Taylor também diretor do Arthur B. Robinson Center for Climate and Environmental Policy

James Taylor
James Taylor, presidente do Instituto Heartland,
e diretor do Arthur B. Robinson Center for Climate and Environmental Policy
Taylor sublinha que, na realidade, dados objetivos mostram que as chuvas estão aumentando na floresta amazônica tornando ainda menos provável que ela se torne savana.

O especialista observa que o estudo da Nature Communications aplica previsões duvidosas de declínio das chuvas na Amazônia para poder dizer que essa se transformará em savana dentro de poucas décadas.

E desfaz a enganação: felizmente, os cientistas têm acesso a dados reais de precipitação que são mais confiáveis do que modelos especulativos usados pelos fautores de suposições duvidosas.

Os dados do mundo real mostram que a precipitação na Amazônia está aumentando, em vez de diminuir.

Em 2018, os cientistas publicaram um estudo no Environmental Research Letters, revisado por pares, examinando as tendências das chuvas na Amazônia.

Olhando especificamente para as chuvas durante a estação chuvosa da região, os pesquisadores relataram que “a precipitação na Amazônia tropical aumentou significativamente em ~ 180 a 600 mm (em diferentes conjuntos de dados) na estação chuvosa durante a era dos satélites de 1979 a 2015”.

É importante ressaltar que os cientistas determinaram que o aquecimento das temperaturas provocou mais chuvas.

“Os resultados mostram que o aquecimento multidecenal do Atlântico tropical contribuiu com mais da metade dessa mudança da precipitação nas últimas três décadas”, conclui o estudo do Environmental Research Letters.

Os dados claros e objetivos, no entanto, mostram que o aquecimento climático estimula as chuvas na floresta amazônica contrariando uma eventual tendência para a seca, conclui o presidente do Instituto Heartland.



Passeio pelo igarapé




domingo, 19 de março de 2023

Em 32 anos não achou cientista certo de que o homem esquenta o planeta

NÃO É CIENTIFICO 32 anos procurando e não achou um cientista certo da mudança climática
NÃO É CIENTIFICO: 32 anos procurando
e não achou um cientista certo da mudança climática
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Neil Winton trabalhou como jornalista na agência de notícias Reuters por 32 anos, inclusive como Correspondente global de Ciência e Tecnologia.

Ele testemunha em seu blog Winton's World, falsos da propaganda ecologista que muitos jornalistas também revelaram mas lhes custou uma severa represália de sus diretores.

Eis o que ele conta no artigo Mudança Climática: Un Ponto de Vista Alternativo Porém Apoiado pelos Maiores Especialistas:

“Quando me tornei correspondente global de ciência e tecnologia da Reuters em meados da década de 1990, a história do aquecimento global estava no topo da minha agenda que conhecia das manchetes, e não da pesquisa.

Imagine meu espanto quando comecei a conversar com os principais cientistas climáticos do mundo e descobri uma história completamente diferente.

A ciência não estava nem perto de ser comprovada, e tive grande dificuldade em encontrar alguém para dizer que a ligação entre o excesso de dióxido de carbono produzido pelo homem (CO2) e as mudanças climáticas era clara.

Neil Winton, em 32 anos de jornalismo não achou cientista seguro do aquecimento global antropogênico
Neil Winton, em 32 anos de jornalismo
não achou cientista seguro do aquecimento global antropogênico
Havia muitas suposições, mas nenhuma prova.

No entanto, a BBC e a grande mídia (MSM) relataram constantemente um cenário de destruição comprovado.

“A essa altura, a BBC já estava nos assustando, dizendo que todos morreríamos, a menos que a humanidade consertasse seus modos egoístas.

“O dióxido de carbono (CO2) era o culpado e precisava ser domado e depois eliminado.

“Eu não tinha motivos para pensar que isso não era um fato estabelecido. Eu estava errado.

“Minhas credenciais da Reuters significavam que eu tinha acesso fácil aos melhores cientistas climáticos do mundo.

“Para minha surpresa, nenhum deles diria categoricamente que a ligação entre o CO2 e o aquecimento global, agora conhecido como mudança climática, era um fato científico comprovado.

“Alguns disseram que a produção humana de CO2 era uma causa provável, outros que poderia dar alguma contribuição; alguns disseram que o CO2 não teve nenhum papel.

Cientistas famosos como Bjorn Lomborg publicaram sua negação do alarmismo
Cientistas famosos como Bjorn Lomborg publicaram sua negação do alarmismo
“Todos concordaram que o clima havia esquentado nos últimos 10.000 anos com o recuo da era do gelo, mas a maioria não tinha certeza do porquê.

“A radiação do sol, que muda com o tempo, foi a culpada preferida.

“Minhas reportagens refletiam a ampla gama de pontos de vista, com o estilo típico da Reuters ‘por um lado, isso, por outro, aquilo’.

“Mas, mesmo assim, a grande mídia parece ter esgotado a energia necessária e, muitas vezes, preguiçosamente concordou com a tese opinativa e defeituosa da BBC.

“Foi muito difícil afirmar que a conclusão da BBC foi contestada por muitos cientistas impressionantes.

As fantasías da mudança climática fizeram rir
As fantasias da mudança climática fizeram rir
“Avanço rápido de 20 anos e prova firme de que o CO2 estava aquecendo o clima ainda não foi estabelecido, mas a política assumiu.

“Claro, existem muitos modelos de computador com suas suposições ocultas 'provando' que o homem é culpado da acusação, e a suposição de que tínhamos o poder e o conhecimento para mudar o clima foi incorporada.

A esquerda havia perdido todos os argumentos econômicos na década de 1990, e seus ativistas agarraram ansiosamente a chance de dizer que o livre mercado e o governo pequeno não poderiam nos salvar da mudança climática; somente a intervenção do governo poderia fazer isso.

“Deixar o capitalismo correr livremente era uma forma certa de garantir o fim do planeta; esquerdistas espertos devem assumir o controle e nos salvar de nós mesmos.

“O debate sobre as mudanças climáticas está longe de terminar.

“Não sou um cientista, então não sei o suficiente para dizer que é tudo feito pelo homem ou não.

“Mas políticos e lobistas decidiram que somos todos culpados. Estão a desmantelar o nosso modo de vida, a obrigar-nos a obedecer porque é tudo para o futuro e para os nossos filhos.

O aquecimento e desertificação da Terra é um mito ideológico de esquerda
O aquecimento e desertificação da Terra é um mito ideológico de esquerda
“Se vamos desistir de nossa civilização, pelo menos devemos ter um debate aberto.

“Os jornalistas precisam se levantar e ser contados. O problema é que isso requer bravura e energia, e um desejo de questionar a sabedoria convencional.

“A Reuters deveria liderar esse movimento. Tudo o que ele precisa fazer é defender suas 10 marcas registradas.

“E talvez agradeça à CCN, mas não, obrigado; ela precisa aplicar os princípios da Reuters aos seus relatórios climáticos”.



domingo, 5 de março de 2023

Carvão e gás salvaram Alemanha da chantagem energética

Garzweiler, mina a céu aberto em Renania do Norte-Westfalia
Garzweiler, mina a céu aberto em Renania do Norte-Westfalia
Luis Dufaur
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A Alemanha sofre a ofensiva ecologista contra a indispensável energia para lares e fábricas que no momento atual requer usinas termoelétricas (carvão, gás, derivados do petróleo) ou nucleares.

Se perder a autonomia não poderá subsistir como país livre. Mas a influência ideológica ambientalista está ameaçando constantemente essa autonomia.

O balanço energético alemão para 2022 se apresentava angustiante pela extorsão do gás feita pela Rússia, invasora da Ucrânia.

Porém teve muito a agradecer sua independência à expansão da mina de carvão de Garzweiler, explicou “Science et Avenir”.

A Alemanha se permite queimar mais carvão no curto prazo, porque espera encontrar maneiras de reduzir no longo prazo os efeitos climáticos negativos dessas usinas.

Porém no momento em que luta para sobreviver às carências impostas pela chantagem do agressor russo, a Alemanha se encontra incriminada no relatório do think tank Agora Energiewende.

Termoelétrica a carvão de Neurath, na Alemanha
Termoelétrica a carvão de Neurath, na Alemanha
Esse calculou que o país emitiu cerca de 761 milhões de toneladas de CO2 equivalente (eqCO2), superando em 5 milhões a meta de 756 milhões estabelecida pela lei, mesmo com a queda no consumo geral de energia.

Não querendo ver a pobreza e o frio a que ficariam sujeitos dezenas de milhões de alemães, o relatório viciado de ecologismo ideológico se voltou contra os combustíveis fósseis como o petróleo (para transporte e aquecimento) e carvão (para eletricidade).

As energias alternativas solar e eólica em 2022 diminuíram sua produção por efeito de uma excecional suavidade dos ventos e da insolação numa redução de 4,6% no consumo global de energia face a 2021, segundo constatou a revista ambientalista “klimateporter°”.

A revista, entretanto, insistiu no realejo de incitar o governo alemão a se afastar dos combustíveis fósseis e se voltar mais resolutamente para as fontes renováveis a partir de 2023.

O GNL (gás natural liquefeito), foi o outro combustível que salvou o país da asfixia energética de Vladimir Putin, mas segundo o relatório “verde” deve ser reduzido ao estritamente necessário.

O facciosismo ambientalista do relatório que deve alegrar aos genocidas do Kremlin, também se voltou contra a possibilidade de que a renúncia alemã à energia nuclear leve a um uso maior de usinas a carvão.

O gás natural licuado GNL também salvou a independência energética alemã
O gás natural licuado GNL também salvou a independência energética alemã
A França, entretanto, comemorou a recuperação da independência energética reativando uma parte menor de suas usinas nucleares, outrora desativadas pela pressão verde.

Os engenheiros e cientistas franceses também comemoraram o desenvolvimento das novas tecnologias que permitem construir usinas nucleares mais baratas e quase sem nenhum dos maus efeitos colaterais que eram imputados às usinas de gerações anteriores.


domingo, 26 de fevereiro de 2023

Catástrofes ambientais que não interessam ao ambientalismo

Engenheiros acharam milhares de fissuras na hidroelétrica Coca Codo Sinclair causadas pela má qualidade do aço chinês
Engenheiros acharam milhares de fissuras na hidroelétrica Coca Codo Sinclair
causadas pela má qualidade do aço chinês
Luis Dufaur
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Há catástrofes que causam imensa difusão por causa dos danos ao meio ambiente. E isto é muito compreensível.

Mas, há outras não menores, até piores, em que o meio ambiente atingido não interessa à grande mídia. Em geral são catástrofes que envolvem algum grupo de poder socialista ou comunista. A China fornece sem cessar matérias para esta deturpação propagandística ecologista.

Senão vejamos.

A hidrelétrica Coca Codo Sinclair foi construída pela China perto de um vulcão em atividade. Trouxe grande popularidade ao ditador chavista Rafael Correa, significou uma forte entrada do comunismo de Pequim no país andino e paliou a crise energética, ao menos passageiramente.

Foi o maior projeto de infraestrutura já realizado no Equador, um colosso de concreto financiado com dinheiro chinês e é tão importante para Pequim que o líder da China, Xi Jinping, falou na inauguração em 2016, constatou “La Nación”.

Hoje, milhares de rachaduras aparecem na hidrelétrica de US$ 2,7 bilhões, disseram engenheiros do governo. Ao mesmo tempo, as encostas montanhosas do rio Coca estão sendo erodidas pelo caudaloso rio, cortando uma estrada e ficando ameaçada a integridade da barragem.

As falhas de planificação e execução alimentam a preocupação de que a maior fonte de energia do Equador possa vir abaixo.

“Podemos perder tudo”, disse Fabricio Yépez, engenheiro da Universidade de San Francisco, em Quito, que acompanha de perto os problemas do projeto. “Não sabemos se pode ser amanhã ou daqui a seis meses.”

É um dos muitos projetos financiados pela China em todo o mundo atormentados por falhas de construção, mostrou densa reportagem do “Wall Street Journal”.

Ui!! Se isto acontecesse no Brasil teriamos o coro ambientalista-comunistoide, clamando desaforadamente!

Durante a última década, a China distribuiu um trilhão de dólares em empréstimos internacionais como parte da iniciativa Rota da Seda, destinada a desenvolver o comércio expandindo a ânsia de hegemonia da China na Ásia, África e América Latina.

Esses empréstimos fizeram de Pequim o governo mais credor para o mundo em desenvolvimento, com empréstimos quase equivalentes aos de todos os outros governos juntos, de acordo com o Banco Mundial.

Erosão do rio Coca pela má planificação chinesa da barragem Coca Codo Sinclair
Erosão do rio Coca pela má planificação chinesa da barragem Coca Codo Sinclair
No entanto, as práticas de empréstimos da China foram criticadas por líderes estrangeiros, economistas e outros, que dizem que o programa contribuiu para crises de dívida em lugares como Sri Lanka e Zâmbia, e muitos países que têm dificuldades para pagar os empréstimos.

Alguns projetos também resultaram incompatíveis com as necessidades de infraestrutura de um país ou prejudiciais ao meio ambiente.

A construção de baixa qualidade pode prejudicar a infraestrutura principal e sobrecarregar as nações com ainda mais custos nos próximos anos, em lugar de remediar os problemas.

“Estamos sofrendo hoje por causa da má qualidade de equipamentos e peças” em projetos construídos na China, disse René Ortiz, ex-ministro de Energia do Equador e ex-secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

A Embaixada da China no Equador não respondeu aos pedidos de comentários sobre o projeto hidrelétrico.

O dinheiro chinês foi usado para construir de tudo, desde um porto no Paquistão até estradas na Etiópia e uma linha de transmissão no Brasil.

As empresas de construção chinesas se apoiam em combinações ideológicas com autoridades locais prometendo pacotes de financiamento de bancos e seguradoras chineses, por vezes irrigando com dinheiro bolsos particulares.

Seria o caso de investigar um pouco mais como a China está entrando dessa maneira no nosso país. Ui!!

Na África, mais de 60% da receita dos principais contratos em 2019 foram para empresas chinesas, de acordo com um artigo de 2021 da Iniciativa de Pesquisa China-África da Universidade Johns Hopkins.

Em pouco tempo, vieram à tona graves falhas em alguns dos projetos.

O Paquistão fechou a hidrelétrica Neelum-Jhelum feita por chineses por perigo de desabamento detectado
O Paquistão fechou a hidrelétrica Neelum-Jhelum feita por chineses
por perigo de desabamento detectado
As autoridades do Paquistão fecharam a usina hidrelétrica Neelum-Jhelum em 2022 depois de detectar rachaduras em um túnel que transporta água por uma montanha para acionar uma turbina.

O chefe do regulador de eletricidade do país, Tauseef Farooqui, disse ao Senado do Paquistão que estava preocupado com o colapso do túnel apenas quatro anos depois que a usina de 969 megawatts entrou em operação.

O fechamento da usina já custou ao Paquistão cerca de US$ 44 milhões por mês em custos de energia, de acordo com o órgão regulador.

A empresa de geração de energia de Uganda identificou mais de 500 defeitos de construção em uma usina hidrelétrica de 183 megawatts construída pela China no rio Nilo, que gerou quebras frequentes desde que entrou em operação em 2019.

O Projeto de Energia Hidrelétrica Karuma de 600 megawatts no Nilo, também na Uganda, está três anos atrasada por defeitos de construção, incluindo paredes rachadas.

A empreiteira chinesa Sinohydro Corp., instalou cabos, interruptores e um sistema de extinção de incêndio defeituosos.

A China International Water & Electric Corp., que liderou construção da Usina Hidrelétrica de Isimba, falhou em construir uma barreira flutuante para proteger a represa de ervas daninhas e outros detritos, o que levou a turbinas entupidas e falta de energia, de acordo com a Uganda Electricity Generation Co., ou UEGC.

Em Angola, 10 anos depois que os primeiros inquilinos se mudaram para o Kilamba Kiaxi, um vasto projeto de habitação social fora da capital Luanda, muitos reclamam de paredes rachadas, tetos mofados e construção precária.

O projeto foi construído pelo CITIC Group da China.

“O nosso prédio tem muitas fissuras”, disse Aida Francisco, que vive num apartamento de quatro quartos no Kilamba com o marido e três filhos.

Uganda identificou defeitos graves na hidrelétrica Isimba (na foto em construção)
Uganda identificou defeitos graves na hidrelétrica Isimba (na foto em construção)
A umidade se acumula nas paredes do apartamento, causando mofo enquanto muitos materiais de construção, incluindo portas e grades, são de baixa qualidade.

Nos últimos anos muitos edifícios, incluindo o dela, caíram em desuso.

“Esses prédios não vão durar muito”, disse dona Francisco. “Eles estão desmoronando pouco a pouco.”

Na pobre província de Jujuy, no norte da Argentina, a PowerChina construiu o parque solar Cauchari, o maior projeto do gênero na América do Sul. A mais de 13.000 pés acima do nível do mar, é capaz de abastecer cerca de 160.000 residências, de acordo com o governo argentino.

No Brasil, a State Grid da China construiu uma das linhas de transmissão mais longas do mundo, conectando a barragem de Belo Monte, no Nordeste, a cidades do sul, a cerca de 1.550 milhas de distância.

No Equador parlamentares, ex-ministros e ativistas anticorrupção dizem que os empréstimos carecem de transparência, os contratos foram concedidos sem licitações públicas, resultando em construção de má qualidade, altos custos e corrupção.

Funcionários do governo atual e economistas equatorianos disseram que alguns projetos fazem pouco sentido, incluindo a expropriação de milhares de acres de terras agrícolas em um vale andino para construir uma nova metrópole chamada Yachay City, que deveria transformar o Equador em uma potência tecnológica regional.

O Export-Import Bank of China forneceu um empréstimo de US$ 200 milhões para as primeiras obras de infraestrutura. Hoje, o projeto foi abandonado, com um supercomputador de $ 6,3 milhões inutilizado, mas que deveria ser usado por pesquisadores sentados ao ar livre.

Em 2019, a controladoria-geral revisou a construção de 200 escolas feitas pelos chineses, relatando que alguns dos prédios apresentavam problemas nas fundações e outros tinham salas de aula com piso inclinado e cabos expostos. Cinquenta e sete das escolas foram concluídas com atraso, disse o escritório do controlador geral.

“Correa gastou em muitos projetos que não eram adequados”, disse Vicente Albornoz, economista da Universidade de Las Américas em Quito. “E a China estava financiando os gastos de Correa [nos projetos].”

O ex-presidente esquerdista Correa disse que o dinheiro impulsionou o desenvolvimento com novas rodovias, hospitais e escolas, mas foi condenado em 2020 por corrupção e está exilado na Bélgica.

A família Carranza salvou tudo o que pode temendo o desabamento da usina chinesa
A família Carranza salvou tudo o que pode temendo o desabamento da usina chinesa
Desde a inauguração da hidroelétrica Coca Codo Sinclair em 2016, funcionários da concessionária estadual de eletricidade encontraram mais de 17.000 rachaduras nas oito turbinas da usina. Eles atribuem as fissuras ao aço defeituoso importado da China.

Em 2020, as encostas do rio Coca começaram a desmoronar sacudindo o solo como um terremoto. A erosão destruiu a maior cachoeira do Equador, uma estrada importante e um oleoduto.

O Pink House, um bordel em San Luis que os moradores dizem ser popular entre os trabalhadores chineses e equatorianos, caiu no rio.

Temendo pela segurança de sua família, a Sra. Carranza fugiu de San Luis em março, salvando tudo o que pôde de sua casa, tirando janelas, portas e até mesmo o telhado.

O governo precisará realocar uma parte importante da usina o que custaria milhões de dólares, antes que a estrutura seja destruída pela erosão.

Nancy Chicaiza, moradora de San Luis, tem poucas esperanças de sobrevivência de sua cidade, e acha que a erosão acabará por destruir toda San Luis. “A Coca Codo foi considerada muito boa. Ninguém pensou nessas consequências”, disse Chicaiza

Essa família e muitas outras pobres, também são parte do meio ambiente e o vem modelando há séculos. Mas a desgraça destes pobres em nada interessa ao ecologismo verde por fora e vermelho por dentro!!!


domingo, 12 de fevereiro de 2023

A fraude das “energias verdes”

Os veículos elétricos escondem negociatas entre governos e milionários 'verdes', a diz o especialista J.B. Shurk
Os veículos elétricos escondem negociatas entre governos e milionários 'verdes',
diz o especialista J.B. Shurk
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A ecologia clama para que o intervencionismo estatal regule a natureza e seus recursos como a energia. Ou limite a extração de petróleo, carvão e gás, e no fundo provoque a escassez com preços muito elevados, avaliou o analista americano J.B. Shurk escrevendo para o Gatestone Institute.

E aplaude quando as empresas são forçadas a comprar “créditos de carbono” (na realidade, rochas comuns) de fornecedores “verdes” iniciados nas manobras.

Há uma guerra aos ditos “combustíveis fósseis” que é o suprassumo do pulo do gato dos “verdes” que saem com os bolsos cheios.

Para os governos as regulamentações, restrições e proibições do aproveitamento de recursos que exige o ambientalismo são muito lucrativas criando novos impostos além de cabides de emprego que servem para engordar as receitas ou ganhar votos.

Chovem, então, as verbas para as “organizações ambientalistas sem fins lucrativos” ávidas de se locupletarem com os gastos do governo em manobras “verdes” arranjadas entre essas ONGS ambientalistas e governos demagógicos ou sem escrúpulos.

Espalha-se que os veículos elétricos são tão poderosos quanto os similares com motores de combustão interna. Publica-se que as energias eólica e solar podem garantir redes elétricas confiáveis sem constantes apagões, sem se conseguir provar que isso seja verdade, ou pelo menos mais econômico.

Sem petróleo não há como fabricar plásticos, óleo de calefação e a maioria dos materiais sintéticos encontrados nos lares. Porém, sem antes apresentar um substituto natural se fazendo acreditar que sim e se empurrando os lares para a miséria.

Aqui deveria ter uma plantação verde para absorver CO2, Banda, Uttar Pradesh (Índia). ONGs, governo e ONU repartiram o orçamento. E o planeta?
Aqui deveria ter uma plantação verde para absorver CO2, Banda, Uttar Pradesh (Índia).
ONGs, governo e ONU repartiram o orçamento. E o planeta?
É impossível evitar a fome e a inanição quando os produtores rurais são forçados a alterar os métodos de produção agrícola e pecuária para cumprir as leis “verdes” contra o CO2, metano, nitrogênio e fosfato; compostos essenciais para agricultura e fertilizantes de alto rendimento.

ONGs e governos ludibriam os cidadãos como no conto do comerciante ganancioso que vende rochas comuns pintadas de amarelo como se fossem ouro. Agora o conto pintaria de um verde resplandecente.

Estão se promovendo ações como se fossem necessárias para salvar o planeta pintando-as de “verde” reluzente, e transformando fantasias equivocadas, em ouro.

Há uma ideologia desviante e uma fraude tácita, porém inconfundível, por trás dessas políticas “politicamente corretas”, apoiadas pelo IPCC e a incansáveis COPs da ONU, escreve Shurk.

Por trás do intervencionismo governamental engordam bilionários ambientalistas que alavancam ganhos estratosféricos.

Quando reis e imperadores ordenam que os motores de combustão interna sejam jogados para escanteio e que todos os veículos funcionem com baterias de lítio, os fabricantes de veículos elétricos são ungidos, a exemplo do vendedor de rochas pintadas, nos novos Cresos da Terra.

Aqueles que aderiram ao movimento “verde” e investiram em tecnologias apresentadas como substitutas inelutáveis das máquinas tradicionais, amealharam imensas fortunas.

A principal força motriz por trás de grande parte da revolução “verde” parece não ter sido a preocupação ambiental e sim a boa e velha ganância desavergonhada.

Virar “verde” está sendo muito lucrativo para alguns. Ainda quando não cumprem as metas, os políticos aumentam o preço de outras fontes de energia e enforcam os cidadãos, esses sim apontados como inimigos do planeta.

Secretário Geral da ONU posa para demagógica foto de Tuvalu, ilha que não some no mar, mas até cresce
Secretário Geral da ONU posa para demagógica foto de Tuvalu,
ilha que não some no mar, mas até cresce
Com portarias locupletatórias, os governos criam ativos “verdes” que se valorizam artificialmente e sem limites.

No fundo, se insinua como derradeiro objetivo o confisco da riqueza e dos frutos do trabalho.

Se os mortais não renunciam ao consumo de produtos tradicionais com a pressa que os agentes governamentais e a militância ecologista exigem, eles serão proibidos de ficar com automóveis, modernas tecnologias, confortos corriqueiros, ar condicionado ou mesmo até calefação.

Nenhum custo pessoal, nem fantásticas despesas governamentais, são altas demais para a Nova Ordem Mundial Verde (ou a Ordem dos Fornecedores “Verdes” prediletos e seus amigos no governo).

Enquanto se impõe o plano, as liberdades dos cidadãos vão despencando.

Isso soa incrivelmente parecido com a filosofia política que pede o fim de toda propriedade privada, aplicando o velho ditado atribuído a Vladimir Lenine: “os capitalistas vão nos vender a corda que usaremos para enforcá-los”.

A manobra faz que alimentos e combustíveis se tornem caros ou escassos. E os arautos “verdes” que dogmatizam as novas virtudes morais ambientalistas aplaudem que os cidadãos se empobreçam cada vez mais e até pior do que nunca para “salvar o planeta”.

A atual “loucura” ambientalista que pinta rochas inúteis de verde brilhante acabará trucidando até os endinheirados neocapitalistas do meio-ambiente e fará os cidadãos empobrecidos agonizarem por não muito tempo, conclui Shurk.

domingo, 5 de fevereiro de 2023

“Compostagem humana”: paroxismo da irreligião ecológica

Compostagem humana auge do ateismo ecologista
Compostagem humana: auge da religião o ateia ecologista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O estado de Nova York se somou a outras cinco unidades da federação que legalizaram um ímpio processo de decomposição do corpo dos defuntos.

O pretexto radicalmente ateu visa produzir uma espécie de adubo como “alternativa ecológica” que recicla o corpo para dar um composto que reduz sua pegada de CO2, noticiou a BFMTV.

O ato é um desrespeito do destino final das almas e da Fé na ressurreição dos mortos no fim do mundo para comparecer ante Deus no Juízo Final. Essa fé dogmática professada no Credo católico pede dar digna sepultura aos restos que ressuscitarão ao som da trombeta do anjo. E é ocasião para renovarmos as orações pelos defuntos.

Mas o ateísmo ecologista adaptou um velho procedimento anticristão com o pretexto de transformar o corpo em húmus supostamente para o bem do planeta. Na realidade atrai uma maldição sobre a terra que o acolhe. A medida foi aprovada pela governadora de Nova York, Kathy Hochul.

O método é considerado muito mais respeitoso com o meio ambiente, mas para o católico pensa nos locais onde se cometeram crimes que espalham um imponderável de horror.

Essa filosofia ateia e materialista já foi posta em prática em massa pelo comunismo dos khmer-rouges cambojanos nos campos da reforma agrária onde morreram milhões de homens. O “Livro Negro do comunismo” narra até a cena em que um escravo faminto encontra um tubérculo que cresceu aderido a um pedaço de caveira.

O caso ecologista americano pretende ser mais sofisticado: os restos mortais devem ser entregues a uma empresa especializada em “redução orgânica” e não devem conter nenhuma bateria, célula elétrica ou implante radioativo.

O destino eterno das almas e a dogmática ressurreição final dos mortos são desrespeitados
O destino eterno das almas e a dogmática ressurreição final dos mortos são desrespeitados
O falecido é colocado em um recipiente semi-aberto reutilizável contendo um leito de aparas de madeira, alfafa ou palha para que os micróbios cresçam apodrecendo o corpo em horrenda tarefa.

O processo dura de seis a oito semanas, e produz um metro cúbico de terra rica em nutrientes e maldição que pode ser usado como fertilizante, explica a mídia inglesa.

“Qualquer coisa que possamos fazer para desviar as pessoas de forros de concreto, caixões sofisticados e embalsamamento, devemos fazer e apoiar”, disse Michelle Menter, diretora do Greensprings Natural Cemetery Preserve, cemitério construído propositadamente no centro de Nova York.

“A compostagem é um processo utilizado para resíduos domésticos ou agrícolas, e não oferece o respeito devido aos restos corporais”, disse em indignada nota de imprensa a Conferência Católica deste Estado.

O estado de Washington foi o primeiro estado a legalizar a prática em 2019, seguido pelos de Colorado e Oregon em 2021, e depois Vermont e Califórnia no final de 2022. Califórnia começará a aplica-lo em 2017.

Na França, análoga proposta chamada de “humusação” surgiu em 2016, mas foi proibida.

O ministério responsável não a aceitou alegando “questões importantes, relacionadas com a falta de estatuto jurídico das partículas resultantes”.

Mas a proposta abriu caminho para “uma reflexão aprofundada que poderia continuar no âmbito do Conselho Nacional de Operações Funerárias (CNOF)”.

Anjo resguarda túmulo familiar no aguardo da Ressurreição
Anjo resguarda túmulo familiar no aguardo da Ressurreição
Na Califórnia, desde 2027, será possível jogar o cadáver para se decompor passando por cima dos costumes cristãos, e de acordo com um método “mais respeitoso com o meio ambiente do que a cremação ou o enterro”, informou a BFMTV.

A lei de produção de adubo foi assinada pelo governador do estado. O método é igualmente repugnante ao de New York e o “adubo” é devolvido aos familiares da pessoa falecida.

Cristina Garcia, membro da Assembleia da Califórnia, defende que a técnica é “mais ecológica do que o enterro, que pode liberar produtos químicos no solo, ou a cremação, que usa combustíveis fósseis e libera dióxido de carbono que aquece o planeta”.

“Este é um método alternativo de descarte de corpos que não contribuirá para as emissões em nossa atmosfera”, sublinhou.

Custa entre 5.000 e 7.000 dólares, dependendo das empresas.

O procedimento já é legal em toda a Suécia, acrescentou o Huffpost.